Comentaristas de futebol recordam gols de Gabriel Barbosa na final da Liberta

05/08/2020 21:11

Em contagem regressiva para a retomada dos jogos da CONMEBOL Libertadores, a Betfair.net, patrocinadora oficial da competição, lançou nesta quarta-feira (5) o primeiro episódio da série “Todo Resultado é Possível”.

A iniciativa fará os fãs recordarem oito momentos memoráveis da competição, em que o futebol quebrou prognósticos e mostrou por que é o esporte mais popular do mundo.

A atração da estreia é o título do Flamengo em 2019, com a virada incrível nos minutos finais sobre o River Plate por 2 a 1, em Lima.

O feito foi analisado nas vozes de dois dos maiores especialistas brasileiros, os comentaristas Mauro Cezar Pereira e Chico Garcia.

A dupla mergulhou naquele dia 23 de novembro de 2019 cheio de surpresas.

Em uma produção marcada pelo conhecimento de campo, mas com toques de emoção, eles ajudaram a dimensionar o feito, que projetou o Brasil e os personagens da conquista em escala mundial, além de recolocar o clube carioca no topo após 38 anos.

A taça foi especial para o atacante Gabigol, que completa 24 anos no dia 30 de agosto.

As parcerias com Bruno Henrique e Arrascaeta, decisivos na jogada do empate, aos 43 minutos, e com Diego, responsável pelo lançamento que resultou na virada, aos 46, ficarão para sempre na memória dos torcedores.

O artilheiro mostrou todo o seu poder de decisão e acabou coroado depois de um ano de marcas inéditas, gols, assistências e ótimas atuações.

“Como um super-herói, Gabigol comemorou de maneira característica depois de ‘apanhar’ o jogo inteiro, dominado pelo zagueiro Pinola. Em dois lances, ele mudou o curso da história com uma força antes aparentemente inexistente. Foi épico”, lembrou Mauro Cezar.

Para o português Jorge Jesus, a virada significou uma redenção e acabou com o estigma causado por derrotas traumáticas.

Em 2013, pelo Benfica, ele perdeu o título português para o Porto, aos 47 minutos do segundo tempo.

Quatro dias depois, na final da Liga Europa, aos 48 minutos do segundo tempo, viu Ivanovic derrotar seus comandados e dar a taça ao Chelsea.

Menos de duas semanas se passaram, e veio a Taça de Portugal, com novo capítulo amargo. O técnico perderia de virada para o Vitória de Guimarães, com gols aos 35 e 37 minutos da etapa final.

Para completar, na Liga Europa 2014, o Sevilla bateu o Benfica de Jesus nos pênaltis. Mas a passagem pelo Rubro-Negro alçaria o comandante a uma nova era de glórias.

”O River fez um ótimo jogo, e o Flamengo cresceu na segunda etapa. O resultado final poderia colocar em Jorge Jesus um rótulo de fracassado ao perder o principal título, ao bater na trave pela terceira vez em uma competição continental”.

”Mas a magia do futebol consegue mudar destinos em apenas dois lances, dois minutos”, afirmou Chico Garcia.

Sem Jesus, anunciado pelo Benfica em julho, o Flamengo terá a seu favor a experiência do treinador espanhol Domènec Torrent para lutar pelo tricampeonato.

O profissional chega ao grupo cercado de expectativas por mais uma bela campanha.

”Domènec Torrent terá como desafio inicial não desestruturar o que encontrará no Flamengo. Ele herdará um time bem montado por Jorge Jesus, mas no primeiro momento, não será possível dar um toque mais autoral”.

”A ideia do clube é seguir o que foi feito desde meados do ano passado até a saída do português, para que a equipe não perca competitividade, em meio a uma adaptação ao novo modelo de jogo”.

”Portanto, o catalão terá que dar prosseguimento ao que foi realizado por seu antecessor e deixar seu toque mais autoral para outro momento, mais adiante”, analisou Mauro.

Chico destaca as virtudes do atual campeão para se manter na briga pelo título.

”O Flamengo ainda tem um elenco maduro, vencedor e qualificado. Será favorito em qualquer competição. O trabalho continuará com o Torrent e a expectativa é da manutenção desse ciclo de conquistas e bom futebol”, disse o especialista.

