Aratu-Maragojipe: Tradicional regata da Bahia será neste sábado

24/08/2019 01:10

Será disputada neste sábado (24), com largada às 10h, a Regata Aratu-Maragojipe.

Foto: Mauricio Cunha

O evento comemora 50 anos e irá receber 177 barcos de sete estados brasileiros (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná).

A realização é do Aratu Iate Clube, clube náutico sediado na Baía de Aratu, em Simões Filho (BA).

O percurso tem um trecho de mar com 16 milhas náuticas passando por locais como a Ilha da Maré, Ilha dos Frades, Itaparica e Reserva Ambiental da Ilha do Medo e mais 30km pelo Rio Paraguaçu.O ponto final será em Maragojipe.

“É um ano especial para o evento e a vela baiana. É uma regata única pois poucas regatas no mundo você começa navegando no mar e entra navegando no rio, ela larga na base naval de Aratu no fundo da Baía de Todos-os-Santos e entra no Rio Paraguaçu, um cenário lindo onde os barcos de balão vão serpenteando. Tem um número grandes de participantes além de outros escoltando, é um evento grandioso”, afirmou Lars Grael.

PalmaVela reúne equipes de 23 países na Espanha

07/05/2019 13:01

Nesta quinta-feira (9) começa nas águas de Palma de Maiorca, a primeira grande prova da temporada de regatas do Mediterrâneo em 2019.

A 16ª edição da PalmaVela terá 124 equipes de 23 países para correr em umas das 14 classes.

O Brasil não mandou representantes, mas a América do Sul tem barcos da Argentina e do Chile. Saiba todos os barcos inscritos.

Os barcos mais rápidos da vela oceânica serão divididos em categorias como ORC e IRC, ambas com presença em provas brasileiras como a Semana Internacional de Vela de Ilhabela.

A novidade deste ano vem da classe Viper, categoria de cruzeiro exclusiva para mulheres.

Os TP52 estão na disputa também na chamada BoxRule.

As regatas somam pontos para o Mediterranean Vela Circuit.

Os clubes náuticos de Barcelona e Valência se uniram ao de Palma de Maiorca e criaram o evento.

Além do PalmaVela (8 a 12 de maio), as provas do circuito serão  Caixabank Conde de Godó Sailing Trophy (23-26 de ,aio) e o Troféu SM La Reina (5 a 7 de julho).

Restrito à participação de cruzeiros de ORC, o Circuito de Vela do Mediterrâneo terá uma classificação para cada classe, na qual será adicionada a pontuação correspondente à posição que cada barco obteve na classificação geral final de cada prova, sem qualquer descarte.

Todos os barcos participantes em qualquer uma das três competições que compõem o torneio farão o mesmo, mas apenas os barcos que participaram em pelo menos duas das três regatas serão elegíveis para o título de vencedor do Circuito de Vela do Mediterrâneo.

A 16ª PalmaVela é organizada pelo Real Club Náutico de Palma, com a aprovação da Real Espanhola Sailing Federation, patrocinado pela Sail Racing, patrocínio institucional do Governo de les Illes Balears Conselho e Palma City, e a colaboração da Federação Balear de Vela, Club Náutic SArenal e da Autoridade Portuária das Ilhas Baleares.

 


The Ocean Race ganha prêmio internacional da indústria do esporte

28/04/2019 18:10

A Ocean Race, antiga Volvo Ocean Race, ganhou dois prêmios da indústria esportiva, o chamado BT Sport Industry Awards

A regata levou o prêmio Cutting Edge Sport e o de Desenvolvimento Social e Sustentável.

A campanha de sustentabilidade da edição de 2017-18 da The Ocean Race, com foco na redução da quantidade de plástico que entra nos nossos oceanos, foi coroada

O Prêmio de Desenvolvimento Social e Sustentável foi apresentado pelo ex-primeiro ministro britânico Tony Blair e pela velejadora Dee Caffari em uma cerimônia ocorrida em Londres na quinta-feira passada

”Nós usamos nossa influência e plataforma para inspirar milhões de pessoas em um evento esportivo global de nove meses e estamos honrados por ter sido reconhecido pelo impacto desta campanha inovadora”, disse Richard Brisius, co-presidente da The Ocean Race.

