Barco SHK / Scallywag chega a Itajaí e agora corre contra o tempo

19/04/2018 19:17
Itajai Stopover. SHK/Scallywag arrives in Itajai. 19 April, 2018

O barco SHK / Scallywag chegou nesta quinta-feira (19) na cidade de Itajaí (SC), a menos de dois dias da largada para a oitava etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. A equipe abandou a prova após perder o britânico John Fisher caído no mar e não foi localizado. O barco ficou dias parado na costa oeste do Chile e só terminou a travessia nesta tarde.

O público da Vila da Regata recebeu a equipe com aplausos e emoção. Os tripulantes dos outros barcos foram ao píer ajudar no desembarque. “Foi incrível a quantidade de ajuda que recebemos das outras equipes”, disse a velejadora Annemeike Bes. “É uma ótima sensação que tantas pessoas estão nos apoiando.”

Agora, o time de Hong Kong corre contra o tempo para deixar tudo pronto para a largada rumo a Newport, Rhode Island, na tarde de domingo (22).

Neil Cox, o chefe do estaleiro da Volvo Ocean Race, diz que tem sua equipe de engenheiros está pronta para trabalhar contra o relógio e fazer com que Scallywag largue com o restante da flotilha.

“Temos toda a força de trabalho do The Boatyard dedicada a trabalhar nesse barco”, disse Cox. “Também temos fornecedores no local para nos ajudar com determinadas tarefas”.

O português António Fontes, integrante do Scallywag, estava com a equipe de terra na hora do desembarque já dando início aos reparos.

”A principal dificuldade para o time foi o abalo psicológico. Era o membro mais velho da equipe, visto como um pai pelos demais atletas”, disse Fontes. ”Fomos bem recebidos pelos demais velejadores e por Itajaí”.

O barco não vai disputar a In-Port Race, marcada para sexta-feira (20). A regata vale como desempate ao final do campeonato.

Itajai Stopover. SHK/Scallywag arrives in Itajai. 19 April, 2018

Legado da Volvo Ocean Race: Itajaí é a primeira da América do Sul a assinar compromisso de mares limpos

Itajai Stopover. Signing the UN Clean Seas pledge. 18 April, 2018.

A cidade de Itajaí (SC) foi a primeira da América do Sul a assinar um compromisso das Nações Unidas visando a limpeza dos mares. O objetivo da ação é reduzir a poluição do plástico nos oceanos, uma bandeira da Volvo Ocean Race e da ONU.

A carta foi assinada na tarde desta quarta-feira (18) durante um seminário que reuniu especialistas, cientistas e atletas, como a brasileira Martine Grael, campeã olímpica e velejadora desta edição da regata de Volta ao Mundo.

”Eu velejo desde cedo e nas competições eu acompanho a situação dos mares. No Rio de Janeiro, onde eu treino, vejo plástico quase todos os dias na Baía de Guanabara e fiquei impressionada com a quantidade de plástico fora da costa durante a competição”, disse Martine Grael, integrante do team AkzoNobel.

Os números são alarmantes! Segundo dados da Volvo Ocean Race em paralelo com as Nações Unidas, um caminhão cheio de plástico é despejado nos oceanos a cada minuto.

E tem mais: oito milhões de toneladas de plástico, como garrafas, embalagens e outros tipos de lixo, entram nos mares a cada ano. Aproximadamente 51 trilhões de pedaços microscópios de plástico, pesando 269,000 toneladas.

Isso é quase a mesma coisa do que 1.345 baleias azuis adultas. É estimado que por volta de 2050, terá mais plástico do que peixes nos oceanos do mundo.

O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, se inspirou a se inscrever na campanha da ONU depois de visitar a Nova Zelândia durante a escala da Volvo Ocean Race. Em Auckland, o governo da Nova Zelândia assinou a campanha também. Até agora, mais de 70.000 pessoas de 42 países se comprometeram a reduzir o problema.

