Equipes da Volvo Ocean Race testam barcos após reparos

17/04/2018 18:11
Itajai Stopover. Crane in. 16 April, 2018.

A tarde desta terça-feira (17) foi de testes para cinco equipes que disputam a Volvo Ocean Race 2017-18 em Itajaí (SC). Depois de enfrentar os mares do sul, os barcos passaram por um verdadeiro check-up antes de volta para a água. A maioria dos velejadores aproveitou o intervalo de mais de uma semana para descansar.

E o dia foi reservado para ajustes finos na água. Os engenheiros do The Boatyard junto às equipes de terra de cada barco em Itajaí trabalharam dia e noite nas últimas duas semanas para fazer os reparos necessários.

”É a primeira vez que o barco volta para a água depois de passar por uma semana de manutenção onde é retirado o mastro, a quilha e posteriormente tudo colocado no lugar. Daí a gente faz um teste na água para ver se está tudo certinho”, disse a holandesa Carolijn Brouwer, do Dongfeng Race Team.

”Temos muita confiança na nossa equipe de terra, mas isso é fundamental, pois são os velejadores que realmente vão usar o barco. Também usamos esse dia para testarmos as velas que são trocadas para a próxima etapa”, concluiu a velejadora.

A brasileira Martine Grael voltou de Niterói (RJ) após curtir um justo descanso com a família e amigos. A atleta, campeã olímpica na Rio 2016, integra o team AkzoNobel na regata Volvo Ocean Race.

E por falar em campeão olímpico, o espanhol Xabi Fernández fez questão de se reunir com toda sua equipe apara traçar os planos para a semana, que incluem treinos, a regata In-Port Race e a largada para Newport (Estados Unidos).

”Finalmente temos o barco de volta à água depois de um ótimo trabalho da nossa equipe de terra aqui em Itajaí. Navegamos para simplesmente verificar se tudo funcionava corretamente. O barco foi montado e desmontado. Já na quarta-feira vamos nos concentrar para a disputa da regata treino”, disse o campeão olímpico espanhol Xabi Fernández, comandante do MAPFRE. ”Esperamos que haja um grande público. É bom ver a vila tão cheia todos os dias”.

Nesta terça-feira (17), o Vestas 11th Hour Racing ficou sob revisão no estaleiro. O barco perdeu o mastro na sétima etapa e agora os profissionais correm contra o tempo para deixar tudo pronto antes da largada para Newport, marcada para o domingo (22).

A equipe do The Boatyard começa a instalação do novo mastro nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (18) e o processo deve durar o dia todo.

”Como é um mastro com cabos que nunca foram ajustados, é preciso fazer bem ajustado, passo a passo. Sempre têm muitos detalhes, como é um material novo precisamos ter cuidado. Os cabos são como espaguetes finos de carbono e não podem estar retorcidos. Tem que prestar atenção se estão perfeitamente retos antes de aplicar tensão”, explicou o chefe de engenharia da Volvo Ocean Race, Álvaro de Haro.

Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals in Itajai. 03 April, 2018

O SHK / Scallywag deve chegar na quinta-feira (19) em Itajaí. O barco estava no Chile após o acidente com o britânico John Fisher, que caiu no mar e não foi localizado.

Os velejadores do Scallywag também já estão na cidade para a próxima etapa. Ainda não está definido se participam ou não da In-Port Race, marcada para sexta-feira (20), a partir de 14h.

”Obviamente vamos fazer toda a manutenção e verificação do barco. Esperamos que esteja bem como aparentemente está para no domingo estarmos prontos para a largada”, disse o português António Fontes, integrante do Scallywag.

Agenda 

18.4.18 Regata Treino

19.4.18 Regata Pro-Am

20.4.18 Coletiva de imprensa dos skippers

20.4.18 Regata In-Port

22.4.18 Etapa 7 – Largada para Newport

Leg 7, from Auckland to Itajai. Dongfeng finish second. 3rd April, 2018.

Direto para o estaleiro! Vestas 11th Hour Racing chega a Itajaí

16/04/2018 18:50
Leg 7 from Auckland to Itajai, Vestas 11th Hour Racing arrives in Itajai. 16 April, 2018.

Depois de perder o mastro e abandonar a sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, o Vestas 11th Hour Racing conseguiu chegar a Itajaí (SC) para iniciar os reparos no barco. O veleiro azul chegou na manhã desta segunda-feira (16) à Vila da Regata. A bordo estavam integrantes da equipe de terra do veleiro norte-americano/dinamarquês e o velejador Damian Foxall. Os outros tripulantes na viagem das Ilhas Malvinas até Itajaí foram o espanhol Diego Torrado, o norte-americano Andres Guerra Font, o neozelandês Spencer Loxton e o uruguaio Diego Turell.