”Ao envolver políticos e líderes empresariais para implementar mudanças nas políticas e práticas para enfrentar a crise do plástico oceânico, buscamos compromissos claros e de longo prazo para um mar mais limpo e saudável e estamos orgulhosos de ter deixado um legado duradouro”.

“A sustentabilidade está integrada no DNA da The Ocean Race e prometemos usar o momento que construímos como um catalisador para continuar nossa missão de restaurar a saúde oceânica”.

A Ocean Race anunciou recentemente que a 11th Hour Racing, parceira fundadora do programa de sustentabilidade, retornaria para a próxima edição da regata como parceira.

© Getty Images para o Grupo da Indústria do Esporte

A Bluewater também confirmou que retornará como fornecedora oficial de água potável, em uma tentativa de reduzir a dependência global de plásticos de uso único, baseando-se no trabalho já iniciado.

 

Os juízes do prêmio da Cutting Edge Sport disseram que “admiraram o uso avançado da tecnologia para melhorar a cobertura da navegação pela mídia, tornando-a um esporte mais imersivo e acessível”.

A Ocean Race inscreveu a primeira cobertura social ao vivo e a narração de histórias “RAW” da regata – destacando os primeiros sucessos, como cenas de drone ao vivo no Oceano Antártico.

A próxima edição da Ocean Race está programada para começar no segundo semestre de 2021 em Alicante, na Espanha.

Regata histórica em Itajaí reúne 30 barcos

21/04/2019 21:07

A primeira edição da Regata VelaShow foi disputada neste sábado (20) em Itajaí (SC).  A prova fez parte do calendário de atividades da inédita feira voltada para veleiros no Brasil e teve 31 barcos de oceano na disputa.

Veleiros de 19 a 42 pés participaram da regata marcada pelo vento fraco.

A comissão esperou mais de 90 minutos para dar a largada na Praia de Cabeçudas.

O percurso teve ao todo 4.5 milhas, passando pelas praias Brava e Laranjeiras (Balneário Camboriú). Apenas no final da prova que as rajadas passaram de 10 nós.

Fotos: Marlon Delai

”O maior desafio da regata foi o vento fraco. Isso para todos, velejadores e comissão de regatas. Os barcos estavam boiando no início e a gente teve que prever quando as rajadas entrariam. Depois, com vento, tudo ficou animado e muito competitivo!”, explicou Rodrigo Kelm, gerente de regata.

O vencedor foi o Mandinga teve o melhor desempenho e conquistou o título geral da primeira edição da Regata VelaShow. A equipe de Marcos Andrade ainda foi a Fita-Azul (primeiro barco a chegar sem contar o rating) e venceu na categoria de 19 a 23 pés.

”Deu um vento fraquinho na regata, mas conseguimos regular o barco e chegar lá. Ganhamos pois treinamentos muito, Deus abençoou e estamos aí”, contou Marcos Andrade, comandante do Mandinga, um Skipper 21. ”O VelaShow é o início de uma coisa grande que está por vir e mudar o cenário nacional da vela. Foi um grande evento para a cidade”.

O Mandinga fez o percurso em 1h38. Em segundo lugar na Regata VelaShow ficou o Nest (1h53)e em terceiro o Alebrijo (1h57).

Vencedores por classe

Categoria 19 a 23 pés 
1º Mandinga – 1 ponto
2º Veneza – 20 pontos
3º Kussy -25 pontos

Categoria 24 a 30 pés 
1º Tarooa – 13 pontos
2º Spray – 14 pontos
3º Tron -15 pontos

Categoria 21 a 36 pés 
1º Alebrijo – 3 pontos
2º Blade Runner – 5 pontos
3º Batuta -6 pontos

Categoria acima de 37 pés 
1º Nest – 2 pontos
2º Beleza Pura –4 pontos
3º Habeas Corpus- 8 pontos

Geral 
1º Mandinga – 1h38min
2º Nest -1h53min
3º Alebrijo – 1h57min21

Regatas da sexta-feira 

Na sexta-feira (19), o Saco da Fazenda reuniu barcos de Optimist, Shellback e Ibis Rubra para regatas de confraternização.

