Temperaturas começam a cair na Volvo Ocean Race

20/03/2018 18:13
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 04 on board Dongfeng. Daryl Wislang driving the bus trough the Pacific. 19 March, 2018.

As temperaturas já começam a cair durante a sétima etapa da Volvo Ocean Race, percurso entre Auckland, na Nova Zelândia, e Itajaí (SC), no Brasil. As sete equipes que partiram no fim de semana da Oceania descem a todo vapor para o sul.  A partir daí a situação deve ficar cada vez mais complicada, com termômetros beirando zero e ventos fortes!

“Já está muito molhado”, disse a brasileira Martine Grael, do team AkzoNobel. “Vai ficar muito mais frio também. Vamos ver como lidar com uma semana inteira molhada. Não vai ser fácil, mas estou ansiosa para entrar na ‘avenida’ que nos leva até a América do Sul”.

Segundo o Race Control, os termôemtros já batem 10 graus na descida pelos mares da Oceania.

A equipe do AkzoNobel estava em segundo lugar na atualização da tarde desta terça-feira (20). O Vestas 11th Hour Racing lidera a prova de 7.600 milhas náuticas náuticas, mas os outros barcos estão tão rápidos quanto, velejando as últimas 24 horas mais de 500 milhas náuticas.

À medida que os barcos se aproximam das zonas de alta pressão, a direção do vento e o estado do mar ficam fora de alinhamento, de modo que o melhor timoneiro vai levar vantagem.

“Nós notamos que está começando a esfriar, especialmente a água”, disse Carolijn Brouwer, do Dongfeng Race Team. “Estamos indo direto para o sul de maneira bastante rápida – cerca de 20 nós. Há muito para avançar – isso é apenas um aquecimento, ou um resfriamento”.

A etapa é marcada por muito frio e passagem próxima à zona de exclusão do gelo. O vencedor pelos mares do sul ganhará pontuação dobrada quando cruzar a linha de chegada em Itajaí (SC).

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 3 on board AkzoNobel. 19 March, 2018. Simeon Tienpoint and Nicolai Sehested getting ready to shake the reef in the main sail.

“Essa perna provavelmente é a coisa mais gratificante e mais estressante que nós vamos pegar. É uma pressão geral. Sobre os patrocinadores, sobre mim, sobre relacionamentos … É muito difícil”, disse Dave Witt, líder do Sun Hung Kai / Scallywag, que está na lanterninha por enquanto da etapa.

Com a zona de exclusão de gelo situada abaixo de 50 graus sul, as equipes estão efetivamente reduzindo a distância que terão para navegar. Eles enfrentarão então uma semana desafiadora de tempo pesado com ventos entre 30 e 40 nós.

Os barcos devem chegar até 6 de abril ao Brasil.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 3 on board Turn the Tide on Plastic. Bleddyn Mon. The fleet sails south through the roaring forties. 19 March, 2018.

Barcos pagam pedágio nos Doldrums

20/02/2018 19:06
Leg 6 to Auckland, day 14 on board AkzoNobel, Cecile Laguette checks heading, 20 February, 2018.

A falta de vento marcou mais um dia de regata da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). Os seis barcos que disputam a prova encontram dificuldades para pegar as melhores rajadas e a tendência é que a situação continue por mais dois dias.

 Novo líder nesta terça-feira (20),  o Turn the Tide on Plastic foi o que mais andou nas últimas 24 horas. Na sua cola, mas um pouco mais a oeste do Pacífico, está o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael. Outros dois times estão bem próximos dos líderes: Team Brunel e Sun Hung Kai / Scallywag. Primeiros colocados no campeonato, MAPFRE e Dongfeng Race Team estão mais distantes do pelotão da frente!

“Parece que estamos em três matches races diferentes e não sabemos quem vai para as finais, semi-finais ou quem fica com o prêmio de consolação”, disse a comandante do Turn the Tide on Plastic, Dee Caffari.

“Está complicado! Estamos dois dias nesse ritmo, então não tem como dormir’, disse David Witt do Scallywag.

A causa do buraco do vento gigante é uma grande tempestade, chamada de Gita, atualmente situada nano sul da Nova Zelândia que matou os ventos alísios, permitindo que os Doldrums se inchassem em proporções épicas.

Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel, acrescentou: “Às vezes pensamos que estamos no melhor esporte que existe, mas em dias como esses, acho que a maioria da equipe pensa que também pode ser um esporte estúpido”.

E ainda faltam 1.500 milhas náuticas para o fim da etapa, que deve ocorrer entre 26 de fevereiro e 1º de março. A falta de vento aumenta o cansaço dos atletas a bordo, pois a todo momento buscam uma melhor rota.

Leg 6 to Auckland, day 14 on board Dongfeng. 20 February, 2018. Waiting the wind for Jeremie Beyou and Kevin Escoffier.

Barco de Martine Grael está em primeiro na Etapa 6 da Volvo Ocean Race

13/02/2018 19:08
Leg 6 to Auckland, day 07 on board AkzoNobel . 13 February, 2018.

“É um match race com AkzoNobel, que vai na frente! Nos Doldrums a etapa vai ser decidida”, disse o skipper do Scallywag, David Witt.

A equipe de Hong Kong venceu a etapa 4, praticamente um caminho reverso a esse. O AkzoNobel foi terceiro.

Faltam ainda mais de 3.400 milhas náuticas para a chegada ao porto neozelandês, mas estar em primeiro num momento chave da etapa, com a chegada às zonas de calmaria, pode fazer a diferença no fim.

Leg 6 to Auckland, day 07 on board AkzoNobel . 13 February, 2018.

”Os Doldrums vão ser muito interessantes e nós nos estamos onde queremos, por isso estamos muito felizes”, contou David Witt.

