Vitória brasileira na regata Cape Town Rio

01/02/2020 18:58

O Brasil começou o ano da vela oceânica com mais um resultado expressivo da parceria José Guilherme Caldas e Leonardo Chicourel. A bordo do Class40 Mussulo Team Angola Cables, a dupla venceu a tradicional regata Cape Town Rio de Janeiro em duas categorias: monocasco e duplas. A prova teve 3500 milhas náuticas pelo Oceano Atlântico.

A estratégia do Mussulo foi acertada no final das contas, já que a parceria priorizou correr a regata da África do Sul até o Brasil em detrimento da Transat Jacques Vabre, outra competição que teve o país como destino final, e que terminou em novembro desse ano.

O resultado na Cape2Rio vai além do pódio. Ter uma campanha de vela oceânica com o Brasil protagonista (e Angola também) pode incentivar outras tripulações a encararem competições de alto nível, caso da Ocean Race e quem sabe um dia um solitário navegador na Vendee Globe.

O mercado ainda está em compasso de espera, já que as grandes competições estão por vir.

A Vendee Globe é só em novembro e as tradicionais Ocean Race e América’s Cup rolam só em 2021. De qualquer maneira, equipes confirmadas para ambos os desafios estão trabalhando.

Por aqui, a World Sailing acaba de fazer uma visita técnica em Salvador, na Bahia, para o Mundial da Juventude, marcado para dezembro, na Base Naval de Aratu. A CBVELA e o comitê local estão bem alinhados para fazer mais um grande campeonato para 600 jovens de mais de 80 países.

Esse mundial é de classes olímpicas e por lá brilharam Robert Scheidt, Ricardo Bimba e Martine Grael|Kanhena Kunze. Sediar mais uma vez um evento é uma responsabilidade para os baianos, que se lançaram na aventura de realizar megaeventos. Fizeram muito bem a Transat Jacques Vabre nas duas edições e, na semana passada, o Brasileiro da classe Snipe. Esse último teve o brilho de Matheus Tavares e Flavio Castro contra outras 40 duplas.

Para finalizar, está rolando agora no Rio de Janeiro a Copa da Juventude com a nova geração da modalidade. São desses eventos (sempre no início do ano para não atrapalhar o colégio) que saem os nossos campeões. Quanto mais base, melhor!