Barcos se aproximam do Cabo Horn; Scallywag vai para o Chile

28/03/2018 19:38
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 11
on board Brunel. Drone picture. 400 miles from Cape Horn. 30 knots of wind. 5-6 meter waves. Drone back on board. Thanks to Kyle Langford for help on launching and catching the drone. 28 March, 2018.

A Volvo Ocean Race 2017-18 segue sendo disputada rumo a Itajaí, no Brasil. Os barcos ainda navegam pelos mares do sul e se aproximam do Cabo Horn. O primeiro a contornar o local ganha um ponto de bônus. A previsão é que isso ocorra nesta quinta-feira (28) pela manhã.

O time do Sun Hung Kai / Scallywag não confirmou seus planos para a sequência do campeonato, mas deve utilizar algum porto na costa oeste do Chile para parar. O local é mais próximo nesse momento e conta com uma zona relativamente segura para as condições muito duras que ainda enfrentam. A equipe tenta se recuperar da devastadora perda do britânico John Fisher, na última segunda-feira (26).

As outras seis equipes continuam a avançar em direção ao Cabo Horn, com o Team Brunel de Bouwe Bekking na frente por quatro dias seguidos. A tripulação holandesa tem vantagem de 65 milhas náuticas.

Ventos fortes

As equipes continuam a enfrentar ventos com mais de 40 nós e mares pesados, enquanto navegam na direção do Cabo Horn, onde o Oceano Pacífico é forçado a atravessar a estreita zona compreendida entre a América do Sul e a Antártida.

O famoso Cabo Horn marca a passagem para o Oceano Atlântico e significa o fim do Pacífico para a flotilha da Volvo Ocean Race.

Atrás do Brunel estão Vestas 11th Hour Racing, MAPFRE (líder do campeonato) e o Dongfeng Race Team. Mais atrás aparecem Turn the Tide on Plastic e o AkzoNobel, da brasileira Martine Grael.

Mensagem dos velejadores ao amigo

A perda de John Fisher, do Scallywag, continua a pesar nas mentes dos velejadores. Vários deles manisfestaram a dor e o luto pelo ocorrido.

Dee Caffari, líder do Turn the Tide on Plastic 

”Muitas lágrimas foram derramadas entre todos e em particular. Fish era um amigo, um fã e um grande apoiador do nosso projeto. Ele era um velejador talentoso que fazia oque amava, e é isto que nos consola neste momento difícil. Agora, quando olhamos para o céu, infelizmente, vemos outro espírito de um velejar perdido num albatroz olhando por nós aqui. Nossos corações e orações vão para sua família, amigos e ainda mais para a equipe SHK / Scallywag, bem como a restante família da Volvo Ocean Race que perdeu um ente querido”.

Simon Fisher, Navegador do Vestas 11th hour Racing

“Depois da devastadora notícia de ontem corremos para o Cabo Horn com corações pesados. Embora devamos tentar manter nosso foco na regata. Todos os nossos pensamentos e orações estão com John, sua família, seus companheiros de equipe e amigos. O Oceano Antártico tem sido especialmente difícil este ano, tem sido mais implacável”.

Xabi Fernandez, líder do MAPFRE

”Momentos muito tristes aqui no MAPFRE depois que a notícia veio do Scallywag ontem. Eu digo que todos os nossos pensamentos estão com a tripulação do Scallywag e toda a família de John e desejamos o melhor para eles”.

Simeon Tienpoint, líder do team AkzoNobel

”Todos do AkzoNobel a bordo queremos dar nossas condolências à família de John Fisher ou ‘Fish’, como o conhecemos. Mas também queremos dar força aos caras a bordo do Scallywag e a toda a equipe, claro, em terra. Pessoalmente, eu sei, infelizmente, o quão difícil é nesta situação. Eles têm que ficar juntos e esperamos vê-los em segurança em terra muito, muito em breve”.

Kyle Langford, Team Brunel

”Infelizmente, John Fisher foi perdido e isso é absolutamente devastador para todos a bordo e, obviamente, a moral está baixa e todo mundo está realmente sentindo por seus amigos, familiares e todos os companheiros de equipe que ele tem naquele barco. Eu não posso imaginar a dor que eles estão passando. Nossos pensamentos são em primeiro lugar para esses caras – e a regata é realmente secundária neste momento”.

Temperaturas começam a cair na Volvo Ocean Race

20/03/2018 18:13
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 04 on board Dongfeng. Daryl Wislang driving the bus trough the Pacific. 19 March, 2018.

