Barco SHK / Scallywag chega a Itajaí e agora corre contra o tempo

19/04/2018 19:17
Itajai Stopover. SHK/Scallywag arrives in Itajai. 19 April, 2018

O barco SHK / Scallywag chegou nesta quinta-feira (19) na cidade de Itajaí (SC), a menos de dois dias da largada para a oitava etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. A equipe abandou a prova após perder o britânico John Fisher caído no mar e não foi localizado. O barco ficou dias parado na costa oeste do Chile e só terminou a travessia nesta tarde.

O público da Vila da Regata recebeu a equipe com aplausos e emoção. Os tripulantes dos outros barcos foram ao píer ajudar no desembarque. “Foi incrível a quantidade de ajuda que recebemos das outras equipes”, disse a velejadora Annemeike Bes. “É uma ótima sensação que tantas pessoas estão nos apoiando.”

Agora, o time de Hong Kong corre contra o tempo para deixar tudo pronto para a largada rumo a Newport, Rhode Island, na tarde de domingo (22).

Neil Cox, o chefe do estaleiro da Volvo Ocean Race, diz que tem sua equipe de engenheiros está pronta para trabalhar contra o relógio e fazer com que Scallywag largue com o restante da flotilha.

“Temos toda a força de trabalho do The Boatyard dedicada a trabalhar nesse barco”, disse Cox. “Também temos fornecedores no local para nos ajudar com determinadas tarefas”.

O português António Fontes, integrante do Scallywag, estava com a equipe de terra na hora do desembarque já dando início aos reparos.

”A principal dificuldade para o time foi o abalo psicológico. Era o membro mais velho da equipe, visto como um pai pelos demais atletas”, disse Fontes. ”Fomos bem recebidos pelos demais velejadores e por Itajaí”.

O barco não vai disputar a In-Port Race, marcada para sexta-feira (20). A regata vale como desempate ao final do campeonato.

Itajai Stopover. SHK/Scallywag arrives in Itajai. 19 April, 2018

Equipes da Volvo Ocean Race testam barcos após reparos

17/04/2018 18:11
Itajai Stopover. Crane in. 16 April, 2018.

A tarde desta terça-feira (17) foi de testes para cinco equipes que disputam a Volvo Ocean Race 2017-18 em Itajaí (SC). Depois de enfrentar os mares do sul, os barcos passaram por um verdadeiro check-up antes de volta para a água. A maioria dos velejadores aproveitou o intervalo de mais de uma semana para descansar.

E o dia foi reservado para ajustes finos na água. Os engenheiros do The Boatyard junto às equipes de terra de cada barco em Itajaí trabalharam dia e noite nas últimas duas semanas para fazer os reparos necessários.

”É a primeira vez que o barco volta para a água depois de passar por uma semana de manutenção onde é retirado o mastro, a quilha e posteriormente tudo colocado no lugar. Daí a gente faz um teste na água para ver se está tudo certinho”, disse a holandesa Carolijn Brouwer, do Dongfeng Race Team.

”Temos muita confiança na nossa equipe de terra, mas isso é fundamental, pois são os velejadores que realmente vão usar o barco. Também usamos esse dia para testarmos as velas que são trocadas para a próxima etapa”, concluiu a velejadora.

A brasileira Martine Grael voltou de Niterói (RJ) após curtir um justo descanso com a família e amigos. A atleta, campeã olímpica na Rio 2016, integra o team AkzoNobel na regata Volvo Ocean Race.

E por falar em campeão olímpico, o espanhol Xabi Fernández fez questão de se reunir com toda sua equipe apara traçar os planos para a semana, que incluem treinos, a regata In-Port Race e a largada para Newport (Estados Unidos).

”Finalmente temos o barco de volta à água depois de um ótimo trabalho da nossa equipe de terra aqui em Itajaí. Navegamos para simplesmente verificar se tudo funcionava corretamente. O barco foi montado e desmontado. Já na quarta-feira vamos nos concentrar para a disputa da regata treino”, disse o campeão olímpico espanhol Xabi Fernández, comandante do MAPFRE. ”Esperamos que haja um grande público. É bom ver a vila tão cheia todos os dias”.

Nesta terça-feira (17), o Vestas 11th Hour Racing ficou sob revisão no estaleiro. O barco perdeu o mastro na sétima etapa e agora os profissionais correm contra o tempo para deixar tudo pronto antes da largada para Newport, marcada para o domingo (22).

