Volvo Ocean Race deixa de vez o Brasil e o Hemisfério Sul

30/04/2018 17:48
Leg 8 from Itajai to Newport, day 08 on board Vestas 11th Hour. Simon Fisher with the new positon report. 29 April, 2018.

A regata Volvo Ocean Race cruzou pela última vez na edição 2017-18 a Linha do Equador e agora todas as ações serão realizadas no Hemisfério Norte. Os sete barcos que participam da etapa entre Itajaí (SC) e Newport (SC) estão na altura do Amapá e nesta segunda-feira (30) vão oficialmente deixar a costa brasileira.

Na Volta ao Mundo, as equipes cruzaram os hemisférios quatro vezes e a costa brasileira foi bastante explorada. Na segunda etapa, entre Lisboa (Portugal) e Cidade do Cabo (África do Sul), a disputa foi acirrada na descida do Oceano Atlântico.

Neste mês, o Brasil, mais precisamente a catarinense Itajaí, recebeu os barcos para uma stopover com mais de 420 mil pessoas. Agora de vez a flotilha da Volvo Ocean Race deixa o País e o hemisfério sul.

Na oitava etapa, os veleiros subiram por oito dias pela costa brasileira, que teve mudanças de ventos, campos de petróleo e gás, pesqueiros e o calor característico do outono. A partir de agora, todas as etapas serão no norte, incluindo Estados Unidos, País de Gales, Suécia e Holanda.

Já no norte, a disputa segue igual no sul. Ou seja, equilíbrio entre quatro barcos que disputam a liderança da oitava etapa da regata de volta ao mundo.

O Vestas 11th Hour Racing lidera provisoriamente. Na sequência aparecem Dongfeng Race Team, Team Brunel e Turn the Tide on Plastic. Diferença entre eles é menor do que 5 milhas náuticas.

A oitava etapa começou em 22 de abril em Itajaí e os barcos precisam percorrer ao todo 5.700 milhas náuticas. Até agora já andaram 4.700 milhas náuticas.

Emily and Martine enjoy some brownies as they cross the equator – Leg 8 from Itajai to Newport, Day 8 on board AkzoNobel. 30 April, 2018.

Os Doldrums

Tradicionalmente cruzar os Doldrums – uma faixa de baixa pressão em constante mudança, caracterizada por ventos inconstantes e tempestades – no oeste, significa uma passagem relativamente livre, e comparada com os cruzamentos anteriores nesta prova, essa experiência tem sido relativamente boa.

“Estamos nos temidos Doldrums pela quarta e última vez nesta regata”, disse o líder do Dongfeng, Charles Caudrelier. ”Cruzar tão longe a oeste não costuma ser tão difícil, mas hoje a zona dos Doldrum é grande e poderemos ver algumas mudanças na classificação nas próximas 24 horas”.

A tripulação espanhola do MAPFRE teve problemas após descobrir um problema elétrico que os deixou sem energia a bordo.
A equipe agora está a todo vapor substituindo o fusível da bateria principal. ”O fato de termos de usar este sistema para a quilha é difícil porque significa que um de nós tem que estar abaixo com a alavanca para controlar a quilha”, disse o espanhol Ñeti Cuervas-Mons.

Mas desde que o reparo foi feito, a equipe espanhola vem ganhando milhas e está mais ao norte do que Dongfeng, team AkzoNobel e Scallywag.

Os espanhóis estão em segundo na classificação geral com apenas um ponto atrás dos chineses do Dongfeng Race Team. O time da brasileira Martine Grael (team AkzoNobel) é o quarto na tabela.

Leg 8 from Itajai to Newport, day 08 on board MAPFRE, Antonio Cuervas-Mons. 29 April, 2018.

Disputa indefinida nos recifes e corais da Oceania

22/02/2018 20:50
Leg 6 to Auckland, day 16 on board AkzoNobel, Team Akzonobel, 22 February, 2018.