Mais de 30 velejadores participaram do evento. A ANI – Associação Náutica de Itajaí organizou as regatas.

O vento demorou a entrar no início da tarde e, depois que a bandeira de recon (adiamento) baixou, as classes tiveram três regatas cada com percurso em forma de quadrado.

A intensidade dos ventos foi de 6 a 8 nós na direção nordeste. A tarde de sexta-feira foi de muito sol e termômetros perto dos 30 graus em Itajaí.

Mais de 60 barcos de Shellback e Ibis Rubra foram construídos na cidade em mais de uma década.

O VelaShow recepcionou também em Itajaí o Velejaço, flotilha de veleiros com saída de Florianópolis e São Francisco do Sul, ambas em Santa Catarina.

O VelaShow reuniu além das regatas, workshops, exposição de barcos, produtos e serviços náuticos.

Mais de 40 expositores estava presentes, incluindo fabricante de velas de regata, estaleiros e empresas do segmento de turismo.

Para saber mais sobre o evento, acesse o site: www.velashow.com.

 

 

Recorde de inscritos na Transat Jacques Vabre 2019

11/04/2019 11:11

A largada da edição 2019 da Transat Jacques Vabre será só em 27 de outubro e a organização confirmou a parcial de 46 barcos inscritos até o momento.

A regata parte de Le Havre, na França, com destino a Salvador, na Bahia, e é disputada em duplas.

Faltando ainda sete meses para o início da 14ª edição do evento, o número recorde deve ser ainda maior com 55 duplas!

As inscrições terminam em 12 de julho de 2019.

A prova tem um percurso de 4.350 milhas náuticas ou mais de 8 mil quilômetros pelo Oceano Atlântico.

Para chegar à Baía de Todos os Santos, os barcos enfrentam dificuldades, como fortes ventos e mudanças de temperaturas significativas.

Quando parou em Itajaí nos anos de 2013 e 2015, os veleiros andaram bem mais, é claro.

Os barcos serão divididos em três classes – Class40, Multi50 e IMOCA.

“A Transat Jacques Vabre é uma regata especial para mim. Foi a minha primeira vitória em uma prova transatlântica (2011 com Jean-Pierre Dick). Também tive a oportunidade de navegar com velejadores excepcionais (Vincent Riou, Michel Desjoyeaux, Jean-Pierre Dick, Phil Legros e Christopher Pratt). Também estou feliz em retornar a Salvador da Bahia como em 2003. Este percurso é um clássico”, disse o velejador francês Jérémie Beyou, do IMOCA Charal. Ele fará dupla com o compatriota Christopher Pratt.

Representantes de 10 países estão confirmados incluindo Alemanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Irlanda, Itália, Japão, Mônaco e Suíça.

O Brasil será destino final da regata pela quarta vez consecutiva. Os barcos pararam em Itajaí (SC), nos anos de 2013 e 2015, e em Salvador na edição passada, em 2017.

A capital baiana é a cidade que mais recebeu os barcos vindos da França por quatro vezes. A prova é considerada uma das principais regatas do mundo.

As classes

As classes confirmadas para a Transat Jacques Vabre são bastante prestigiadas na vela oceânica internacional.

A IMOCA 60, por exemplo, está inserida nas principais competições da modalidade do mundo, incluindo a Vendée Globe, regata de volta ao mundo em solitário – e sem escalas – marcada para 2020.

A Transat Jacques Vabre deverá contar com mais de 30 IMOCAs em 27 de outubro, seis deles novos em folha.

Veleiros como o Hugo Boss, do britânico Alex Thomson, e o citado acima Charal, estarão na linha de largada.