”Tenho orgulho de Itajaí ser a primeira cidade do Brasil a assinar a campanha do Meio Ambiente das Nações Unidas. Pretendemos enviar a mensagem clara de que é essencial tomar medidas para enfrentar o problema da poluição plástica. É uma luta que todos os municípios, cidades e das pessoas”, contou o prefeito Morastoni ao lado de Fernanda Altoé Daltro, ativista-chefe do Meio Ambiente da ONU no Brasil.

Johan Salén, vice-presidente da Volvo Ocean Race, estava no evento e disse que Itajaí mostra liderança em liderar a ação. ”Por indivíduos, empresas, ONGs, governos e cidades como Itajaí, trabalhando juntos, podemos encontrar soluções inovadoras para educar, inovar e deixar um legado duradouro que ajudará a resolver esse problema do plástico”.

Silvia Mirpuri, parceira principal do Programa de Sustentabilidade da Volvo Ocean Race, Fundação Mirpuri, também falou no evento. ”Durante séculos, as pessoas têm considerado o oceano como uma fonte inesgotável de comida, e um conveniente local de despejo, muito vasto para ser afetado por qualquer coisa que fazemos. Nós estamos errados”.

O Brasil assinou a campanha CleanSeas da ONU em setembro de 2017. O projeto também está sendo apoiado pela equipe de regata Turn the Tide on Plastic na volvo Ocean Race.

Itajai Stopover. Signing the UN Clean Seas pledge. 18 April, 2018.

Equipes da Volvo Ocean Race testam barcos após reparos

17/04/2018 18:11
Itajai Stopover. Crane in. 16 April, 2018.

A tarde desta terça-feira (17) foi de testes para cinco equipes que disputam a Volvo Ocean Race 2017-18 em Itajaí (SC). Depois de enfrentar os mares do sul, os barcos passaram por um verdadeiro check-up antes de volta para a água. A maioria dos velejadores aproveitou o intervalo de mais de uma semana para descansar.

E o dia foi reservado para ajustes finos na água. Os engenheiros do The Boatyard junto às equipes de terra de cada barco em Itajaí trabalharam dia e noite nas últimas duas semanas para fazer os reparos necessários.

”É a primeira vez que o barco volta para a água depois de passar por uma semana de manutenção onde é retirado o mastro, a quilha e posteriormente tudo colocado no lugar. Daí a gente faz um teste na água para ver se está tudo certinho”, disse a holandesa Carolijn Brouwer, do Dongfeng Race Team.

”Temos muita confiança na nossa equipe de terra, mas isso é fundamental, pois são os velejadores que realmente vão usar o barco. Também usamos esse dia para testarmos as velas que são trocadas para a próxima etapa”, concluiu a velejadora.

A brasileira Martine Grael voltou de Niterói (RJ) após curtir um justo descanso com a família e amigos. A atleta, campeã olímpica na Rio 2016, integra o team AkzoNobel na regata Volvo Ocean Race.

E por falar em campeão olímpico, o espanhol Xabi Fernández fez questão de se reunir com toda sua equipe apara traçar os planos para a semana, que incluem treinos, a regata In-Port Race e a largada para Newport (Estados Unidos).

”Finalmente temos o barco de volta à água depois de um ótimo trabalho da nossa equipe de terra aqui em Itajaí. Navegamos para simplesmente verificar se tudo funcionava corretamente. O barco foi montado e desmontado. Já na quarta-feira vamos nos concentrar para a disputa da regata treino”, disse o campeão olímpico espanhol Xabi Fernández, comandante do MAPFRE. ”Esperamos que haja um grande público. É bom ver a vila tão cheia todos os dias”.

Nesta terça-feira (17), o Vestas 11th Hour Racing ficou sob revisão no estaleiro. O barco perdeu o mastro na sétima etapa e agora os profissionais correm contra o tempo para deixar tudo pronto antes da largada para Newport, marcada para o domingo (22).

A equipe do The Boatyard começa a instalação do novo mastro nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (18) e o processo deve durar o dia todo.