A regata de Volta ao Mundo está em sua sexta etapa e os seis barcos na disputa passam pelo Mar de Coral, na Oceania. Quatro equipes seguem com chances reais de vitória na perna da Volvo Ocean Race de Hong Kong a Auckland (Nova Zelândia), que deve ter sua conclusão na semana que vem!

Em terceiro na última atualização da tarde desta quinta-feira (22), o team AkzoNobel segue vivo na disputa pela vitória da etapa. A brasileira Martine Grael disse que foram muitas as dificuldades de navegação enfrentadas na passagem pelos Doldrums – área de calmaria na passagem pelos hemisférios.

“Desde que começamos a perna tivemos muitas decisões táticas, bem fora do rumo que estamos indo, que é a Nova Zelândia. Devido aos sistemas de alta e baixa pressão, acabamos de passar pelas águas do Doldrums, e por isso ainda não sabemos se saímos ou não. Os ventos estão muito fracos, quase não andamos para frente, além de muito calor”, disse Martine Grael.

A liderança provisória da sexta etapa da Volvo Ocean Race é do Turn the Tide on Plastic, seguido pelo Team Brunel. Em quarto, o Sun Hung Kai / Scallywag tenta recuperar a ponta.

”Agora, vamos passar por uma transição, para pegar os ventos alísios. Então, estamos tentando manter a liderança, contra os barcos mais a leste que a gente e todos os modelos não estão batendo muito. Com sorte, conseguiremos sair na frente”, completou a brasileira, campeã olímpica na Rio 2016.

No Mar de Coral, as equipes da Volvo Ocean Race passam no meio da segunda maior barreira de coral do mundo, principalmente na cadeia das ilhas do Pacífico Sul e da Nova Caledônia.

“A cerca de 120 milhas, há um recife no topo da Nova Caledônia”, explicou Dee Caffari (TTOP), a primeira mulher a fazer uma volta ao mundo sem escalas e em solitário.

”Agora até Auckland cada minuto conta. Os nossos adversários que estão atrás de nós vão fazer algo semelhante, mas os que estão mais para oeste vão contornar pelo lado de fora. Teremos que ver quem ganha com esta opção – amanhã saberemos”.

Quase 70 milhas atrás dos líderes, o MAPFRE e o Dongfeng Race Team estão juntos novamente, depois de se terem separado na véspera.

Apesar de estarem atrás com uma distância considerável, nenhuma equipe está fora da regata, pois segundo as previsões há oportunidades para recuperar nos últimos dias da etapa.

”A moral a bordo é boa, e todos esperamos uma oportunidade para recuperar algumas milhas a médio prazo”, disse o navegador do MAPFRE, Juan Vila.

“A frente da Austrália Oriental pode trazer algumas oportunidades, e a passagem para a Nova Zelândia pode não ser tão direta quanto pensamos”.

Leg 6 to Auckland, day 16 on board Turn the Tide on Plastic. 22 February, 2018.

Barcos pagam pedágio nos Doldrums

20/02/2018 19:06
Leg 6 to Auckland, day 14 on board AkzoNobel, Cecile Laguette checks heading, 20 February, 2018.

A falta de vento marcou mais um dia de regata da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). Os seis barcos que disputam a prova encontram dificuldades para pegar as melhores rajadas e a tendência é que a situação continue por mais dois dias.

 Novo líder nesta terça-feira (20),  o Turn the Tide on Plastic foi o que mais andou nas últimas 24 horas. Na sua cola, mas um pouco mais a oeste do Pacífico, está o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael. Outros dois times estão bem próximos dos líderes: Team Brunel e Sun Hung Kai / Scallywag. Primeiros colocados no campeonato, MAPFRE e Dongfeng Race Team estão mais distantes do pelotão da frente!

“Parece que estamos em três matches races diferentes e não sabemos quem vai para as finais, semi-finais ou quem fica com o prêmio de consolação”, disse a comandante do Turn the Tide on Plastic, Dee Caffari.

“Está complicado! Estamos dois dias nesse ritmo, então não tem como dormir’, disse David Witt do Scallywag.