Formula E: Festa portuguesa em Berlim nesta quarta-feira

Depois de 158 dias, a Fórmula E retomou as atividades com portões fechados nesta quarta-feira (05), no Aeroporto de Tempelhof, em Berlim, na Alemanha, para uma série de seis corridas em nove dias para definir o campeão da sexta temporada da categoria dos carros elétricos.

E o português António Felix Da Costa, da DS TECHEETAH, retomou justamente de onde parou antes da paralisação: no topo! O piloto venceu de ponta a ponta em Berlim como também havia feito em Marraquexe, se tornando o primeiro competidor da temporada a conquistar duas vitórias, além de ampliar a vantagem na liderança do campeonato.

Largando na frente após conquistar a Julius Baer Pole Position, Da Costa teve um ritmo de corrida calmo e consistente do apagar das luzes na largada até a bandeirada, sem correr grandes riscos. O pódio foi completado pelo alemão André Lotterer (TAG Heuer Porcshe) e o britânico Sam Bird (Envision Virgin Racing), em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Como foi a corrida

Correndo no traçado reverso da pista do Aeroporto de Tempelhof, a largada da primeira das seis provas decisivas da sexta temporada da Fórmula E foi tranquila e sem incidentes. As duas DS Techeetah (de Da Costa e seu companheiro de equipe, o francês Jean-Eric Vergne) se mantiveram à frente dos demais, seguidos por André Lotterer, Sébastien Buemi (Nissan e.Dams) e Nyck de Vries (Mercedes Benz EQ).

Entre os brasileiros, Felipe Massa (ROKiT Venturi Racing) conseguiu a oitava colocação nas primeiras curvas, enquanto Lucas di Grassi (Audi Sport ABT Schaeffler) conseguiu saltar de 20º para a 15ª colocação.

As coisas desaceleraram completamente após 15 minutos da corrida, quando o holandês Robin Frijns (Envision Virgin Racing) bateu na barreira de proteção e danificou parte de seu carro. Por ter parado o carro em um ponto perigoso na pista, foi necessário a entrada do safety car.

Quando a corrida recomeçou, os pilotos passaram a usar o MODO ATAQUE e então, as ultrapassagens começaram a acontecer. De Vries, com sua Mercedes Benz EQ completamente preta – em uma forma de protesto da equipe alemã contra o racismo – usou o seu para passar por Andre Lotterer e ocupar o terceiro lugar.

Mas poucos minutos depois foi a vez de Lotterer usar seu próprio MODO ATAQUE para voltar ao terceiro lugar, enquanto os dois carros da DS Techeetah de distanciavam dos demais pilotos.

Massa estava em um bom ritmo de corrida quando saiu da pista e bateu na barreira de proteção, causando uma bandeira amarela por todo o circuito a 15 minutos do término da prova.

Quando a prova voltou ao normal, as coisas começaram a esquentar, mas se complicaram para Vergne, que começou a ter um problema com seu carro e caiu do segundo lugar para o oitavo lugar rapidamente, antes de acabar levando a pior em uma disputa de posição com Lucas di Grassi e cair para as últimas posições, ficando de fora da zona de pontuação.

Sem conseguir ganhar muitas posições em sua corrida de estreia pela GEOX Dragon, o brasileiro Sérgio sette Câmara conseguiu terminar a frente de seu companheiro na equipe norte americana, o alemão Nico Müller, na 21ª posição.

Em uma disputa emocionante nos minutos finais, Sam Bird (que havia largado em sétimo) e Lotterer protagonizaram um forte embate pela segunda colocação, que no fim ficou com o piloto alemão, enquanto na liderança, o dia era mesmo de Da Costa, que cruzou a linha de chegada sem energia de sobra e se consolidou de vez na liderança do campeonato, restando cinco provas para o término.

Porém, nada está definido: ainda restam cinco provas, sendo que a próxima corrida será realizada amanhã (06). Confira abaixo os horários do segundo dia de atividades da Fórmula E nesta reta final da sexta temporada no Aeroporto de Tempelhof, em Berlim, com o treino classificatório e a corrida sendo transmitidos com exclusividade nos canais Fox Sports:

Treino Livre – às 06h30 (ao vivo no YouTube/Facebook)
Treino Classificatório – às 09h (ao vivo no Fox Sports 2)
Corrida – transmissão a partir das 13h30 (ao vivo no Fox Sports 2)
Largada às 14h

Sérgio Sette Câmara tem desafio eletrizante na Formula E

Se nos últimos anos o Brasil ficou sem um representante na F1, não há o que reclamar no que diz respeito a Fórmula E, a categoria que mais evoluiu recentemente no cenário do automobilismo mundial, e que será o novo desafio do jovem piloto brasileiro Sérgio Sette Câmara.

