Regatas fazem homenagens às mulheres na vela oceânica

08/03/2020 18:58

8 de março, Dia Internacional das Mulheres!

Cada vez mais vemos velejadoras competindo em regatas pelo mundo e pelo Brasil, mas ainda os homens dominam.

Os incentivos com regras e classes 100% femininas estão ajudando a trazer as mulheres pra água.

A Semana Internacional de Vela de Ilhabela e o Veleiro Guruça fizeram posts interessantes com o texto abaixo

A influência feminina na náutica: ⁣

Stephanie Kwolek (Kevlar)- a química americana foi responsável por criar uma família de fibras sintéticas ultra resistentes, porém maleáveis. A tecnologia batizada como “Kevlar” é aplicado em aviões, pneus, acessórios esportivos (capacetes, raquetes, remos), colete à prova de bala etc…⁣
Na náutica, é utilizado tanto na construção de barcos como em velas de veleiros. ⁣



Tabitha Babbitt- ( serra circular) está americana é creditada por inventar a primeira serra circular que permite cortar a madeira muito mais rápido do que no método da época. ⁣
Como vamos construir um novo catamarã a invenção da Tabitha é de grande ajuda! ⁣

Maria Beasley (bote salva vidas) criou um bote salva vidas mais resistente ao fogo e compacto. Até então, o bote era basicamente uma tábua de madeira. ⁣ Seu bote salva vidas impediu centenas de mortes em um dos acidentes de navio mais trágico da história, o naufrágio do Titanic. ⁣

Marta Coston ( sinalizador noturno) após ficar viúva, encontrou projetos do marido e se dedicou dez anos de trabalho ao lado de químicos e especialistas em pirotecnia para tornar os planos em realidade. A patente do produto foi creditada ao marido em 1859. ⁣
Antes disso, a comunicação entre navios baseava-se apenas em bandeiras coloridas, lanternas e até gritos. ⁣

Hedy Lamarr (Comunicação sem fio)- além de atriz norte americana, ela inventou o “salto de frequências” impedindo que rádios militares fossem grampeados. Ao enviar sua patente para marinha americana, eles a arquivaram.⁣

Porém, começaram a desenvolver tecnologias baseadas no seu projeto sem dar os devidos créditos. ⁣

Felizmente no ano 2000, pouco antes de sua morte, um pesquisador revelou ao mundo a patente original. ⁣

Graças a criação de Lamarr, muitas tecnologias hoje foram possíveis como Wi-Fi, Bluetooth e GPS.



Laura Dekker, holandesa é a mais jovem velejadora a completar uma volta ao mundo em solitário. ⁣


Jeane Sócrates, britânica de 77 anos deteve o título da pessoa mais velha a completar uma volta ao mundo em solitário. ⁣

Outra regata que homenageou as mulheres foi a Ocean Race!

Você sabia que 23 mulheres estavam competindo na última edição da The Ocean Race, que era chamada de Volvo Ocean Race?

Entre elas a brasileira Martine Grael e a holandesa (que morou 10 anos no País) Carolijn Brouwer?

No Dia Internacional da Mulher, a regata parabeniza todas as 135 mulheres que enfrentaram o desafio da The Ocean Race nos últimos 47 anos!

Veja o vídeo

Litoral Norte de São Paulo promove Regata do Inverso

Regata do Inverso bate recorde de participantes em tarde de vento e sol

O Ubatuba Iate Clube realizou, na tarde de ontem, 7 de março, a 16ª Regata do Inverso, uma competição de vela oceânica única, que literalmente “inverte” o principal conceito do esporte, propiciando uma disputa diferente para as equipes acostumadas com as regatas tradicionais.

A gente explica..As regatas de vela oceânica são competições em que os veleiros partem juntos e têm o objetivo de cumprir um trajeto estabelecido pela organização no menor tempo possível.

Acontece que competem veleiros de tamanhos, idades e equipamentos diferentes entre, si, e como fazer para dar chances de vitória a um veleiro mais antigo, menor e menos equipado em relação aos mais modernos?

É feita, sempre, uma medição prévia dos veleiros, considerando estas diferenças. E cada um recebe um “rating”, um fator de correção que diz o quanto este veleiro precisa chegar à frente de seus competidores para, efetivamente, ser considerado o ganhador da regata.

Quando o veleiro cruza a linha de chegada este tempo real é anotado e depois o fator de correção é aplicado. Por essa razão, nem sempre aquele que cruza a linha de chegada em primeiro ganha a competição.

Vamos inverter essa lógica!

“Decidimos inverter essa lógica, propondo a primeira regata do inverso, em 2005. Não lembro, exatamente,quantas equipes participaram, mas recordo que as pessoas se entusiasmaram com a ideia. Claro que ela foi crescendo e este ano estamos com 42 barcos inscritos”, comenta Alain Simon, diretor de vela do Ubatuba Iate Clube.

A regata do inverso aplica este fator de correção no momento da largada. Ao invés de largarem todos juntos, cada veleiro larga em tempo separado, de acordo com o rating. Isso faz com que, ao final, os veleiros cheguem muito próximos entre si, tornando o fim da regata um momento muito divertido, já que ganha, literalmente, quem chega em primeiro lugar.

E foi exatamente o que aconteceu com os velejadores da embarcação Kameha Meha, os primeiros a cruzar a linha de chegada e vencedores desta 16ª edição da regata.

Átila Bohn, um dos comandantes do veleiro, comenta: “veja que interessante, um veleiro clássico, construído em 1970, competindo com tantos outros, conquista o primeiro lugar em uma regata em que você precisa literalmente, ir ultrapassando os seus concorrentes, pois, no nosso caso, largamos no meio da flotilha, em função do nosso tempo”.

Ricardo Delgado, do veleiro Cisco Kid comemorou muito o segundo lugar: “estamos bastante felizes, andamos muito bem em uma regata de ventos moderados, 8, 9 nós e, mesmo com um barco pequeno chegamos bem próximos de um barco maior. É a primeira vez que vejo uma regata dessas com 42 barcos na raia, o que dá ainda mais emoção a este segundo lugar”, completa.

O terceiro colocado, o veleiro Bwana, entre os tripulantes, levou a bordo a diretora social do Ubatuba Iate Cube (UIC), Ana Salaro, uma “lancheira” que adorou a primeira experiência em uma regata. “Estou muito feliz. Adorei a acolhida da tripulação e esse clima da regata. Estamos comemorando muito nosso terceiro lugar nessa festa aqui no UIC”.

Rock, churrasco e premiação.

Foi nesse clima de alegria e descontração que os mais de 200 velejadores terminaram o dia, no clube. Um churrasco com rock ao vivo, e a entrega dos prêmios, encerrou a 16ª Regata do Inverso.

“Foi realmente um dia perfeito. Preciso agradecer a tanta gente… os patrocinadores, os funcionários do clube, nossos apoiadores, fornecedores, e, claros os velejadores, principalmente a turma do “Ubalegria” (uma associação de comandantes e tripulantes de veleiros de Ubatuba), que contribuíram para o sucesso desta edição”, comenta o diretor adjunto de vela do UIC, Alex Calabria, que aproveitou para convidar as equipes para a próxima competição do clube, o Ubatuba Sailing Festival, que acontece entre os dias 1, 2 e 3 de maio.

A Regata do Inverso é organizada pelo Ubatuba Iate Clube, com apoio da Renew Boats, Velejar Brasil e Fevesp.

Por Balaio de Ideias