A categoria tem os principais nomes da vela oceânica como Vicent Riou, Nicolas Troussel, Jean Le Cam, Samantha Davies, Paul Meilhat, Clarisse Crémer, Armel Le Cléac’h, Alexia Barrier, Joan Mulloy, Yannick Bestaven e Roland Jourdain.

“É um ano importante para a classe IMOCA, pois veremos seis novos barcos em Le Havre e um start list com 30 IMOCAs, o que é excepcional. A Transat Jacques Vabre é uma regata emocionante, pois oferece condições climáticas diferentes. O formato em duplas permite que os velejadores possam trocar experiência e se complementar. E saudamos o compromisso ambiental da organização com os oceanos, um bem comum da humanidade, que também apoiamos”, contou Antoine Mermod, presidente da classe IMOCA.

A categoria dos Class40 terá mais de 20 barcos na linha de largada na bacia Paul Vatine.

Em 2017, os competidores tiveram uma ótima regata, cheia de suspense, espírito de luta e reviravoltas. O francês Aymeric Chappellier, segundo colocado em 2017, está de volta este ano com o desejo de subir no degrau mais alto do pódio.

Em 2019, a categoria terá novos capitães na Transat Jacques Vabre, como o norte-americano Sam Fitzgerald e o franco-inglês Luke Berry. Alguns são já tradicionais correndo de Class40, como a francesa Catherine Pourre, que vai sua quarta participação, e o francês Louis Duc, para a quinta. 

Já Kito de Pavant, também francês, vai para sua décima regata. “Nós nos acostumamos com a Transat Jacques Vabre. Há uma boa atmosfera e o evento é menos desproporcional do que a Vendée Globe ou a Route du Rhum, muito mais amigável, o que eu realmente aprecio. É mais aberto na Class40, a competição é sempre formidável”, disse.

Para Halvard Mabire, presidente da Class40, a Transat Jacques Vabre é o destaque do calendário de 2019 da categoria. ”Na verdade, o programa da Class40 é muito denso e esportivamente excitante, mas a Transat Jacques Vabre tornou-se “um grande clássico” que atraiu o interesse da mídia e um público amplo”.

Regata sustentável

Desde 2007, a Transat Jacques Vabre tem sido um evento pioneiro em desenvolvimento sustentável a ponto de se tornar em 2009 o modelo de referência da ADEME (Agência Francesa de Meio Ambiente e Gestão de Energia) para eventos ecologicamente responsáveis.

Desde então, a organização sempre trabalhou nessa direção e colocou em prática ações sócio-ambientais em cada edição da Transat Jacques Vabre.

Em 2019, a organização quer continuar a desenvolver seus compromissos com o setor.

“Poucos eventos são tão legítimos quanto a Transat Jacques Vabre para promover eventos sustentáveis. Desejamos que esta edição acentue nossos compromissos globais de preservação dos oceanos’, disse Gildas Gautier, organizador da Transat Jacques Vabre.

Paralelamente, um ambicioso programa sócio-ambiental será montado em Le Havre e durante a regata para reforçar os valores do evento ecologicamente responsável que a Transat Jacques Vabre realiza há 10 anos.

Agora com o VelaShow, Itajaí se consolida no setor náutico

09/04/2019 17:32

A cidade de Itajaí (SC) se consolida cada vez mais como uma das mais importantes cidades náuticas do país.

Depois de sediar regatas importantes como a Volvo Ocean Race e a Transat Jacques Vabre, o município catarinense recebe entre os dias 19 e 21 de abril, o VelaShow.

O evento, que vai reunir regatas, palestras, workshops, exposição de barcos, produtos e serviços náuticos é a primeiro do tipo no país, destinado exclusivamente para os veleiros.

O Secretário de turismo de Itajaí, Evandro Neiva comenta sobre o ótimo momento que a cidade vive no cenário náutico.

“Sediar essa primeira edição do VelaShow mostra que Itajaí conseguiu transmitir a imagem que queria, embora seja uma cidade de médio porte, ela conseguiu por meio da Volvo Ocean Race mostrar que é uma cidade que tem capacidade logística, técnica, e que ela tem uma capacidade de absorver eventos corporativos e eventos esportivos”, disse Evandro Neiva.

