Um mês para a Semana de Vela de Ilhabela

22/06/2018 18:46

As regatas da 45ª Semana de Vela de Ilhabela começam a ser disputadas em 21 de julho, com as provas de percurso longo tradicionais de abertura do evento como Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, Ilha de Toque-Toque por Boreste e Renato Frankenthal.

A principal competição náutica da América do Sul reunirá barcos das classes ORC, IRC, BRA RGS, Clássicos, C-30, HPE30, HPE25 e Bico de Proa e vai até 28 de julho.

Realizada tradicionalmente no primeiro fim de semana da Semana de Vela de Ilhabela, a regata Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil levará para a água no sábado os barcos das classes ORC, IRC, BRA-RGS A e B e RGS SILVER. Os veleiros contornam a ilha de Alcatrazes, considerada um refúgio de vida silvestre. A regata de percurso longo tem mais de 50 milhas de distância.

No mesmo horário da regata de Alcatrazes, os barcos das classes C-30, HPE 30, Bico de Proa, Clássicos e BRA-RGS C disputarão a Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste. É uma prova mais curta e rápida por estar mais perto de terra e dentro do canal.

Já os HPE25 encerrarão o dia de competições com a Regata Renato Frankenthal.

Com nível internacional, o campeonato receberá atletas olímpicos e pan-americanos e amadores. A organização e comissão de regatas também contam com profissionais chancelados pela autoridade máxima da vela mundial.

”As provas são muito técnicas em todas as categorias. Mesmo sendo um grande encontro da vela nacional, nossa equipe está preparada para que o resultado dentro d’água seja justo. Os árbitros têm experiência em competições nacionais e internacionais”, disse Cuca Sodré, presidente da comissão de regatas.

O desfile dos barcos da Semana de Vela de Ilhabela está programado para ocorrer no sábado, 28 de julho, último dia de regatas da competição. O evento será aberto ao público, que poderá assistir a passagem de todos os veleiros participantes do campeonato.

Com mais de 10 anos na produção oficial da Semana de Vela de Ilhabela, a Full Time Eventos está em campo trabalhando para definir as melhores pousadas, restaurantes e toda logística no Yacht Club de Ilhabela para atender os participantes.

Veja a lista de pousadas

”Temos uma equipe trabalhando em Ilhabela e preparando toda a estrutura para as regatas no Yacht Club Ilhabela. É uma competição de nível internacional, que exige muita dedicação e responsabilidade de todos do Comitê Organizador. Além de velejadores, nós recebemos suas famílias e amigos. É também um período de férias de inverno e muitos turistas frequentam a ilha”, disse Vanessa Lombardi, produtora da Semana de Vela de Ilhabela.

As inscrições seguem abertas e os velejadores devem fazer o processo exclusivamente por meio do site www.svilhabela.com.br.

O evento ocorre no Yacht Club de Ilhabela e chega à sua 45ª edição com as seguintes classes convidadas: ORC, IRC, BRA RGS, Clássicos, C-30, HPE30, HPE25 e Bico de Proa. Será realizado em paralelo o Campeonato Brasileiro de C-30 e a Regata por Equipes.

Segunda etapa da Copa Suzuki em Ilhabela reúne 40 barcos

21/06/2018 20:09

A Copa Suzuki, tradicional evento que antecede a Semana de Vela de Ilhabela, reuniu 40 barcos nos últimos dois fins de semana no litoral norte de São Paulo. A segunda etapa é usada pelas equipes para fazer os últimos testes antes das regatas de julho, marcadas para o período de 20 a 28.

As regatas tiveram características distintas nos dois fins de semana. No primeiro, vento de leste e sol com provas no lado leste do Canal de São Sebastião. Já no segundo, o vento gelado de sul levou os barcos para uma regata de percurso dentro do canal. São as mesmas categorias da Semana de Vela de Ilhabela na Copa Suzuki.

”São regatas muito disputadas e iguais as de julho na Semana de Vela de Ilhabela. A única diferença é que não tem a regata Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, por ser mais longa. Os velejadores compareceram em grande número, mesmo em um final de semana de jogo do Brasil na Copa do Mundo”, disse Cuca Sodré, organizador e presidente da Comissão de Regatas dos dois eventos.

