Martine Grael é a primeira brasileira a vencer regata da Volvo Ocean Race

27/02/2018 18:46
Leg 6 to Auckland, arrivals. 27 February, 2018.

O barco Team AkzoNobel foi o vencedor da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso de mais de 6 mil milhas náuticas entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). Com a brasileira Martine Grael a bordo, a equipe cruzou a linha de chegada na manhã desta terça-feira (27), após uma disputa milha a milha com o Sun Hung Kai / Scallywag pela vitória. O resultado, além de um dos mais apertados de todas as edições do evento, foi histórico para a vela nacional, já que a campeã olímpica da Rio 2016 se tornou a primeira brasileira a vencer uma perna da regata de Volta ao Mundo.

“Sentimento incrível de ganhar uma perna em Auckland”, comemorou Martine Grael. “Foi um clima muito tenso antes da chegada aqui na Nova Zelândia. Teve vento fraco, todo mundo se aproximando por trás com mais vento e foi muito tenso nas últimas 24 horas. Parecia uma pulga que não queria sair!”.

Martine Grael, também a primeira brasileira a se tornar campeã olímpica, disse que a emoção nas regatas sempre está ao seu lado. A regata responsável pelo ouro olímpico na Rio 2016 na classe 49er FX, ao lado de Kahena Kunze, foi decidida na última boia, com uma ultrapassagem histórica na Baía de Guanabara. Na sexta etapa da Volvo Ocean Race a história se repetiu, com dois minutos de diferença para o segundo colocado, o SHK Scallywag!

“Eu sempre quis uma chegada monótona e fácil. Mas infelizmente isso não está sendo possível, na Olimpíada e aqui sempre com emoção. Foi um clima muito intenso a bordo nas últimas 24 horas. Agora é comemorar, descansar e preparar para a próxima perna”.

A próxima etapa da Volvo Ocean Race terá como destino final o Brasil. Os barcos partem no dia 18 de abril de Auckland rumo a Santa Catarina, na cidade de Itajaí. A etapa vale pontuação dobrada e terá desafios pelos mares do sul como os limites de gelo, ondas gigantes e ventos fortes. O primeiro a contornar o Cabo Horn ganhará uma pontuação extra.

Mais sobre a sexta etapa 

A equipe holandesa do AkzoNobel fez o percurso em 20 dias, 9 horas e 17 minutos. Diferença de apenas 2 minutos para o segundo colocado, o Scallywag. Em terceiro chegou o MAPFRE, 22 minutos depois. A etapa foi uma das mais próximas da história, com o Dongfeng Race Team e Turn the Tide On Plastic terminando a prova 25 e 27 minutos, respectivamente, atrás do AkzoNobel. O sexto colocado foi o holandês Team Brunel, que terminou a etapa após 1 horas do vencedor.

“Foi um match race de 7 mil milhas náutica, algo irreal”, disse o comandante Simeon Tienpont, comandante do AkzoNobel. “Nunca fiz uma regata como essa em toda a minha vida. Sempre tinha alguém no nosso visual”.

O segundo colocado valorizou a vitória do AkzoNobel. “Nossa equipe nunca se deu por vencida”, contou o skipper do Scallywag, David Witt. “Dessa vez não deu! Mas tivemos nossas oportunidades, mas eles foram melhores”.

O resultado em Auckland leva o team AkzoNobel do quarto para o sexto lugar na classificação geral da Volvo Ocean Race 2017-18. A equipe somou sete pontos mais um extra e agora tem ao todo 23 pontos. O bronze na sexta etapa ampliou a vantagem do espanhol MAPFRE na liderança do campeonato com 39 pontos. Em segundo está o chinês Dongfeng Race Team, com 34, e em terceiro o SHK Scallywag, de Hong Kong, com 26 pontos.

O barco que velejou mais rápido em 24 horas na sexta etapa foi o Dongfeng Race Team, com 499.71 milhas náuticas percorridas em apenas um dia.