”Como é um mastro com cabos que nunca foram ajustados, é preciso fazer bem ajustado, passo a passo. Sempre têm muitos detalhes, como é um material novo precisamos ter cuidado. Os cabos são como espaguetes finos de carbono e não podem estar retorcidos. Tem que prestar atenção se estão perfeitamente retos antes de aplicar tensão”, explicou o chefe de engenharia da Volvo Ocean Race, Álvaro de Haro.

Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals in Itajai. 03 April, 2018

O SHK / Scallywag deve chegar na quinta-feira (19) em Itajaí. O barco estava no Chile após o acidente com o britânico John Fisher, que caiu no mar e não foi localizado.

Os velejadores do Scallywag também já estão na cidade para a próxima etapa. Ainda não está definido se participam ou não da In-Port Race, marcada para sexta-feira (20), a partir de 14h.

”Obviamente vamos fazer toda a manutenção e verificação do barco. Esperamos que esteja bem como aparentemente está para no domingo estarmos prontos para a largada”, disse o português António Fontes, integrante do Scallywag.

Agenda 

18.4.18 Regata Treino

19.4.18 Regata Pro-Am

20.4.18 Coletiva de imprensa dos skippers

20.4.18 Regata In-Port

22.4.18 Etapa 7 – Largada para Newport

Leg 7, from Auckland to Itajai. Dongfeng finish second. 3rd April, 2018.

Direto para o estaleiro! Vestas 11th Hour Racing chega a Itajaí

16/04/2018 18:50
Leg 7 from Auckland to Itajai, Vestas 11th Hour Racing arrives in Itajai. 16 April, 2018.

Depois de perder o mastro e abandonar a sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, o Vestas 11th Hour Racing conseguiu chegar a Itajaí (SC) para iniciar os reparos no barco. O veleiro azul chegou na manhã desta segunda-feira (16) à Vila da Regata. A bordo estavam integrantes da equipe de terra do veleiro norte-americano/dinamarquês e o velejador Damian Foxall. Os outros tripulantes na viagem das Ilhas Malvinas até Itajaí foram o espanhol Diego Torrado, o norte-americano Andres Guerra Font, o neozelandês Spencer Loxton e o uruguaio Diego Turell.

A viagem entre as Ilhas Malvinas (Argentina) até a cidade catarinense durou nove dias. O barco saiu no sábado, 7 de abril, e percorreu 1.600 milhas náuticas.

”É uma perna maravilhosa, uma stopover incrível. Depois de mais de 1.600 mil milhas náuticas das Ilhas Malvinas em nove dias, estamos aqui em Itajaí. Adaptamos um mastro para fazer essa travessia e agora temos um desafio para colocar um mastro novo e deixar tudo pronto para a próxima etapa”, disse o irlandês Damian Foxall, velejador e chefe de sustentabilidade da Volvo Ocean Race. ”Aqui somos bem recebidos, é um prazer estar aqui pela terceira vez”.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 21 on board Vestas 11th Hour. 06 April, 2018. Mast Accident – Farkland Islands

O atleta esteve na cidade outras vezes, com o Groupama 4 (edição 2011-12) e com o Oman na Transat Jacques Vabre 2013. Damian Foxall correu a primeira etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 entre Alicante (Espanha) e Lisboa (Portugal). O Vestas 11th Hour Racing foi o vencedor da prova.

”Itajaí é importante na área de sustentabilidade, estive aqui e vi como a comunidade encara o desafio de ser sustentável e reduzir o uso do plástico. O programa da regata no setor é importante”, falou Damian Foxall, chefe de sustentabilidade da equipe norte-americana/dinamarquesa.

Poste de luz improvisado

A operação de adaptar um novo mastro e seguir viagem até Itajaí começou assim que a tripulação do Vestas 11th Hour Racing anunciou que perdera a principal peça do barco na disputa da sétima etapa. A equipe foi a segunda a contornar o Cabo Horn e estava próxima do pódio.