No bloco de trás, MAPFRE, Dongfeng, Brunel e Turn the Tide on Plastic também estão colados, porém mais a leste no Mar das Filipinas.

”Foi uma noite divertida”, explicou Peter Burling, do Brunel. “Nós ficamos pouco atrás do MAPFRE, e tivemos uma pequena batalha durante meia hora. E estivemos bem, conseguimos passá-los, por isso foi bom”.

As equipes precisam de escolher o seu ponto de entrada nos Doldrums nas próximas 48 horas.

“Se eu pudesse por o barco num lugar, além de colocá-lo na linha de chegada, eu deixaria exatamente onde estamos agora”, concluiu David Witt.

O tempo dirá se o seu otimismo será comprovado!

Leg 6 to Auckland, day 07 on board Sun hung Kai/Scallywag. Crossing path with USA territory islands, lookied like a small vulcano from the boat.13 February, 2018.

Barco de Hong Kong vence quarta etapa e faz a festa em casa

19/01/2018 17:58
Leg 4, Melbourne to Hong Kong, arrivals. 19 January, 2018.

O barco Team Sun Hung Kai / Scallywag foi o vencedor da quarta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, prova disputada entre Melbourne (Austrália) e Hong Kong. A equipe ‘da casa’ completou, nesta sexta-feira (19), o percurso de quase 6 mil milhas náuticas em 17 dias, 4 horas e 30 minutos.

A equipe, comandada pelo australiano David Witt, teve de se superar para ficar com o primeiro lugar e fazer a festa dos fãs locais na chegada. Durante o percurso, a tripulação viveu o drama com a queda do também australiano Alex Gough ao mar após uma manobra. O velejador foi resgatado em poucos minutos sem arranhões e o Team Sun Hung Kai / Scallywag acelerou para fechar em primeiro.

”A gente tinha um plano e fizemos o planejado. Algumas vezes dá certo, outras não. Dessa vez deu!”, disse o comandante David Witt. ”Fomos a última equipe a entrar na disputa e leva mais tempo pra gente saber como as coisas funcionam. Todas as equipes precisam de confiança e nessa etapa conseguimos com decisões acertadas. O objetivo é continuar a melhorar”.

A equipe de Hong Kong acelerou para a vitória após a passagem pela calmaria dos Doldrums. Antes praticamente todas as equipes estiveram na frente por pelo menos algumas horas. Na reta final, o Team Sun Hung Kai / Scallywag adotou o modo invisível para tentar evitar um ataque dos adversários.

“Fiquei realmente impressionado com a maneira como corremos nos últimos dois dias. Tivemos uma liderança bastante grande e, em seguida, sem culpa nossa, cerca de dois terços dela perdemos”, contou David Witt.

O resultado da etapa quatro deve embolar o campeonato, já que o Dongfeng Race Team deve ser o segundo colocado ainda nesta sexta-feira (19). Com isso, o barco chinês diminuirá em pelo menos três pontos a vantagem do MAPFRE, atualmente o quinto na etapa. Hoje a vantagem espanhola está em seis.

Depois de Vestas 11th Hour Racing e Dongfeng Race Team, o próximo a cruzar a linha de chegada será o team AkzoNobel. da brasileira Martine Grael.

Líder da quarta etapa da Volvo Ocean Race entra em modo invisível

17/01/2018 17:07
Leg 4, Melbourne to Hong Kong, day 16 David Witt looks on and wonders if the dream might become a reality on board Sun Hung Kai/Scallywag. Photo by Konrad Frost/Volvo Ocean Race. 16 January, 2018.

As últimas milhas da quarta etapa da Volvo Ocean Race, entre Melbourne e Hong Kong, prometem mexer com a cabeça dos velejadores das sete equipes que disputam a regata. O Sun Hung Kai / Scallywag, líder da perna, entrou em modo invisível e seus movimentos não podem ser vistos pelos adversários por 24 horas. Faltam menos de 800 milhas náuticas para o encerramento da prova de quase 6 mil milhas náuticas e o barco de Hong Kong tinha vantagem na liderança para o Vestas 11th Hour Racing. A previsão de chegada dos barcos é na sexta-feira (19).

O Sun Hung Kai / Scallywag deve cruzar entre Taiwan e as Filipinas antes de acelerar rumo à vitória em casa. Como existem algumas áreas de pouco vento que devem ser evitadas, a equipe escolheu sumir do mapa. As horas anteriores a este ponto devem decidir o vencedor.
“Para mim, a maior preocupação é daqui para as Filipinas”, disse o comandante do barco de Hong Kong, David Witt. “Depois de beirar Filipinas para Hong Kong será bastante fácil. Se não tivermos perdas nas próximas horas, ninguém nos alcançará. Daremos tudo para ser a primeira equipe de Hong Kong a vencer em Hong Kong.
O Dongfeng Race Team também adotou o modo sigilo e não será visto por um dia inteiro. A equipe está na segunda colocação da classificação geral, atrás apenas do MAPFRE.
“Parece que Scallywag tem a regata sob controle, se nada acontecer, é claro! Bom para eles … e também para os fãs locais! Tenho certeza que haverá muitas celebrações”, disse o comandante do MAPFRE, Xabi Fernández.
O Vestas 11th Hour Racing, que ocupa o segundo lugar, abriu um espaço de 70 milhas entre eles e a equipe da AkzoNobel, que ocupa o terceiro lugar na classificação desta quarta-feira (17). O Akzonobel tem a brasileira Martine Grael.
Enquanto os barcos não chegam, e principalmente o Sun Hung Kai / Scallywag, a Vila da Regata de Hong Kong foi aberta nesta quarta-feira. A parada será no Kai Tak Runway Park. Mais de 12.500 estudantes locais visitarão a Race Village durante o período.