A viagem entre as Ilhas Malvinas (Argentina) até a cidade catarinense durou nove dias. O barco saiu no sábado, 7 de abril, e percorreu 1.600 milhas náuticas.

”É uma perna maravilhosa, uma stopover incrível. Depois de mais de 1.600 mil milhas náuticas das Ilhas Malvinas em nove dias, estamos aqui em Itajaí. Adaptamos um mastro para fazer essa travessia e agora temos um desafio para colocar um mastro novo e deixar tudo pronto para a próxima etapa”, disse o irlandês Damian Foxall, velejador e chefe de sustentabilidade da Volvo Ocean Race. ”Aqui somos bem recebidos, é um prazer estar aqui pela terceira vez”.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 21 on board Vestas 11th Hour. 06 April, 2018. Mast Accident – Farkland Islands

O atleta esteve na cidade outras vezes, com o Groupama 4 (edição 2011-12) e com o Oman na Transat Jacques Vabre 2013. Damian Foxall correu a primeira etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 entre Alicante (Espanha) e Lisboa (Portugal). O Vestas 11th Hour Racing foi o vencedor da prova.

”Itajaí é importante na área de sustentabilidade, estive aqui e vi como a comunidade encara o desafio de ser sustentável e reduzir o uso do plástico. O programa da regata no setor é importante”, falou Damian Foxall, chefe de sustentabilidade da equipe norte-americana/dinamarquesa.

Poste de luz improvisado

A operação de adaptar um novo mastro e seguir viagem até Itajaí começou assim que a tripulação do Vestas 11th Hour Racing anunciou que perdera a principal peça do barco na disputa da sétima etapa. A equipe foi a segunda a contornar o Cabo Horn e estava próxima do pódio.

Mas como manda a tradição da perna pelos mares do sul,  pelo menos um barco sofre desmastreação. Dessa vez foi o Vestas 11th Hour Racing.

O problema ocorreu em 30 de março, a cerca de 160 quilômetros a sudeste das Malvinas. A tripulação viajou de automóvel até o arquipélago e começou a procurar materiais para construir um mastro de fortuna (termo usado na vela para a adaptação). Foi improvisado um poste de luz.

”Penso que a sorte existe, mas temos que enfrentar as dificuldades. Temos que seguir trabalhando, é a única maneira de chegar. Estávamos navegando na segunda posição, estáveis, cômodos e escutamos um ruído e imediatamente caiu o mastro. São coisas que acontecem no esporte, as vezes sem muita explicação. O que nos resta a fazer é seguir a diante, continuar a lutar para fazer o melhor possível”, disse o espanhol Diego Torrado.

O estaleiro da Volvo Ocean Race, chamado de The Boatyard, assumiu o barco para trocar o mastro do veleiro. A operação deve ser concluída até a sexta-feira (20), quando ocorre a In-Port Race.

Falta apenas o SHK / Scallywag para completar a flotilha dos barcos da Volvo Ocean Race. A equipe está a caminho de Itajaí e deve chegar durante a semana.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 14 on board Vestas 11th Hour. 30 March, 2018. Mast Accident

Volvo Ocean Race faz ação de limpeza das praias em Itajaí

15/04/2018 17:38
Itajai stopover. Surf Competition and beach clean up. 15 April, 2018.

Outro velejador que participou da ação foi Simon Fisher, que está em sua quarta edição da regata de volta ao mundo e foi campeão uma vez.

“Fizemos surfe e depois uma limpeza de praia para aumentar a conscientização sobre a poluição do plástico”, disse o britânico Simon Fisher, navegador para Vestas 11 Hour Racing. “Assim que você chega à areia, descobre que há muitos pedaços pequenos de plástico. É bastante chocante!”.

O município cedeu toda a estrutura para a limpeza, como sacos de lixo, luvas e caçambas para recolhimento de resíduos. Outra iniciativa ambiental é o Veleiro ECO, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), primeiro do Brasil desenvolvido para expedições e pesquisas oceanográficas.

Leg 8, Itajai stopover. Surf Competition. 15 April, 2018.