Nascido em Belo Horizonte e com 22 anos, Sette Câmara é considerado uma das jovens promessas do automobilismo brasileiro nos últimos anos. Ingressou a Academia de Pilotos da Red Bull Racing em 2016, deixou o programa alguns meses depois e retornou ao time austríaco este ano, como piloto reserva tanto da equipe principal na F1, quando da Alpha Tauri.

Além de confirmar sua presença no paddock da F1, o jovem mineiro também garantiu sua presença na Super Fórmula Japonesa e participou do teste para novatos da Fórmula E realizado em Marraquexe no início de março, já como piloto reserva da GEOX Dragon.

Foi justamente neste teste que Sette Câmara impressionou de vez o chefe do time norte americano, Jay Penske: o brasileiro foi o segundo mais rápido do dia, ficando atrás apenas do neozelandês Nick Cassidy, da Envision Virgin Racing. Vale destacar que na temporada atual, a Dragon é apenas a 11ª colocada no campeonato, de um total de 12 equipes.

“Achei interessante me aproximar da Fórmula E. Sempre pensei que as equipes preferem pegar os pilotos que já estão naquele meio, e como os carros elétricos são muito diferentes dos outros monopostos, desejava ter no meu currículo algum tipo de experiência que me ligava a Fórmula E, porque se eu quisesse ir para aquela categoria, ia ajudar muito as coisas”, revelou Sette Câmara.

“Não esperava essa oportunidade de ser titular na Dragon, porque dou prioridade a minha função de reserva na F1 e aos meus compromissos de Super Fórmula, porque são contratos que eu já havia assinado antes e por conta da pandemia, achava impossível fazer três coisas ao mesmo tempo. Mas aí encaixou que essa rodada tripla de Berlim não bate com nada, e eu já estou tendo esse primeiro contato com a categoria e estou super feliz”, completou o piloto brasileiro, que participou de testes recentemente no simulador da Dragon, se preparando para as etapas decisivas.

O fator Berlim

Para alguns pilotos e especialistas na Fórmula E, o traçado do Aeroporto de Tempelhof é o cenário perfeito para os novatos na categoria, já que não é tão apertado quanto os circuitos de rua como Paris ou Nova York por exemplo.

Além disso, o formato dessa fase final da sexta temporada da categoria de carros elétricos pode favorecer Sette Câmara, afinal de contas, serão seis provas em nove dias, em um dos melhores e mais desafiante traçado da categoria. Uma ótima oportunidade para impressionar a todos.

“Acho que estrear em Berlim é uma vantagem para um novato na categoria, porque a gente vai estar no mesmo ambiente ali e vai ser possível dar uma continuidade ao aprendizado. Não será uma única corrida e sim, seis provas, com três rodadas duplas.”

Até o momento, a GEOX Dragon conquistou apenas dois pontos no campeonato, com o neozelandês Brendon Hartley, que deixou o time para a chegada do brasileiro.

Correr ao lado de um herói

Como todo piloto, Sette Câmara teve seus ídolos na infância que o motivou a seguir carreira no automobilismo. E no caso dele, é o ex-F1 Felipe Massa, que inclusive estará na disputa dessa reta final da sexta temporada da Fórmula E em Berlim.

O jovem piloto brasileiro relembrou quando assistiu nas arquibancadas do Autódromo de Interlagos ao vice-campeonato mundial de Felipe Massa em 2008, quando o então piloto da Ferrari cruzou a linha de chegada em primeiro, mas viu o título escapar segundos depois quando Lewis Hamilton ultrapassou o alemão Timo Glock na última curva do circuito e conquistou a quinta colocação, posição suficiente para garantir o primeiro dos seis títulos do piloto britânico na F1.

“Eu estava em 2008 com meu pai e com meu avô na arquibancada, e na hora que o Massa passou e venceu aquela corrida emocionante que choveu e tal, todo mundo na arquibancada começou a gritar, acreditando que ele era o campeão. O autódromo inteiro gritava e para quem estava assistindo na televisão, foi possível perceber que ele não tinha ganhado, porque a câmera mudou para o Hamilton, e o narrador corrigiu a situação.”

