Campeonato Brasileiro de Snipe 2020 entra na reta final

23/01/2020 23:24

Depois de dois dias sem ventos em Salvador (BA), velejadores de Snipe vão pra água mais cedo!

O 71º Campeonato Brasileiro de Snipe segue em disputa no Yacht Club da Bahia com mais de 40 duplas.

O cronograma de regatas será acelerado nesta sexta-feira (24), pois nos últimos dois dias não teve provas em função da falta de ventos.

Os barcos da Snipe vão pra água a partir de 9h e a ideia da comissão é fazer até três regatas na Baía de Todos-os-Santos.

A competição tem a dupla Nick Grael e Fábio Horta na liderança após duas regatas da terça-feira (21). Eles tiraram um primeiro e um terceiro com ventos acima de 20 nós.

Quase empatados na liderança do nacional de Snipe estão Matheus Tavares (campeão mundial de 2015) e Flavio Castro.

Em terceiro está a tripulação formada por João Oliveira e Fernando Gioia.

”Estamos muito felizes com a nossa perfomance no primeiro dia, foi um dia de ventos muito bons”, disse Nick Grael.

”Estamos ansiosos pra voltar a velejar depois de dois dias sem regatas, mas a previsão não é das melhores, sabemos que vai ser difícil segurar a liderança, já que o vento previsto não nos favorece”.

A previsão é de vento fraco mais uma vez, mas mesmo assim a comissão antecipada o processo. As regatas do Brasileiro de Snipe serão realizada até domingo (25) na Bahia.

Além dos campeões gerais, serão premiados os times mistos e juvenil.

”Continuamos com expectativas positivas, e o aprendizado que estamos absorvendo é maior ainda!”, contou o jovem Ellion Santana, que faz dupla com Leonardo Prada.

”Desde do primeiro dia a experiência está sendo muito boa, estamos conversando com a galera da vela de outros lugares, conhecendo velejadores de outras regiões, ouvindo histórias de outros campeonatos”.

O resultado da 71ª edição do nacional será utilizado para a formação da equipe brasileira no Western Hemisphere and Orient Championship 2020, principal evento internacional da classe na temporada.

 

Atualização: Boxeador não embarca pra China após crise de coronavírus

Top Rank orientou staff do medalhista olímpico a desistir da viagem em decorrência do coronavirus.

O brasileiro Esquiva Falcão e toda sua comissão técnica foram orientados pela Top Rank, empresa que promove os combates do lutador, a não embarcarem para a Haikou, na China, nesta quinta-feira (23).

O medalhista olímpico embarcaria para o país asiático via Los Angeles, nos Estados Unidos, com escala em Xangai. A equipe do atleta foi orientada a desistir da viagem para evitar contagio com o coronavírus, que fez vítimas nas últimas semanas.

O boxeador capixaba, invicto na carreira profissional, enfrentaria o chinês Ainiwaer Yilixiati no domingo (2) pelo título mundial silver do WBC (World Boxing Council) e também eliminatória para o título mundial da categoria dos médios.

Mais informações em breve.

Foto: Flavio Perez/Onboard Sports

 

Coronavírus não impede viagem de boxeador Esquiva Falcão à cidade chinesa

O brasileiro Esquiva Falcão e toda sua comissão técnica confirmam a viagem para Haikou, na China, nesta quinta-feira (23).

O medalhista olímpico embarca para o país asiático via Los Angeles, nos Estados Unidos, com escala em Xangai.

A equipe do atleta foi orientada a adotar todos os procedimentos de segurança para evitar contagio com o coronavírus, que fez vítimas nas últimas semanas.

O boxeador capixaba, invicto na carreira profissional, enfrenta chinês Ainiwaer Yilixiati no domingo (2) pelo título mundial silver do WBC (World Boxing Council) e também eliminatória para o título mundial da categoria dos médios.

A luta será no resort Mission Hills Haikou.

”Sabemos que é um caso de saúde pública mundial e que os casos estão se espalhando. Mas estamos bem seguros com as garantias dos organizadores da luta sobre a situação”.

”Nós mantivemos a programação e prometo tomar todas as medidas de segurança, desde a saída dos EUA e toda a estadia em Haikou”, contou Esquiva Falcão.

”Peço a Deus que ajude as autoridades sanitárias a encontrar uma solução imediata para o vírus e que os chineses e toda a população mundial fique mais tranquila”.

A Top Rank, empresa que promove os combate de Esquiva Falcão, confirmou a realização da noite de lutas, que incluem outros agenciados pela organização.

Esquiva Falcão vs Ainiwaer Yilixiati será o co-main event em Haikou.

”Não mudamos nossa rotina. Não adianta se apavorar, a equipe inteira norte-americana (Top Rank) vai embarcar hoje, ninguém mudou a rotina”, reforçou o manager Sergio Batarelli.

