Le Havre abre oficialmente a vila da regata da Transat Jacques Vabre

19/10/2019 10:35

 

A regata em duplas Transat Jacques Vabre vai para a sua 14ª edição, sempre partindo de Le Havre para um produtor de café.

Itajaí (SC) já recebeu a prova duas vezes: 2013 e 2015, mas desde 2017 os barcos voltaram pra Salvador (BA), onde devem chegar no início de novembro à Baía de Todos-os-Santos.

Como nas ocasiões anterior, há sempre uma abertura oficial, que rolou neste sábado (19) aqui na França.

A vila da regata vai receber mais de 500 mil pessoas. Isso mesmo, é o total nos 10 dias de evento.

Todos os 60 barcos que vão para o Brasil tem patrocinador por trás.

Leia o comunicado oficial — https://onboardsports.net/inaugurada-a-vila-da-regata/

Às 11h deste sábado (18), o prefeito da cidade de Le Havre, também presidente da Le Havre Seine Metropole, Jean-Baptiste Gastinne, e Sebastien Tasserie, secretário de esportes, cortaram a fita tradicional para oficializar a abertura da vila.

A vice-presidente da região da Normandia, Marie-Agnès Poussier-Winsback, a sub-prefeita de Le Havre, Vanina Nicoli e o presidente da JDE França, Juan Amat, participaram da cerimônia na Bacia de Paul Vatine.

A inauguração da vila também foi uma oportunidade de prestar uma homenagem emocionante ao famoso velejador de Le Havre, Paul Vatine, que morreu há 20 anos durante a regata. Sua esposa, Mireille, estava presente.

A regata começa no domingo (27) e terá 60 barcos na disputa. A prova é corrida em duplas e seu destino final é Salvador, na Bahia.

 

 

Regata histórica em Itajaí reúne 30 barcos

21/04/2019 21:07

A primeira edição da Regata VelaShow foi disputada neste sábado (20) em Itajaí (SC).  A prova fez parte do calendário de atividades da inédita feira voltada para veleiros no Brasil e teve 31 barcos de oceano na disputa.

Veleiros de 19 a 42 pés participaram da regata marcada pelo vento fraco.

A comissão esperou mais de 90 minutos para dar a largada na Praia de Cabeçudas.

O percurso teve ao todo 4.5 milhas, passando pelas praias Brava e Laranjeiras (Balneário Camboriú). Apenas no final da prova que as rajadas passaram de 10 nós.

Fotos: Marlon Delai

”O maior desafio da regata foi o vento fraco. Isso para todos, velejadores e comissão de regatas. Os barcos estavam boiando no início e a gente teve que prever quando as rajadas entrariam. Depois, com vento, tudo ficou animado e muito competitivo!”, explicou Rodrigo Kelm, gerente de regata.

O vencedor foi o Mandinga teve o melhor desempenho e conquistou o título geral da primeira edição da Regata VelaShow. A equipe de Marcos Andrade ainda foi a Fita-Azul (primeiro barco a chegar sem contar o rating) e venceu na categoria de 19 a 23 pés.

”Deu um vento fraquinho na regata, mas conseguimos regular o barco e chegar lá. Ganhamos pois treinamentos muito, Deus abençoou e estamos aí”, contou Marcos Andrade, comandante do Mandinga, um Skipper 21. ”O VelaShow é o início de uma coisa grande que está por vir e mudar o cenário nacional da vela. Foi um grande evento para a cidade”.

O Mandinga fez o percurso em 1h38. Em segundo lugar na Regata VelaShow ficou o Nest (1h53)e em terceiro o Alebrijo (1h57).

Vencedores por classe

Categoria 19 a 23 pés 
1º Mandinga – 1 ponto
2º Veneza – 20 pontos
3º Kussy -25 pontos

Categoria 24 a 30 pés 
1º Tarooa – 13 pontos
2º Spray – 14 pontos
3º Tron -15 pontos

Categoria 21 a 36 pés 
1º Alebrijo – 3 pontos
2º Blade Runner – 5 pontos
3º Batuta -6 pontos

Categoria acima de 37 pés 
1º Nest – 2 pontos
2º Beleza Pura –4 pontos
3º Habeas Corpus- 8 pontos

Geral 
1º Mandinga – 1h38min
2º Nest -1h53min
3º Alebrijo – 1h57min21

Regatas da sexta-feira 

Na sexta-feira (19), o Saco da Fazenda reuniu barcos de Optimist, Shellback e Ibis Rubra para regatas de confraternização.