Mas como manda a tradição da perna pelos mares do sul,  pelo menos um barco sofre desmastreação. Dessa vez foi o Vestas 11th Hour Racing.

O problema ocorreu em 30 de março, a cerca de 160 quilômetros a sudeste das Malvinas. A tripulação viajou de automóvel até o arquipélago e começou a procurar materiais para construir um mastro de fortuna (termo usado na vela para a adaptação). Foi improvisado um poste de luz.

”Penso que a sorte existe, mas temos que enfrentar as dificuldades. Temos que seguir trabalhando, é a única maneira de chegar. Estávamos navegando na segunda posição, estáveis, cômodos e escutamos um ruído e imediatamente caiu o mastro. São coisas que acontecem no esporte, as vezes sem muita explicação. O que nos resta a fazer é seguir a diante, continuar a lutar para fazer o melhor possível”, disse o espanhol Diego Torrado.

O estaleiro da Volvo Ocean Race, chamado de The Boatyard, assumiu o barco para trocar o mastro do veleiro. A operação deve ser concluída até a sexta-feira (20), quando ocorre a In-Port Race.

Falta apenas o SHK / Scallywag para completar a flotilha dos barcos da Volvo Ocean Race. A equipe está a caminho de Itajaí e deve chegar durante a semana.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 14 on board Vestas 11th Hour. 30 March, 2018. Mast Accident

Volvo Ocean Race faz ação de limpeza das praias em Itajaí

15/04/2018 17:38
Itajai stopover. Surf Competition and beach clean up. 15 April, 2018.

Outro velejador que participou da ação foi Simon Fisher, que está em sua quarta edição da regata de volta ao mundo e foi campeão uma vez.

“Fizemos surfe e depois uma limpeza de praia para aumentar a conscientização sobre a poluição do plástico”, disse o britânico Simon Fisher, navegador para Vestas 11 Hour Racing. “Assim que você chega à areia, descobre que há muitos pedaços pequenos de plástico. É bastante chocante!”.

O município cedeu toda a estrutura para a limpeza, como sacos de lixo, luvas e caçambas para recolhimento de resíduos. Outra iniciativa ambiental é o Veleiro ECO, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), primeiro do Brasil desenvolvido para expedições e pesquisas oceanográficas.

Leg 8, Itajai stopover. Surf Competition. 15 April, 2018.

Na quarta-feira (18), com a presença da brasileira Martine Grael, ocorrerá o Seminário Técnico-Científico “O futuro dos Oceanos: combate ao lixo no mar”. O evento é gratuito e terá assinatura de protocolo de intenções do município com a campanha global “Clean Seas”, em português: “#MaresLimpos” das Nações Unidas.

Enquanto isso, na Vila da Regata de Itajaí, as cinco equipes que já chegaram fazem reparos em seus veleiros com a ajuda do estaleiro oficial do evento, chamado de The Boatyard. O Turn The Tide On Plastic, por exemplo, até instalou o mastro.

A partir desta semana, os barcos voltam para água para fazer os primeiros treinos. A programação oficial de regatas inclui a In-Port Race, na sexta-feira (20), e a largada para Newport (Estados Unidos), no domingo (22).

Segundo os organizadores locais, a Vila da Regata ultrapassou 200 mil pessoas neste domingo (15). A previsão é que esse número dobre após a largada da oitava etapa da regata Volvo Ocean Race.

Leg 8, Itajai stopover. Surf Competition. 15 April, 2018.

Turn The Tide On Plastic é o quarto no Brasil

07/04/2018 16:28
Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals. 07 April, 2018.

O barco Turn The Tide On Plastic ficou na quarta colocação da sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, concluindo o percurso de 7.600 milhas náuticas em 20 dias, 3 horas e 12 minutos. A equipe cruzou a linha de chegada em Itajaí (SC) na madrugada deste sábado (7).

Os velejadores foram recebidos por centenas de pessoas na Vila da Regata de Itajaí. Era 1h12 (Horário de Brasília). O TTOP – iniciais de Turn The Tide On Plastic – soma 8 pontos pelo resultado. A perna tem pontuação dobrada.