As temperaturas já começam a cair durante a sétima etapa da Volvo Ocean Race, percurso entre Auckland, na Nova Zelândia, e Itajaí (SC), no Brasil. As sete equipes que partiram no fim de semana da Oceania descem a todo vapor para o sul.  A partir daí a situação deve ficar cada vez mais complicada, com termômetros beirando zero e ventos fortes!

“Já está muito molhado”, disse a brasileira Martine Grael, do team AkzoNobel. “Vai ficar muito mais frio também. Vamos ver como lidar com uma semana inteira molhada. Não vai ser fácil, mas estou ansiosa para entrar na ‘avenida’ que nos leva até a América do Sul”.

Segundo o Race Control, os termôemtros já batem 10 graus na descida pelos mares da Oceania.

A equipe do AkzoNobel estava em segundo lugar na atualização da tarde desta terça-feira (20). O Vestas 11th Hour Racing lidera a prova de 7.600 milhas náuticas náuticas, mas os outros barcos estão tão rápidos quanto, velejando as últimas 24 horas mais de 500 milhas náuticas.

À medida que os barcos se aproximam das zonas de alta pressão, a direção do vento e o estado do mar ficam fora de alinhamento, de modo que o melhor timoneiro vai levar vantagem.

“Nós notamos que está começando a esfriar, especialmente a água”, disse Carolijn Brouwer, do Dongfeng Race Team. “Estamos indo direto para o sul de maneira bastante rápida – cerca de 20 nós. Há muito para avançar – isso é apenas um aquecimento, ou um resfriamento”.

A etapa é marcada por muito frio e passagem próxima à zona de exclusão do gelo. O vencedor pelos mares do sul ganhará pontuação dobrada quando cruzar a linha de chegada em Itajaí (SC).

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 3 on board AkzoNobel. 19 March, 2018. Simeon Tienpoint and Nicolai Sehested getting ready to shake the reef in the main sail.

“Essa perna provavelmente é a coisa mais gratificante e mais estressante que nós vamos pegar. É uma pressão geral. Sobre os patrocinadores, sobre mim, sobre relacionamentos … É muito difícil”, disse Dave Witt, líder do Sun Hung Kai / Scallywag, que está na lanterninha por enquanto da etapa.

Com a zona de exclusão de gelo situada abaixo de 50 graus sul, as equipes estão efetivamente reduzindo a distância que terão para navegar. Eles enfrentarão então uma semana desafiadora de tempo pesado com ventos entre 30 e 40 nós.

Os barcos devem chegar até 6 de abril ao Brasil.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 3 on board Turn the Tide on Plastic. Bleddyn Mon. The fleet sails south through the roaring forties. 19 March, 2018.

Martine Grael é a primeira brasileira a vencer regata da Volvo Ocean Race

27/02/2018 18:46
Leg 6 to Auckland, arrivals. 27 February, 2018.

O barco Team AkzoNobel foi o vencedor da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso de mais de 6 mil milhas náuticas entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). Com a brasileira Martine Grael a bordo, a equipe cruzou a linha de chegada na manhã desta terça-feira (27), após uma disputa milha a milha com o Sun Hung Kai / Scallywag pela vitória. O resultado, além de um dos mais apertados de todas as edições do evento, foi histórico para a vela nacional, já que a campeã olímpica da Rio 2016 se tornou a primeira brasileira a vencer uma perna da regata de Volta ao Mundo.

“Sentimento incrível de ganhar uma perna em Auckland”, comemorou Martine Grael. “Foi um clima muito tenso antes da chegada aqui na Nova Zelândia. Teve vento fraco, todo mundo se aproximando por trás com mais vento e foi muito tenso nas últimas 24 horas. Parecia uma pulga que não queria sair!”.

Martine Grael, também a primeira brasileira a se tornar campeã olímpica, disse que a emoção nas regatas sempre está ao seu lado. A regata responsável pelo ouro olímpico na Rio 2016 na classe 49er FX, ao lado de Kahena Kunze, foi decidida na última boia, com uma ultrapassagem histórica na Baía de Guanabara. Na sexta etapa da Volvo Ocean Race a história se repetiu, com dois minutos de diferença para o segundo colocado, o SHK Scallywag!

“Eu sempre quis uma chegada monótona e fácil. Mas infelizmente isso não está sendo possível, na Olimpíada e aqui sempre com emoção. Foi um clima muito intenso a bordo nas últimas 24 horas. Agora é comemorar, descansar e preparar para a próxima perna”.