Mais de 30 velejadores participaram do evento. A ANI – Associação Náutica de Itajaí organizou as regatas.

O vento demorou a entrar no início da tarde e, depois que a bandeira de recon (adiamento) baixou, as classes tiveram três regatas cada com percurso em forma de quadrado.

A intensidade dos ventos foi de 6 a 8 nós na direção nordeste. A tarde de sexta-feira foi de muito sol e termômetros perto dos 30 graus em Itajaí.

Mais de 60 barcos de Shellback e Ibis Rubra foram construídos na cidade em mais de uma década.

O VelaShow recepcionou também em Itajaí o Velejaço, flotilha de veleiros com saída de Florianópolis e São Francisco do Sul, ambas em Santa Catarina.

O VelaShow reuniu além das regatas, workshops, exposição de barcos, produtos e serviços náuticos.

Mais de 40 expositores estava presentes, incluindo fabricante de velas de regata, estaleiros e empresas do segmento de turismo.

Para saber mais sobre o evento, acesse o site: www.velashow.com.

 

 

Inédita edição do VelaShow terá três regatas em Itajaí

12/04/2019 15:34

O VelaShow, primeira feira náutica dedicada à veleiros do país, será realizado entre os dias 19 e 21 de abril, em Itajaí (SC), cidade que recebeu regatas internacionais como Volvo Ocean Race e Transat Jacques Vabre.

Entre as principais atrações estão três regatas para todos os públicos, incluindo crianças na categoria de introdução à modalidade, a Optimist.

As provas, organizadas pelo VelaShow e pela ANI – Associação Náutica de Itajaí, serão serão na sexta-feira (19) e a no sábado (20).

Veja o aviso de regata aqui. 

A regata de Optimist é dedicada às escolas de vela e a atletas sem filiação interessados em competir e que estão iniciando no esporte.

Já a Shelback/Ibis Rubra, também incentiva a construção naval amadora. São veleiros de madeira construídos no projeto da ANI, que representarão a categoria com uma regata dedicada a eles.

”O VelaShow é mais um evento de alto nível que recebemos em Itajaí. Acredito que mais jovens vão se interessar pela modalidade daqui pra frente”, disse Cláudio Copello, organizador do evento. 

As duas serão realizadas no Saco da Fazenda em frente a Associação Náutica de Itajaí, que fica ao lado do Centreventos, local da feira.

Já a largada da Regata de Oceano “VelaShow” no sábado (20) será nas proximidades da Praia de Cabeçudas, com percurso a ser definido pela comissão de regata. Essa prova será realizada para prestigiar os veleiros de oceano participantes e presentes no evento.

”O Vela Show realmente surpreendeu todas as nossas expectativas. Assim que ficamos sabendo do evento, em outubro do ano passado, recebemos ele com bastante expectativa”, contou Marcelo Gusmão, atleta olímpico e comandante do Itajaí Sailing Team.

”Não poderia ter um lugar melhor do que Itajaí. Uma cidade que tem feito investimentos no setor esportivo vela. Então, acredito que toda a estrutura montada, não tenho dúvida que vai ser um show”.

Para a classe Oceano, será oferecida premiação aos três primeiros colocados de cada classe.

Para a classe Optmist será oferecida premiação aos três primeiros colocados: estreante, Classe veterano e feminino e para a classe Shelback/Ibis Rubra, será oferecida premiação aos cinco primeiros colocados.

A VelaShow também recepcionará em Itajaí o Velejaço, flotilha de veleiros com saída de Florianópolis e São Francisco do Sul com destino a Itajaí para participação no evento.

A recepção será realizada no pavilhão do Centreventos Governador Luiz Henrique da Silveira, em Itajaí, em área reservada no mezanino.

Após a recepção os velejadores subirão ao palco para recebimento de certificados de participação e confraternização com o público do evento.

A cidade de Itajaí (SC) é conhecida por sediar regatas importantes como a Volvo Ocean Race e a Transat Jacques Vabre.

Itajaí está na briga para ser novamente a parada brasileira na The Ocean Race, edição de 2021/22.