”Foi muito legal ver muita gente essa hora da madrugada nos recebendo e nos aplaudindo. Agora vamos descansar e aproveitar a hospitalidade de Itajaí”, disse a comandante britânica Dee Caffari. ”Foi uma etapa muito difícil, com ventos fortes e condições complicadas. Também ficamos bastante abalados com a perda de um amigo (John Fisher)”.

A equipe do Turn The Tide On Plastic tem dois portugueses que praticamente se revezam nas etapas. Desta vez o escolhido foi Frederico de Melo, que disputou a olimpíada de Londres 2012. O velejador vestia a camisa do Marcílio Dias, uma das equipes da cidade catarinense na hora da chegada.

”Os brasileiros nos recebem com muito carinho. Foi incrível ver tanta gente nas docas. É um incentivo pra gente que sofreu com ventos, neve e ondas gigantes. As noites eram difíceis, com pouca visibilidade. O perigo era constante e infelizmente aconteceu a tragédia com John Fisher, que era um grande amigo”, contou Frederico de Melo.

O veleiro Turn The Tide On Plastic  teve problemas no spreader – ou cruzeta na tradução do português – da vela principal e por vários dias navegou sem estar 100%.

Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals in Itajai. 07 April, 2018.

A etapa tem ainda o espanhol MAPFRE competindo. Está previsto para terminar a prova nas próximas 24 horas, ou seja, na madrugada de domingo (8).

O vencedor da etapa entre Auckland (Nova Zelândia) e Itajaí (SC) foi o Team Brunel, seguido por Dongfeng Race Team e team AkzoNobel.

Volvo Ocean Race: Barco de Martine Grael se aproxima de Itajaí

04/04/2018 23:42
Leg 6 to Auckland, day 17 on board AkzoNobel, A happy Martine Grael , 23 February, 2018.

O team AkzoNobel se aproxima de Itajaí (SC) para completar a sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 na manhã desta quinta-feira (5). A equipe holandesa, que conta com a brasileira Martine Grael, será a terceira colocada na perna de 7.600 milhas náuticas entre Auckland (Nova Zelândia) e a cidade catarinense. Os dois primeiros colocados foram Team Brunel e Dongfeng Race Team.

A equipe de Martine Grael se aproxima do terceiro pódio consecutivo, após uma vitória em Auckland e um terceiro lugar em Hong Kong. A atleta é a primeira brasileira a correr a Volvo Ocean Race. Martine participou de todas as sete etapas até agora do campeonato.

A cidade de Itajaí (SC) se prepara para receber a campeã olímpica da Rio 2016. Mesmo ainda não inaugurada, a Vila da Regata será aberta ao público uma hora antes da chegada do veleiro AkzoNobel.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 5 on board AkzoNobel. 21 March, 2018. Martine Grael in the reflection.

Já em Santa Catarina, Torben Grael e Andrea Grael, pais de Martine, estão ansiosos com a chegada da atleta. Os dois estarão a bordo do Itajaí Sailing Team para recepcionar ainda na água a filha. O barco é usado por atletas da cidade para competir regatas importantes do calendário brasileiro de vela oceânica.

”O vento diminuiu um pouco e nós estamos ansiosos”, disse Torben Grael. ”Acompanhamos a largada em Auckland. Foi uma perna difícil e os percalços que aconteceram foram bastante duros. Mas ocorreram alguns acidentes, ficamos muito apreensivos com ela nos mares do sul. Mas passou tudo bem. Estamos esperando ela chegar para dar um abraço”.

Torben Grael acompanha de perto as ações da filha na regata Volvo Ocean Race. O velejador tem história na competição, após liderar o inédito barco Brasil 1 na edição 2005-06 e ser campeão como comandante do Ericsson 4 (Suécia), em 2008-09.