A próxima etapa da Volvo Ocean Race terá como destino final o Brasil. Os barcos partem no dia 18 de abril de Auckland rumo a Santa Catarina, na cidade de Itajaí. A etapa vale pontuação dobrada e terá desafios pelos mares do sul como os limites de gelo, ondas gigantes e ventos fortes. O primeiro a contornar o Cabo Horn ganhará uma pontuação extra.

Mais sobre a sexta etapa 

A equipe holandesa do AkzoNobel fez o percurso em 20 dias, 9 horas e 17 minutos. Diferença de apenas 2 minutos para o segundo colocado, o Scallywag. Em terceiro chegou o MAPFRE, 22 minutos depois. A etapa foi uma das mais próximas da história, com o Dongfeng Race Team e Turn the Tide On Plastic terminando a prova 25 e 27 minutos, respectivamente, atrás do AkzoNobel. O sexto colocado foi o holandês Team Brunel, que terminou a etapa após 1 horas do vencedor.

“Foi um match race de 7 mil milhas náutica, algo irreal”, disse o comandante Simeon Tienpont, comandante do AkzoNobel. “Nunca fiz uma regata como essa em toda a minha vida. Sempre tinha alguém no nosso visual”.

O segundo colocado valorizou a vitória do AkzoNobel. “Nossa equipe nunca se deu por vencida”, contou o skipper do Scallywag, David Witt. “Dessa vez não deu! Mas tivemos nossas oportunidades, mas eles foram melhores”.

O resultado em Auckland leva o team AkzoNobel do quarto para o sexto lugar na classificação geral da Volvo Ocean Race 2017-18. A equipe somou sete pontos mais um extra e agora tem ao todo 23 pontos. O bronze na sexta etapa ampliou a vantagem do espanhol MAPFRE na liderança do campeonato com 39 pontos. Em segundo está o chinês Dongfeng Race Team, com 34, e em terceiro o SHK Scallywag, de Hong Kong, com 26 pontos.

O barco que velejou mais rápido em 24 horas na sexta etapa foi o Dongfeng Race Team, com 499.71 milhas náuticas percorridas em apenas um dia.

Leg 6 to Auckland, arrivals. 27 February, 2018.

Vitórias brasileiras na Volvo Ocean Race

Martine Grael repete o feito do pai, Torben Grael, o primeiro a conquistar uma vitória para o País na Volvo Ocean Race. Na edição 2005-06, o barco Brasil 1 venceu a perna até Rotterdam, na Holanda.

“É um sentimento incrível de ganhar uma perna da Volvo Ocean Race, a gente chegou aqui em Auckland, uma cidade muito expressiva com uma cultura forte de vela”, disse Martine Grael.

Outros velejadores brasileiros também venceram etapas da Volta ao Mundo, como o próprio Torben Grael com o Ericsson 4 em 2008-09, Joca Signorini (Brasil 1 – Ericson 4 e Telefônica), Horácio Carabelli (Brasil 1 e Ericson 4), André ‘Bochecha’ Fonseca (Brasil 1 e MAPFRE) e Kiko Pelicano (Brasil 1).

Team AkzoNobel abre vantagem e tem chance real de vitória em Auckland

25/02/2018 17:39
Leg 6 to Auckland, day 19 on board AkzoNobel, Cecile in action on boat, 25 February, 2018.

O barco team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, retomou a liderança da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, caminho entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). A equipe da campeã olímpica na Rio 2016 abriu ainda mais de 20 milhas de vantagem para o segundo colocado, o Turn the Tide on Plastic.

O curinga na tabela de classificação no momento é o Scallywag, que adotou o modo invisível no início desta manhã de domingo (25).  No momento em que sumiram do mapa, eles tinham uma pequena vantagem na liderança.

O team AkzoNobel já contorna o Cabo Reigna e navega pelo norte da Nova Zelândia. Os líderes estão cada vez mais rápidos e a turma retardatária sofre para andar.

Leg 6 to Auckland, day 19 on board AkzoNobel, Chris Nicoholson at sunrise, 25 February, 2018.

“Eles estão indo três ou quatro nós mais rápido que nós. Eu não acho que haja algo que possamos fazer para passar”, disse o comandante do Dongfeng Race Team, Charles Caudrelier. A equipe está em segundo na classificação geral, que tem o MAPFRE como líder.