Na quarta-feira (18), com a presença da brasileira Martine Grael, ocorrerá o Seminário Técnico-Científico “O futuro dos Oceanos: combate ao lixo no mar”. O evento é gratuito e terá assinatura de protocolo de intenções do município com a campanha global “Clean Seas”, em português: “#MaresLimpos” das Nações Unidas.

Enquanto isso, na Vila da Regata de Itajaí, as cinco equipes que já chegaram fazem reparos em seus veleiros com a ajuda do estaleiro oficial do evento, chamado de The Boatyard. O Turn The Tide On Plastic, por exemplo, até instalou o mastro.

A partir desta semana, os barcos voltam para água para fazer os primeiros treinos. A programação oficial de regatas inclui a In-Port Race, na sexta-feira (20), e a largada para Newport (Estados Unidos), no domingo (22).

Segundo os organizadores locais, a Vila da Regata ultrapassou 200 mil pessoas neste domingo (15). A previsão é que esse número dobre após a largada da oitava etapa da regata Volvo Ocean Race.

Leg 8, Itajai stopover. Surf Competition. 15 April, 2018.

Nova Zelândia coloca grana alta para America’s Cup

21/11/17- The 36th America’s Cup class boat concept of the AC75.

Detentores do título da America’s Cup, a Nova Zelândia promete aportar 127 milhões de euros nas instalações para sediar as regatas.

A próxima edição, a 36ª da copa, será em 2021 em Auckland. E como manda a regra, o vencedor escolhe o local das provas e o modelo do barco a ser utilizado.

Após seis meses de negociações entre o governo da Nova Zelândia, o conselho da cidade e o Emirates Team New Zealand, defensor do título e chefe da organização, o projeto apresentado pela mesma equipe foi finalmente aceito.

Localizado perto do famoso Viaduct Harbour, a área local é conhecida como Wynyard Hobson e sua construção vai representar uma grande modernização

A equipe da Nova Zelândia instalará o Centro de Eventos do Viaduct no Halsey Pier. Isso, essencialmente, elimina a necessidade de uma extensão do cais Halsey, levando a uma redução significativa de custos.

O plano prevê a construção de sete edifícios para acomodar os diferentes equipamentos. Após o final do evento, o prédio de três andares seria a sede permanente da equipe da Nova Zelândia.

Para financiar o plano, o Conselho da Cidade de Auckland contribuirá com 59 milhões de euros. Esse número inclui um fundo direto de 34 milhões de euros para o evento e outros 25 milhões de despesas operacionais a parte de contribuição do Conselho dos 127 milhões de euros do orçamento para sediar a 36ª Copa América.

O governo da Nova Zelândia contribuirá com os 68 milhões de euros restantes, incluindo os 24 milhões pagos ao Emirates Team New Zealans como parte do contrato como a cidade anfitriã do evento.

A Nova Zelândia deve gerar mais de 8 mil empregos por causa da regata.

Turn The Tide On Plastic é o quarto no Brasil

07/04/2018 16:28
Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals. 07 April, 2018.

O barco Turn The Tide On Plastic ficou na quarta colocação da sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, concluindo o percurso de 7.600 milhas náuticas em 20 dias, 3 horas e 12 minutos. A equipe cruzou a linha de chegada em Itajaí (SC) na madrugada deste sábado (7).

Os velejadores foram recebidos por centenas de pessoas na Vila da Regata de Itajaí. Era 1h12 (Horário de Brasília). O TTOP – iniciais de Turn The Tide On Plastic – soma 8 pontos pelo resultado. A perna tem pontuação dobrada.

”Foi muito legal ver muita gente essa hora da madrugada nos recebendo e nos aplaudindo. Agora vamos descansar e aproveitar a hospitalidade de Itajaí”, disse a comandante britânica Dee Caffari. ”Foi uma etapa muito difícil, com ventos fortes e condições complicadas. Também ficamos bastante abalados com a perda de um amigo (John Fisher)”.

A equipe do Turn The Tide On Plastic tem dois portugueses que praticamente se revezam nas etapas. Desta vez o escolhido foi Frederico de Melo, que disputou a olimpíada de Londres 2012. O velejador vestia a camisa do Marcílio Dias, uma das equipes da cidade catarinense na hora da chegada.

”Os brasileiros nos recebem com muito carinho. Foi incrível ver tanta gente nas docas. É um incentivo pra gente que sofreu com ventos, neve e ondas gigantes. As noites eram difíceis, com pouca visibilidade. O perigo era constante e infelizmente aconteceu a tragédia com John Fisher, que era um grande amigo”, contou Frederico de Melo.

