Te Aihe, o barco do Emirates Team New Zealand para a America’s Cup 2021

06/09/2019 17:33

 

Bem-vindo, Te Aihe

O golfinho bateu na água pela primeira vez e foi lançado pelo Emirates Team New Zealand para a America’s Cup 2021.

Como manda a regra, o detentor do título escolhe o local das regatas e o modelo do veleiro para os matchs finais.

Ah, eles já estão na final também.

O Emirates Team New Zealand batizou seu primeiro com destaque para Marcus Gerbich – membro da Fundação MND – e abençoado por Ngati Whatua.

O Diretor de Operações da Emirates Team Nova Zelândia Kevin Shoebridge, que supervisionou o desenvolvimento e o lançamento de muitos barcos ao longo dos anos, estava especialmente orgulhoso de testemunhar o surgimento do Kiwi AC75 pela primeira vez.

“Está é uma ocasião significativa para equipe, não apenas por ser outro barco novo, mas porque quando vencemos a America’s Cup, em 2017, tivemos que criar rapidamente um novo conceito de barco, que continuaria a impulsionar a competição”, disse Kevin.

Sobre o barco

A classe AC75 é um monocasco de 75 pés e alto desempenho.

A regra da classe é aberta o suficiente para garantir uma ampla margem de liberdade aos projetistas.

O mastro da Emirates Team New Zealand foi construído em Southern Spars, em Auckland, enquanto a mastreação foi da Future Fibers, em Valência.

Os braços de alumínio, construídos em Persico Marine, na Itália, são o resultado de um projeto liderado pelo Luna Rossa Challenge, com a colaboração de todas as equipes da America’s Cup e a consultoria de engenharia composta da Nova Zelândia Pure Design and Engineering.

 

Números

23: o comprimento em metros do novo barco
26.5: a altura em metros do mastro do deck
11:  tripulação a bordo
6.5: o peso em toneladas do barco
5: a viga máxima do barco e o calado máximo
65: número de pessoas trabalhando no projeto e construção do barco.
Mais de 100.000: número de horas de trabalho necessárias para projetar e construir o barco.
2021: a 36ª Copa América ocorrerá de 6 a 21 de março de 2021
1851: o ano em que a Copa da América nasceu
3: Vezes que a Nova Zelândia venceu a America’s Cup

Mundial de Snipe 2019: Brasileiros sempre entre os melhores na versão junior

O Mundial de Snipe 2019 ocorre em Ilhabela (SP), na Escola de Vela Lars Grael, no mês de outubro, e deve reunir mais de 80 competidores de 12 países.

O evento disputado de dois em dois anos abre espaço à nova geração da vela com a realização das regatas dedicadas aos atletas com até 22 anos. As provas do Mundial Júnior de Snipe serão de 2 a 5. A versão sênior, que é aberta à todas as idades, será de 8 a 12.

O Brasil tem ao todo oito títulos mundiais júnior desde 1973 quando a organização da classe começou a promover a competição sub-22. A dupla Tiago Brito e Antonio Rosa é a atual campeã mundial na categoria júnior no Snipe. Os velejadores conquistaram o título em 2017, em La Coruña, na Espanha.

”O título na Espanha estava nos nossos planos. Era o nosso último ano e queríamos ser campeões. Treinamos, chegamos mais cedo e investimos no melhor material para correr o Mundial Junior”, explicou Tiago Brito.

A dupla gaúcha Tiago Brito e Antonio Rosa está inscrita para as regatas de Ilhabela (SP), mas agora só na categoria sênior, pois atingiu o limite de idade.

”Para 2019 espero uma disputa muito forte, com previsão de ventos fortes, o que eleva o nível. O campeonato está em aberto e queremos fazer uma competição consistente. Tirando as classes olímpicas, é uma das categorias mais fortes do mundo ao lado da Star”.

Snipe abre espaços em outras classes

Depois das conquistas do Mundial Jr de Snipe em 1996 e 1997, o catarinense André ‘Bochecha’ Fonseca ganhou projeção internacional, representando o Brasil em Olimpíadas e regatas de Volta ao Mundo, hoje chamada de Ocean Race.

O velejador profissional é um defensor do Snipe, a classe que considera a melhor para a transição do Optimist (classe de introdução à vela) para outro monotipo. ”O Snipe é uma das melhores opções no Brasil. É uma classe numerosa, nível técnico alta e histórico de grandes velejadores”.

”A classe serviu muito na minha carreira porque já estava comandando um barco, e, ao mesmo tempo, aprendi muito” disse André ‘Bochecha’ Fonseca, que hoje é tático da equipe profissional de vela oceânica Pajero, atual campeã da Semana Internacional de Vela de Ilhabela.

”Quem sabe um dia eu volte a navegar de Snipe, com certeza voltarei. É um barco para navegar com a família, curtir o fim de semana e não requer muita condição financeira”.

Brasileiros campeões mundiais júnior

1978 – Mission Bay (Estados Unidos) – Torben Grael | Eduardo Mascarenhas
1996 – São Paulo (Brasil) – André Fonseca | Pablo Furlan
1997 – Mar Menor (Espanha) – Andre Fonseca | Roberto Paradeda
2005 – Rio de Janeiro (Brasil) – Victor Demaison | Mario Tinoco
2007 – San Remo (Itália) – Mario Tinoco | Matheus Gonçalves
2009 – San Diego (Estados Unidos) – Mario Tinoco | Matheus Gonçalves
2013 – Rio de Janeiro (Brasil ) – Lucas Mesquita | Douglas Gomm
2017 – La Coruña (Espanha) – Tiago Brito | Antonio Rosa

Uma curiosidade: O bicampeão olímpico Torben Grael é o único da lista no País que venceu as duas versões: o júnior e o sênior. O velejador subiu no lugar mais alto do pódio em 1978, no campeonato júnior Mission Bay (Estados Unidos), ao lado de Eduardo Mascarenhas.

”O Snipe é uma categoria muito forte no Brasil e desde cedo os atletas podem escolher entrar na classe. Tanto pela facilidade de ter um barco, quanto pela quantidade de competições vigentes”, explicou Bruno Prada, medalhista olímpico e organizador do evento.

As primeiras duplas devem chegar a Ilhabela (SP) duas semanas antes do evento para treinamento e reconhecimento da raia.

Sobre o barco

Classe: Snipe Class International Racing Association

Nº de tripulantes: 2

Designer: William Crosby

Material do casco: madeira ou fibra de vidro

Ano do primeiro projeto: 1931

Comprimento do casco: 4,7 m

Quantidade de vela: 2 (mestra e buja) Peso do barco: 173 kg