”A vela de Santa Catarina sempre se destacou de forma nacional e internacional. Temos vários atletas que aprendêramos velejar e ganharam o mundo. Exemplo de Bochecha e Bruno Fontes”.

”Valorizar esse esporte é enriquecer nossas raizes”, explicou Mané Ferrari, presidente da Acatmar e diretor de planejamento e desenvolvimento turístico da SANTUR – Governo de Santa Catarina

”Os grandes eventos mudaram o rumo da náutica no Estado. Temos uma Itajaí antes dos eventos náuticos e depois do evento. Uma marina que valoriza a gastronomia nacional e seu povo”.

O evento vai reunir além das regatas, palestras, workshops, exposição de barcos, produtos e serviços náuticos.

Já estão confirmados 40 expositores, incluindo fabricante de velas de regata, estaleiros e empresas do segmento de turismo.

Para saber mais sobre o evento, acesse o site: www.velashow.com.

Agora com o VelaShow, Itajaí se consolida no setor náutico

09/04/2019 17:32

A cidade de Itajaí (SC) se consolida cada vez mais como uma das mais importantes cidades náuticas do país.

Depois de sediar regatas importantes como a Volvo Ocean Race e a Transat Jacques Vabre, o município catarinense recebe entre os dias 19 e 21 de abril, o VelaShow.

O evento, que vai reunir regatas, palestras, workshops, exposição de barcos, produtos e serviços náuticos é a primeiro do tipo no país, destinado exclusivamente para os veleiros.

O Secretário de turismo de Itajaí, Evandro Neiva comenta sobre o ótimo momento que a cidade vive no cenário náutico.

“Sediar essa primeira edição do VelaShow mostra que Itajaí conseguiu transmitir a imagem que queria, embora seja uma cidade de médio porte, ela conseguiu por meio da Volvo Ocean Race mostrar que é uma cidade que tem capacidade logística, técnica, e que ela tem uma capacidade de absorver eventos corporativos e eventos esportivos”, disse Evandro Neiva.

”Os empresários do VelaShow começaram a saber da cidade através da Volvo e viram aqui um potencial de entrega grande”.

”Estamos muito feliz em sediar essa primeira edição, estamos felizes em começar a sermos vistos como uma cidade de negócios, de entretenimento e que tem qualidade e capacidade em sediar grandes eventos esportivos”.

Além disso, o secretário Evandro Neiva lembra que a cidade possui uma tradição na construção naval de grande porte, e que está agora se inserindo na construção naval de médio.

“Temos aqui na cidade uma das melhores mãos de obras da construção naval do país, temos muito estaleiros também”.

”Com todo esse contexto, estamos prontos para receber eventos náuticos, esportivos e corporativos”.

”Logisticamente estamos muito bem localizados e isso da uma segurança muito grande para que o VelaShow esteja aqui, faça bons negócios e ainda continue no calendário da nossa cidade”.

“A cidade está de braços abertos para receber, no mesmo nível de grandes capitais, e oferecer um bom retorno para quem escolher Itajaí”, reforça.

Próxima regatona?

Itajaí está na briga para ser novamente a parada brasileira na The Ocean Race, edição de 2021/22.

“Fico feliz de estarmos concorrendo novamente para a próxima edição. Estamos nas tratativas comerciais, fazendo reuniões, e esperamos que a competição continue na nossa cidade”, finaliza.

O VelaShow já tem confirmado cerca de 40 expositores, incluindo fabricante de velas de regata, estaleiros e empresas do segmento de turismo.

Além de trazer na sua programação três regatas: a Optimist, Ibis Rubra (ambas no dia 19 de abril) e a VelaShow (20 de abril).

Para saber mais sobre o evento, acesse o site: www.velashow.com.

Team Brunel vence Gurney’s Resorts In Port Race Newport

19/05/2018 21:19
Newport stopover. Gurney’s Resorts In-Port Race. 19 May, 2018.

O Team Brunel venceu, neste sábado (19), a Gurney’s Resorts In Port Race Newport, disputada nas águas de Rhode Island, nos Estados Unidos. O barco do holandês Bouwe Bekking conseguiu largar melhor e não deu brecha aos adversários durante a prova. O espanhol MAPFRE terminou em segundo lugar e ampliou a liderança no campeonato paralelo das regatas costeiras. O terceiro lugar ficou com a equipe da casa, o Vestas 11th Hour Racing.