”Os empresários do VelaShow começaram a saber da cidade através da Volvo e viram aqui um potencial de entrega grande”.

”Estamos muito feliz em sediar essa primeira edição, estamos felizes em começar a sermos vistos como uma cidade de negócios, de entretenimento e que tem qualidade e capacidade em sediar grandes eventos esportivos”.

Além disso, o secretário Evandro Neiva lembra que a cidade possui uma tradição na construção naval de grande porte, e que está agora se inserindo na construção naval de médio.

“Temos aqui na cidade uma das melhores mãos de obras da construção naval do país, temos muito estaleiros também”.

”Com todo esse contexto, estamos prontos para receber eventos náuticos, esportivos e corporativos”.

”Logisticamente estamos muito bem localizados e isso da uma segurança muito grande para que o VelaShow esteja aqui, faça bons negócios e ainda continue no calendário da nossa cidade”.

“A cidade está de braços abertos para receber, no mesmo nível de grandes capitais, e oferecer um bom retorno para quem escolher Itajaí”, reforça.

Próxima regatona?

Itajaí está na briga para ser novamente a parada brasileira na The Ocean Race, edição de 2021/22.

“Fico feliz de estarmos concorrendo novamente para a próxima edição. Estamos nas tratativas comerciais, fazendo reuniões, e esperamos que a competição continue na nossa cidade”, finaliza.

O VelaShow já tem confirmado cerca de 40 expositores, incluindo fabricante de velas de regata, estaleiros e empresas do segmento de turismo.

Além de trazer na sua programação três regatas: a Optimist, Ibis Rubra (ambas no dia 19 de abril) e a VelaShow (20 de abril).

Para saber mais sobre o evento, acesse o site: www.velashow.com.

Inscrições abertas para Ilhabela em 15/4; Itajaí Sailing Team tem sido o primeiro

08/04/2019 11:01

As inscrições para a 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela abrem no dia 15 de abril por meio do site oficial do evento, o www.svilhabela.com.br.

As provas serão disputadas de 13 a 20 de julho de 2019.

Nos últimos três anos, o Itajaí Sailing Team foi o primeiro a se inscrever!

Os valores para as regatas de 2019 são os mesmos do ano passado e podem ser pagos em duas vezes, uma novidade nesta temporada.

As equipes que correm nas classes RGS, Bico de Proa e Clássicos terão desconto especial de 30% nesta edição. Os velejadores integrantes dos barcos das categorias ORC, IRC, HPE 30, HPE 30 e HPE 25, que não necessitam usar poitas ou a marina do Yacht Club de Ilhabela pagam R$ 100.

O valor por integrante com uso de poitas fica em R$ 200 e para os veleiros nas vagas do YCI será de R$ 320.

As equipes da RGS, Bico de Proa e Clássicos pagam por tripulantes os valores de R$ 70 (sem vagas em poitas e marina), R$ 140 (baga em poitas) e R$ 230 (vaga na marina).

”Aos velejadores das classes RGS, Clássicos e Bico de Proa estaremos dando uma atenção especial, com desconto de 30% na taxa de inscrição, além de raias exclusivas e mais regatas”, disse Mauro Dottori, organizador da 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela”.

”Isso sem esquecer as demais classes convidadas – IRC, ORC, C30, HPE25, nas quais são esperadas grandes disputas”.

O primeiro lote de inscrição vai de 15/04 a 10/06. A abertura das regatas começa com o tradicional Desfile das Embarcações, que ocorre no píer do centro de Ilhabela no domingo (14) antes da largada a Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil.

 

 

 

 

Foto: Aline Bassi | Balaio

 

 

 

 

Como içar um multicasco com mastro de 35 metros?

23/03/2019 13:03

Duas semanas depois de ter lançado seu novo trimarã para os principais desafios da temporada, o francês Thomas Coville colocou o multicasco Sodebo Ultim’ na água. 