Leg 6 to Auckland, arrivals. 27 February, 2018.

Vitórias brasileiras na Volvo Ocean Race

Martine Grael repete o feito do pai, Torben Grael, o primeiro a conquistar uma vitória para o País na Volvo Ocean Race. Na edição 2005-06, o barco Brasil 1 venceu a perna até Rotterdam, na Holanda.

“É um sentimento incrível de ganhar uma perna da Volvo Ocean Race, a gente chegou aqui em Auckland, uma cidade muito expressiva com uma cultura forte de vela”, disse Martine Grael.

Outros velejadores brasileiros também venceram etapas da Volta ao Mundo, como o próprio Torben Grael com o Ericsson 4 em 2008-09, Joca Signorini (Brasil 1 – Ericson 4 e Telefônica), Horácio Carabelli (Brasil 1 e Ericson 4), André ‘Bochecha’ Fonseca (Brasil 1 e MAPFRE) e Kiko Pelicano (Brasil 1).

Últimas milhas da sexta etapa da Volvo Ocean Race

26/02/2018 18:10
Leg 6 to Auckland, day 20 on board Sun hung Kai/Scallywag. AkzoNobel, only 0.1 miles away, after 20 days of racing. 26 February, 2018.

A madrugada desta terça-feira (27) pode ser histórica para o esporte brasileiro. A sexta etapa da Volvo Ocean Race será decidida em Auckland (Nova Zelândia) com dois barcos com chances reais de vitória. Um deles é o AkzoNobel, da campeã olímpica Martine Grael, que disputa milha a milha com o Sun Hung Kai / Scallywag. Seria a primeira vitória da brasileira na regata de Volta ao Mundo.

Os dois times citados acima estavam separados por apenas 1 milha náutica na atualização de placar da tarde desta segunda-feira (26). Em terceiro, 10 milhas náuticas atrás, está o Turn the Tide On Plastic. Ou seja, a chegada à Cidade das Velas, como é conhecida Auckland, deverá decidir a configuração do pódio. Faltam menos de 200 milhas para a linha final.

 A equipe de Martine Grael adotou nas últimas 24 horas o modo invisível e segurou a liderança, mesmo que pequena. Mas ao contrário de aumentar a sua vantagem, o AkzoNobel viu os adversários no retrovisor literalmente.

Leg 6 to Auckland, day 20 on board Sun hung Kai/Scallywag. Annemieke Bes, who originally started training on AkzoNobel, now doing the race on Scallywag, looking the match racing unfolding for the last few miles to the finish. 26 February, 2018.

“Nós temos uma pequena vantagem, mas ir do Cabo Norte para Cape Brett não vai ser fácil”, disse Brad Farrand, do Akzonobel. “As próximas 12 horas serão cruciais”.

A bordo do segundo colocado, o skipper Dave Witt estava contente por ver a diferença para o Akzonobel reduzir com cada relatório de posição. “A brisa vai desaparecer no topo da Nova Zelândia”, disse o comandante do Scallywag. “O AkzoNobel vai chegar primeiro e serão empurrados pela maré durante algumas horas. E nós não. Pode estar aqui a chave para nos reagruparmos novamente”.

O dilema que enfrentam as três principais equipes é forçar passar mais perto da costa e ter a corrente contra numa rota mais curta, ou ir para o fora com uma corrente favorável, mas fazer mais milhas.

Enquanto o Turn the Tide on Plastic persegue o seu primeiro pódio, a skipper Dee Caffari disse que estava preparada para levar o barco ao limite.

“Quando o sol nascer, vamos fazer um turno extra, com isto vamos ter mais pessoas para ajudar nas manobras. Quando o vento entrar, vamos estar todos no deck prontos para qualquer coisa. Vamos dar tudo por tudo, até ao fim”, falou Dee Caffari.