“Quase dois minutos depois alguém falou no rádio que ele não tinha sido campeão, e aí demorou um pouco para acreditarmos naquilo e entender o que aconteceu, por que quem já assistiu corrida de Fórmula 1 no autódromo sabe que é uma confusão, principalmente naquela época que tinha aquele barulho danado né?”

Para Sette Câmara, dividir o grid da Fórmula E com Felipe Massa, vai ser algo especial. Como ele mesmo classificou, será uma honra.

“Ele [Massa] me inspirou muito, porque eu nunca imaginei que iria me profissionalizar como piloto, que um dia iria estar correndo e que essa ia ser a minha profissão. Sempre fui um fanático por corridas e assistia o Massa, que era um herói para mim naquela época. Um menino de dez anos de idade, por aí, com um piloto brasileiro na Fórmula 1, ele e o Rubinho [Barrichello] me inspiraram muito para seguir em frente nesse esporte.”

“O Felipe é um cara que liderou o automobilismo brasileiro, e ainda lidera, junto com alguns outros pilotos, mas naquele ano lá na Ferrari, eu lembro de tudo, foi um cara que me motivou muito a seguir correndo, tanto ele quanto o Rubinho. Então, tenho uma admiração muito grande e poder compartilhar uma pista com alguém como ele é uma honra para mim”, completou Sette Câmara.

Sérgio Sette Câmara será o sexto brasileiro a correr na Fórmula E. O Brasil conta com dois campeões em cinco temporadas já disputadas: Nelsinho Piquet foi o primeiro campeão da história da categoria em 2015, enquanto em 2017 foi a vez de Lucas di Grassi ficar com o título.

Fórmula E lança campanha contra discriminação

A Fórmula E divulgou nesta quarta-feira (05) uma nova campanha direcionada ao combate a qualquer tipo de discriminação, por meio da hashtag #PositivelyCharged (em tradução literal, Carregados Positivamente). O lançamento foi em paralelo com o reinício da sexta temporada da categorias dos carros elétricos, em Berlim, na Alemanha, totalmente sem público. Serão disputadas seis corridas em nove dias.

A campanha está alinhada a FIA – Federação Internacional de Automobilismo, que na luta por uma inclusão mais abrangente em todas as suas competições homologadas.

A competição ficou 158 dias paralisada em função da COVID-19 e tem como líder o português António Felix da Costa. Os brasileiros Lucas di grassi, Felipe Massi e o recém contratado Sette Câmara estão no line up da categoria.

“’Estamos muito satisfeitos por estar de volta. Mas queremos voltar melhores”, abriu o comunicado da Formula E na campanha #PositivelyCharged.

Representantes da comunidade de Fórmula E – pilotos, fornecedores, técnicos, engenheiros, diretores dos times, equipes de segurança, construtores de pistas – uniram-se na mesma mensagem do Positively Charged (carregados positivamente em tradução literal).

Os participantes se reuniram no local das seis corridas, no Aeroporto de Tempelhof, em Berlim, e com celulares ligados no fim da tarde fizeram a imagem que está rodando as agências de notícia do mundo.

”Os eventos dos últimos cinco meses foram extremamente desafiadores para as pessoas em todo o mundo; os efeitos devastadores do coronavírus, a maior conscientização dos efeitos destrutivos das mudanças climáticas e o aumento da consciência sobre o racismo generalizado causaram uma introspecção muito necessária em todo o mundo”.

A comunidade da Fórmula E também aproveitou o momento para reconhecer e refletir sobre a trágica perda de um integrante na semana passada.

#PositivelyCharged, como parte do movimento #PurposeDriven da FIA, representa o compromisso do esporte de não apenas criar um espetáculo de corrida extraordinário, mas de causar um impacto positivo no mundo.

“Embora sejamos um esporte conhecido por nosso compromisso de combater as mudanças climáticas, temos ambições de ir além.

Estabelecemos esse compromisso na carta aberta que publicamos no mês passado, mas reconhecemos que é apenas o começo de nossa jornada, enquanto trabalhamos para realizar corridas elétricas e criar futuros melhores através de nosso esporte”

(Fotos: Divulgação/GEOX Dragon)

Texto: Rodrigo Nascimento

IMOCA tem novo líder do ranking

Faltando pouco mais de três meses para o início da Vendée Globe e após a regata Vendée-Arctique-Les Sables d’Olonne, o ranking da IMOCA tem novo líder.