A equipe do The Boatyard começa a instalação do novo mastro nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (18) e o processo deve durar o dia todo.

”Como é um mastro com cabos que nunca foram ajustados, é preciso fazer bem ajustado, passo a passo. Sempre têm muitos detalhes, como é um material novo precisamos ter cuidado. Os cabos são como espaguetes finos de carbono e não podem estar retorcidos. Tem que prestar atenção se estão perfeitamente retos antes de aplicar tensão”, explicou o chefe de engenharia da Volvo Ocean Race, Álvaro de Haro.

Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals in Itajai. 03 April, 2018

O SHK / Scallywag deve chegar na quinta-feira (19) em Itajaí. O barco estava no Chile após o acidente com o britânico John Fisher, que caiu no mar e não foi localizado.

Os velejadores do Scallywag também já estão na cidade para a próxima etapa. Ainda não está definido se participam ou não da In-Port Race, marcada para sexta-feira (20), a partir de 14h.

”Obviamente vamos fazer toda a manutenção e verificação do barco. Esperamos que esteja bem como aparentemente está para no domingo estarmos prontos para a largada”, disse o português António Fontes, integrante do Scallywag.

Agenda 

18.4.18 Regata Treino

19.4.18 Regata Pro-Am

20.4.18 Coletiva de imprensa dos skippers

20.4.18 Regata In-Port

22.4.18 Etapa 7 – Largada para Newport

Leg 7, from Auckland to Itajai. Dongfeng finish second. 3rd April, 2018.

Direto para o estaleiro! Vestas 11th Hour Racing chega a Itajaí

16/04/2018 18:50
Leg 7 from Auckland to Itajai, Vestas 11th Hour Racing arrives in Itajai. 16 April, 2018.

Depois de perder o mastro e abandonar a sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, o Vestas 11th Hour Racing conseguiu chegar a Itajaí (SC) para iniciar os reparos no barco. O veleiro azul chegou na manhã desta segunda-feira (16) à Vila da Regata. A bordo estavam integrantes da equipe de terra do veleiro norte-americano/dinamarquês e o velejador Damian Foxall. Os outros tripulantes na viagem das Ilhas Malvinas até Itajaí foram o espanhol Diego Torrado, o norte-americano Andres Guerra Font, o neozelandês Spencer Loxton e o uruguaio Diego Turell.

A viagem entre as Ilhas Malvinas (Argentina) até a cidade catarinense durou nove dias. O barco saiu no sábado, 7 de abril, e percorreu 1.600 milhas náuticas.

”É uma perna maravilhosa, uma stopover incrível. Depois de mais de 1.600 mil milhas náuticas das Ilhas Malvinas em nove dias, estamos aqui em Itajaí. Adaptamos um mastro para fazer essa travessia e agora temos um desafio para colocar um mastro novo e deixar tudo pronto para a próxima etapa”, disse o irlandês Damian Foxall, velejador e chefe de sustentabilidade da Volvo Ocean Race. ”Aqui somos bem recebidos, é um prazer estar aqui pela terceira vez”.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 21 on board Vestas 11th Hour. 06 April, 2018. Mast Accident – Farkland Islands

O atleta esteve na cidade outras vezes, com o Groupama 4 (edição 2011-12) e com o Oman na Transat Jacques Vabre 2013. Damian Foxall correu a primeira etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 entre Alicante (Espanha) e Lisboa (Portugal). O Vestas 11th Hour Racing foi o vencedor da prova.

”Itajaí é importante na área de sustentabilidade, estive aqui e vi como a comunidade encara o desafio de ser sustentável e reduzir o uso do plástico. O programa da regata no setor é importante”, falou Damian Foxall, chefe de sustentabilidade da equipe norte-americana/dinamarquesa.

Poste de luz improvisado

A operação de adaptar um novo mastro e seguir viagem até Itajaí começou assim que a tripulação do Vestas 11th Hour Racing anunciou que perdera a principal peça do barco na disputa da sétima etapa. A equipe foi a segunda a contornar o Cabo Horn e estava próxima do pódio.

Mas como manda a tradição da perna pelos mares do sul,  pelo menos um barco sofre desmastreação. Dessa vez foi o Vestas 11th Hour Racing.

O problema ocorreu em 30 de março, a cerca de 160 quilômetros a sudeste das Malvinas. A tripulação viajou de automóvel até o arquipélago e começou a procurar materiais para construir um mastro de fortuna (termo usado na vela para a adaptação). Foi improvisado um poste de luz.