Algumas equipes também aproveitaram as provas para estrear os novos barcos e chegar prontas para o evento de julho. ”Correr a Copa Suzuki em Ilhabela é extremamente importante e valioso. A tripulação ainda está se adaptando às regulagens do nosso novo barco. Tivemos a oportunidade de comparar a nossa performance com as outras equipes”, contou Bayard Umbuzeiro Neto, do Inaê 40. ”O Beneteau 40.7 se mostrou bastante eficiente”.

Lars Muller, do My Boy, também comentou a etapa em Ilhabela. ”O evento é fundamental para uma boa participação na Semana de Vela. Primeiro para averiguação das condições da embarcação e sua preparação, eventual recebimento de velas novas que precisam de adaptação e eventuais manutenções, em segundo lugar para ir fechando a tripulação que irá participar da competição”.

A próxima edição da Copa Suzuki está marcada para os dias 25 e 26 de agosto e 1º e 2 de setembro!

Inscrições

Continuam abertas as inscrições para a Semana de Vela de Ilhabela 2018 – maior regata da América do Sul. O processo é feito exclusivamente por meio do site www.svilhabela.com.br.
O acesso ao sistema de inscrições estará disponível até 15 de julho de 2018. O valor do pagamento da taxa de inscrição do veleiro será definido no momento da inscrição.

Vale lembrar que o simples cadastramento no sistema de inscrições não garante nenhuma faixa de valor e a inscrição só será efetivada após o depósito bancário e envio do comprovante para o e-mail: eliete@fulltime-eventos.com.br

Equipe brasileira disputa final da copa do mundo de vela

04/06/2018 18:58
Patrícia Freitas – Crédito: Robert Hajduk/ ShutterSail

A temporada 2017/2018 da Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela) chega ao fim nesta primeira semana de junho. E o Brasil estará na água com oito velejadores na Final do circuito, que terá as primeiras regatas nesta terça-feira, dia 5, em Marselha, na França. A delegação inclui Patrícia Freitas, que recentemente voltou às competições internacionais após período de treinos no Brasil; e Jorge Zarif, da classe Finn, medalha de ouro na etapa de Hyères, no fim de abril.

“Minha expectativa é pôr em prática tudo que estou treinando e desenvolvendo nos últimos meses. Estou direto na Europa desde Hyères, então é tentar utilizar todas essas novas informações com equilíbrio”, afirma Jorginho.

A temporada tem sido muito positiva para Zarif até aqui. Além do ouro na França, o brasileiro ficou em 4º lugar na Copa do Mundo de Miami (EUA), foi 5º no Troféu Princesa Sofia e 7º no Campeonato Europeu, ambos na Espanha.

“Manter a consistência era um desafio e acho que venho amadurecendo muito. Velejo de Finn há 10 anos, mas tenho uma idade inferior à maior parte dos meus adversários no pelotão da frente. É uma evolução natural pela experiência que venho adquirindo e todo o treino que estamos fazendo desde os Jogos Rio 2016. Tenho trabalhado alguns pontos chave das regatas, como as largadas e os popas, o que ajuda muito a evitar os ‘baldes’, que é como chamamos os resultados muito ruins. O próximo passo é tentar estar constantemente na frente”, diz.

A novidade da delegação brasileira em Marselha será a presença de Patrícia Freitas, da classe RS:X. Representante do país nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016, ela se junta à Equipe Brasileira na sequência de sua participação na Semana de Vela de Medemblik, na Holanda, no fim de maio. Em 2017, Patrícia conquistou a medalha de ouro na Final da Copa do Mundo com um desempenho brilhante nas regatas disputadas em Santander, na Espanha.