O alemão Boris Herrmann (Seaexplorer-Yacht Club de Mônaco) lidera com 236 pontos.

O skipper, que deve correr também a The Ocean Race, está a frente de Fabrice Amedeo (Newrest – Art & Fenêtres), 217 pontos, e Jérémie Beyou (Charal), 212 pontos.

A britânica Sam Davies (Iniciativas-Coeur) está em quarto!

O novo IMOCA Globe Series Championship, iniciado pela categoria em 2018 com os navegadores e organizadores da regatas completará seu primeiro ciclo no final da Vendée Globe.

A volta ao mundo em solitário e sem escalas larga em 8 de novembro

“Estou orgulhoso deste primeiro lugar, apesar de ser a Vendée Globe que decidirá o ranking final do Campeonato da Série IMOCA Globe”.

”Eu participei de todas as provas e, para a nossa jovem equipe Malizia, era crucial estar presente e terminar. Este primeiro lugar no ranking provisório é um reflexo da continuidade do nosso projeto”, disse Boris Herrmann.

Do Monaco Globe Series 2018 (coef. 2) à Route du Rhum-Destination Guadalupe 2018 (coef. 4), Bermudes 1000 Race 2019 (coef. 2), Rolex Fastnet Race 2019 (coef. 1), Transat Jacques Vabre 2019 (coef. 4) e Vendée-Arctique-Les Sables d’Olonne 2020 (coef. 4), já foram realizados seis eventos que permitem a elaboração de um ranking provisório.

“Mais desafios, mais esporte, mais velejadores, mais histórias para contar, culminando em uma recompensa para os capitães com mais desempenho e consistência”, contou Antoine Mermod, presidente da Classe IMOCA.

AS DATAS CHAVE PARA O INÍCIO DA TEMPORADA DE 2020
27 de agosto: Assembléia Geral da Classe IMOCA
9 e 13 de setembro: Défi Azimut (Lorient)
16 de setembro: entrega de prêmios para a Vendée-Arctique-Les Sables d’Olonne
17 de setembro: conferência de imprensa da Vendée Globe (Palais Brogniart, 2º distrito de Paris)
17 de outubro: inauguração da vila Vendée Globe em Les Sables d’Olonne
8 de novembro: início da Vendée Globe

Texto: Flávio Perez

We are #PositivelyCharged

Após cinco meses com nossos carros parados em suas garagens, finalmente chegou a hora de retomar o campeonato; 9 dias, 6 corridas, 3 pistas, 1 campeão – o final mais intenso da história do automobilismo.

Os eventos dos últimos cinco meses foram extremamente desafiadores para as pessoas em todo o mundo; os efeitos devastadores do coronavírus, a maior conscientização dos efeitos destrutivos das mudanças climáticas e o aumento da consciência sobre o racismo generalizado causaram uma introspecção muito necessária em todo o mundo.

Então, antes do nosso tão esperado retorno às corridas, a Fórmula E se reuniu para um momento de reflexão no Aeroporto de Tempelhof, em Berlim.

Representantes da comunidade de Fórmula E – pilotos, fornecedores, técnicos, engenheiros, diretores dos times, equipes de segurança, construtores de pistas – uniram-se por um momento no crepúsculo em torno de uma declaração iluminada por neon do nosso novo objetivo: Positively Charged (carregados positivamente em tradução literal).

Unidos, essa comunidade está por trás de uma poderosa mensagem de inclusão e de um desejo comum de promover mudanças positivas; juntos em respeito à nossa humanidade comum, refletindo sobre aqueles cruelmente afetados pelo coronavírus, e unidos em nossa total rejeição às injustiças causadas pela discriminação.

A comunidade da Fórmula E também aproveitou o momento para reconhecer e refletir sobre a trágica perda de um dos nossos, um querido amigo – Helder Moreira.

#PositivelyCharged, como parte do movimento #PurposeDriven da FIA, representa o compromisso do nosso esporte de não apenas criar um espetáculo de corrida extraordinário, mas de causar um impacto positivo no mundo. Embora sejamos um esporte conhecido por nosso compromisso de combater as mudanças climáticas, temos ambições de ir além.

Estabelecemos esse compromisso na carta aberta que publicamos no mês passado, mas reconhecemos que é apenas o começo de nossa jornada, enquanto trabalhamos para realizar corridas elétricas e criar futuros melhores através de nosso esporte.