Etapa tem novo líder e diferença pequena entre os seis mais bem colocados

08/01/2018 18:09
Leg 4, Melbourne to Hong Kong, day 06, the beautiful blue waters of the Coral Sea on full display from the air above Vestas 11th Hour. Photo by Amory Ross/Volvo Ocean Race. 07 January, 2018.

A quarta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 é marcada pelo equilíbrio entre os barcos que navegam rumo a Hong Kong. O placar desta segunda-feira (8) indica pequena vantagem do novo líder, o Vestas 11th Hour Racing, para o sexto colocado, o Team Brunel, que é de menos de 10 milhas náuticas.

Os barcos Turn the Tide on Plastic, team AkzoNobel, MAPFRE e Dongfeng Race Team seguem no bloco principal na altura das ilhas Salomão, ainda na Oceania. A alternância de posições deve continuar nos próximos dias, já que os barcos se aproximam da zona de calmaria dos Doldrums. A chave para o sucesso está na rapidez das equipes em se livrar dessa área de ventos inconstantes.

“Nós ainda não atravessamos os Doldrums, então há muito por vir, muitas oportunidades não só para nós, mas também para os outros barcos”, disse o comandante do MAPFRE, Xabi Fernández.

O MAPFRE que lidera a classificação geral chegou a assumir a liderança, que estava quase desde o início da etapa, em 2 de janeiro, nas mãos do Dongfeng Race Team. Mas nenhum nem o outro está na ponta nesse momento rumo ao norte.

“Estivemos nesta situação antes, na segunda e na terceira etapa, ficamos atrás do Dongfeng e tentamos pegá-los o tempo todo, e agora está acontecendo novamente, sabemos que eles são uma equipe muito forte, eles já mostraram isso”, comentou o medalhista olímpico espanhol.

As próximas 36 horas podem determinar o pódio da etapa, apesar do fato de que ainda há mais de 3 mil milhas para o fim. A perna entre Melbourne e Hong Kong tem quase 6 mil milhas náuticas e é disputada pela primeira vez na história da Volvo Ocean Race. A previsão de chegada aponta entre 16 e 17 de janeiro.

“Todos nós tivemos a oportunidade de liderar! Você só precisa da tática e da nuvem certa”, contou o velejador do Vestas 11th Hour Racing, Tom Johnson.

O Team Brunel, sexto colocado no momento, passou por um susto nesta madrugada. “O vento mudou instantaneamente e, antes de sabermos, estávamos em uma situação ruim”, revelou o comandante Bouwe Bekking. “Uma grande onda nos atingiu tão perto que as faíscas voaram pelo mastro. O Roma [Kirby], que estava no leme do barco, deitou no convés apenas por causa do impacto do ruído brutal”.

Nenhum dos atletas ficou ferido e, milagrosamente, os componentes eletrônicos de seu barco também permaneceram intactos.

Dongfeng é o primeiro a contornar Santa Ana

07/01/2018 20:19
Leg 4, Melbourne to Hong Kong, day 07 on board Dongfeng. Photo by Martin Keruzore/Volvo Ocean Race. 07 January, 2018.

O barco chinês Dongfeng Race Team foi o primeiro a contornar a ilha de Santa Ana, que fica no arquipélago de Salomão, ponto mais a leste da quarta etapa da Volvo Ocean Race. Neste domingo (7), o time comandado pelo francês Charles Caudrelier abriu pequena vantagem para os adversários MAPFRE, team AkzoNobel e Vestas 11th Hour Racing. A diferença entre eles segue pequena no trajeto entre a australiana Melbourne e Hong Kong.

A regata está cada vez mais difícil com os ventos variando de fraca para forte intensidade nas águas da Oceania. Atenção redobrada também para os corais e recifes dessa região. Antes de continuar para norte aproveitando os ventos fracos dos Doldrums, os barcos são obrigados a passar pelo chamado way point de Santa Ana. As próximas 48 horas vão ser um grande desafio.

“Nós vamos ter que estar muito atentos”, disse Simon Fisher, navegador do Vestas 11th Hour Racing, barco que ocupa a quarta colocação provisória. “Esperamos grandes mudanças nas próximas 24 horas”. O MAPFRE, que estava em terceiro, conseguiu passar o AkzoNobel da brasileira Martine Grael.

Agora o ataque será contra o Dongfeng Race Team. “Será um progresso lento, mas tivemos uma boa regata até agora”, disse Rob Greenhalgh a bordo do MAPFRE. “Será uma prova com poucas nuvens para enfrentar”.