O veleiro Turn The Tide On Plastic  teve problemas no spreader – ou cruzeta na tradução do português – da vela principal e por vários dias navegou sem estar 100%.

Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals in Itajai. 07 April, 2018.

A etapa tem ainda o espanhol MAPFRE competindo. Está previsto para terminar a prova nas próximas 24 horas, ou seja, na madrugada de domingo (8).

O vencedor da etapa entre Auckland (Nova Zelândia) e Itajaí (SC) foi o Team Brunel, seguido por Dongfeng Race Team e team AkzoNobel.

Etapa até o Brasil da Volvo Ocean Race completa uma semana

25/03/2018 19:32
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 07
on board Brunel. Once again beautiful lights tonight. Editing the picture is easy. 25 March, 2018.

A sétima etapa da Volvo Ocean Race completou uma semana e a regata segue com bastante equilíbrio rumo ao Brasil pelos mares do sul.

O Team Brunel aproveitou as melhores escolhas e assumiu a liderança com mais de 20 milhas de vantagem para o segundo colocado Turn The Tide on Plastic, que é seguido de perto por Dongfeng Race Team e Vestas 11th Hour Racing.

”Tivemos dias incríveis, mas também momentos muito estressantes”, escreveu Bouwe Bekking no seu blog da Volvo Ocean Race. A opção para o norte reduziu o número de manobras em comparação com a maioria da flotilha.

O Brunel liderava a regata quando passou pelo Ponto Nemo, a área mais remota do mundo. O Point Nemo está a quase 1.400 milhas náuticas da terra mais próxima, o que significa que as pessoas mais próximas dos tripulantes, além das outras equipes, são os astronautas da Estação Espacial Internacional, cerca de 220 milhas náuticas acima deles.

A etapa tem ao todo 7.600 milhas náuticas e teve início no domingo (18) em Auckland, na Nova Zelândia. Os barcos já percorreram mais de 4 mil milhas náuticas. Neste domingo (25), os ventos foram moderados de 20 a 25 nós. A previsão é mais um ‘vendaval’ nos próximos dias.

”Pegamos de 40 a 45 nós, o que não é nada divertido, na verdade é puro modo de sobrevivência. Mesmo assim ninguém tá aliviando”, contou o líder do Team Brunel.

Carolijn Brouwer sobre uma semana da sétima etapa

”A primeira semana não foi tão mal assim! As condições normalmente não são assim, mas o vento está aumentando – entre 30 e 40 nós. As condições estão piorando, inclusive com ondas grandes, e está difícil de controlar o barco”, revelou a holandesa Carolijn Brouwer, integrante do Dongfeng Race Team.

A velejadora, que morou no Brasil e fala português fluente, está em sua terceira Volvo Ocean Race e sua experiência pelos mares do sul pode fazer a diferença para a equipe chinesa. O Dongfeng ocupa a segunda colocação no campeonato.

Sobre os próximos dias, Carolijn Brouwer prevê mais ventos e dificuldades nos mares do sul. ”Temos que passar por uma área de baixa pressão nessa próxima semana. Estamos mais ao sul e o frio certamente vai nos tirar mais energia, pois trabalhamos com muita roupas, luvas, etc…Isso dificulta nessa mobilidade”.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 01 on board Dongfeng. Carolijn Brouwer in action on the liward side. 18 March, 2018.

”Temos que ser um pouco malucos pra fazer isso! Se eu tivesse medo para fazer isso eu não estaria aí. Temos momentos de muita tensão a bordo, mas ao mesmo tempo é um desafio. Quando passar pelo Cabo Horn em seis dias, a gente vai olhar pra trás e ver que tudo passou!”, contou Carolijn Brouwer.

Os barcos devem chegar de 4 a 6 de abril e Itajaí, Santa Catarina. A etapa vale pontuação dobrada e o primeiro barco a contornar o Cabo Horn leva um ponto de bônus.

Temperaturas começam a cair na Volvo Ocean Race

20/03/2018 18:13
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 04 on board Dongfeng. Daryl Wislang driving the bus trough the Pacific. 19 March, 2018.

As temperaturas já começam a cair durante a sétima etapa da Volvo Ocean Race, percurso entre Auckland, na Nova Zelândia, e Itajaí (SC), no Brasil. As sete equipes que partiram no fim de semana da Oceania descem a todo vapor para o sul.  A partir daí a situação deve ficar cada vez mais complicada, com termômetros beirando zero e ventos fortes!