”Ela (Martine) me incentivou quando eu fui fazer a segunda volta ao mundo, quando a gente ganhou com o Ericsson. Agora, ela está fazendo a primeira pela AkzoNobel. Os resultados estão muito bons, pegou o terceiro pódio de etapa seguida, parece que a coisa vem ficando mais serena e o ambiente melhorando o que ajuda muito”.

Outros dois barcos devem chegar depois do AkzoNobel. O Turn the Tide on Plastic é esperado no sábado (7) e o MAPFRE no dia seguinte. Ambas as equipas tiveram problemas com os mastros e spreaders nesta etapa. O MAPFRE chegou a parar no Cabo Horn.

Duas equipes se retiraram da sétima etapa. O Vestas 11th Hour Racing quebrou o mastro e agora corre contra o tempo para voltar na próxima perna. Já o SHK / Scallywag saiu após a tragédia envolvendo seu tripulante John Fisher, que se perdeu no mar.

Barco holandês vence etapa brasileira da Volvo Ocean Race

03/04/2018 17:33
Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals. 03 April, 2018.

A etapa da Volvo Ocean Race mais difícil de sua história foi concluída nesta terça-feira (3), em Itajaí (SC). Depois de percorrem 7.600 milhas náuticas desde Auckland, na Nova Zelândia, os barcos Team Brunel (Holanda) e Dongfeng Race Team (China) chegaram praticamente empatados ao litoral de Santa Catarina no fim da manhã, com termômetros marcando 32 graus.

O Team Brunel segurou o ataque do adversário e completou a prova em 16 dias, 13 horas e 45 minutos, diferença de apenas 15 minutos para o vice-campeão, o Dongfeng Race Team. Nem mesmo a falta de ventos na aproximação a Itajaí mudou o resultado

”Foi uma etapa dura do começo ao fim, uma prova que exigiu bastante do nosso psicológico e do nosso corpo”, disse o comandante holandês Bouwe Bekking. ”Foi incrível vencer, mas não estamos felizes em virtude da perda de John Fisher (SHK/Scallywag). Foi um soco no queixo”.

Os vencedores foram recebidos na Vila da Regata de Itajaí pelas autoridades e pelo público. O barco do Itajaí Sailing Team acompanhou de perto as equipes vencedoras. Não houve estouro de champagne tradicional e muito menos a banda da cidade em respeito à memória do britânico John Fisher, que está perdido no mar.

Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals. 03 April, 2018.

Os mares do sul deixaram marcas

A sétima etapa foi considerada a mais difícil para a maioria dos atletas já em terra. Os ventos fortes do começo ao fim, ondas gigantes, neve e as quebras de equipamento fizeram com que os mares do sul e a rondagem do Cabo Horn se transformassem em um tormento!

A força do ‘Furious Fifties’ (ventos da latitude 50) atingiram em mais de 35 nós os velejadores, que beiraram em quase todo percurso os limites de gelo. A bonificação para os barcos foi dobrada. O Team Brunel levou 16 pontos pra casa (incluindo um pelo Cabo Horn) e o Dongfeng Race Team 12.

O francês Charles Caudrelier e sua equipe chinesa devem assumir a liderança da classificação geral com o pódio. “Foi um resultado fantástico pra gente. E se o Turn The Tide on Plastic segurar o MAPFRE em quinto lugar pode ficar ainda melhor”.

”Foi a etapa mais difícil que corri, fisicamente e mentalmente. A força dos ventos e o percurso complicado, com muita neve, frio e ondas gigantes foram difíceis de encarar”, disse a holandesa Carolijn Brouwer, do Dongfeng. ”A melhor coisa seria abraçar meu filho e minha família. Mas como fizemos a etapa em 16 dias, muito rápido, não deu tempo deles chegarem a Itajaí”.

Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals. 03 April, 2018.

O team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, estão um dia e meio da chegada e devem cruzar a linha ainda até a quinta-feira (5).

Scallywag no Chile

O barco de John Fisher, o Sun Hung Kai/Scallywag, conseguiu chegar ao Chile depois de uma semana da tragédia nos mares do sul. A equipe deve decidir os próximos rumos em breve.