A previsão de chegada em Hong Kong continua entre 16 e 17 de janeiro. O MAPFRE lidera o campeonato da Volvo Ocean Race.

MAPFRE perto de Melbourne! Natal dos espanhóis será em terra firme

23/12/2017 15:42

O barco espanhol MAPFRE se aproxima da vitória da terceira etapa da Volvo Ocean Race 2017-18.

A equipe comandada pelo campeão olímpico Xabi Fernández deve completar o percurso entre a Cidade do Cabo, na África do Sul, e Melbourne, na Austrália, antes do dia de Natal.

O ETA – tempo estimado de chegada – indica chegada do time da Espanha na tarde deste domingo (24) na cidade australiana. No horário de Brasília seria na madrugada.

Mas para vencer a prova de 6.500 milhas náuticas, marcada pelos ventos fortes e o frio dos mares do sul, o MAPFRE precisa negociar com um sistema de alta pressão que ameaça invadir o oeste, trazendo ventos mais fracos.

A aproximação a Melbourne tem correntes difíceis de atravessar também.

“Foi uma perna difícil e até ontem foi apertado com o Dongfeng. Estamos empurrando muito forte”, disse Xabi Fernández.

Confortável na ponta da terceira etapa da Volvo Ocean Race depois de abrir vantagem para o segundo colocado, que é o Dongfeng Race Team, o MAPFRE não deixa de acelerar para evitar surpresas.

”Nós lutamos muito para ficar sempre próximo deles. Foi complicada a perseguição, eles são difíceis de pegar. O sentimento quando nós passamos foi indescritível”, completou o espanhol campeão olímpico em Atenas 2004 na classe 49er.

Se o MAPFRE vencer como está indicando ampliará a liderança na classificação geral. O vencedor dessa etapa, que tem pontuação dobrada, soma 15 pontos (incluindo um de bonificação pela perna dos mares do sul).

A disputa pelo terceiro lugar da etapa segue acirrada entre Vestas 11th Hour Racing e o Team Brunel. O team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, continua em sétimo e só deve cruzar a linha de chegada na quarta-feira (27).

 

De mastro novo, MAPFRE volta aos treinos

15/04/2017 13:02
Trabalho rápido e produtivo! O MAPFRE já está de volta à água. Os trabalhos de reparo no mastro foram realizados no estaleiro naval da Volvo Ocean Race, em Lisboa, Portugal. O VO65 MAPFRE já está pronto para todas as condições climáticas.
“O mastro é novo e, depois de sete dias de montagem, está pronto e aparentando estar bom” – afirmou Antonio “Talpi” Piris, chefe da equipe de terra do MAPFRE. A peça foi encomendada da Nova Zelândia. Em Lisboa, além da montagem do novo mastro, os trabalhos de reparo foram feitos no casco, quilha e lemes. Essas partes importantes de um veleiro foram prejudicas pela quebra do mastro. “O barco foi levado à Lisboa para reparar partes afetadas também, como bulbo e lemes. Revisamos o fundo do veleiro e até refizemos parte da pintura. A colaboração entre a nossa equipe de terra e do estaleiro da Volvo Ocean Race foi importante, deu bons frutos”.
Lembrando que o problema ocorreu na ilha de Ons (Pontevedra) com 25 nós (46,3 km/h) de vento e ondas de 4 metros de altura. O mastro foi o mesmo usado na edição 2014-15 da Volvo Ocean Race e o dano foi constatado na parte inferior da primeira cruzeta. Ninguém sofreu danos no incidente. A equipe agiu rápido e logo levou a embarcação para o estaleiro oficial da regata.

Mastro do MAPFRE quebra em treinamento 

31/03/2017 05:09

O MAPFRE teve um problema na noite desta quinta-feira na Espanha, quando a equipe treinava.  O mastro da embarcação quebrou na distância de  sete milhas a Sudoeste da ilha de Ons (Pontevedra) com  25 nós de vento e ondas de quatro metros de altura. O mastro se rompeu abaixo da primeira cruzeta.

Pablo Arrarte, chefe de turno e capitão do MAPFRE, falou sobre o fato. “No momento não temos uma causa de porque quebrou. Nós vamos ter que analisar os dados e as peças danificadas para tirar uma conclusão. A navegação era tranquila no momento”.
A tripulação não sofreu qualquer dano e, depois de verificarem que tudo estava bem e que não houve danos a bordo, começaram duas horas de trabalho duro para recuperar o controle do barco e as partes quebradas do mastro e velas.
O protocolo de emergência foi ativado imediatamente, e por razões de segurança foi avisado a guarda costeira, que se manteve à espera de notícias do barco espanhol. No momento que a tripulação conseguiu recuperar o controle do barco foi informado aos serviços de emergência de que o navio poderia voltar a Sanxenxo por conta própria.