”Penso que a sorte existe, mas temos que enfrentar as dificuldades. Temos que seguir trabalhando, é a única maneira de chegar. Estávamos navegando na segunda posição, estáveis, cômodos e escutamos um ruído e imediatamente caiu o mastro. São coisas que acontecem no esporte, as vezes sem muita explicação. O que nos resta a fazer é seguir a diante, continuar a lutar para fazer o melhor possível”, disse o espanhol Diego Torrado.

O estaleiro da Volvo Ocean Race, chamado de The Boatyard, assumiu o barco para trocar o mastro do veleiro. A operação deve ser concluída até a sexta-feira (20), quando ocorre a In-Port Race.

Falta apenas o SHK / Scallywag para completar a flotilha dos barcos da Volvo Ocean Race. A equipe está a caminho de Itajaí e deve chegar durante a semana.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 14 on board Vestas 11th Hour. 30 March, 2018. Mast Accident

Barco holandês vence etapa brasileira da Volvo Ocean Race

03/04/2018 17:33
Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals. 03 April, 2018.

A etapa da Volvo Ocean Race mais difícil de sua história foi concluída nesta terça-feira (3), em Itajaí (SC). Depois de percorrem 7.600 milhas náuticas desde Auckland, na Nova Zelândia, os barcos Team Brunel (Holanda) e Dongfeng Race Team (China) chegaram praticamente empatados ao litoral de Santa Catarina no fim da manhã, com termômetros marcando 32 graus.

O Team Brunel segurou o ataque do adversário e completou a prova em 16 dias, 13 horas e 45 minutos, diferença de apenas 15 minutos para o vice-campeão, o Dongfeng Race Team. Nem mesmo a falta de ventos na aproximação a Itajaí mudou o resultado

”Foi uma etapa dura do começo ao fim, uma prova que exigiu bastante do nosso psicológico e do nosso corpo”, disse o comandante holandês Bouwe Bekking. ”Foi incrível vencer, mas não estamos felizes em virtude da perda de John Fisher (SHK/Scallywag). Foi um soco no queixo”.

Os vencedores foram recebidos na Vila da Regata de Itajaí pelas autoridades e pelo público. O barco do Itajaí Sailing Team acompanhou de perto as equipes vencedoras. Não houve estouro de champagne tradicional e muito menos a banda da cidade em respeito à memória do britânico John Fisher, que está perdido no mar.

Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals. 03 April, 2018.

Os mares do sul deixaram marcas

A sétima etapa foi considerada a mais difícil para a maioria dos atletas já em terra. Os ventos fortes do começo ao fim, ondas gigantes, neve e as quebras de equipamento fizeram com que os mares do sul e a rondagem do Cabo Horn se transformassem em um tormento!

A força do ‘Furious Fifties’ (ventos da latitude 50) atingiram em mais de 35 nós os velejadores, que beiraram em quase todo percurso os limites de gelo. A bonificação para os barcos foi dobrada. O Team Brunel levou 16 pontos pra casa (incluindo um pelo Cabo Horn) e o Dongfeng Race Team 12.

O francês Charles Caudrelier e sua equipe chinesa devem assumir a liderança da classificação geral com o pódio. “Foi um resultado fantástico pra gente. E se o Turn The Tide on Plastic segurar o MAPFRE em quinto lugar pode ficar ainda melhor”.

”Foi a etapa mais difícil que corri, fisicamente e mentalmente. A força dos ventos e o percurso complicado, com muita neve, frio e ondas gigantes foram difíceis de encarar”, disse a holandesa Carolijn Brouwer, do Dongfeng. ”A melhor coisa seria abraçar meu filho e minha família. Mas como fizemos a etapa em 16 dias, muito rápido, não deu tempo deles chegarem a Itajaí”.

Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals. 03 April, 2018.

O team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, estão um dia e meio da chegada e devem cruzar a linha ainda até a quinta-feira (5).

Scallywag no Chile

O barco de John Fisher, o Sun Hung Kai/Scallywag, conseguiu chegar ao Chile depois de uma semana da tragédia nos mares do sul. A equipe deve decidir os próximos rumos em breve.

Ainda sobre o fato, a MRCC – Maritime Rescue Coordination Centre Chile -confirmou que as buscar pelo velejador foram suspensas.