A causa do buraco do vento gigante é uma grande tempestade, chamada de Gita, atualmente situada nano sul da Nova Zelândia que matou os ventos alísios, permitindo que os Doldrums se inchassem em proporções épicas.

Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel, acrescentou: “Às vezes pensamos que estamos no melhor esporte que existe, mas em dias como esses, acho que a maioria da equipe pensa que também pode ser um esporte estúpido”.

E ainda faltam 1.500 milhas náuticas para o fim da etapa, que deve ocorrer entre 26 de fevereiro e 1º de março. A falta de vento aumenta o cansaço dos atletas a bordo, pois a todo momento buscam uma melhor rota.

Leg 6 to Auckland, day 14 on board Dongfeng. 20 February, 2018. Waiting the wind for Jeremie Beyou and Kevin Escoffier.

AkzoNobel e Scallywag sofrem menos nos Doldrums

17/02/2018 17:29
Leg 6 to Auckland, day 10 on board AkzoNobel, Simeon on the wheel 16 February, 2018.

O time da brasileira Martine Grael segue firme na liderança da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, caminho entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia).

O team AkzoNobel já abriu mais de 50 milhas náuticas de diferença para o segundo colocado, o Team Sun Hung Kai / Scallywag.

Os dois barcos citados conseguiram navegar rápido nas últimas 24 horas na passagem pelas calmarias dos Doldrums.

Para se ter uma ideia, a vantagem do team AkzoNobel para o restante da flotilha aumentou em mais de 50% neste sábado (17).

A diferença para o terceiro colocado, que é o Team Brunel, já supera 120 milhas náuticas. Para o MAPFRE – o sexto e último na etapa – é de 230 milhas náuticas.

Dongfeng Race Team e MAPFRE tiveram uma navegação bem lenta pelas calmarias. As próximas 24 horas parecem estar um pouco mais fáceis de entender com a flotilha pegando ventos médios. Já no dia seguinte a tendência é de diminuição.

Um ciclone ao sul interrompe os padrões climáticos normais. Isso tornará o início da semana extremamente desafiador, e é provável que haja novamente uma junção dos barcos em um só pelotão.

Leg 6 to Auckland, day 11 on board Sun hung Kai/Scallywag. 16 February, 2018.

Lamentavelmente, a comunicação foi interrompida desde sexta-feira (16). A Inmarsat confirma que atualmente está sofrendo uma interrupção do seu I-4 F1, o satélite da banda L, que cobre a região da Ásia-Pacífico.

A causa foi identificada como um problema de controle de altitude da nave espacial. Atualmente, a Inmarsat está implementando atividades de recuperação específicas para estabelecer um retorno seguro às operações normais o mais rápido possível.

Isso impactou os On Board Repórteres, que não conseguiram enviar conteúdo. No entanto, a segurança da frota não foi afetada pela interrupção, já que o Race Control ainda é capaz de rastrear os barcos e enviar mensagens básicas por e-mail por meio de um satélite Inmarsat alternativo.

Teremos mais informações sobre esta questão à medida que elas se tornem disponíveis.

Barco de Martine Grael está em primeiro na Etapa 6 da Volvo Ocean Race

13/02/2018 19:08
Leg 6 to Auckland, day 07 on board AkzoNobel . 13 February, 2018.

“É um match race com AkzoNobel, que vai na frente! Nos Doldrums a etapa vai ser decidida”, disse o skipper do Scallywag, David Witt.

A equipe de Hong Kong venceu a etapa 4, praticamente um caminho reverso a esse. O AkzoNobel foi terceiro.

Faltam ainda mais de 3.400 milhas náuticas para a chegada ao porto neozelandês, mas estar em primeiro num momento chave da etapa, com a chegada às zonas de calmaria, pode fazer a diferença no fim.

Leg 6 to Auckland, day 07 on board AkzoNobel . 13 February, 2018.

”Os Doldrums vão ser muito interessantes e nós nos estamos onde queremos, por isso estamos muito felizes”, contou David Witt.