Confira a relação completa de velejadores do Brasil na Final da Copa do Mundo, em Marselha, cidade que será o local de competição da modalidade nos Jogos Olímpicos Paris 2024:

Finn – Jorge Zarif

470 feminina – Fernanda Oliveira e Ana Barbachan

Nacra 17 – Samuel Albrecht e Bruna Martinelli

Nacra 17 – João Bulhões e Gabriela Nicolino

RS:X feminina – Patrícia Freitas

Sobre a CBVela

A CBVela é a representante oficial da vela esportiva do país nos âmbitos nacional e internacional. É filiada à Federação Internacional de Vela (World Sailing) e ao Comitê Olímpico do Brasil (COB). Tem o Bradesco como patrocinador oficial, e o Grupo Energisa como parceiro oficial e patrocinador oficial da Vela Jovem. A vela é a modalidade com o maior número de medalhas de ouro olímpicas na história do esporte do Brasil: sete. Ao todo, os velejadores brasileiros já conquistaram 18 medalhas em Jogos Olímpicos.

Team Brunel vence Gurney’s Resorts In Port Race Newport

19/05/2018 21:19
Newport stopover. Gurney’s Resorts In-Port Race. 19 May, 2018.

O Team Brunel venceu, neste sábado (19), a Gurney’s Resorts In Port Race Newport, disputada nas águas de Rhode Island, nos Estados Unidos. O barco do holandês Bouwe Bekking conseguiu largar melhor e não deu brecha aos adversários durante a prova. O espanhol MAPFRE terminou em segundo lugar e ampliou a liderança no campeonato paralelo das regatas costeiras. O terceiro lugar ficou com a equipe da casa, o Vestas 11th Hour Racing.

“Sabíamos que o início seria crucial”, disse o neozelandês Peter Burling, do Team Brunel. “Saímos muito bem e isso tornou a nossa vida bastante fácil”.

Os espanhóis do MAPFRE não vão se esquecer tão cedo da passagem por Newport. Além da vitória da etapa entre o Brasil e os Estados Unidos, a equipe do campeão olímpico Xabi Fernandez ampliou sua vantagem na classificação geral nos dois campeonatos da Volvo Ocean Race: a regata de volta ao Mundo e as In-Ports Races.

O herói local Charlie Enright levou seu Vestas 11th Hour Racing para um bom terceiro lugar no pódio, agradando aos fãs locais que saíram para ver a regata apesar das baixas temperaturas e da chuva.

O SHK / Scallywag de David Witt terminou em quarto lugar, à frente do Dongfeng Race Team. Enquanto isso, a equipe do team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, fechou em sexto e o Turn the Tide on Plastic, em último.

Agora, os barcos se preparam para a nona etapa, que começa neste domingo (20), rumo a Cardiff, no Reino Unido. A travessia transatlântica terá 3.300 milhas náuticas até o País de Gales e terá pontuação dobrada.

Newport stopover. Gurney’s Resorts In-Port Race. 19 May, 2018.

Classificação geral das In-Port Races

1- MAPFRE – 50 pontos

2- Dongfeng Race Team – 42 pontos

3- Team Brunel – 36 pontos

4- team AkzoNobel – 35 pontos

5- Vestas 11th Hour Racing – 23 pontos

6- Sun Hung Kai / Scallywag – 19 pontos

7- Turn the Tide on Plastic – 16 pontos

Newport stopover. Gurney’s Resorts In-Port Race. 19 May, 2018.

MAPFRE ultrapassa dois barcos nos metros finais e vence oitava etapa

08/05/2018 19:33
Leg 8 from Itajai to Newport. Arrivals. 08 May, 2018.

A equipe espanhola MAPFRE conseguiu, nesta terça-feira (8), uma vitória histórica na oitava etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. O barco, que estava no grupo de trás durante quase todo percurso entre Itajaí (SC) e Newport (Estados Unidos), acelerou nos metros finais e ultrapassou Team Brunel e Dongfeng Race Team.

Os espanhóis fizeram a prova em 15 dias, 17 horas, 49 minutos e 29 segundos. O pódio teve ainda Team Brunel, que ficou 61 segundos atrás, e Vestas 11th Hour Racing.

E mesmo no momento em que os líderes estavam a apenas 500 metros da linha de chegada, a MAPFRE ainda seguia a equipe Brunel quando o par emergiu da neblina, à vista dos espectadores no Fort Adams Race Village.