“Sabíamos que o início seria crucial”, disse o neozelandês Peter Burling, do Team Brunel. “Saímos muito bem e isso tornou a nossa vida bastante fácil”.

Os espanhóis do MAPFRE não vão se esquecer tão cedo da passagem por Newport. Além da vitória da etapa entre o Brasil e os Estados Unidos, a equipe do campeão olímpico Xabi Fernandez ampliou sua vantagem na classificação geral nos dois campeonatos da Volvo Ocean Race: a regata de volta ao Mundo e as In-Ports Races.

O herói local Charlie Enright levou seu Vestas 11th Hour Racing para um bom terceiro lugar no pódio, agradando aos fãs locais que saíram para ver a regata apesar das baixas temperaturas e da chuva.

O SHK / Scallywag de David Witt terminou em quarto lugar, à frente do Dongfeng Race Team. Enquanto isso, a equipe do team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, fechou em sexto e o Turn the Tide on Plastic, em último.

Agora, os barcos se preparam para a nona etapa, que começa neste domingo (20), rumo a Cardiff, no Reino Unido. A travessia transatlântica terá 3.300 milhas náuticas até o País de Gales e terá pontuação dobrada.

Newport stopover. Gurney’s Resorts In-Port Race. 19 May, 2018.

Classificação geral das In-Port Races

1- MAPFRE – 50 pontos

2- Dongfeng Race Team – 42 pontos

3- Team Brunel – 36 pontos

4- team AkzoNobel – 35 pontos

5- Vestas 11th Hour Racing – 23 pontos

6- Sun Hung Kai / Scallywag – 19 pontos

7- Turn the Tide on Plastic – 16 pontos

Newport stopover. Gurney’s Resorts In-Port Race. 19 May, 2018.

MAPFRE ultrapassa dois barcos nos metros finais e vence oitava etapa

08/05/2018 19:33
Leg 8 from Itajai to Newport. Arrivals. 08 May, 2018.

A equipe espanhola MAPFRE conseguiu, nesta terça-feira (8), uma vitória histórica na oitava etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. O barco, que estava no grupo de trás durante quase todo percurso entre Itajaí (SC) e Newport (Estados Unidos), acelerou nos metros finais e ultrapassou Team Brunel e Dongfeng Race Team.

Os espanhóis fizeram a prova em 15 dias, 17 horas, 49 minutos e 29 segundos. O pódio teve ainda Team Brunel, que ficou 61 segundos atrás, e Vestas 11th Hour Racing.

E mesmo no momento em que os líderes estavam a apenas 500 metros da linha de chegada, a MAPFRE ainda seguia a equipe Brunel quando o par emergiu da neblina, à vista dos espectadores no Fort Adams Race Village.

Mas, ao se aproximar da última marca de virada, a MAPFRE pegou um zephyr de vento para passar por Brunel e reivindicar o que apenas momentos antes teria sido visto como uma improvável vitória na perna. A margem após quase 16 dias de corrida foi de apenas 1 minuto e 1 segundo.

“Isso é inacreditável”, admitiu o comandante espanhol Xabi Fernández, pouco depois de cruzar a linha de chegada. “Para sermos honestos não esperávamos vencer essa etapa, então estamos super felizes. Nossas esperanças sempre foram de que haveria uma compressão da flotilha para que pudéssemos pegar alguém…Ontem à noite foi uma loucura quando tudo fechou e todos a bordo fizeram um trabalho incrível”.

Todos os barcos chegaram ainda nesta terça-feira. Dongfeng Race Team, team AkzoNobel, Turn The Tide on Plastic e SHK | Scallywag. Do primeiro ao último a diferença foi de um pouco mais do que 3 horas.

A próxima etapa será a nona e terá o percurso entre Newport (Estados Unidos) e Cardiff (Reino Unido). A perna terá pontuação dobrada. A largada para as 3.300 milhas náuticas transatlânticas será em 20 de maio.

A vitória da armada espanhola

O resultado entra no hall das maiores viradas da regata de volta ao mundo. O MAPFRE estava em quinto lugar na segunda-feira (7). E faltando 500 metros para o fim da prova em Newport, o barco vermelho espanhol ainda estava atrás do Team Brunel, que liderou quase todo o percurso de 5.700 milhas náuticas. O vento literalmente acabou na chegada ao porto norte-americano. E para piorar, a corrente empurrava os barcos pra fora da costa.

