Presidente da CBVELA emite comunicado oficial sobre treinamento

19/03/2020 16:17

Para Atletas, velejadores e equipes técnicas

Atendendo aos decretos das autoridades Federais e Estaduais, a CBVela vem por meio deste, suspender qualquer atividade de treinamento na modalidade Vela dentro d’água, tanto em barcos individuais quanto em barcos com mais de um tripulante, incluindo o kite surf, em todo o território nacional até o dia 31 de março de 2020.

Treinamentos físicos, mentais e fisioterápicos individuais realizados em isolamento social não estão incluídos nessa determinação. Essa suspenção entra em vigor na data da publicação desse comunicado no sítio eletrônico da CBVela. Para fins de punição, ficará valendo para essa determinação o Princípio de Esportividade e Código Disciplinar das Regras de Regata à Vela da Federação Internacional de Vela 2017/2020, normas da CBVela e Código de Ética da CBVela.

O objetivo dessa determinação visa proteger todos os atletas da modalidade vela no Brasil em termos de sua saúde e segurança pessoal, atender às normas dos Governos Federais, Estaduais e até Municipais no enfrentamento da epidemia do COVID-19, de forma a contribuir com a passagem dessa epidemia o mais rápido possível no Brasil e se solidarizar com a parte de sociedade comprovadamente mais vulnerável a essa doença.

Rio de Janeiro, 19 de março de 2020

Atenciosamente,

Marco Aurélio de Sá Ribeiro Presidente

Robert Scheidt fala de seus treinamentos na Itália

Robert Scheidt, que mora da Itália, um dos países mais atingidos pela pandemia do coronavírus não abandona os treinos visando a Olimpíada de Tóquio 2020.

Mesmo com o risco de cancelamento dos Jogos, o bicampeão olímpico continua treinando no país europeu, um dos mais afetados do mundo pelo Covid-19.

”Não tenho podido ir para a água porque existe uma proibição quanto a atividades externas. Mas estou tentando viabilizar uma permissão com uma carta do COB (Comitê Olímpico Brasileiro”, conta.

Se tudo der certo, Scheidt volta a colocar seu laser nas águas do Lago Di Garda, praticamente no quintal de sua casa, na cidade de Torbole.

Enquanto isso, divide o tempo entre os treinos físicos adaptados dentro de casa e a mulher, Gintare, e os dois filhos, Erik e Lukas.

”Essa é uma situação sem precedentes na historia mundial e no olimpismo. Provavelmente não teremos mais nenhuma competição até os Jogos e isso coloca todo mundo em um nível de igualdade”.

”Todos chegarão sem ritmo de regata. Ao mesmo tempo, isso é uma oportunidade para quem souber aproveitar bem esse período para se preparar da melhor forma possível. É o que estou fazendo, tocando em frente”, afirmou o maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios, que é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex e que conta com o apoio do COB e CBVela.