Mas, ao se aproximar da última marca de virada, a MAPFRE pegou um zephyr de vento para passar por Brunel e reivindicar o que apenas momentos antes teria sido visto como uma improvável vitória na perna. A margem após quase 16 dias de corrida foi de apenas 1 minuto e 1 segundo.

“Isso é inacreditável”, admitiu o comandante espanhol Xabi Fernández, pouco depois de cruzar a linha de chegada. “Para sermos honestos não esperávamos vencer essa etapa, então estamos super felizes. Nossas esperanças sempre foram de que haveria uma compressão da flotilha para que pudéssemos pegar alguém…Ontem à noite foi uma loucura quando tudo fechou e todos a bordo fizeram um trabalho incrível”.

Todos os barcos chegaram ainda nesta terça-feira. Dongfeng Race Team, team AkzoNobel, Turn The Tide on Plastic e SHK | Scallywag. Do primeiro ao último a diferença foi de um pouco mais do que 3 horas.

A próxima etapa será a nona e terá o percurso entre Newport (Estados Unidos) e Cardiff (Reino Unido). A perna terá pontuação dobrada. A largada para as 3.300 milhas náuticas transatlânticas será em 20 de maio.

A vitória da armada espanhola

O resultado entra no hall das maiores viradas da regata de volta ao mundo. O MAPFRE estava em quinto lugar na segunda-feira (7). E faltando 500 metros para o fim da prova em Newport, o barco vermelho espanhol ainda estava atrás do Team Brunel, que liderou quase todo o percurso de 5.700 milhas náuticas. O vento literalmente acabou na chegada ao porto norte-americano. E para piorar, a corrente empurrava os barcos pra fora da costa.

O MAPFRE reassume a liderança do campeonato com a vitória, pois soma 8 pontos. O Dongfeng, que estava um ponto na frente no Brasil, fez quatro. Agora são três pontos de vantagem para os espanhóis.

“Eu já estou focado no futuro e nas próximas etapas. Prometo que o Dongfeng Race Team fará um trabalho fantástico na próxima”, disse Charles Caudrelier, comandante do barco chinês. “É claro que estamos desapontados. Estávamos sonhando com outra vitória aqui. Acho que navegamos muito bem até de manhã cedo e depois não sei o que aconteceu. Estávamos muito devagar a favor do vento e provavelmente havia um pouco de plástico que pegamos no leme”.

Com a vitória nas mãos por praticamente todo o percurso, o Team Brunel, que foi o primeiro a cruzar a Linha do Equador e defendeu os ataques do Dongfeng.

”Estamos decepcionados pelo resultado e felizes com o nosso desempenho. Acho que nas últimas pernas mostramos que estamos evoluindo”.

Em terceiro ficou a equipe da casa, o Vestas 11th Hour Racing. ”Esta perna teve seus altos e baixos”, disse Charlie Enright, líder do Vesta 11th Hour Racing. “Não começamos bem, mas depois, já no fim, usamos o conhecimento local e ficamos no pódio”.

O barco de Martine Grael, o team AkzoNobel, chegou em quinto lugar e perdeu uma sequência de três pódios consecutivos na regata.

Centenas de barcos estavam à espera dos veleiros da Volvo Ocean Race em Newport, um dos berços da vela mundial.

Team Brunel continua em vantagem e se aproxima da vitória na oitava etapa

07/05/2018 18:58
Leg 8 from Itajai to Newport, day 15 on board Brunel. Peeling in the North Atlantic one day out from Newport. 06 May, 2018.

O Team Brunel deve confirmar nas próximas horas a vitória da oitava etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso entre Itajaí (SC) e Newport (Estados Unidos). A tripulação holandesa liderada pelo veterano Bouwe Bekking tem menos de 150 milhas náuticas para percorrer no Atlântico. O barco já fez o bordo para a costa norte-americana.

A vantagem, que estava em menos de 7 milhas náuticas para o Dongfeng Race Team, aumentou um pouco na tarde desta segunda-feira (7). O vento mais forte na aproximação a Rhode Island ajudou o veleiro holandês. O Brunel também ganhou a etapa brasileira da Volvo Ocean Race.