Velejadores do MAPFRE analisam as mudanças na Volvo Ocean Race

28/03/2017 09:01

O veleiro MAPFRE será mais uma vez o representante da Espanha na regata Volvo Ocean Race, que começa em outubro de 2017. Três integrantes da equipe falaram das mudanças da edição 2017-18, que incluem mais mulheres a bordo e um percurso com mais milhas pelos mares do sul (os mais difíceis do planeta). Os escolhidos para analisar as mudanças e também falar do que esperam para o time foram Neal McDonald (diretor esportivo e de performance), Pablo Arrarte (chefe de turno) e “Ñeti” Cuervas-Mons (proeiro e capitão).

Sobre o novo percurso

Ñeti: É muito mais difícil do que as edições anteriores, pois navegamos mais pelos mares do Sul. Além disso, o percurso ainda tem a passagem pelos Doldrums do Pacífico, que é complicada também. No geral, o percurso é duro e emocionante, apresentando todos os tipos de condições.

E o novo sistema de pontuação?

Ñeti: As etapas mais complicadas dos mares do Sul – Cidade do Cabo até Melbourne e Auckland até o Brasil – pontuam dobrado. Isso implica que temos que ser competitivos nessas etapas e saber encontrar equilíbrio para não se arriscar e não quebrar. Equilíbrio será importante para saber acelerar e ficar na frente no final de cada etapa.

Pablo: Vamos ter etapas com pontuação dobrada. Isso nos obriga a cuidar muito do barco, sem quebrar e estar pelo menos no pódio. Se a gente aguentar nessas etapas, e fazer o restante bem, vamos brigar pelo título.

A regra para fomentar a vela feminina

Neal: Já navegamos com algumas meninas e vendo como podemos tirar o melhor dessa regra. É uma regata oceânica e o processo é o mesmo, com homens e mulheres.

Ñeti: Acho legal essa regra para facilitar a entrada das velejadoras na regata. Eu já fui favorecido com a obrigação da entrada de tripulantes com menos de 30 anos na Volvo Ocean Race. Isso me colocou aqui. A única coisa que pega é que estão reduzindo o radicalmente o número de tripulantes e fechando as portas para atletas.

Qual é a mudança que mais te agrada?

Neal: É navegar mais pelos mares do Sul. É legal voltar a navegar mais pelo hostil Oceano Antártico. Pra mim essa é a grande atração.

Pablo: Por fim, vamos correr mais tempo pelos mares do Sul, onde todos sabemos que faz muito frio, tem ondas grandes, temporais e muito vento. Cuidar do barco nessas condições será muito importante, pois vamos passar dias por lá.

Ñeti: Não passar pelo Estreito de Malaca e atravessar essas calmarias.

A Volvo Ocean Race é?

Neal: Uma mistura de aventura e competição no mais alto nível. Dar a volta ao mundo sempre é uma aventura, mas para mim é uma regata profissional. Quem faz que realmente fazer.

Neti: Sempre foi uma regata offshore por excelência. Desde pequeno foi um sonho correr. Nunca pensei que ia fazer quatro edições. Ela se converteu em forma de vida.

Os momentos mais difíceis da regata? 

Ñeti: Por um lado, é a navegação nos mares do Sul com frio, vento e ondas. Chegar ao Cabo Horn é sempre difícil, assim como a passagem pelo Índico. Por outro lado, toda a área das ilhas dos trópicos com possibilidade de furacões, tufões ou condições de vento muito complicadas. Cada parte do planeta tem as suas complicações e se você adicionar o fato de que todos os barcos estarão próximos, a pressão aumenta!

O segredo para vencer é…

Ñeti: A preparação! Que inclui o trabalho anterior e os treinamentos duro. Por sorte, desta vez a gente começou com mais tempo e temos uma equipe forte.

Neal: Temos um barco one-design! As velas são todas iguais, os barcos são os mesmos e o desafio é dar a volta ao mundo em primeiro. A nossa regata começou dois meses atrás e só faltam seis para a largada. Já selecionamos os atletas, treinamos, etc… Todas essas coisas são mais importantes este ano do que eram no passado.