O barco voador foi projetado e construído para dar a volta ao mundo em solitário e a quebra do recorde.

O Sodebo Ultim’ tem 31 metros de comprimento e 21 de largura.

O processo de colocar o barco na água envolveu vários profissionais, inclusive Coville.

Para se ter uma ideia, só o mastro tem 35 metros, o que exigiu um equipamento maior ainda para içar da terra pra água.

O trimarã foi construído na Multiplast, em Vannes, na França.

 

Veja o processo

Thomas Coville é o atual campeão da Transat Jacques Vabre na categoria dos Ultim’.

Em 2017, o Sodebo (antigo multicasco dele) cruzou a linha de chegada em primeiro lugar em Salvador, na Bahia.

Em 2015, em Itajaí, o a versão anterior do barco ficou em segundo lugar.

Sodedo Ultim’ em números:

Comprimento: 31 m
Largura: 21,20 m
Altura do mastro: 35 m
Corda do mastro: 1,20 m
Velas de superfície máx. contra-vento: 444 m²
Vistas de área máxima até o solo: 663 m²

O objetivo de Coville

O francês Thomas Coville quer dar a volta ao mundo em solitário a bordo do trimarã (barco com três cascos) em 40 dias.

Ele já tem o recorde, que é de 49 na versão antiga do Sodebo…

A construção do veleiro durou 18 meses e excedeu as cifras de 10 milhões de euros.

Nesses quase dois anos de construção, mais de 450 fornecedores moldaram o barco de carbono.

 

 

 

Documentário mostra velejador que driblou o câncer e foi campeão olímpico

22/03/2019 10:25

A ESPN e a companhia aérea Avianca apresentaram o documentário El padre del viento (o pai do vento), que retrata a façanha do atleta Santiago Lange.

O velejador argentino superou um câncer um ano antes da Rio 2016 e conseguiu levar a medalha de ouro na classe NACRA ao lado de Cecília Carranza.

O vídeo de quase 30 minutos conta toda a história que envolveu a cura da doença no pulmão, o tratamento na Espanha e a campanha olímpica até o pódio.

Participam do documentário todos os envolvidos na história de superação de Lange, como os filhos Yago e Klaus, a parceira Cecília e o treinador Cole Parada.

”Eu queria começar uma nova vida, virar a página. Eu era um homem saudável, esportista…Me cuido. Como bem. Eu não bebo álcool. Eu nunca fumei”.

“Por que isso está acontecendo comigo?”, Perguntei a mim mesmo. Depois: “Por que eu?” Então, o câncer se tornou um desafio, não uma doença. Eu estava em uma tempestade no meio do mar e não pude sair do barco. Uma realidade que tinha que ser vivida”, disse Santiago Lange.

Santiago Lange é provavelmente o maior velejador da história da Argentina.

O atleta é dono de três medalhas olímpicas.

Além do ouro na NACRA em 2016, o argentino foi bronze na Tornado em Atenas 2004 e Pequim 2008 na classe Tornado.

Lange é campeão mundial, medalhista pan-americano e teve participações na Volvo Ocean Race e America’s Cup.

 

Atleta brilha na Star após trocar de vez a UBER pela vela

01/03/2019 09:32

Depois das estrelas no UBER, o niteroiense Pedro Henrique Trouche de Souza, brilhou! Também conhecido como Bolder, o atleta entrou de vez na lista dos principais proeiros do mundo da classe Star.

O título da badalada Star Sailors League ao lado de Jorge Zarif, ganhando de lendas como Robert Scheidt, Lars Grael e Bruno Prada, colocou o velejador de 27 anos no topo do ranking de sua função no Brasil e terceiro do mundo.

Nada mau para quem há um ano fazia UBER para complementar a renda, numa modalidade de investimento alto.

Os resultados na vela foram financeiramente mais significativos do que o aplicativo de viagens rápidas.

”Entrei no Uber para ajudar a pagar contas, quando comecei a morar sozinho no segundo semestre de 2016 e fui até março de 2017, mas comecei a velejar mais e melhor e não foi mais necessário”, disse Pedro Trouche.

