Último teste antes do Mundial de Snipe 2019

30/09/2019 19:19

Campeonato Sul-Brasileiro de Snipe 2019 contou com mais de 50 duplas e teve Alexandre Paradeda | Gabriel Kieling como campeões

A Escola de Vela Lars Grael, em Ilhabela (SP), sediou o Campeonato Sul-Brasileiro de Snipe 2019, evento-teste para o Mundial da categoria, que ocorre de 2 a 12 de outubro. A competição contou com 56 duplas e teve Alexandre Paradeda e Gabriel Kieling como campeões, com apenas 8 pontos perdidos.

As provas no percurso olímpico foram disputadas neste fim de semana com o total de cinco regatas. As temperaturas foram baixas com vento leste de 14 a 17 nós. O time formado por Mario Sergio de Jesus e Gabriel Borges ficou com o segundo lugar (20 p.p.) e Henrique Haddad e Gustavo Nascimento em terceiro (22 p.p.).

As principais duplas que estão inscritas no Mundial de Snipe correram o Sul-Brasileiro como forma de preparação para o principal evento da categoria do ano. As regatas internacionais valem os títulos mundiais júnior e sênior.

”Esse foi um campeonato importante de preparação, onde definimos as velas e as regulagens. Treinamos situações de regata também”, disse Alexandre Paradeda, que foi campeão mundial da categoria em 2001.

”Agora é seguir concentrado nessa reta final, cuidando da saúde pra chegar inteiro no mundial daqui a uma semana”.

As regatas do Mundial de Snipe na versão sênior começam em 8 de outubro. Nesta quarta-feira (2), os barcos do júnior iniciam a disputa pelo título.

Brasil tem tradição no Snipe

O País sediou outras quatro vezes o Mundial de Snipe. A primeira vez foi em 1959, em Porto Alegre (RS), com o título ficando para o dinamarquês Paul Elvstrøma, lenda da vela internacional com quatro ouros olímpicos.

Em 1971, no Rio de Janeiro (RJ), o primeiro lugar ficou com os norte-americanos Earl Elms e Craig Martin. Em 1993, a capital gaúcha Porto Alegre sediou novamente o Mundial de Snipe e o ouro ficou para os argentinos Santiago Lange (campeão olímpico na Rio 2016) e Mariano Parada.

Em 2013, os brasileiros Bruno Bethlem e Dante Bianchi ficaram com o título na edição do Rio de Janeiro (RJ). foi a única vez que uma dupla nacional ganhou a competição em casa.

No entanto, o Brasil tem ao todo 13 duplas campeãs mundiais de Snipe. A última conquista foi em 2015, na edição de Talamone, na Itália. A dupla Mateus Tavares e Gustavo Carvalho subiu no lugar mais alto do pódio.

Vale destacar que o primeiro título mundial da vela nacional foi na Snipe. Em 1961, em Rye, nos Estados Unidos, os irmãos Axel e Eric Schmidt foram campeões.

Sobre o barco

Classe: Snipe Class International Racing Association

Nº de tripulantes: 2

Designer: William Crosby

Material do casco: madeira ou fibra de vidro

Ano do primeiro projeto: 1931

Comprimento do casco: 4,7 m

Quantidade de vela: 2 (mestra e buja) Peso do barco: 173 kg

Troféus especiais no Mundial de Snipe. Bibi Juetz ganha homenagem

26/09/2019 23:30

Competição em Ilhabela (SP) premiará, além dos campeões, o melhor proeiro, dupla mista e vencedores da última regata.

O Mundial de Snipe 2019 será realizado em Ilhabela (SP), de 1º a 12 de outubro, e reunirá mais de 80 duplas de 12 países.

A principal competição da categoria será disputada na Escola de Vela Lars Grael e terá as versões sênior e junior em dias separados.

Os campeões gerais após as regatas finais de 12 de outubro serão premiados com o Isaack’s Trophy, honraria que homenageia o primeiro comodoro da classe Snipe.

A taça terá o nome dos vencedores gravados em sua base, assim como o ano e local das provas.

O título do último mundial, ocorrido em La Coruña, na Espanha, em 2017, são os porto-riquenhos Raul Rios e Mac Agnese.

Para o melhor proeiro da competição, a Snipe Class International Racing Association estabeleceu o O’Leary Trophy, que está nas mãos de Mac Agnese.

A dupla que vencer última regata disputada no Campeonato Mundial de Snipe ganhará o Eael Elms Perpetual Trophy e, a taça Bibi Juetz, será entregue para a tripulação mista melhor colocada no mundial.

Por fim, os campeões mundiais junior vão levar pra casa o Troféu Vieri Lasinio Di Castelvero nas provas de 2 a 5 de outubro. A dupla brasileira Tiago Brito e Antonio Rosa é a atual detentora do mundial na categoria júnior no Snipe.

”O Campeonato Mundial de Snipe é uma competição forte tecnicamente no Brasil e no mundo. Só nesta edição teremos seis campeões mundiais brasileiros na disputa, que representam oito títulos”, disse Paola Prada, secretária-nacional da classe Snipe.

A novidade para 2019 é a entrega do prêmio Bibi Juetz à melhor dupla mista da competição.

É uma homenagem da flotilha 159, baseada no Iate Clube do Rio de Janeiro, aos velejadores e à atleta brasileira, que há mais de 60 anos participa de eventos na Snipe e é uma das pioneiras da vela feminina nacional.

”A distribuição de todos esses prêmios é muito legal, pois a gente consegue manter a tradição e a memória da classe”, contou Ricardo Lobato ‘Blu’, consultor da SCIRA.

”A Bibi é uma pessoa muito querida na classe e sempre velejou em dupla mista. Como ela é pequenininha, nunca quis velejar com outra mulher. Ela ganhou o Mundial Master no geral em 1998 na Argentina em cima de tripulações masculinas mais jovens”.