No bloco de trás, MAPFRE, Dongfeng, Brunel e Turn the Tide on Plastic também estão colados, porém mais a leste no Mar das Filipinas.

”Foi uma noite divertida”, explicou Peter Burling, do Brunel. “Nós ficamos pouco atrás do MAPFRE, e tivemos uma pequena batalha durante meia hora. E estivemos bem, conseguimos passá-los, por isso foi bom”.

As equipes precisam de escolher o seu ponto de entrada nos Doldrums nas próximas 48 horas.

“Se eu pudesse por o barco num lugar, além de colocá-lo na linha de chegada, eu deixaria exatamente onde estamos agora”, concluiu David Witt.

O tempo dirá se o seu otimismo será comprovado!

Leg 6 to Auckland, day 07 on board Sun hung Kai/Scallywag. Crossing path with USA territory islands, lookied like a small vulcano from the boat.13 February, 2018.

Nova mudança na liderança embaralha sexta etapa da Volvo Ocean Race

12/02/2018 18:12
Leg 6 to Auckland, day 06 on board Sun hung Kai/Scallywag. When I launched the drone it was so wet so I wondered how long it was actually going to fly before having an electronic issue. Thankfully nothing happenned. 12 February, 2018.

O barco Sun Hung Kai Scallywag é o novo líder da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). No placar desta segunda-feira (12), o time de Hong Kong aparece em primeiro lugar.

Junto com o AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, o Scallywag consegue ventos mais rápidos no Mar das Filipinas, ao contrário do pelotão mais ao norte.

A equipe adotou uma estratégia diferente dos adversários na semana passada e viu Team Brunel e MAPFRE se revezarem na ponta.

A posição no mapa pode ser favorável a Scallywag e AkzoNobel na passagem pelos Doldrums. Na etapa 4, os dois barcos tiveram boas escolhas na mesma faixa – só que com sentido inverso – e terminaram em primeiro e terceiro lugares, respectivamente.

Mas do outro lado da flotilha, os antigos líderes querem chegar primeiro aos Doldrums.

Leg 6 to Auckland, day 06 on board Sun hung Kai/Scallywag. David Witt bringing a good mood at the back of the boat.12 February, 2018.

“Parece uma transição bastante rápida, está cerca de três ou quatro dias. Estamos ansiosos por entrar nisso”, disse Peter Burling, do Team Brunel.

“O vento irá lentamente subir à medida que entramos nos ventos alísios, e chegaremos ao vento cerca dos 65 graus. Estamos muito felizes com isto, pois parece ser bastante rápido nestas condições”.

“Eles tiraram uma carta da sorte”, disse Dee Caffari, skipper do Turn the Tide on Plastic, falando sobre o Scallywag. “Eles cometeram um erro, na verdade, mas eles ficarão nesta frente fria por mais tempo. Eles vão felizes fazendo 20 nós, enquanto nós temos que lidar com esta transição”.

MAPFRE, Turn the Tide on Plastic, Dongfeng Race Team e Team Brunel estão todos à vista um do outro, separados por menos de quatro milhas.

Leg 6
Hong Kong to Auckland
12 February 2018
Positions at: 15:36 UTC
DTL nm GAIN_LOSS STATUS SPEED kt COURSE TWS kt TWD DTF nm
1 SHKS 0.00 0.00 RAC 12.5 149º 15.0 90º 3780.23
2 AKZO 7.86  3.18 RAC 9.3 138º 9.0 42º 3788.08
3 DFRT 19.99  16.34 RAC 10.8 240º 11.3 10º 3800.22
4 TTOP 20.33  16.69 RAC 4.6 130º 4.0 34º 3800.56
5 MAPF 20.58  17.02 RAC 10.3 238º 12.8 18º 3800.81
6 TBRU 21.51  17.65 RAC 2.5 108º 3.0 13º 3801.74
7 VS11 DNS

Previsão de chegada da quarta etapa aumenta após ventos fracos

12/01/2018 21:13
Leg 4, Melbourne to Hong Kong, day 11 Spirits are high as we make good progress towards the home port on board Sun Hung Kai/Scallywag. Photo by Konrad Frost/Volvo Ocean Race. 12 January, 2018.