O Vestas 11th Hour Racing permanece nas Ilhas Falkland (Malvinas) estudando a logística para chegar a tempo em Itajaí antes da largada da oitava etapa. A equipe perdeu o mastro.

Resultados anteriores no Brasil

A Volvo Ocean Race desembarcou pela terceira vez consecutiva em Itajaí trazendo dos mares do sul os melhores atletas do mundo. Já virou uma tradição o País sediar a prova, sendo o único representante da América do Sul no trajeto ao redor do globo. A regata de Volta ao Mundo já parou outras oito vezes no Brasil e as cidades do Rio de Janeiro (RJ) e São Sebastião (SP) reservam histórias imperdíveis do evento.

 1973-74: Sydney (Austrália) até Rio de Janeiro (RJ)

Vencedor: Great Britain II (Reino Unido)

 1977-78: Auckland (Nova Zelândia) até Rio de Janeiro (RJ)

Vencedor no corrigido: Gauloise II (França).

Fita-Azul: Great Britain II (Reino Unido)

1997-98: Auckland (Nova Zelândia) até São Sebastião (SP)

Vencedor: EF Language (Suécia)

2001-02: Auckland (Nova Zelândia) até Rio de Janeiro (RJ)

Vencedor:  illbruck Challenge (Alemanha)

2005-06: Wellington (Nova Zelândia) até Rio de Janeiro (RJ)

Vencedor: ABN AMRO ONE (Holanda)

2008-09: Qindao (China) até Rio de Janeiro (RJ)

Vencedor: Ericson 3 (Suécia)

2011-12: Auckland (Nova Zelândia) até Itajaí (SC)

Vencedor: PUMA (EUA)

2014-15: Auckland (Nova Zelândia) até Itajaí (SC)

Vencedor: Abu Dhabi (EAU)

2017-18: Auckland (Nova Zelândia) até Itajaí (SC)

Vencedor: Team Brunel (Holanda)

Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals. 03 April, 2018.

Brunel e Dongfeng lutam pela vitória no Brasil

01/04/2018 13:44
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 16 on board Dongfeng. Marie Riou grinding under a squall. 31 March, 2018.

O Team Brunel se defende nas milhas finais da sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 contra o ataque do Dongfeng Race Team. As duas equipes se aproximam rapidamente da chegada em Itajaí (SC) e pelos últimos relatórios da organização, o vencedor será definido na chegada à cidade. Faltam menos de 1.000 milhas náuticas para o fim da prova de 7.600.

“Todo mundo está realmente disposto a terminar a prova, especialmente depois de ouvir sobre alguns dos danos que os outros barcos sofreram”, disse Abby Ehler, do Team Brunel.

“Tivemos um pequeno problema com o nosso leme, que já consertamos, mas ainda há um longo caminho pela frente. Seria incrível ganhar esta perna. Ainda não tivemos uma performance excelente na competição, então ganhar seria excepcional. Dedos cruzados nada pode dar errado com o barco agora”.

A disputa entre holandeses e chineses segue intensa no través da Argentina. A previsão de chegada varia agora entre 3 e 4 de abril. Já o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, segue em terceiro lugar, 70 milhas náuticas atrás dos líderes.

A sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 já teve duas desistências (Vestas 11th Hour Racing e SHK | Scallywag). Outros dois times estão com problemas no mastro e navegam mais lentos: MAPFRE e Turn the Tide on Plastic. A prova, que passou quase que toda pelos mares do sul, terá pontuação dobrada. Outro ponto extra foi cedido ao Team Brunel, primeiro barco a contornar o Cabo Horn.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 15 on board AkzoNobel. 31 March, 2018. Luke Molloy keeping it steady.

“Os caras mais experientes a bordo estão dizendo para pegar leve no barco”, disse Brad Farrand, do AkzoNobel. “Temos andado com um pouco mais de cuidado”.

Dois dias depois de ter que parar perto do Cabo Horn por 13 horas para fazer reparos na vela grande rasgada e no mastro danificado, os líderes do campeonato, o MAPFRE, finalmente voltam a ter um jogo completo de velas.

“Tivemos muita sorte com o clima, principalmente na direção do vento, mas agora está ficando mais leve, então esperamos poder navegar com a vela grande inteira”, disse o capitão do MAPFRE, Antonio “Neti” Cuervas-Mons. “Parece muito bom, os caras fizeram um ótimo trabalho consertando”.