A previsão de chegada, segundo os dados enviados pela organização da Volta ao Mundo, é na terça-feira (27). Se o resultado se confirmar será a primeira vitória em etapa do barco de Martine Grael.

Disputa indefinida nos recifes e corais da Oceania

22/02/2018 20:50
Leg 6 to Auckland, day 16 on board AkzoNobel, Team Akzonobel, 22 February, 2018.

A regata de Volta ao Mundo está em sua sexta etapa e os seis barcos na disputa passam pelo Mar de Coral, na Oceania. Quatro equipes seguem com chances reais de vitória na perna da Volvo Ocean Race de Hong Kong a Auckland (Nova Zelândia), que deve ter sua conclusão na semana que vem!

Em terceiro na última atualização da tarde desta quinta-feira (22), o team AkzoNobel segue vivo na disputa pela vitória da etapa. A brasileira Martine Grael disse que foram muitas as dificuldades de navegação enfrentadas na passagem pelos Doldrums – área de calmaria na passagem pelos hemisférios.

“Desde que começamos a perna tivemos muitas decisões táticas, bem fora do rumo que estamos indo, que é a Nova Zelândia. Devido aos sistemas de alta e baixa pressão, acabamos de passar pelas águas do Doldrums, e por isso ainda não sabemos se saímos ou não. Os ventos estão muito fracos, quase não andamos para frente, além de muito calor”, disse Martine Grael.

A liderança provisória da sexta etapa da Volvo Ocean Race é do Turn the Tide on Plastic, seguido pelo Team Brunel. Em quarto, o Sun Hung Kai / Scallywag tenta recuperar a ponta.

”Agora, vamos passar por uma transição, para pegar os ventos alísios. Então, estamos tentando manter a liderança, contra os barcos mais a leste que a gente e todos os modelos não estão batendo muito. Com sorte, conseguiremos sair na frente”, completou a brasileira, campeã olímpica na Rio 2016.

No Mar de Coral, as equipes da Volvo Ocean Race passam no meio da segunda maior barreira de coral do mundo, principalmente na cadeia das ilhas do Pacífico Sul e da Nova Caledônia.

“A cerca de 120 milhas, há um recife no topo da Nova Caledônia”, explicou Dee Caffari (TTOP), a primeira mulher a fazer uma volta ao mundo sem escalas e em solitário.

”Agora até Auckland cada minuto conta. Os nossos adversários que estão atrás de nós vão fazer algo semelhante, mas os que estão mais para oeste vão contornar pelo lado de fora. Teremos que ver quem ganha com esta opção – amanhã saberemos”.

Quase 70 milhas atrás dos líderes, o MAPFRE e o Dongfeng Race Team estão juntos novamente, depois de se terem separado na véspera.

Apesar de estarem atrás com uma distância considerável, nenhuma equipe está fora da regata, pois segundo as previsões há oportunidades para recuperar nos últimos dias da etapa.

”A moral a bordo é boa, e todos esperamos uma oportunidade para recuperar algumas milhas a médio prazo”, disse o navegador do MAPFRE, Juan Vila.

“A frente da Austrália Oriental pode trazer algumas oportunidades, e a passagem para a Nova Zelândia pode não ser tão direta quanto pensamos”.

Leg 6 to Auckland, day 16 on board Turn the Tide on Plastic. 22 February, 2018.

AkzoNobel e Scallywag sofrem menos nos Doldrums

17/02/2018 17:29
Leg 6 to Auckland, day 10 on board AkzoNobel, Simeon on the wheel 16 February, 2018.

O time da brasileira Martine Grael segue firme na liderança da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, caminho entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia).

O team AkzoNobel já abriu mais de 50 milhas náuticas de diferença para o segundo colocado, o Team Sun Hung Kai / Scallywag.

Os dois barcos citados conseguiram navegar rápido nas últimas 24 horas na passagem pelas calmarias dos Doldrums.

Para se ter uma ideia, a vantagem do team AkzoNobel para o restante da flotilha aumentou em mais de 50% neste sábado (17).

A diferença para o terceiro colocado, que é o Team Brunel, já supera 120 milhas náuticas. Para o MAPFRE – o sexto e último na etapa – é de 230 milhas náuticas.

Dongfeng Race Team e MAPFRE tiveram uma navegação bem lenta pelas calmarias. As próximas 24 horas parecem estar um pouco mais fáceis de entender com a flotilha pegando ventos médios. Já no dia seguinte a tendência é de diminuição.

