Intercâmbio entre Santa Catarina e Paraná impulsiona triathlon

18/12/2019 14:39

Os alunos da Escolinha de Triathlon Formando Campeões, do Paraná, foram a São José (SC) para um intercâmbio com a garotada da Associação Desportiva de Santa Catarina.

Com o objetivo de fortalecer as equipes de base, foram três dias de palestras, oficinas e aulas práticas.

Além do mais, o evento contou com a participação da triatleta de nível internacional Djenyfer Arnold.

As duas escolinhas estiveram juntas pela primeira vez em julho, num training camp inédito em Curitiba.

Com o sucesso do evento, as equipes promoveram um novo período de imersão, desta vez na sede da ADTRISC.

Dessa maneira, o objetivo era trocar experiências e conhecimentos, ajudando a fortalecer as categorias de base do esporte, sobretudo no sul do País, onde o triathlon ganha fôlego.

 ”Programamos uma série de atividades visando não só o treinamento em triathlon, mas também o desenvolvimento pessoal dos atletas”, explica Elinai Santos, coordenadora da Escolinha da ADTRISC.

Um grupo de 22 alunos, das duas escolinhas, participaram do training camp, entre os dias 12 e 14.

Conforme a programação, eles tiveram treinos técnicos, palestras sobre fortalecimento muscular e primeiros socorros, treinos práticos de corrida e natação em águas abertas e até uma sessão de psicologia positiva.

Assim, aprenderam técnicas de respiração, meditação e ginástica natural.

”Trabalhamos com forças de caráter, virtudes e qualidades humanas. Tivemos atividades de gratidão e de otimismo, já pensando na próxima temporada”, destaca Elinai.

 O training camp terminou no sábado (14) pela manhã, com uma oficina prática de natação em águas abertas, com Djenyfer Arnold.

Ainda que seja destaque como atleta do Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, a ex-maratonista ingressou na carreira de triatleta na Escolinha da ADTRISC.

Então, em três anos, a catarinense acumulou o vice-campeonato da America Cup, o quarto lugar geral no Campeonato Sul-Americano em Montevidéu. Além disso, encerrou esta temporada com o título de campeão brasileira no triathlon sprint, aquathlon, duathlon e triathlon standard.

 

Responsável pelos alunos do Paraná no training camp em Santa Catarina, Jessica Rodrigues aprovou a integração entre as duas equipes.

Professora do núcleo Oswaldo Cruz da Escolinha de Triathlon, Jessica também viveu intensamente a troca de experiências com outros treinadores.

”Me surpreendi positivamente com nossos alunos, todos comprometidos em realizar as atividades propostas da melhor maneira possível”.

”Foram dias em que, além de aprendermos sobre o esporte, também aprendemos a lidar com as diferenças e particularidades de cada um. Isso porque todos passaram a maior parte do tempo juntos, algo que não acontece na rotina de treinos diária”, destaca Jessica.

Regata The Ocean Race define Shenzhen (China) como cidade-sede

A The Ocean Race confirmou que fará uma parada na Ásia, mais precisamente na chinesa Shenzhen, na edição 2021-22.

Será a quinta vez na história que o maior país do mundo participa da competição de vela oceânica recebendo os veleiros.

Localizada ao norte de Hong Kong, em uma área conhecida como Great Bay, Shenzhen está entre as cidades mais prósperas e de crescimento mais rápido da China nos últimos 30 anos.

Como sede de muitas das principais empresas e fabricantes multinacionais, é um centro importante para muitas partes interessadas na regata.

“Nos últimos anos, a China reconheceu o tremendo potencial da área de Great Bay, priorizando seu desenvolvimento, centrado em Shenzhen, nas novas políticas e usando sua geografia oceânica para obter o máximo proveito”, enfatizou Li Xi, secretário do Comitê Provincial de Guangdong.

A Ocean Race está visitando a China desde a edição de 2008-09. Agora, a regata vai parar em Shenzhen, também conhecida como o Vale do Silício da China, e lar de uma população que se aproxima de 20 milhões.

“Esta é a quinta edição consecutiva da regata com escala na China”, disse Johan Salén, diretor administrativo da The Ocean Race.

E por falar em China, o país é o atual campeão da Ocean Race. Em 2017-2018, o Dongfeng Race Team superou os adversários na última etapa e se sagrou vencedor.

“O barco chinês venceu a prova com o final mais próximo da história, e a parada na China foi importante para aumentar a base de fãs local, tanto para a equipe quanto para o evento. ”

A edição de 2021-22 da The Ocean Race contará com duas classes de barcos – a inovadora IMOCA 60, juntamente com os barcos VO65 de design único da vez passada.

“Abrir a regata para a flotilha IMOCA 60 e para o VO65 significa que podemos ter o melhor dos dois mundos”, explicou Salén. “Na última edição, os VO65s provaram ser rápidos e confiáveis ​​e promoveram provas icônicas”.

Mais sobre a parada chinesa

A navegação offshore não é novidade para as pessoas da Great Bay e do sudeste da China, que se orgulham de sua rica herança marítima.

Atualmente, um ambiente favorável e novas tecnologias oferecem grandes oportunidades para os entusiastas do esporte e jovens organizarem atividades e formarem equipes para participar de regatas futuras, revivendo a tradição regional da vela.

As últimas quatro edições da volta ao mundo apresentaram times com bandeiras chinesas, culminando com a vitória do Dongfeng Race Team em 2017-18.

Pelo menos uma entrada chinesa é esperada para a edição de 2021-22 da The Ocean Race.

A Ocean Race está programada para começar no porto de origem em Alicante, Espanha, no quarto trimestre de 2021, e terminar em Gênova, na Itália, em junho de 2022.

Shenzhen, China, ingressa na lista ao lado da Cidade do Cabo, na África do Sul; Auckland, Nova Zelândia; Itajaí, Brasil; Aarhus, Dinamarca e Haia, na Holanda, são cidades-sede confirmadas, juntamente com Cabo Verde, que será a primeira parada da África Ocidental na história da competição oceânica.