Enquanto isso, o Vestas 11th Hour Racing está trabalhando opções de logística para levar seu barco das Ilhas Falkland para o Itajaí a tempo da largada da oitava etapa.

E a equipe SHK / Scallywag continua sua longa navegação para a costa chilena após a trágica perda de John Fisher. A chegada é esperada no início da próxima semana. A equipe postou uma homenagem comovente a “Fish” aqui.

Tripulante do Sun Hung Kai / Scallywag cai no mar

26/03/2018 17:11

O Race Control da Volvo Ocean Race foi informado, na tarde desta segunda-feira (26), pela tripulação do Sun Hung Kai / Scallywag de um incidente com um tripulante da equipe que caiu no mar. O fato ocorreu às 13:42 UTC.

A equipe, juntamente com o Centro de Coordenação de Resgate Marítimo (MRCC), estão realizando uma operação de busca e resgate para recuperar o tripulante desaparecido, John Fisher (Reino Unido). O velejador usava equipamento de sobrevivência quando foi ao mar.

O restante da tripulação está em segurança.

O incidente ocorreu aproximadamente a 1.400 milhas a oeste do Cabo Horn.

O vento na área de busca é de forte intensidade, 35 nós, e o mar está pesado. A temperatura da água é de 9 graus Celsius. Há luz do dia, mas as condições meteorológicas devem se deteriorar nas próximas horas.

Dadas as condições da força de vendaval, não é uma opção desviar qualquer um dos outros seis concorrentes da Volvo Ocean Race, que estão a pelo menos 320 km mais a leste e a favor do vento para auxiliar na operação de busca.

O MRCC identificou um navio a aproximadamente 400 milhas náuticas de distância e foi desviado para o local.

Naturalmente, estamos profundamente preocupados, especialmente dadas as condições meteorológicas, e o Race Control em Alicante, na Espanha, está apoiando a equipe Scallywag e o MRCC durante toda a operação. .

Nós teremos mais informações assim que estiverem disponíveis.

A Volvo Ocean Race é uma regata de 45.000 milhas náuticas ao redor do mundo. As equipes estão atualmente no nono dia da sétima etapa. O percurso de Auckland (Nova Zelândia) até Itajaí (Brasil) tem 7,600 milhas náuticas.

Etapa até o Brasil da Volvo Ocean Race completa uma semana

25/03/2018 19:32
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 07
on board Brunel. Once again beautiful lights tonight. Editing the picture is easy. 25 March, 2018.

A sétima etapa da Volvo Ocean Race completou uma semana e a regata segue com bastante equilíbrio rumo ao Brasil pelos mares do sul.

O Team Brunel aproveitou as melhores escolhas e assumiu a liderança com mais de 20 milhas de vantagem para o segundo colocado Turn The Tide on Plastic, que é seguido de perto por Dongfeng Race Team e Vestas 11th Hour Racing.

”Tivemos dias incríveis, mas também momentos muito estressantes”, escreveu Bouwe Bekking no seu blog da Volvo Ocean Race. A opção para o norte reduziu o número de manobras em comparação com a maioria da flotilha.

O Brunel liderava a regata quando passou pelo Ponto Nemo, a área mais remota do mundo. O Point Nemo está a quase 1.400 milhas náuticas da terra mais próxima, o que significa que as pessoas mais próximas dos tripulantes, além das outras equipes, são os astronautas da Estação Espacial Internacional, cerca de 220 milhas náuticas acima deles.

A etapa tem ao todo 7.600 milhas náuticas e teve início no domingo (18) em Auckland, na Nova Zelândia. Os barcos já percorreram mais de 4 mil milhas náuticas. Neste domingo (25), os ventos foram moderados de 20 a 25 nós. A previsão é mais um ‘vendaval’ nos próximos dias.

”Pegamos de 40 a 45 nós, o que não é nada divertido, na verdade é puro modo de sobrevivência. Mesmo assim ninguém tá aliviando”, contou o líder do Team Brunel.

Carolijn Brouwer sobre uma semana da sétima etapa

”A primeira semana não foi tão mal assim! As condições normalmente não são assim, mas o vento está aumentando – entre 30 e 40 nós. As condições estão piorando, inclusive com ondas grandes, e está difícil de controlar o barco”, revelou a holandesa Carolijn Brouwer, integrante do Dongfeng Race Team.

A velejadora, que morou no Brasil e fala português fluente, está em sua terceira Volvo Ocean Race e sua experiência pelos mares do sul pode fazer a diferença para a equipe chinesa. O Dongfeng ocupa a segunda colocação no campeonato.