Um ciclone ao sul interrompe os padrões climáticos normais. Isso tornará o início da semana extremamente desafiador, e é provável que haja novamente uma junção dos barcos em um só pelotão.

Leg 6 to Auckland, day 11 on board Sun hung Kai/Scallywag. 16 February, 2018.

Lamentavelmente, a comunicação foi interrompida desde sexta-feira (16). A Inmarsat confirma que atualmente está sofrendo uma interrupção do seu I-4 F1, o satélite da banda L, que cobre a região da Ásia-Pacífico.

A causa foi identificada como um problema de controle de altitude da nave espacial. Atualmente, a Inmarsat está implementando atividades de recuperação específicas para estabelecer um retorno seguro às operações normais o mais rápido possível.

Isso impactou os On Board Repórteres, que não conseguiram enviar conteúdo. No entanto, a segurança da frota não foi afetada pela interrupção, já que o Race Control ainda é capaz de rastrear os barcos e enviar mensagens básicas por e-mail por meio de um satélite Inmarsat alternativo.

Teremos mais informações sobre esta questão à medida que elas se tornem disponíveis.

Barco de Martine Grael está em primeiro na Etapa 6 da Volvo Ocean Race

13/02/2018 19:08
Leg 6 to Auckland, day 07 on board AkzoNobel . 13 February, 2018.

“É um match race com AkzoNobel, que vai na frente! Nos Doldrums a etapa vai ser decidida”, disse o skipper do Scallywag, David Witt.

A equipe de Hong Kong venceu a etapa 4, praticamente um caminho reverso a esse. O AkzoNobel foi terceiro.

Faltam ainda mais de 3.400 milhas náuticas para a chegada ao porto neozelandês, mas estar em primeiro num momento chave da etapa, com a chegada às zonas de calmaria, pode fazer a diferença no fim.

Leg 6 to Auckland, day 07 on board AkzoNobel . 13 February, 2018.

”Os Doldrums vão ser muito interessantes e nós nos estamos onde queremos, por isso estamos muito felizes”, contou David Witt.

No bloco de trás, MAPFRE, Dongfeng, Brunel e Turn the Tide on Plastic também estão colados, porém mais a leste no Mar das Filipinas.

”Foi uma noite divertida”, explicou Peter Burling, do Brunel. “Nós ficamos pouco atrás do MAPFRE, e tivemos uma pequena batalha durante meia hora. E estivemos bem, conseguimos passá-los, por isso foi bom”.

As equipes precisam de escolher o seu ponto de entrada nos Doldrums nas próximas 48 horas.

“Se eu pudesse por o barco num lugar, além de colocá-lo na linha de chegada, eu deixaria exatamente onde estamos agora”, concluiu David Witt.

O tempo dirá se o seu otimismo será comprovado!

Leg 6 to Auckland, day 07 on board Sun hung Kai/Scallywag. Crossing path with USA territory islands, lookied like a small vulcano from the boat.13 February, 2018.

Barco de Hong Kong vence quarta etapa e faz a festa em casa

19/01/2018 17:58
Leg 4, Melbourne to Hong Kong, arrivals. 19 January, 2018.

O barco Team Sun Hung Kai / Scallywag foi o vencedor da quarta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, prova disputada entre Melbourne (Austrália) e Hong Kong. A equipe ‘da casa’ completou, nesta sexta-feira (19), o percurso de quase 6 mil milhas náuticas em 17 dias, 4 horas e 30 minutos.

A equipe, comandada pelo australiano David Witt, teve de se superar para ficar com o primeiro lugar e fazer a festa dos fãs locais na chegada. Durante o percurso, a tripulação viveu o drama com a queda do também australiano Alex Gough ao mar após uma manobra. O velejador foi resgatado em poucos minutos sem arranhões e o Team Sun Hung Kai / Scallywag acelerou para fechar em primeiro.

”A gente tinha um plano e fizemos o planejado. Algumas vezes dá certo, outras não. Dessa vez deu!”, disse o comandante David Witt. ”Fomos a última equipe a entrar na disputa e leva mais tempo pra gente saber como as coisas funcionam. Todas as equipes precisam de confiança e nessa etapa conseguimos com decisões acertadas. O objetivo é continuar a melhorar”.

A equipe de Hong Kong acelerou para a vitória após a passagem pela calmaria dos Doldrums. Antes praticamente todas as equipes estiveram na frente por pelo menos algumas horas. Na reta final, o Team Sun Hung Kai / Scallywag adotou o modo invisível para tentar evitar um ataque dos adversários.

