Garoto de 15 anos é o campeão do VelaShow 2020 – edição virtual

25/09/2020 12:49

O campeão da edição virtual do VelaShow 2020 foi o brasiliense Lucas Dantas, de apenas 15 anos. O garoto teve o melhor desempenho entre os 40 competidores nas provas realizada via Virtual Regatta e ficou com o título, seguido pelos gamers do Rio de Janeiro Gustavo Kunze e Beto Albuquerque. A competição utilizou barcos da classe J70 e teve raias internacionais, incluindo da Rio 2016.

Lucas Dantas, que ficou com o vice da Semana de Vela de Ilhabela meses atrás, é uma das promessas da vela brasileira e se destaca também no online, ganhando inclusive até do professor Allan Godoy. Das oito regatas disputadas, o jovem venceu a metade!

Além das regatas virtuais, o VelaShow 2020 teve palestras dos navegadores Cláudio Copello e Adriano Plotzky, do #SAL, e do medalhista olímpico Lars Grael.

”Primeiramente quero dar parabéns à excelente organização do evento, impecável, e dizer que esse campeonato foi mais uma experiência extraordinária. No primeiro dia do evento foi a classificatória composta por quatro regatas, consegui me classificar em primeiro lugar”.

”No segundo dia foram as finais compostas por quatro regatas sem descarte. Como o resultado não iria ter descarte, minha estratégia foi sempre ser conservador e não arriscar muito, e acabei sendo o campeão do evento. Pretendo seguir treinando para conquistar mais títulos”, disse Lucas Dantas.

As raias foram de Palma de Mallorca (Espanha), Auckland (Nova Zelândia), Marselha (França) e Rio de Janeiro (RJ). Os percurso foram de barla-sota com duração de aproximadamente 8 minutos cada regata.

”O evento foi um sucesso e nós já podemos confirmar para 2021 a realização de regatas online no próprio local do evento, que será o Charitas de Niterói. Vamos montar um telão e incentivar a prática de vela virtual. As provas foram muito bem organizadas pelo Virtual Regatta Brasil”, disse Edilberto Almeida, organizador do VelaShow.

O VelaShow foi realizado nos dias 23 e 24 de setembro e serviu como aquecimento para a temporada 2021, que será de 9 a 11 de abril, no Clube Naval Charitas, em Niterói (RJ). Em função da pandemia de COVID-19, a organização do evento decidiu adiar a feira 100% dedicada a veleiros para o ano que vem.

Será a segunda edição da feira, que teve sua estreia em 2019 no Centreventos de Itajaí (SC), no mês de abril. A feira reuniu mais de 40 expositores, e ainda fez três regatas e uma expedição nos três dias do feriado de Páscoa.

O evento deu mais destaque no cenário náutico à cidade, sede de três edições da Volvo Ocean Race (hoje Ocean Race) e duas da Transat Jacques Vabre.

Palestra de Lars Grael no VelaShow 2020

A palestra do medalhista olímpico Lars Grael encerrou a edição relâmpago de VelaShow, que ocorreu nos dias 23 e 24 de setembro de maneira remota nos canais oficiais do evento.

Referência na modalidade, o velejador recordou histórias das primeiras práticas no País, principalmente na Baía de Guanabara, a importância de Niterói e o legado da família Schmidt Grael no esporte.

Os Grael, por exemplo, somam oito medalhas olímpicas, sendo três de ouro e os filhos dos irmãos Lars e Torben se destacam em competições internacionais e nacionais.

Ambos tem Niterói (RJ) como base, mesma cidade que sediará de 9 a 11 de abril de 2021 a segunda edição do VelaShow. A edição presencial foi adiada em 2020 pelo COVID-19.

Ídolo da vela nacional, Lars Grael recordou a origem da sua família na modalidade e o motivo de não usar o outro sobrenome Schmidt como referência.

”No caso da minha família começou com meu avô e minha mãe também amava velejar! Quando a gente era garoto e começou a velejar tínhamos orgulho dos tios! Colocava na inscrição de Regata o nome Schmidt, que atraia por magnetismo!”

”Mas lógico que somos mortais e o começo foi de péssimos resultados. Então vinham as críticas e frases como ‘não são bons iguais ao tios’. Então resolvemos usar o nome Grael por causa do peso do nome Schmidt”, lembrou Lars Grael.

Niterói é um dos maiores centros de vela do mundo e reúne clubes tradicionais do esporte, como o Naval Charitas e o Sailing. Foi lá que surgiu a primeira instituição de vela. Hoje, atividades aplicadas no Projeto Grael, por exemplo, formam novos profissionais para o segmento náutico.

O legado para o esporte, como citado acima, é enorme em Niterói, mas os resultados não são apenas da cidade vizinha ao Rio de Janeiro.

Das 18 medalhas olímpicas do Brasil, quase que todas saíram de Rio Iate Clube ou do Yacht Clube de Santo Amaro, nesses dois clubes surgiram velejadores que começaram a vela com excelência.

Lars Grael foi entrevistado nesta quinta-feira (24) pelo jornalista e historiador Murillo Novaes, responsável pelo Anuário da Vela e por outras obras ligadas à navegação.

O bate-papo virtual teve na véspera as participações de navegadores Cláudio Copello e Adriano Plotzky, do #SAL.

Os velejadores falaram sobre a vida a bordo de embarcações e a infraestrutura encontrada em marinas e cidades para abrigar barcos.

Após a conversa dos especialistas na modalidade, o VelaShow promoveu provas online com mais de 40 velejadores pelo virtual Regatta.

As provas do VelaShow 2020 foram vencidas por Lucas Dantas, de apenas 15 anos.

A competição foi feita via o aplicativo Virtual Regatta com barcos da classe J70. Em 2021, o evento vai montar regatas presenciais e online.