Sobre os próximos dias, Carolijn Brouwer prevê mais ventos e dificuldades nos mares do sul. ”Temos que passar por uma área de baixa pressão nessa próxima semana. Estamos mais ao sul e o frio certamente vai nos tirar mais energia, pois trabalhamos com muita roupas, luvas, etc…Isso dificulta nessa mobilidade”.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 01 on board Dongfeng. Carolijn Brouwer in action on the liward side. 18 March, 2018.

”Temos que ser um pouco malucos pra fazer isso! Se eu tivesse medo para fazer isso eu não estaria aí. Temos momentos de muita tensão a bordo, mas ao mesmo tempo é um desafio. Quando passar pelo Cabo Horn em seis dias, a gente vai olhar pra trás e ver que tudo passou!”, contou Carolijn Brouwer.

Os barcos devem chegar de 4 a 6 de abril e Itajaí, Santa Catarina. A etapa vale pontuação dobrada e o primeiro barco a contornar o Cabo Horn leva um ponto de bônus.

Sétima etapa da Volvo começa amanhã

16/03/2018 19:08
Leg 4, Melbourne to Hong Kong, day 05 on board AkzoNobel. Photo by Sam Greenfield/Volvo Ocean Race. 06 January, 2018.

As sete equipes que disputam a Volvo Ocean Race estão preparadas para o maior desafio na regata de Volta ao Mundo até agora! A etapa sete entre Auckland, na Nova Zelândia, e Itajaí (SC), no Brasil, é apontada como a mais complicada de todas.

Os barcos terão pela frente 7.600 milhas náuticas – 14 mil quilômetros pelos mares do sul, famosos por fortes ventos, ondas gigantes e o frio na maior parte do percurso.

A largada será na tarde de domingo (18) na Oceania, noite de sábado (17), no Brasil. A bordo do team AkzoNobel, a campeã olímpica Martine Grael representa os brasileiros nesse desafio, repetindo o feito de seu pai, o também multicampeão Torben Grael.

”Essa é uma das pernas mais icônicas, os ventos e as ondas não param nunca. Para mim, a maior dificuldade será o frio, pois como brasileira não sou muito acostumada com temperaturas baixas, então vou ter que fazer o meu melhor e saber escolher as roupas certas!”, disse Martine Grael. Sua equipe venceu a última etapa e está motivada para sair do quarto lugar no geral.

A regata vale pontuação dobrada por passar pelos mares do sul. O barco que contornar o Cabo Horn em primeiro ganhará um ponto extra. Esse ponto é chamado de Santo Graal da vela oceânica.

A perna passa pelo chamado “Furious Fifties”, as inóspitas e distantes águas a sul de 50 graus de latitude que circundam a Antártica.

”Contornar o Cape Horn dá uma grande motivação psicológica, pois os mares do sul ficam distantes e a cada milha acima o calor aumenta”, disse Bouwe Bekking, velejador holandês com oito participações na Volvo Ocean Race. O atleta comanda o Team Brunel.

A regata clássica será decisiva para o campeonato, que tem o espanhol MAPFRE liderando a classificação geral após seis etapas. Dongfeng Race Team e Scallywag apertam atrás!

“Sinto que eles [adversários] estão cada vez mais próximos, mas só podemos fazer uma coisa – empurrar o barco, navegar bem e tentar ganhar essa etapa”, disse o skipper do MAPFRE, Xabi Fernández, mais um campeão olímpico correndo o evento.

O vencedor da etapa até Itajaí em 2015 foi o Abu Dhabi, que se tornou campeão ao final da competição.

Leg 02, Lisbon to Cape Town, day 3, on board AkzoNobel. Photo by James Blake/Volvo Ocean Race. 07 November, 2017.

Últimas milhas da sexta etapa da Volvo Ocean Race

26/02/2018 18:10
Leg 6 to Auckland, day 20 on board Sun hung Kai/Scallywag. AkzoNobel, only 0.1 miles away, after 20 days of racing. 26 February, 2018.

A madrugada desta terça-feira (27) pode ser histórica para o esporte brasileiro. A sexta etapa da Volvo Ocean Race será decidida em Auckland (Nova Zelândia) com dois barcos com chances reais de vitória. Um deles é o AkzoNobel, da campeã olímpica Martine Grael, que disputa milha a milha com o Sun Hung Kai / Scallywag. Seria a primeira vitória da brasileira na regata de Volta ao Mundo.