“Fiquei realmente impressionado com a maneira como corremos nos últimos dois dias. Tivemos uma liderança bastante grande e, em seguida, sem culpa nossa, cerca de dois terços dela perdemos”, contou David Witt.

O resultado da etapa quatro deve embolar o campeonato, já que o Dongfeng Race Team deve ser o segundo colocado ainda nesta sexta-feira (19). Com isso, o barco chinês diminuirá em pelo menos três pontos a vantagem do MAPFRE, atualmente o quinto na etapa. Hoje a vantagem espanhola está em seis.

Depois de Vestas 11th Hour Racing e Dongfeng Race Team, o próximo a cruzar a linha de chegada será o team AkzoNobel. da brasileira Martine Grael.

Velejador da Volvo Ocean Race cai na água, mas é resgatado

15/01/2018 19:04
Leg 4, Melbourne to Hong Kong, day 13 Big speeds and lots of water over the deck on board Sun Hung Kai/Scallywag. Photo by Konrad Frost/Volvo Ocean Race. 18 January, 2018

A edição 2017-18 da Volvo Ocean Race teve seu momento de maior preocupação  até o momento. Neste domingo (14), durante a quarta etapa da regata – entre Melbourne e Hong Kong – o australiano Alex Gough caiu no mar e foi minutos depois resgatado pela sua tripulação do Sun Hung Kai/Scallywag.
O incidente ocorreu durante uma mudança de vela feita pelo barco de Hong Kong, que lidera provisoriamente a etapa quatro. O vento era de 15 a 20 nós.
O barco entrou em modo resgate e a ação para colocar Alex Gough a bordo novamente durou sete minutos.
“Eu estava no leme quando aconteceu . Fizemos tudo rápido e ele está em segurança agora. Isso mostra como é difícil ver alguém num mar desses. Mesmo num dia de sol. Não gostaria ter fazer isso à noite e com muito vento”, disse o comandante David Witt.

VEJA O VÍDEO AQUI

O velejador que caiu no mar não vestia roupa de segurança, como os coletes normalmente usados em regatas oceânicas.
“Eu fui tolo, mas tive sorte de os caras me resgatarem  rapidamente”, disse Alex Gough.
A manobra de resgate custou alguns minutos e milhas para o barco líder da etapa. O segundo lugar está com o AkzoNobel, da brasileira Martine Grael.

Faltam menos de 2 mil milhas para a chegada em Hong Kong. Os barcos devem concluir a Regata em 19 de janeiro

Sun Hung Kai/Scallywag acelera para Hong Kong

Leg 4, Melbourne to Hong Kong, day 14 David Witt and Grant Wharington on board Sun Hung Kai/Scallywag. Photo by Konrad Frost/Volvo Ocean Race. 15 January, 2018.

Mesmo após ter um tripulante na água após o incidente, o Sun Hung Kai/Scallywag segue com vantagem na liderança da quarta etapa da Volvo Ocean Race, percurso entre Melbourne e Hong Kong. No placar desta segunda-feira (15), o barco de Hong Kong segue com mais de 70 milhas náuticas para o segundo colocado, o Vestas 11th Hour Racing. A previsão para a linha de chegada está em 19 de janeiro.

A estratégia de cortar caminho pelas Ilhas Salomão foi fundamental para a equipe que, mesmo com o incidente com o tripulante Alex Gough, segue com distância confortável! Nas 24 horas anteriores, o Scallywag acelerou ainda mais fazendo 504,7 milhas, 25 milhas a mais do que o Vestas 11th Hour Racing.

“Alguns dias atrás perdemos milhas e por isso tentamos algo diferente”, explicou John Fisher, tripulante do Scallywag. “Durante o último dia, esta opção começou a dar frutos. É muito positivo não estar na parte de trás da flotilha, mas sabemos que tudo pode mudar. Hong Kong é a nossa cidade, por isso para nós obter um bom resultado seria muito bom”.

O time do MAPFRE, que lidera a competição, vê com bons olhos uma possível vitória de Hong Kong para deixar os chineses do Dongfeng Race Team mais distantes.

“[Uma vitória para o Scallywag] seria boa para eles, mas também para nós”, disse Rob Greenhalgh. “Com um ponto de bônus disponível para o ganhador da etapa, o melhor para nós era que Vestas e Dongfeng não vencessem”.

Os ventos alísios de nordeste agora dominam a subida para Hong Kong, limitando as opções táticas disponíveis para as equipes.