Enquanto isso, o MAPFRE e o Dongfeng continuam na sua regata privada para ver quem tem melhor desempenho. Os dois lideram a competição na classificação geral, mas não devem fazer pódio na sexta etapa.

Team AkzoNobel abre vantagem e tem chance real de vitória em Auckland

25/02/2018 17:39
Leg 6 to Auckland, day 19 on board AkzoNobel, Cecile in action on boat, 25 February, 2018.

O barco team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, retomou a liderança da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, caminho entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). A equipe da campeã olímpica na Rio 2016 abriu ainda mais de 20 milhas de vantagem para o segundo colocado, o Turn the Tide on Plastic.

O curinga na tabela de classificação no momento é o Scallywag, que adotou o modo invisível no início desta manhã de domingo (25).  No momento em que sumiram do mapa, eles tinham uma pequena vantagem na liderança.

O team AkzoNobel já contorna o Cabo Reigna e navega pelo norte da Nova Zelândia. Os líderes estão cada vez mais rápidos e a turma retardatária sofre para andar.

Leg 6 to Auckland, day 19 on board AkzoNobel, Chris Nicoholson at sunrise, 25 February, 2018.

“Eles estão indo três ou quatro nós mais rápido que nós. Eu não acho que haja algo que possamos fazer para passar”, disse o comandante do Dongfeng Race Team, Charles Caudrelier. A equipe está em segundo na classificação geral, que tem o MAPFRE como líder.

A previsão de chegada, segundo os dados enviados pela organização da Volta ao Mundo, é na terça-feira (27). Se o resultado se confirmar será a primeira vitória em etapa do barco de Martine Grael.

Disputa indefinida nos recifes e corais da Oceania

22/02/2018 20:50
Leg 6 to Auckland, day 16 on board AkzoNobel, Team Akzonobel, 22 February, 2018.

A regata de Volta ao Mundo está em sua sexta etapa e os seis barcos na disputa passam pelo Mar de Coral, na Oceania. Quatro equipes seguem com chances reais de vitória na perna da Volvo Ocean Race de Hong Kong a Auckland (Nova Zelândia), que deve ter sua conclusão na semana que vem!

Em terceiro na última atualização da tarde desta quinta-feira (22), o team AkzoNobel segue vivo na disputa pela vitória da etapa. A brasileira Martine Grael disse que foram muitas as dificuldades de navegação enfrentadas na passagem pelos Doldrums – área de calmaria na passagem pelos hemisférios.

“Desde que começamos a perna tivemos muitas decisões táticas, bem fora do rumo que estamos indo, que é a Nova Zelândia. Devido aos sistemas de alta e baixa pressão, acabamos de passar pelas águas do Doldrums, e por isso ainda não sabemos se saímos ou não. Os ventos estão muito fracos, quase não andamos para frente, além de muito calor”, disse Martine Grael.

A liderança provisória da sexta etapa da Volvo Ocean Race é do Turn the Tide on Plastic, seguido pelo Team Brunel. Em quarto, o Sun Hung Kai / Scallywag tenta recuperar a ponta.

”Agora, vamos passar por uma transição, para pegar os ventos alísios. Então, estamos tentando manter a liderança, contra os barcos mais a leste que a gente e todos os modelos não estão batendo muito. Com sorte, conseguiremos sair na frente”, completou a brasileira, campeã olímpica na Rio 2016.

No Mar de Coral, as equipes da Volvo Ocean Race passam no meio da segunda maior barreira de coral do mundo, principalmente na cadeia das ilhas do Pacífico Sul e da Nova Caledônia.

“A cerca de 120 milhas, há um recife no topo da Nova Caledônia”, explicou Dee Caffari (TTOP), a primeira mulher a fazer uma volta ao mundo sem escalas e em solitário.

”Agora até Auckland cada minuto conta. Os nossos adversários que estão atrás de nós vão fazer algo semelhante, mas os que estão mais para oeste vão contornar pelo lado de fora. Teremos que ver quem ganha com esta opção – amanhã saberemos”.