Já fora do Uber, o velejador está em Miami, nos Estados Unidos, para a disputa da tradicional Bacardi Cup. O evento no Coral Reef Yacht Club será de 3 a 9 de março e conta com cinco duplas brasileiras. O proeiro de Niterói fará dupla com o paulista Marcelo Fuchs.

Está será a segunda vez dele na Bacardi Cup. A primeira foi ano passado ao lado do americano Luke Lawrence e a equipe ficou em nono.

Os brasileiros na Star são apontados como os melhores do mundo, algo comparado ao surf, que tem o Brazilian Storm.

A onda verde-e-amarela na categoria das estrelas da vela não é tão recente assim: Torben Grael, Lars Grael, Robert Scheidt e Admar Gonzaga, e mais recentemente Jorge Zarif entram em qualquer competição como favoritos. Pedro Trouche troca UBER por títulos na Star

E tem tanta gente boa não citada! Por isso, a função de proeiro é bastante procurada pelos timoneiros profissionais.

”Na função, minhas referências são todos os quatro proeiros brasileiros no top 10 mundial, esta turma na qual hoje me sinto orgulhoso de dizer que faço parte”.

Atualmente no ranking da Star, o Brasil tem cinco proeiros entre os 10 do mundo.

Além de Pedro Bolder, que é o terceiro, estão Samuel Gonçalves, Arthur Lopes, Henry Boening e Bruno Prada.

”A classe Star é a classe das lendas vivas, é um barco muito técnico e de muita historia, são mais de 100 anos de classe, é um barco que apaixona”.

”Quero fazer parte disso, quero colocar meu nome nas taças históricas, e aqui aprendo muito com os mais experientes”.

No hall dos craques

Perguntado se está no hall dos melhores proeiros do mundo, o niteroiense ex-Uber é mais na dele.

”Não sei, não enxergo assim, tenho muitos desafios ainda, mas acredito que coloquei meu nome na fila desta lista, agora o foco é treinar e trabalhar forte para merecer, a dedicação para chegar existe!”.

O apelido Bolder era o nome do Optmist (categoria de introdução à vela) dele. Nascido e criado em Niterói, o velejador defende o Clube Naval Charitas desde 1998 quando tinha 7 anos.

Pedro já correu de Laser, Lightining e Finn. Mas foi na Star que sua estrela brilhou!

Em 2015, ao lado de Marcelo Bellotti, a parceira ganhou a Semana de Vela de Ilhabela na categoria. Mas os resultados de 2018, incluindo a vitória na Star Sailors League e a anterior participação no Mundial da Oxford, tiveram ainda mais repercussão.

As vitórias, no entanto, foram dedicados a duas pessoas especiais na vida dele: o pai e o avó.

”Quando tive convite para disputar o Mundial de Oxford, o meu avô estava muito mal de saúde, e alguns dias depois ele veio a falecer, meu avô é meu herói, me ensinou muito d eu cuidava dele, dava banho, fazia os curativos, acompanhava no hospital etc… perder ele foi muito duro. Poucos dias antes de embarcar para o mundial em outubro, meu pai foi diagnosticado com um câncer muito severo em um dos rins, e precisaria ser operado às pressas. Ele me pediu que eu não desistisse de participar do mundial, e no dia que me deixou no aeroporto, me pediu para ganhar o mundial para ele…como todo pai “babão” fala para um filho quando vai competir, mas nos dois estávamos com os olhos cheios d’água, e eu falei para ele ‘pai, ganhar o mundial vai ser muito difícil, mas prometo ganhar uma regata para você’. Ele sorriu e eu embarquei”.

Pedro continuou: ”Foi uma das regatas mais importantes da minha vida, quando montamos a primeira boia em primeiro, virei para o Tomas Hornos e falei: “a gente merece isso, vamos ganhar esta regata.” Assim quando voltei presenteei meu pai com o troféu de vencedor da ultima regata”.