Ainda sobre o fato, a MRCC – Maritime Rescue Coordination Centre Chile -confirmou que as buscar pelo velejador foram suspensas.

O Vestas 11th Hour Racing permanece nas Ilhas Falkland (Malvinas) estudando a logística para chegar a tempo em Itajaí antes da largada da oitava etapa. A equipe perdeu o mastro.

Resultados anteriores no Brasil

A Volvo Ocean Race desembarcou pela terceira vez consecutiva em Itajaí trazendo dos mares do sul os melhores atletas do mundo. Já virou uma tradição o País sediar a prova, sendo o único representante da América do Sul no trajeto ao redor do globo. A regata de Volta ao Mundo já parou outras oito vezes no Brasil e as cidades do Rio de Janeiro (RJ) e São Sebastião (SP) reservam histórias imperdíveis do evento.

 1973-74: Sydney (Austrália) até Rio de Janeiro (RJ)

Vencedor: Great Britain II (Reino Unido)

 1977-78: Auckland (Nova Zelândia) até Rio de Janeiro (RJ)

Vencedor no corrigido: Gauloise II (França).

Fita-Azul: Great Britain II (Reino Unido)

1997-98: Auckland (Nova Zelândia) até São Sebastião (SP)

Vencedor: EF Language (Suécia)

2001-02: Auckland (Nova Zelândia) até Rio de Janeiro (RJ)

Vencedor:  illbruck Challenge (Alemanha)

2005-06: Wellington (Nova Zelândia) até Rio de Janeiro (RJ)

Vencedor: ABN AMRO ONE (Holanda)

2008-09: Qindao (China) até Rio de Janeiro (RJ)

Vencedor: Ericson 3 (Suécia)

2011-12: Auckland (Nova Zelândia) até Itajaí (SC)

Vencedor: PUMA (EUA)

2014-15: Auckland (Nova Zelândia) até Itajaí (SC)

Vencedor: Abu Dhabi (EAU)

2017-18: Auckland (Nova Zelândia) até Itajaí (SC)

Vencedor: Team Brunel (Holanda)

Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals. 03 April, 2018.

Vencedor da etapa brasileira da Volvo Ocean Race será definido nesta terça-feira

02/04/2018 19:33
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 16 on board AkzoNobel. 01 April, 2018. 42°19’23” S 50°25’15” W

Os vencedores de sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 serão definidos nesta terça-feira (3) em chegada emocionante na cidade de Itajaí (SC), destino final da perna de 7.600 milhas náuticas de regata. A previsão – pode variar de acordo com o vento – é de termino nas primeiras horas da manhã.

Dois barcos brigam pela vitória e pela chance de levar pontuação dobrada pra casa. Team Brunel e Dongfeng Race Team protagonizam uma disputa equilibrada desde a subida pelo Atlântico Sul.

As milhas finais prometem muita adrenalina, principalmente pela previsão de ventos fracos na aproximação à costa catarinense.

Na tarde desta segunda-feira (2), a diferença entre holandeses e chineses era de apenas 4 milhas náuticas. Brunel e Dongfeng navegam na altura de Pelotas (RS) ainda com ventos de média intensidade.

”A boa notícia é que estamos ganhando milhas até a chegada rapidamente”, disse o holandês Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel.

”Nas últimas horas andamos a 24 nós, mas o Dongfeng está na nossa cola. Não existe mais vantagem e teremos uma batalha até a chegada”.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 17 on board Dongfeng. Jack Bouttell coming from the bow. 01 April, 2018.

Com as temperatura aumentando – as equipes ficaram semanas sofrendo com o frio dos mares do sul –  o clima fica melhor a bordo. ”A temperatura da água subiu de 9 para 20 graus e do ar de 3 para 18 graus em menos de 48 horas. Saímos da pressão e agora podemos relaxar, mas temos que tentar passar o Brunel”, disse Charles Caudrelier, do Dongfeng.