Quase 70 milhas atrás dos líderes, o MAPFRE e o Dongfeng Race Team estão juntos novamente, depois de se terem separado na véspera.

Apesar de estarem atrás com uma distância considerável, nenhuma equipe está fora da regata, pois segundo as previsões há oportunidades para recuperar nos últimos dias da etapa.

”A moral a bordo é boa, e todos esperamos uma oportunidade para recuperar algumas milhas a médio prazo”, disse o navegador do MAPFRE, Juan Vila.

“A frente da Austrália Oriental pode trazer algumas oportunidades, e a passagem para a Nova Zelândia pode não ser tão direta quanto pensamos”.

Leg 6 to Auckland, day 16 on board Turn the Tide on Plastic. 22 February, 2018.

Barcos pagam pedágio nos Doldrums

20/02/2018 19:06
Leg 6 to Auckland, day 14 on board AkzoNobel, Cecile Laguette checks heading, 20 February, 2018.

A falta de vento marcou mais um dia de regata da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). Os seis barcos que disputam a prova encontram dificuldades para pegar as melhores rajadas e a tendência é que a situação continue por mais dois dias.

 Novo líder nesta terça-feira (20),  o Turn the Tide on Plastic foi o que mais andou nas últimas 24 horas. Na sua cola, mas um pouco mais a oeste do Pacífico, está o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael. Outros dois times estão bem próximos dos líderes: Team Brunel e Sun Hung Kai / Scallywag. Primeiros colocados no campeonato, MAPFRE e Dongfeng Race Team estão mais distantes do pelotão da frente!

“Parece que estamos em três matches races diferentes e não sabemos quem vai para as finais, semi-finais ou quem fica com o prêmio de consolação”, disse a comandante do Turn the Tide on Plastic, Dee Caffari.

“Está complicado! Estamos dois dias nesse ritmo, então não tem como dormir’, disse David Witt do Scallywag.

A causa do buraco do vento gigante é uma grande tempestade, chamada de Gita, atualmente situada nano sul da Nova Zelândia que matou os ventos alísios, permitindo que os Doldrums se inchassem em proporções épicas.

Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel, acrescentou: “Às vezes pensamos que estamos no melhor esporte que existe, mas em dias como esses, acho que a maioria da equipe pensa que também pode ser um esporte estúpido”.

E ainda faltam 1.500 milhas náuticas para o fim da etapa, que deve ocorrer entre 26 de fevereiro e 1º de março. A falta de vento aumenta o cansaço dos atletas a bordo, pois a todo momento buscam uma melhor rota.

Leg 6 to Auckland, day 14 on board Dongfeng. 20 February, 2018. Waiting the wind for Jeremie Beyou and Kevin Escoffier.

Oportunidades e ameaças para cruzar o Hemisfério

15/02/2018 17:18
Leg 6 to Auckland, day 09 on board Brunel. 15 February, 2018. Alberto Bolzan at the helm, Carlo Huisman at the main, and Andrew Cape.

Momento de decisão na sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. Os seis barcos que disputam a Regata entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia) se aproximam de cruzar a Linha do Equador e descer com velocidade ao sul.

A maior dificuldade para as equipes será entrar na calmaria dos Doldrums, que são complicados de atravessar bem no limite entre os hemisférios.

Pelo terceiro dia seguido, o team AkzoNobel, que tem a campeã olímpica Martine Grael a bordo, segue mais rápido que os demais.

Para o comandante do AkzoNobel, Simeon Tienpont, a regata será um perde e ganha nos próximos dias. “É um grande desafio para nós estar na liderança.  Nós fazemos as escolhas de percurso e os que estão atrás podem ver se elas funcionam ou não. Os modelos climáticos não contabilizam os efeitos reais, de modo que esse é um ponto vulnerável para nós”.