A quarta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18  é uma das mais complicadas para as equipes na passagem pelos Doldrums, área de pouco vento entre os hemisférios.

Os sete barcos, que sobem para Hong Kong desde Melbourne, já deixaram essa região e cruzaram a Linha do Equador, depois de sofrerem os efeitos de muito calor e falta de vento, tradicionais por lá.

Agora um pouco mais rápidos, os barcos se espalham no Pacífico Norte. A flotilha nesta sexta-feira (12) está na altura da Micronésia e a previsão de chegada em Hong Kong passou para 19 de janeiro. Justamente por causa dos efeitos das calmarias dos Doldrums.

A liderança da quarta etapa esteve nas mãos de praticamente todas as equipes. Agora os próximos anfitriões estão em primeiro, o Sun Hung Kai / Scallywag. O barco adotou uma estratégia mais a leste dos demais seis concorrentes. A etapa já teve outros líderes, incluindo o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, e o Dongfeng Race Team, que esteve a frente por mais tempo até agora!

“As condições foram bem difíceis. O vento mediu de quatro a 11 nós e mudamos todo o peso do barco de lado. Quando terminamos, mudou tudo e tornamos a levar tudo pra o outro lado. É um verdadeiro baile”, disse Carolijn Brouwer, do Dongfeng. “Estamos lá atrás, mas na realidade pode mudar. Fomos mais a norte e o primeiro a acelerar nos ventos alísios terá boa vantagem”.

A quarta etapa novamente cruzou a Linha do Equador e como manda a tradição, os velejadores que nunca passaram por esse trecho são batizados pelo Rei Netuno. Dessa vez foram Sam Newton, do Brunel, Hannah Diamond, do Vestas 11th Hour Racing, Bleddyn Mon e Bernardo Freitas, do Turn the Tide on Plastic e Trystan Seal, do Scallywag.

Triplo empate na saída dos Doldrums

11/01/2018 20:37
Leg 4, Melbourne to Hong Kong, Day 10 onboard Turn the Tide on Plastic. Always on the lookout for floating logs in the water – amazing we hit several large tree’s flaoting in the ocean. Photo by Brian Carlin/Volvo Ocean Race. 11 January, 2018.

A etapa entre Melbourne e Hong Kong da Volvo Ocean Race segue cada vez mais equilibrada. Faltando uma semana para o término da quarta perna, os sete barcos seguem com chances de vitória. Nesta quinta-feira (10), três equipes se destacaram ao deixar a calmaria dos Doldrums, área de ventos fracos e inconstantes próxima à Linha do Equador.

Vestas 11th Hour Racing, Dongfeng Race Team e team AkzoNobel – que tem a brasileira Martine Grael – foram os primeiros a sair do Doldrums e pegar rajadas mais rápidas. O calor de quase 50 graus e a falta de ventos foram cruéis com os atletas desde o início da semana.

“Foram 24 horas incríveis”, disse o velejador norte-americano Mark Towill, integrante do Vestas 11th Hour Racing. “Foi muito quente e muito complicado, mas nos colocamos em uma boa posição e estamos felizes.  Foi um esforço incrível por parte do time. Estamos ansiosos para outra noite emocionante e para alcançar os ventos alísios com uma brisa estável”.

O Vestas 11th Hour Racing é o líder no relatório enviado na tarde desta quinta-feira, mas a diferença é inferior a uma milha náutica. Literalmente empate técnico triplo!

“Ontem à noite tivemos muito trabalho a bordo, nas melhores condições dos Doldrums com chuvas que exigiram uma mudança constante de velas e manobras”, disse o navegador espanhol Joan Villa, integrante do MAPFRE. O barco espanhol está em quarto por enquanto.

A previsão de chegada em Hong Kong será em 17 de janeiro. Ao todo a quarta etapa tem quase 6 mil milhas náuticas.