“Já está muito molhado”, disse a brasileira Martine Grael, do team AkzoNobel. “Vai ficar muito mais frio também. Vamos ver como lidar com uma semana inteira molhada. Não vai ser fácil, mas estou ansiosa para entrar na ‘avenida’ que nos leva até a América do Sul”.

Segundo o Race Control, os termôemtros já batem 10 graus na descida pelos mares da Oceania.

A equipe do AkzoNobel estava em segundo lugar na atualização da tarde desta terça-feira (20). O Vestas 11th Hour Racing lidera a prova de 7.600 milhas náuticas náuticas, mas os outros barcos estão tão rápidos quanto, velejando as últimas 24 horas mais de 500 milhas náuticas.

À medida que os barcos se aproximam das zonas de alta pressão, a direção do vento e o estado do mar ficam fora de alinhamento, de modo que o melhor timoneiro vai levar vantagem.

“Nós notamos que está começando a esfriar, especialmente a água”, disse Carolijn Brouwer, do Dongfeng Race Team. “Estamos indo direto para o sul de maneira bastante rápida – cerca de 20 nós. Há muito para avançar – isso é apenas um aquecimento, ou um resfriamento”.

A etapa é marcada por muito frio e passagem próxima à zona de exclusão do gelo. O vencedor pelos mares do sul ganhará pontuação dobrada quando cruzar a linha de chegada em Itajaí (SC).

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 3 on board AkzoNobel. 19 March, 2018. Simeon Tienpoint and Nicolai Sehested getting ready to shake the reef in the main sail.

“Essa perna provavelmente é a coisa mais gratificante e mais estressante que nós vamos pegar. É uma pressão geral. Sobre os patrocinadores, sobre mim, sobre relacionamentos … É muito difícil”, disse Dave Witt, líder do Sun Hung Kai / Scallywag, que está na lanterninha por enquanto da etapa.

Com a zona de exclusão de gelo situada abaixo de 50 graus sul, as equipes estão efetivamente reduzindo a distância que terão para navegar. Eles enfrentarão então uma semana desafiadora de tempo pesado com ventos entre 30 e 40 nós.

Os barcos devem chegar até 6 de abril ao Brasil.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 3 on board Turn the Tide on Plastic. Bleddyn Mon. The fleet sails south through the roaring forties. 19 March, 2018.

Etapa da Volvo Ocean Race até o Brasil começa intensa

19/03/2018 21:23
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 02 on board Dongfeng. Akzonoel passing in front of us at East Cape. 18 March, 2018.

A sétima etapa da Volvo Ocean Race começou de acordo com a previsão meteorológica da largada em Auckland, na Nova Zelândia. Ventos de até 30 nós na descida pela costa da Oceania e muita ação nas primeiras horas. A regata de 7.600 milhas náuticas deve ser assim – com mais tons de intensidade e frio – até Itajaí (SC), destino final da prova.

Os barcos se revezaram na ponta com destaque para o Vestas 11th Hour Racing, que mantém a liderança na tarde desta segunda-feira (19). A etapa pelos mares do sul deve ser concluída até 6 de abril.

Com a previsão da brisa de leste provocada por um anticiclone, as táticas dos times no início da perna são relativamente simples: mergulhar para o sul o mais rápido possível.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 2 on board Turn the Tide on Plastic. The fleet says goodbye to New Zealand. 19 March, 2018.

O Vestas 11th Hour Racing volta a correr a Volvo Ocean Race depois de perder duas etapas por causa de um acidente. “É bom poder voltar para a água”, disse o comandante  Charlie Enright. “Estamos um pouco atrás dos outros, mas acho que isso era esperado. Nós sabemos que tem muita coisa pela frente! É tudo ou nada”.

Mark Towill, co-skipper do Vestas, acrescentou: “Será uma regata de trabalho árduo e determinação”. A etapa tem pontuação dobrada e quem contornar o Cabo Horn em primeiro ganhará um extra.

“A regata nos próximos três dias deve ser bastante simples”, disse Kevin Escoffier, do Dongfeng. “Nós vamos direto para o sul em direção ao limite de gelo, depois viramos para os pontos de alta pressão. Então, temos uma frente para passar e será uma história completamente diferente depois disso”.

A liderança da Volvo Ocean Race é por enquanto do MAPFRE, seguido por Dongfeng Race Team. O AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, está em quarto.

Sétima etapa da Volvo começa amanhã

16/03/2018 19:08
Leg 4, Melbourne to Hong Kong, day 05 on board AkzoNobel. Photo by Sam Greenfield/Volvo Ocean Race. 06 January, 2018.