O MAPFRE reassume a liderança do campeonato com a vitória, pois soma 8 pontos. O Dongfeng, que estava um ponto na frente no Brasil, fez quatro. Agora são três pontos de vantagem para os espanhóis.

“Eu já estou focado no futuro e nas próximas etapas. Prometo que o Dongfeng Race Team fará um trabalho fantástico na próxima”, disse Charles Caudrelier, comandante do barco chinês. “É claro que estamos desapontados. Estávamos sonhando com outra vitória aqui. Acho que navegamos muito bem até de manhã cedo e depois não sei o que aconteceu. Estávamos muito devagar a favor do vento e provavelmente havia um pouco de plástico que pegamos no leme”.

Com a vitória nas mãos por praticamente todo o percurso, o Team Brunel, que foi o primeiro a cruzar a Linha do Equador e defendeu os ataques do Dongfeng.

”Estamos decepcionados pelo resultado e felizes com o nosso desempenho. Acho que nas últimas pernas mostramos que estamos evoluindo”.

Em terceiro ficou a equipe da casa, o Vestas 11th Hour Racing. ”Esta perna teve seus altos e baixos”, disse Charlie Enright, líder do Vesta 11th Hour Racing. “Não começamos bem, mas depois, já no fim, usamos o conhecimento local e ficamos no pódio”.

O barco de Martine Grael, o team AkzoNobel, chegou em quinto lugar e perdeu uma sequência de três pódios consecutivos na regata.

Centenas de barcos estavam à espera dos veleiros da Volvo Ocean Race em Newport, um dos berços da vela mundial.

Team Brunel continua em vantagem e se aproxima da vitória na oitava etapa

07/05/2018 18:58
Leg 8 from Itajai to Newport, day 15 on board Brunel. Peeling in the North Atlantic one day out from Newport. 06 May, 2018.

O Team Brunel deve confirmar nas próximas horas a vitória da oitava etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso entre Itajaí (SC) e Newport (Estados Unidos). A tripulação holandesa liderada pelo veterano Bouwe Bekking tem menos de 150 milhas náuticas para percorrer no Atlântico. O barco já fez o bordo para a costa norte-americana.

A vantagem, que estava em menos de 7 milhas náuticas para o Dongfeng Race Team, aumentou um pouco na tarde desta segunda-feira (7). O vento mais forte na aproximação a Rhode Island ajudou o veleiro holandês. O Brunel também ganhou a etapa brasileira da Volvo Ocean Race.

”Vai ter muito trabalho no deck e não vamos dormir muito. Tudo está em aberto nas últimas 24 horas”, disse o australiano Kyle Langford, do Team Brunel. O barco deve cruzar a linha de chegada nas primeiras horas da madrugada de terça-feira (8).

”Agora temos 30 horas de trabalho duro, ventos fortes, ventos leves, grandes transições e muitas mudanças de vela”, disse Charles Caudrelier, skipper do Dongfeng.

”Toda a equipe está no modo de regata costeira, em stand-by. Temos de manter este segundo lugar ou tentar passar o Brunel, mas à nossa frente temos uma situação muito complicada, com muitas opções e talvez um reagrupamento no vento leve nas próximas 12 horas.

Tendo recuperado muitas milhas, o MAPFRE passou o Turn the Tide on Plastic, de Dee Caffari, e está no terceiro lugar. Se mantiver o resultado, a equipe espanhola ficará apenas dois pontos atrás do líder atual do campeonato, que é o Dongfeng Race Team. Depois de três pódios consecutivos, o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, está longe dos três primeiros e deve terminar a etapa em sexto lugar.

Leg 8 from Itajai to Newport, day 15 on board MAPFRE, back to 20+ kts of boat speed. Rob, Willy, Xabi an Tamara on deck. 06 May, 2018.

Menos de 1.500 milhas para decisão da oitava etapa

04/05/2018 20:37
Leg 8 from Itajai to Newport, day 12 on board Brunel. Navigating weeds in the Sargasso Sea. 03 May, 2018.