Leg 6 to Auckland, day 09 on board MAPFRE, Louis Sinclair at the aft Pedestal. 15 February, 2018.

Como sempre, a transição para o hemisfério sul oferece oportunidades para alguns e ameaça para os outros.

Depois de perder a liderança, a equipe do SHK / Scallywag, que está mais para o oeste, sofre pra ganhar milhas.

O barco de Hong Kong caiu do segundo para o quinto lugar e viu o líder AkzoNobel abrir mais de 50 milhas náuticas.

O comandante do Scallywag, David Witt, espera mudanças. “Será interessante ver se alguém coloca sua proa para cima ou para baixo para tentar mudar sua posição”.

O objetivo, como sempre, é ser o primeiro a sofrer os efeitos dos Doldrums e também ser o primeiro a sair de lá rumo aos ventos alísios.

Na prática, os velejadores sentem os efeitos de navegar perto dos hemisférios. Calor e muito vento dão o tom.

Leg 6 to Auckland, day 09 on board AkzoNobel, Simeon looking streesed in light airs. 15 February, 2018.

“É muito horrível aqui. Muito difícil de dormir. A temperatura da água é de quase 30 graus, por isso é bastante quente por dentro”, contou o velejador do  Team Brunel, Kyle Langford. “É difícil ficar normal. E, além disso, o barco está sendo jogado em 30 nós de vento. É muito desconfortável.

“Lá fora é melhor, mas não muito. O pior é a água salgada, que queima os olhos. Todos estamos usando óculos de esqui. Mas o bom é que estamos fazendo milhas rapidamente. São condições difíceis, mas rápidas.

A previsão mais próxima de chegada ao porto de Auckland indica 25 de fevereiro.

O MAPFRE lidera a classificação geral com Dongfeng Race Team em segundo lugar. O AkzoNobel de Martine Grael é o sexto na tabela.

AkzoNobel abre vantagem em momento decisivo

14/02/2018 17:31
Leg 6 to Auckland, day 08 on board AkzoNobel, Simeon Tienpont in action. 14 February, 2018.

O barco AkzoNobel, que tem a brasileira Martine Grael como integrante, continua na liderança da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, no percurso entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia).

A equipe abriu, nesta quarta-feira (14), quase 30 milhas náuticas de vantagem para o Sun Hung Kai / Scallywag, que ocupa a segunda colocação. Os outros quatro barcos estão mais de 40 milhas atrás.

Faltam menos de 500 milhas náuticas para a aproximação aos Doldrums, zona de calmaria na região equatorial dos oceanos.

“Estamos poucas milhas à frente dos que estão atrás de nós, e temos o Scallywag a sotavento”, disse Nicolai Sehested, do AkzoNobel. “Espero que nossa velocidade nos faça chegar em primeiro aos Doldrums. Seria bom ser o primeiro chegar e o primeiro a sair”

O MAPFRE, líder do campeonato, mantém um duelo de match race com o Dongfeng Race Team, e são os que estão mais próximos dos primeiros colocados desta etapa.

”Temos o Dongfeng a cerca de uma milha e meia para barlavento, ou até menos. É uma luta muito apertada”, disse o campeão olímpico Blair Tuke, do MAPFRE.

”O AkzoNobel e o Scallywag estão à frente e a sotavento de nós. O AkzoNobel foi bastante rápido em todos os parâmetros, mas conseguimos recuperar um pouco em relação ao Scallywag. Espero que esta próxima transição funcione a nosso favor e possamos alcançá-los, como eles fizeram conosco na última transição”.

Com condições mais tranquilas, os velejadores aproveitam o tempo para tentar descansar. No fim de semana os Doldrums entram em jogo.

Barco de Martine Grael está em primeiro na Etapa 6 da Volvo Ocean Race

13/02/2018 19:08
Leg 6 to Auckland, day 07 on board AkzoNobel . 13 February, 2018.