”Vai ter muito trabalho no deck e não vamos dormir muito. Tudo está em aberto nas últimas 24 horas”, disse o australiano Kyle Langford, do Team Brunel. O barco deve cruzar a linha de chegada nas primeiras horas da madrugada de terça-feira (8).

”Agora temos 30 horas de trabalho duro, ventos fortes, ventos leves, grandes transições e muitas mudanças de vela”, disse Charles Caudrelier, skipper do Dongfeng.

”Toda a equipe está no modo de regata costeira, em stand-by. Temos de manter este segundo lugar ou tentar passar o Brunel, mas à nossa frente temos uma situação muito complicada, com muitas opções e talvez um reagrupamento no vento leve nas próximas 12 horas.

Tendo recuperado muitas milhas, o MAPFRE passou o Turn the Tide on Plastic, de Dee Caffari, e está no terceiro lugar. Se mantiver o resultado, a equipe espanhola ficará apenas dois pontos atrás do líder atual do campeonato, que é o Dongfeng Race Team. Depois de três pódios consecutivos, o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, está longe dos três primeiros e deve terminar a etapa em sexto lugar.

Leg 8 from Itajai to Newport, day 15 on board MAPFRE, back to 20+ kts of boat speed. Rob, Willy, Xabi an Tamara on deck. 06 May, 2018.

Menos de 1.500 milhas para decisão da oitava etapa

04/05/2018 20:37
Leg 8 from Itajai to Newport, day 12 on board Brunel. Navigating weeds in the Sargasso Sea. 03 May, 2018.

A oitava etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 está em seu estágio final após os barcos terem percorrido quase 80% do percurso entre Itajaí (SC) e Newport (Estados Unidos). A previsão é que a perna pelo Oceano Atlântico seja concluída na manhã da próxima terça-feira (8) após 5.700 milhas náuticas de prova.

Os barcos passam na altura do Haiti e Cuba nesta sexta-feira (4). A liderança segue com o holandês Team Brunel, mas Dongfeng Race Team e o Vestas 11th Hour Racing reduziram a vantagem.

“Estamos nos esforçando ao máximo. Sabemos que os barcos atrás de nós continuam ganhando milhas. É irritante, mas precisamos lidar com isso”, disse o comandante do Team Brunel, Bouwe Bekking.

Após saírem da costa brasileira repleta de campos de petróleo e gás, a calmaria dos Doldrums e até passagem pelo Mar de Sargaços, os barcos precisam ainda lidar com o sistema de alta pressão a leste das Bermudas e a Corrente do Golfo, que empurra os veleiros para o meio do Atlântico.

”A corrente pode chegar a cinco ou seis nós. Infelizmente não é um fluxo direto, ela tem grandes redemoinhos, então se você errar, você pode ter cinco nós contra você, enquanto outro barco tem cinco nós a favor deles. Mas estamos confiantes!”, concluiu Bouwe Bekking.

A etapa entre o Brasil e os Estados Unidos está em seu 12º dia. Em quarto lugar está o Turn the Tide On Plastic, que chegou a liderar a perna. Mais a leste em relação aos primeiros, o MAPFRE e o team AkzoNobel estão sofrendo para tentar recuperação. Enquanto isso, o Team Sun Hung Kai / Scallywag, sétimo colocado, ganhou milhas fazendo 513 milhas nas últimas 24 horas.

“Ainda acreditamos. Tudo será decidido próximo do final”, disse Pete Cumming, do Scallywag. “Haverá uma transição perto do final e ficaremos poucas horas atrás dos líderes”.

A liderança da classificação geral é do Dongfeng Race Team com um ponto na frente do MAPFRE. Depois de Newport, os veleiros partem para Cardiff (Reino Unido), Gotemburgo (Suécia) e Haia (Holanda).

Leg 8 from Itajai to Newport, day 13 on board Dongfeng. 04 May, 2018.

Pequenas mudanças fazendo a diferença na Volvo Ocean Race

03/05/2018 20:33
Leg 8 from Itajai to Newport, day 10 on board Brunel. Kyle Langford, Peter Burling and Abby Ehler on deck. 01 May, 2018.