A oitava etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 está em seu estágio final após os barcos terem percorrido quase 80% do percurso entre Itajaí (SC) e Newport (Estados Unidos). A previsão é que a perna pelo Oceano Atlântico seja concluída na manhã da próxima terça-feira (8) após 5.700 milhas náuticas de prova.

Os barcos passam na altura do Haiti e Cuba nesta sexta-feira (4). A liderança segue com o holandês Team Brunel, mas Dongfeng Race Team e o Vestas 11th Hour Racing reduziram a vantagem.

“Estamos nos esforçando ao máximo. Sabemos que os barcos atrás de nós continuam ganhando milhas. É irritante, mas precisamos lidar com isso”, disse o comandante do Team Brunel, Bouwe Bekking.

Após saírem da costa brasileira repleta de campos de petróleo e gás, a calmaria dos Doldrums e até passagem pelo Mar de Sargaços, os barcos precisam ainda lidar com o sistema de alta pressão a leste das Bermudas e a Corrente do Golfo, que empurra os veleiros para o meio do Atlântico.

”A corrente pode chegar a cinco ou seis nós. Infelizmente não é um fluxo direto, ela tem grandes redemoinhos, então se você errar, você pode ter cinco nós contra você, enquanto outro barco tem cinco nós a favor deles. Mas estamos confiantes!”, concluiu Bouwe Bekking.

A etapa entre o Brasil e os Estados Unidos está em seu 12º dia. Em quarto lugar está o Turn the Tide On Plastic, que chegou a liderar a perna. Mais a leste em relação aos primeiros, o MAPFRE e o team AkzoNobel estão sofrendo para tentar recuperação. Enquanto isso, o Team Sun Hung Kai / Scallywag, sétimo colocado, ganhou milhas fazendo 513 milhas nas últimas 24 horas.

“Ainda acreditamos. Tudo será decidido próximo do final”, disse Pete Cumming, do Scallywag. “Haverá uma transição perto do final e ficaremos poucas horas atrás dos líderes”.

A liderança da classificação geral é do Dongfeng Race Team com um ponto na frente do MAPFRE. Depois de Newport, os veleiros partem para Cardiff (Reino Unido), Gotemburgo (Suécia) e Haia (Holanda).

Leg 8 from Itajai to Newport, day 13 on board Dongfeng. 04 May, 2018.

Pequenas mudanças fazendo a diferença na Volvo Ocean Race

03/05/2018 20:33
Leg 8 from Itajai to Newport, day 10 on board Brunel. Kyle Langford, Peter Burling and Abby Ehler on deck. 01 May, 2018.

As equipes da Volvo Ocean Race 20171-8 aproveitaram as boas condições de navegação para acelerar rumo a Newport (Estados Unidos), destino final da oitava etapa da regata. Subindo o Oceano Atlântico na altura da Martinica, a flotilha tem menos de 2.000 milhas náuticas para percorrer até o porto norte-americano.

A liderança da etapa segue com o holandês Team Brunel, que conseguiu aproveitar os ventos alísios, também chamados de comerciais, para segurar vantagem de quase 20 milhas náuticas para o segundo colocado, o Dongfeng Race Team. Atrás aparecem Turn the Tide on Plastic e Vestas 11th Hour Racing.

”Até agora não podemos reclamar da maneira como estamos indo, mas a partir de hoje vai ficar um pouco mais complicado, pois o vento vai começar a subir à medida que nos aproximamos lentamente do sistema de alta pressão”, explicou o comandante do Brunel, Bouwe Bekking.

Em último nesta etapa, o Sun Hung Kai / Scallyway não desistiu de passar os rivais e conseguiu andar mais de 500 milhas em 24 horas, aproveitando a brisa leste a nordeste.

Com tão pouca diferença entre as equipes neste estágio da perna, as mudanças podem ser significativas, como um pequeno ajuste para uma vela ou uma alteração no ângulo.

“Temos a sensação de que quanto mais avançamos, mais chances temos”, disse o comandante do chinês Dongfeng Race Team, Charles Caudrelier. ”No entanto, a pressão também está aumentando. As apostas são maiores e sabemos que não podemos mais cometer erros”.

O 11º dia da etapa de Itajaí (SC) até Newport (EUA) foi marcado por ventos de 18 e 20 nós para todos os barcos. ”Todos estão nas mesmas condições, corremos em velocidades semelhantes, separados apenas por uma ou duas casas decimais da velocidade do barco”, explicou Dee Caffari, do Turn the Tide On Plastic.