“É um match race com AkzoNobel, que vai na frente! Nos Doldrums a etapa vai ser decidida”, disse o skipper do Scallywag, David Witt.

A equipe de Hong Kong venceu a etapa 4, praticamente um caminho reverso a esse. O AkzoNobel foi terceiro.

Faltam ainda mais de 3.400 milhas náuticas para a chegada ao porto neozelandês, mas estar em primeiro num momento chave da etapa, com a chegada às zonas de calmaria, pode fazer a diferença no fim.

Leg 6 to Auckland, day 07 on board AkzoNobel . 13 February, 2018.

”Os Doldrums vão ser muito interessantes e nós nos estamos onde queremos, por isso estamos muito felizes”, contou David Witt.

No bloco de trás, MAPFRE, Dongfeng, Brunel e Turn the Tide on Plastic também estão colados, porém mais a leste no Mar das Filipinas.

”Foi uma noite divertida”, explicou Peter Burling, do Brunel. “Nós ficamos pouco atrás do MAPFRE, e tivemos uma pequena batalha durante meia hora. E estivemos bem, conseguimos passá-los, por isso foi bom”.

As equipes precisam de escolher o seu ponto de entrada nos Doldrums nas próximas 48 horas.

“Se eu pudesse por o barco num lugar, além de colocá-lo na linha de chegada, eu deixaria exatamente onde estamos agora”, concluiu David Witt.

O tempo dirá se o seu otimismo será comprovado!

Leg 6 to Auckland, day 07 on board Sun hung Kai/Scallywag. Crossing path with USA territory islands, lookied like a small vulcano from the boat.13 February, 2018.

Nova mudança na liderança embaralha sexta etapa da Volvo Ocean Race

12/02/2018 18:12
Leg 6 to Auckland, day 06 on board Sun hung Kai/Scallywag. When I launched the drone it was so wet so I wondered how long it was actually going to fly before having an electronic issue. Thankfully nothing happenned. 12 February, 2018.

O barco Sun Hung Kai Scallywag é o novo líder da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). No placar desta segunda-feira (12), o time de Hong Kong aparece em primeiro lugar.

Junto com o AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, o Scallywag consegue ventos mais rápidos no Mar das Filipinas, ao contrário do pelotão mais ao norte.

A equipe adotou uma estratégia diferente dos adversários na semana passada e viu Team Brunel e MAPFRE se revezarem na ponta.

A posição no mapa pode ser favorável a Scallywag e AkzoNobel na passagem pelos Doldrums. Na etapa 4, os dois barcos tiveram boas escolhas na mesma faixa – só que com sentido inverso – e terminaram em primeiro e terceiro lugares, respectivamente.

Mas do outro lado da flotilha, os antigos líderes querem chegar primeiro aos Doldrums.

Leg 6 to Auckland, day 06 on board Sun hung Kai/Scallywag. David Witt bringing a good mood at the back of the boat.12 February, 2018.

“Parece uma transição bastante rápida, está cerca de três ou quatro dias. Estamos ansiosos por entrar nisso”, disse Peter Burling, do Team Brunel.

“O vento irá lentamente subir à medida que entramos nos ventos alísios, e chegaremos ao vento cerca dos 65 graus. Estamos muito felizes com isto, pois parece ser bastante rápido nestas condições”.

“Eles tiraram uma carta da sorte”, disse Dee Caffari, skipper do Turn the Tide on Plastic, falando sobre o Scallywag. “Eles cometeram um erro, na verdade, mas eles ficarão nesta frente fria por mais tempo. Eles vão felizes fazendo 20 nós, enquanto nós temos que lidar com esta transição”.

MAPFRE, Turn the Tide on Plastic, Dongfeng Race Team e Team Brunel estão todos à vista um do outro, separados por menos de quatro milhas.