”Todas as equipes tiveram seus problemas e agora todos querem apenas chegar”.

Já o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, conserva a terceira colocação, só que mais de 230 milhas náuticas atrás dos dois primeiros. O barco está na linha de Buenos Aires, Argentina, e deve chegar até o início da quarta-feira (4).

”Essa etapa foi uma das mais difíceis. Passamos por momentos difíceis e de muita pressão para não dar nada errado. Foi uma etapa incrível, bonita, mas ao mesmo tempo triste”, disse a brasileira Martine Grael.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 14
on board Brunel. Temperature rises. Wind decreases. Rainbow. Peter Burling. 31 March, 2018.

”Estou sentindo falta de um arroz e feijão, de um churrasco também”.

Em quarto lugar está o Turn the Tide on Plastic, seguido de perto pelo MAPFRE. As duas equipes devem cruzar a linha de chegada apenas no dia 6 de abril.

Credenciamento de imprensa

Os jornalistas e profissionais de mídia devem fazer obrigatoriamente o credenciamento para ter acesso às dependências do Media Centre e para entrevistar atletas durante a Itajaí Stopover 2018.

Basta preencher os dados aqui

Brunel e Dongfeng lutam pela vitória no Brasil

01/04/2018 13:44
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 16 on board Dongfeng. Marie Riou grinding under a squall. 31 March, 2018.

O Team Brunel se defende nas milhas finais da sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 contra o ataque do Dongfeng Race Team. As duas equipes se aproximam rapidamente da chegada em Itajaí (SC) e pelos últimos relatórios da organização, o vencedor será definido na chegada à cidade. Faltam menos de 1.000 milhas náuticas para o fim da prova de 7.600.

“Todo mundo está realmente disposto a terminar a prova, especialmente depois de ouvir sobre alguns dos danos que os outros barcos sofreram”, disse Abby Ehler, do Team Brunel.

“Tivemos um pequeno problema com o nosso leme, que já consertamos, mas ainda há um longo caminho pela frente. Seria incrível ganhar esta perna. Ainda não tivemos uma performance excelente na competição, então ganhar seria excepcional. Dedos cruzados nada pode dar errado com o barco agora”.

A disputa entre holandeses e chineses segue intensa no través da Argentina. A previsão de chegada varia agora entre 3 e 4 de abril. Já o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, segue em terceiro lugar, 70 milhas náuticas atrás dos líderes.

A sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 já teve duas desistências (Vestas 11th Hour Racing e SHK | Scallywag). Outros dois times estão com problemas no mastro e navegam mais lentos: MAPFRE e Turn the Tide on Plastic. A prova, que passou quase que toda pelos mares do sul, terá pontuação dobrada. Outro ponto extra foi cedido ao Team Brunel, primeiro barco a contornar o Cabo Horn.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 15 on board AkzoNobel. 31 March, 2018. Luke Molloy keeping it steady.

“Os caras mais experientes a bordo estão dizendo para pegar leve no barco”, disse Brad Farrand, do AkzoNobel. “Temos andado com um pouco mais de cuidado”.

Dois dias depois de ter que parar perto do Cabo Horn por 13 horas para fazer reparos na vela grande rasgada e no mastro danificado, os líderes do campeonato, o MAPFRE, finalmente voltam a ter um jogo completo de velas.

“Tivemos muita sorte com o clima, principalmente na direção do vento, mas agora está ficando mais leve, então esperamos poder navegar com a vela grande inteira”, disse o capitão do MAPFRE, Antonio “Neti” Cuervas-Mons. “Parece muito bom, os caras fizeram um ótimo trabalho consertando”.

Enquanto isso, o Vestas 11th Hour Racing está trabalhando opções de logística para levar seu barco das Ilhas Falkland para o Itajaí a tempo da largada da oitava etapa.

E a equipe SHK / Scallywag continua sua longa navegação para a costa chilena após a trágica perda de John Fisher. A chegada é esperada no início da próxima semana. A equipe postou uma homenagem comovente a “Fish” aqui.