No espanhol MAPFRE, a tripulação continua a lidar com problemas de energia que impedem de operar sua quilha pivotante com máximo efeito.

“Os maiores problemas que temos com a quilha são dois”, disse o capitão Xabi Fernandez. “Uma é a velocidade, já que é mais lenta e a segunda é que não sabemos exatamente onde está a quilha”.

A previsão de chegada está em 8 de maio.

Leg 8 from Itajai to Newport, day 11 on board Turn the Tide on Plastic. 02 May, 2018.

Volvo Ocean Race deixa de vez o Brasil e o Hemisfério Sul

30/04/2018 17:48
Leg 8 from Itajai to Newport, day 08 on board Vestas 11th Hour. Simon Fisher with the new positon report. 29 April, 2018.

A regata Volvo Ocean Race cruzou pela última vez na edição 2017-18 a Linha do Equador e agora todas as ações serão realizadas no Hemisfério Norte. Os sete barcos que participam da etapa entre Itajaí (SC) e Newport (SC) estão na altura do Amapá e nesta segunda-feira (30) vão oficialmente deixar a costa brasileira.

Na Volta ao Mundo, as equipes cruzaram os hemisférios quatro vezes e a costa brasileira foi bastante explorada. Na segunda etapa, entre Lisboa (Portugal) e Cidade do Cabo (África do Sul), a disputa foi acirrada na descida do Oceano Atlântico.

Neste mês, o Brasil, mais precisamente a catarinense Itajaí, recebeu os barcos para uma stopover com mais de 420 mil pessoas. Agora de vez a flotilha da Volvo Ocean Race deixa o País e o hemisfério sul.

Na oitava etapa, os veleiros subiram por oito dias pela costa brasileira, que teve mudanças de ventos, campos de petróleo e gás, pesqueiros e o calor característico do outono. A partir de agora, todas as etapas serão no norte, incluindo Estados Unidos, País de Gales, Suécia e Holanda.

Já no norte, a disputa segue igual no sul. Ou seja, equilíbrio entre quatro barcos que disputam a liderança da oitava etapa da regata de volta ao mundo.

O Vestas 11th Hour Racing lidera provisoriamente. Na sequência aparecem Dongfeng Race Team, Team Brunel e Turn the Tide on Plastic. Diferença entre eles é menor do que 5 milhas náuticas.

A oitava etapa começou em 22 de abril em Itajaí e os barcos precisam percorrer ao todo 5.700 milhas náuticas. Até agora já andaram 4.700 milhas náuticas.

Emily and Martine enjoy some brownies as they cross the equator – Leg 8 from Itajai to Newport, Day 8 on board AkzoNobel. 30 April, 2018.

Os Doldrums

Tradicionalmente cruzar os Doldrums – uma faixa de baixa pressão em constante mudança, caracterizada por ventos inconstantes e tempestades – no oeste, significa uma passagem relativamente livre, e comparada com os cruzamentos anteriores nesta prova, essa experiência tem sido relativamente boa.

“Estamos nos temidos Doldrums pela quarta e última vez nesta regata”, disse o líder do Dongfeng, Charles Caudrelier. ”Cruzar tão longe a oeste não costuma ser tão difícil, mas hoje a zona dos Doldrum é grande e poderemos ver algumas mudanças na classificação nas próximas 24 horas”.

A tripulação espanhola do MAPFRE teve problemas após descobrir um problema elétrico que os deixou sem energia a bordo.
A equipe agora está a todo vapor substituindo o fusível da bateria principal. ”O fato de termos de usar este sistema para a quilha é difícil porque significa que um de nós tem que estar abaixo com a alavanca para controlar a quilha”, disse o espanhol Ñeti Cuervas-Mons.

Mas desde que o reparo foi feito, a equipe espanhola vem ganhando milhas e está mais ao norte do que Dongfeng, team AkzoNobel e Scallywag.

Os espanhóis estão em segundo na classificação geral com apenas um ponto atrás dos chineses do Dongfeng Race Team. O time da brasileira Martine Grael (team AkzoNobel) é o quarto na tabela.

Leg 8 from Itajai to Newport, day 08 on board MAPFRE, Antonio Cuervas-Mons. 29 April, 2018.