Leg 6
Hong Kong to Auckland
12 February 2018
Positions at: 15:36 UTC
DTL nm GAIN_LOSS STATUS SPEED kt COURSE TWS kt TWD DTF nm
1 SHKS 0.00 0.00 RAC 12.5 149º 15.0 90º 3780.23
2 AKZO 7.86  3.18 RAC 9.3 138º 9.0 42º 3788.08
3 DFRT 19.99  16.34 RAC 10.8 240º 11.3 10º 3800.22
4 TTOP 20.33  16.69 RAC 4.6 130º 4.0 34º 3800.56
5 MAPF 20.58  17.02 RAC 10.3 238º 12.8 18º 3800.81
6 TBRU 21.51  17.65 RAC 2.5 108º 3.0 13º 3801.74
7 VS11 DNS

Barco de Martine Grael adota estratégia diferente e perde contato com líderes

09/02/2018 18:28
Leg 6 to Auckland, day 03 on board Dongfeng. 09 February, 2018. Marie Riou in action at the bow in rough conditions.

Os barcos team AkzoNobel e o Sun Hung Kai / Scallywag adotaram estratégias diferentes do restante das equipes da Volvo Ocean Race e pagam, pelo menos por enquanto, um preço alto pela escolha mais ao norte.

Os dois barcos rumaram ao norte imediatamente depois de passar a ponta do sul de Taiwan, e assim a flotilha ficou dividida! O vento é bem mais fraco no Mar das Filipinas para o time da brasileira Martine Grael (team AkzoNobel).

”Isto está errado, muito errado”, disse a campeã olímpica Martine Grael. “Nós vamos para o norte, noroeste, e nosso destino é sul-sudeste!”

A diferença do AkzoNobel, que é o último, para o pelotão da frente aumentou nas últimas horas, chegando a mais de 120 mil milhas náuticas do líder Team Brunel.

Leg 6 to Auckland, day 02 on board Brunel. Upwind in 35 knts along Taiwan. 08 February, 2018.

“Nós fomos para norte muito cedo”, admitiu o navegador do AkzoNobel, Jules Salter. “Estamos  desapontados. Tomamos a decisão com bastante rapidez para rumar a norte, parecia que tudo estava alinhado, Scallywag também foi, no primeiro turno estávamos bem, no segundo já não muito. Os quatro primeiros já foram, e agora somos nós os dois cá para trás”.

A sexta etapa, que liga Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia), tem Dongfeng Race Team e MAPFRE estão na cola do adversário holandês.

O líder do Dongfeng, Charles Caudrelier, admitiu que o barco chinês quase se juntou aos dois barcos do norte, mas decidiu que ainda era muito cedo.

“Para ser honesto, quando o AkzoNobel e o Scallywag cambaram, pensamos em fazer, mas achamos que era um risco demasiado grande. Parece que eles estão agora com dificuldades”.

Leg 6 to Auckland, day 03 on board Dongfeng. 09 February, 2018. Black trimming the sheets.

O francês acrescentou: “É a etapa mais complicada em termos de clima, não chega apenas ter uma boa cabeça, você também precisa de um pouco de sorte. Há tanta transição para a frente, eu não sei qual será o momento-chave, então estamos sempre muito focados e tentando optimizar a nossa progressão com pequenos ganhos”.

Leg 6
Hong Kong to Auckland
9 February 2018
Positions at: 13:00 UTC
DTL nm GAIN_LOSS STATUS SPEED kt COURSE TWS kt TWD DTF nm
1 TBRU 0.00 0.00 RAC 15.3 58º 18.0 127º 4812.72
2 DFRT 0.84  0.21 RAC 12.7 53º 17.8 102º 4813.55
3 MAPF 1.28 0.21 RAC 12.9 37º 15.5 105º 4814.00
4 TTOP 8.09 0.10 RAC 12.8 35º 16.8 98º 4820.81
5 SHKS 124.50  51.73 RAC 10.2 62º 11.0 116º 4937.22
6 AKZO 126.60  44.59 RAC 10.5 52º 9.3 100º 4939.32
7 VS11 DNS