”O máximo que a gente vai fazer, eu e o Esquiva pelo menos, é comprar aquelas máscaras para usar no avião por conta do ar condicionado, que é o maior perigo”.

”Conversamos com o médico e foi o que ele aconselhou. Não tem o que fazer, o risco corre”.

Sergio Batarelli espera que Esquiva consiga mais uma vitória por nocaute e se credencie para lutar pelo título mundial principal.

O capixaba tem 25 vitórias em 25 lutas na carreira, sendo 17 por nocaute.

”O Esquiva vai ganhar essa luta para o Brasil, que vale o título internacional Silver do Conselho Mundial de Boxe (o antigo título mundial JR)”.

”É como uma eliminatória. O fundador da Top Rank prometeu para mim e para ele pessoalmente que, se ele ganhar essa luta, a próxima vai ser pelo título”.

O combate de Esquiva Falcão versus Ainiwaer Yilixiati será realizado na véspera do Superbowl, evento esportivo de maior audiência no mundo, e que também será transmitido pela ESPN.

 

Regata Ocean Race tema em Davos, na Suíça

A regata Ocean Race foi tema durante a semana do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

A competição enviou representantes para o País da cúpula para discutir o caminho para um futuro sustentável.

Em um paralelo organizado pela YPO – uma comunidade global de líderes de executivos motivada pela crença de que o mundo precisa de melhores líderes – o presidente da Ocean Race, Richard Brisius, falou sobre a proteção de nossos oceanos e o poder do esporte para causar um impacto positivo na sociedade.

Ao CEO se juntaram os velejadores Rokas Milevicius e Boris Herrmann – ambos confirmados na próxima edição da regata, marcada para o segundo semestre de 2021.

“A Ocean Race é o maior evento de vela do mundo e carrega uma grande missão com a sustentabilidade, causando um impacto positivo no planeta. Indo além, os valores da YPO estão alinhados. Quando surgiu essa oportunidade, arriscamos comprar um dos barcos do VO65”, disse Rokas Milevicius, que correu no Brunel em 2014-15.

“Eu fui o primeiro lituano a competir na The Ocean Race em 2014-15, e a experiência que adquiri me motivou a fazer mais. A plataforma Ocean Race é de sustentabilidade”.

Richard Brisius também comentou o tema.

“Pela primeira vez, a regata não é de propriedade de uma corporação – é de pessoas que amam o esporte. Por meio de uma parceria com a 11th Hour Racing, decidimos usar esta oportunidade única para desenvolver nossa iniciativa ‘Racing For Purpose’ – estamos competindo pelo planeta, em busca de oceanos mais saudáveis”.

Outros palestrantes notáveis ​​do evento YPO incluíram o renomado cineasta e co-fundador da Comic Relief, Richard Curtis; Ian Bremmer, Presidente do Grupo Eurásia; e Claire O’Neill, presidente da COP26.

Australiano Will Oxley quer correr a The Ocean Race 2021-22

O velejador australiano Will Oxley está disposto a dar mais uma volta ao mundo em uma equipe da The Ocean Race, competição marcada para ter início em outubro de 2021.

O atleta que já correu três vezes a competição internacional acredita que sua história na Ocean Race ainda não terminou.

Will Oxley tem 54 anos e está em plena forma, com resultados expressivos nas regatas oceânicas RORC Caribbean 600 e Fastnet Race.

Em entrevista ao portal Tip & Shaft, o australiano destacou a força da classe IMOCA, que fará parte das regatas na edição 2021-22.

“Os IMOCA oferecem uma chance de voltar a navegar mais. Já corri em 2007 a bordo de um modelo de 60 pés com o Brian Thompson. Foi a melhor velejada da minha vida”, disse o velejador australiano.

Will Oxley se referiu a edição da Transat Jacques Vabre, que naquela oportunidade também parou em Salvador (BA).

“Gostaria de sentir que ainda não terminei minha passagem em regatas em todo o mundo, gostaria de me envolver com pelo menos mais uma”.

O experiente navegador australiano, que percorreu quase 300.000 milhas de circunavegação na carreira, velejou mais recentemente a bordo do Team Alvimedica na edição 2014-15, ao lado de Charlie Enright e Mark Towill, do 11th Hour Racing Team.

Oxley foi fundamental na bem-sucedida campanha da Alvimedica, onde, como a equipe mais jovem da edição 2014-15, superou as expectativas de liderar a flotilha em torno do Cabo Horn – e vencer a etapa final em Gotemburgo.

“A regata ainda está em evolução.  Eu acho que os IMOCA são obviamente os melhores, mas o que realmente precisa é de mais equipes”.

”Será uma prova difícil e pode ser que com mais barcos funcione melhor.  Estou interessado [em me envolver na regata] tanto de fora quanto a bordo”.