Os dois times citados acima estavam separados por apenas 1 milha náutica na atualização de placar da tarde desta segunda-feira (26). Em terceiro, 10 milhas náuticas atrás, está o Turn the Tide On Plastic. Ou seja, a chegada à Cidade das Velas, como é conhecida Auckland, deverá decidir a configuração do pódio. Faltam menos de 200 milhas para a linha final.

 A equipe de Martine Grael adotou nas últimas 24 horas o modo invisível e segurou a liderança, mesmo que pequena. Mas ao contrário de aumentar a sua vantagem, o AkzoNobel viu os adversários no retrovisor literalmente.

Leg 6 to Auckland, day 20 on board Sun hung Kai/Scallywag. Annemieke Bes, who originally started training on AkzoNobel, now doing the race on Scallywag, looking the match racing unfolding for the last few miles to the finish. 26 February, 2018.

“Nós temos uma pequena vantagem, mas ir do Cabo Norte para Cape Brett não vai ser fácil”, disse Brad Farrand, do Akzonobel. “As próximas 12 horas serão cruciais”.

A bordo do segundo colocado, o skipper Dave Witt estava contente por ver a diferença para o Akzonobel reduzir com cada relatório de posição. “A brisa vai desaparecer no topo da Nova Zelândia”, disse o comandante do Scallywag. “O AkzoNobel vai chegar primeiro e serão empurrados pela maré durante algumas horas. E nós não. Pode estar aqui a chave para nos reagruparmos novamente”.

O dilema que enfrentam as três principais equipes é forçar passar mais perto da costa e ter a corrente contra numa rota mais curta, ou ir para o fora com uma corrente favorável, mas fazer mais milhas.

Enquanto o Turn the Tide on Plastic persegue o seu primeiro pódio, a skipper Dee Caffari disse que estava preparada para levar o barco ao limite.

“Quando o sol nascer, vamos fazer um turno extra, com isto vamos ter mais pessoas para ajudar nas manobras. Quando o vento entrar, vamos estar todos no deck prontos para qualquer coisa. Vamos dar tudo por tudo, até ao fim”, falou Dee Caffari.

Enquanto isso, o MAPFRE e o Dongfeng continuam na sua regata privada para ver quem tem melhor desempenho. Os dois lideram a competição na classificação geral, mas não devem fazer pódio na sexta etapa.

Barcos pagam pedágio nos Doldrums

20/02/2018 19:06
Leg 6 to Auckland, day 14 on board AkzoNobel, Cecile Laguette checks heading, 20 February, 2018.

A falta de vento marcou mais um dia de regata da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). Os seis barcos que disputam a prova encontram dificuldades para pegar as melhores rajadas e a tendência é que a situação continue por mais dois dias.

 Novo líder nesta terça-feira (20),  o Turn the Tide on Plastic foi o que mais andou nas últimas 24 horas. Na sua cola, mas um pouco mais a oeste do Pacífico, está o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael. Outros dois times estão bem próximos dos líderes: Team Brunel e Sun Hung Kai / Scallywag. Primeiros colocados no campeonato, MAPFRE e Dongfeng Race Team estão mais distantes do pelotão da frente!

“Parece que estamos em três matches races diferentes e não sabemos quem vai para as finais, semi-finais ou quem fica com o prêmio de consolação”, disse a comandante do Turn the Tide on Plastic, Dee Caffari.

“Está complicado! Estamos dois dias nesse ritmo, então não tem como dormir’, disse David Witt do Scallywag.

A causa do buraco do vento gigante é uma grande tempestade, chamada de Gita, atualmente situada nano sul da Nova Zelândia que matou os ventos alísios, permitindo que os Doldrums se inchassem em proporções épicas.

Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel, acrescentou: “Às vezes pensamos que estamos no melhor esporte que existe, mas em dias como esses, acho que a maioria da equipe pensa que também pode ser um esporte estúpido”.

E ainda faltam 1.500 milhas náuticas para o fim da etapa, que deve ocorrer entre 26 de fevereiro e 1º de março. A falta de vento aumenta o cansaço dos atletas a bordo, pois a todo momento buscam uma melhor rota.

Leg 6 to Auckland, day 14 on board Dongfeng. 20 February, 2018. Waiting the wind for Jeremie Beyou and Kevin Escoffier.