As equipes da Volvo Ocean Race 20171-8 aproveitaram as boas condições de navegação para acelerar rumo a Newport (Estados Unidos), destino final da oitava etapa da regata. Subindo o Oceano Atlântico na altura da Martinica, a flotilha tem menos de 2.000 milhas náuticas para percorrer até o porto norte-americano.

A liderança da etapa segue com o holandês Team Brunel, que conseguiu aproveitar os ventos alísios, também chamados de comerciais, para segurar vantagem de quase 20 milhas náuticas para o segundo colocado, o Dongfeng Race Team. Atrás aparecem Turn the Tide on Plastic e Vestas 11th Hour Racing.

”Até agora não podemos reclamar da maneira como estamos indo, mas a partir de hoje vai ficar um pouco mais complicado, pois o vento vai começar a subir à medida que nos aproximamos lentamente do sistema de alta pressão”, explicou o comandante do Brunel, Bouwe Bekking.

Em último nesta etapa, o Sun Hung Kai / Scallyway não desistiu de passar os rivais e conseguiu andar mais de 500 milhas em 24 horas, aproveitando a brisa leste a nordeste.

Com tão pouca diferença entre as equipes neste estágio da perna, as mudanças podem ser significativas, como um pequeno ajuste para uma vela ou uma alteração no ângulo.

“Temos a sensação de que quanto mais avançamos, mais chances temos”, disse o comandante do chinês Dongfeng Race Team, Charles Caudrelier. ”No entanto, a pressão também está aumentando. As apostas são maiores e sabemos que não podemos mais cometer erros”.

O 11º dia da etapa de Itajaí (SC) até Newport (EUA) foi marcado por ventos de 18 e 20 nós para todos os barcos. ”Todos estão nas mesmas condições, corremos em velocidades semelhantes, separados apenas por uma ou duas casas decimais da velocidade do barco”, explicou Dee Caffari, do Turn the Tide On Plastic.

No espanhol MAPFRE, a tripulação continua a lidar com problemas de energia que impedem de operar sua quilha pivotante com máximo efeito.

“Os maiores problemas que temos com a quilha são dois”, disse o capitão Xabi Fernandez. “Uma é a velocidade, já que é mais lenta e a segunda é que não sabemos exatamente onde está a quilha”.

A previsão de chegada está em 8 de maio.

Leg 8 from Itajai to Newport, day 11 on board Turn the Tide on Plastic. 02 May, 2018.

Volvo Ocean Race deixa de vez o Brasil e o Hemisfério Sul

30/04/2018 17:48
Leg 8 from Itajai to Newport, day 08 on board Vestas 11th Hour. Simon Fisher with the new positon report. 29 April, 2018.

A regata Volvo Ocean Race cruzou pela última vez na edição 2017-18 a Linha do Equador e agora todas as ações serão realizadas no Hemisfério Norte. Os sete barcos que participam da etapa entre Itajaí (SC) e Newport (SC) estão na altura do Amapá e nesta segunda-feira (30) vão oficialmente deixar a costa brasileira.

Na Volta ao Mundo, as equipes cruzaram os hemisférios quatro vezes e a costa brasileira foi bastante explorada. Na segunda etapa, entre Lisboa (Portugal) e Cidade do Cabo (África do Sul), a disputa foi acirrada na descida do Oceano Atlântico.

Neste mês, o Brasil, mais precisamente a catarinense Itajaí, recebeu os barcos para uma stopover com mais de 420 mil pessoas. Agora de vez a flotilha da Volvo Ocean Race deixa o País e o hemisfério sul.

Na oitava etapa, os veleiros subiram por oito dias pela costa brasileira, que teve mudanças de ventos, campos de petróleo e gás, pesqueiros e o calor característico do outono. A partir de agora, todas as etapas serão no norte, incluindo Estados Unidos, País de Gales, Suécia e Holanda.

Já no norte, a disputa segue igual no sul. Ou seja, equilíbrio entre quatro barcos que disputam a liderança da oitava etapa da regata de volta ao mundo.