As sete equipes que disputam a Volvo Ocean Race estão preparadas para o maior desafio na regata de Volta ao Mundo até agora! A etapa sete entre Auckland, na Nova Zelândia, e Itajaí (SC), no Brasil, é apontada como a mais complicada de todas.

Os barcos terão pela frente 7.600 milhas náuticas – 14 mil quilômetros pelos mares do sul, famosos por fortes ventos, ondas gigantes e o frio na maior parte do percurso.

A largada será na tarde de domingo (18) na Oceania, noite de sábado (17), no Brasil. A bordo do team AkzoNobel, a campeã olímpica Martine Grael representa os brasileiros nesse desafio, repetindo o feito de seu pai, o também multicampeão Torben Grael.

”Essa é uma das pernas mais icônicas, os ventos e as ondas não param nunca. Para mim, a maior dificuldade será o frio, pois como brasileira não sou muito acostumada com temperaturas baixas, então vou ter que fazer o meu melhor e saber escolher as roupas certas!”, disse Martine Grael. Sua equipe venceu a última etapa e está motivada para sair do quarto lugar no geral.

A regata vale pontuação dobrada por passar pelos mares do sul. O barco que contornar o Cabo Horn em primeiro ganhará um ponto extra. Esse ponto é chamado de Santo Graal da vela oceânica.

A perna passa pelo chamado “Furious Fifties”, as inóspitas e distantes águas a sul de 50 graus de latitude que circundam a Antártica.

”Contornar o Cape Horn dá uma grande motivação psicológica, pois os mares do sul ficam distantes e a cada milha acima o calor aumenta”, disse Bouwe Bekking, velejador holandês com oito participações na Volvo Ocean Race. O atleta comanda o Team Brunel.

A regata clássica será decisiva para o campeonato, que tem o espanhol MAPFRE liderando a classificação geral após seis etapas. Dongfeng Race Team e Scallywag apertam atrás!

“Sinto que eles [adversários] estão cada vez mais próximos, mas só podemos fazer uma coisa – empurrar o barco, navegar bem e tentar ganhar essa etapa”, disse o skipper do MAPFRE, Xabi Fernández, mais um campeão olímpico correndo o evento.

O vencedor da etapa até Itajaí em 2015 foi o Abu Dhabi, que se tornou campeão ao final da competição.

Leg 02, Lisbon to Cape Town, day 3, on board AkzoNobel. Photo by James Blake/Volvo Ocean Race. 07 November, 2017.

Dongfeng vence a New Zealand Herald In Port Race

10/03/2018 17:49
Auckland Stopover. The New Zealand Herald In-Port Race. 10 March, 2018.

O barco Dongfeng Race Team foi o vencedor da New Zealand Herald In Port Race, regata local da Volvo Ocean Race, disputada neste sábado (10) nas águas de Auckland, na Nova Zelândia. O pódio teve ainda team AkzoNobel em segundo e MAPFRE em terceiro. As regatas não valem pontos para a classificação geral, apenas em caso de desempate.

Foi a terceira vitória dos chineses no campeonato paralelo das regatas locais, realizadas na maioria dos portos de parada da Volvo Ocean Race 2017-18.

“Foi uma boa vitória em equipe, que contribui para o clima a bordo”, disse Charles Caudrelier, comandante do barco chinês.

Auckland Stopover. The New Zealand Herald In-Port Practice Race 09 March, 2018.

Com a vitória, o Dongfeng Race Team ocupa a segunda posição também nas In-Ports. O líder de ambas é o MAPFRE. Com o pódio na Nova Zelândia, o barco de Martine Grael (team AkzoNobel) ocupa a terceira posição no geral.

A New Zealand Herald In Port Race marcou a volta do Vestas 11th Hour Racing à disputa, depois de ficar ausente de duas etapas em virtude de uma colisão. A equipe ficou em quarto lugar.

As condições foram difíceis logo no início da regata no porto de Waitematā. No início da prova, o vento apareceu, fazendo com que MAPFRE e Scallywag ganhassem mais vantagem. Mas na parte final, o vento acabou e quem estava atrás passou. Melhor para o Dongfeng.

“Foi muito complicado, muito difícil”, disse Charles Caudrelier. “Tivemos um começo terrível, mas houve muita coisa durante a primeira boia. Trabalhamos duro e devagar conseguimos passar”.

No fim da regata, AkzoNobel e MAPFRE marcaram pressão e quase ultrapassaram os chineses, mas sem sucesso para o primeiro posto.