O Vestas 11th Hour Racing lidera provisoriamente. Na sequência aparecem Dongfeng Race Team, Team Brunel e Turn the Tide on Plastic. Diferença entre eles é menor do que 5 milhas náuticas.

A oitava etapa começou em 22 de abril em Itajaí e os barcos precisam percorrer ao todo 5.700 milhas náuticas. Até agora já andaram 4.700 milhas náuticas.

Emily and Martine enjoy some brownies as they cross the equator – Leg 8 from Itajai to Newport, Day 8 on board AkzoNobel. 30 April, 2018.

Os Doldrums

Tradicionalmente cruzar os Doldrums – uma faixa de baixa pressão em constante mudança, caracterizada por ventos inconstantes e tempestades – no oeste, significa uma passagem relativamente livre, e comparada com os cruzamentos anteriores nesta prova, essa experiência tem sido relativamente boa.

“Estamos nos temidos Doldrums pela quarta e última vez nesta regata”, disse o líder do Dongfeng, Charles Caudrelier. ”Cruzar tão longe a oeste não costuma ser tão difícil, mas hoje a zona dos Doldrum é grande e poderemos ver algumas mudanças na classificação nas próximas 24 horas”.

A tripulação espanhola do MAPFRE teve problemas após descobrir um problema elétrico que os deixou sem energia a bordo.
A equipe agora está a todo vapor substituindo o fusível da bateria principal. ”O fato de termos de usar este sistema para a quilha é difícil porque significa que um de nós tem que estar abaixo com a alavanca para controlar a quilha”, disse o espanhol Ñeti Cuervas-Mons.

Mas desde que o reparo foi feito, a equipe espanhola vem ganhando milhas e está mais ao norte do que Dongfeng, team AkzoNobel e Scallywag.

Os espanhóis estão em segundo na classificação geral com apenas um ponto atrás dos chineses do Dongfeng Race Team. O time da brasileira Martine Grael (team AkzoNobel) é o quarto na tabela.

Leg 8 from Itajai to Newport, day 08 on board MAPFRE, Antonio Cuervas-Mons. 29 April, 2018.

Volvo Ocean Race: Tudo embolado na subida para a Bahia

25/04/2018 17:17
Leg 8 from Itajai to Newport, day 03 on board Vestas 11th Hour. Sailing through gaz boat. 24 April, 2018.

A oitava etapa da Volvo Ocean Race segue equilibrada em seu terceiro dia de regata pelo Oceano Atlântico. Os sete barcos, que saíram no domingo (22) de Itajaí (SC), estão espalhados, mas a diferença entre eles em relação à liderança é pequena.

No relatório enviado pela organização na tarde desta quarta-feira (25), o Vestas 11th Hour Racing tinha vantagem de apenas 10 milhas náuticas para o team AkzoNobel, o sétimo colocado. A etapa tem como destino Newport (Estados Unidos).

Os barcos passam pelas refinarias de petróleo e gás na costa brasileira, principalmente entre São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Há uma zona de exclusão nesse trecho e por isso os times estão mais a leste do Atlântico. Apenas o Sun Hung Kai | Scallywag está apontado para norte.

“É muito importante conseguir uma boa posição nas próximas 24 horas antes de entrarmos nos ventos alísios, a partir daí será mais lento”, disse Kyle Langford, do Team Brunel.

Nesta quinta-feira (26), os barcos devem entrar nos chamados ventos alísios, já na costa nordestina.

”Estamos navegando pelo lado de fora de uma área de exclusão, outro campo de petróleo. Os ventos são leves e o estado do mar é plano. Ainda estamos com o Vestas no visor e os outros parecem estar atrás de nós. Tenho que estar feliz com isso”, disse Dee Caffari, da Turn on Tide on Plastic.

A competição tem o Dongfeng Race Team como líder da classificação geral, um ponto de vantagem para o MAPFRE. Faltam ainda mais quatro etapas para o fim do campeonato.

Leg 8 Itajai to Newport, Day 4 on board Sun Hung Kai/Scallywag. Drone picture SHK. 25 April, 2018.