A classe Snipe é organizada por países e flotilhas, perdendo em números de barcos ativos somente para a classe Optimist, de introdução à vela.

São mais de 250 monotipos ativos e 80 barcos correram o último brasileiro.

Brasil tem tradição no Snipe

O País sediou outras quatro vezes o Mundial de Snipe. A primeira vez foi em 1959, em Porto Alegre (RS), com o título ficando para o dinamarquês Paul Elvstrøma, lenda da vela internacional com quatro ouros olímpicos.

Em 1971, no Rio de Janeiro (RJ), o primeiro lugar ficou com os norte-americanos Earl Elms e Craig Martin. Em 1993, a capital gaúcha Porto Alegre sediou novamente o Mundial de Snipe e o ouro ficou para os argentinos Santiago Lange (campeão olímpico na Rio 2016) e Mariano Parada.

Em 2013, os brasileiros Bruno Bethlem e Dante Bianchi ficaram com o título na edição do Rio de Janeiro (RJ). foi a única vez que uma dupla nacional ganhou a competição em casa.

No entanto, o Brasil tem ao todo 13 duplas campeãs mundiais de Snipe. A última conquista foi em 2015, na edição de Talamone, na Itália. A dupla Mateus Tavares e Gustavo Carvalho subiu no lugar mais alto do pódio.

Vale destacar que o primeiro título mundial da vela nacional foi na Snipe. Em 1961, em Rye, nos Estados Unidos, os irmãos Axel e Eric Schmidt foram campeões.

Veja a lista de campeões

 

Sobre o barco

Classe: Snipe Class International Racing Association

Nº de tripulantes: 2

Designer: William Crosby

Material do casco: madeira ou fibra de vidro

Ano do primeiro projeto: 1931

Comprimento do casco: 4,7 m

Quantidade de vela: 2 (mestra e buja) Peso do barco: 173 kg

 

 

Revelação da vela no Mundial de Snipe

25/09/2019 09:09

Entre as 80 duplas confirmadas no Mundial de Snipe 2019, de 1º a 12 de outubro, em Ilhabela (SP), está a tripulação brasileira formada por Ellion Santana de Jesus e Ricardo Barbosa, o Ricão.

O jovem de 15 anos iniciou na vela em um projeto social chamado “Navega São Paulo”, que tinha vinculo com sua escola municipal em Praia Grande, litoral sul do estado.

Ellion começou no projeto aos 10 anos, junto do irmão, Edras. Cinco anos depois, ele vive a expectativa de disputar o Campeonato Mundial da classe, o primeiro de sua carreia.

“Minha expectativa para o Mundial é conseguir ir bem no campeonato, com uma boa colocação. Vou usar essa experiência como mais um aprendizado, quero também aproveitar cada momento que eu estarei ali junto com os outros atletas, pois é o meu primeiro campeonato Mundial”, comentou o jovem velejador.

A competição internacional mais importante da classe será disputada na Escola de Vela Lars Grael entre representantes de 12 países: Argentina, Bélgica, Brasil, Cuba, Espanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Noruega, Peru, Portugal e Uruguai.

Ellion foi campeão brasileiro da classe Dingue, ao lado do seu irmão e vê no Mundial de Snipe uma alternativa para crescer no esporte que escolheu para a vida.

“Vou competir com atletas de nível bem elevado, os melhores do mundo, e esta experiência com certeza vou levar para o resto da minha vida, e estou confiante para o campeonato, e tenho fé que vai dar certo. Treinei muito para isso”, finalizou.

Realizado de dois em dois anos, o Mundial de Snipe será dividido entre as versões júnior (até 22 anos), de 2 a 5, e na sequência o sênior, aberto a todas as idades.

Brasil tem tradição no Snipe

O primeiro título mundial da vela nacional foi na Snipe no ano de 1961, em Rye, nos Estados Unidos, com os irmãos Axel e Eric Schmidt campeões.

O País, que sediou outras quatro vezes o Mundial de Snipe,tem ao todo 13 duplas campeãs mundiais da classe. A última conquista foi em 2015, na edição de Talamone, na Itália. A dupla Mateus Tavares e Gustavo Carvalho subiu no lugar mais alto do pódio.

O gaúcho Alexandre Paradeda sonha em ganhar o bicampeonato mundial da categoria. O atual treinador da Escola de Vela Lars Grael segue treinando em alto nível ao lado do proeiro Gabriel Kieling.

”No Brasil, a classe é muito forte pela grande tradição, ter fabricante nacional e por fazer também as velas dentro de casa”.contou Alexandre Paradeda.

Outros nomes de peso são do casal Juliana Duque e Rafael Martins, medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019.

Ilhabela foi definida como sede da competição pela Snipe Class International Racing Association após concorrência. O Mundial de Snipe é realizado de dois em dois anos.

Final da The Ocean Race 2021-22 será na italiana Gênova

23/09/2019 10:35

Cidade italiana receberá pela primeira vez uma parada da volta ao mundo. Gênova promoveu na semana passada a estreia dos debates em prol da sustentabilidade chamados de The Ocean Race Summit.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (23), no Salone Nautico Genoa, o boat show mais visitado do Mediterrâneo.

A cidade histórica, que impulsionou as expedições de Cristóvão Colombo, é considerada um dos centros marítimos mais importantes da Europa e continua sendo a capital da vela italiana.

Será a primeira vez que Gênova recebe os barcos da volta ao mundo. Os italianos se juntam a Alicante, na Espanha, Mindelo, Cabo Verde, Aarhus, Dinamarca, e Haia, na Holanda, como stopovers anunciadas da edição 2021-22.

“Trazer a final da The Ocean Race para Genova e para a Itália é significativo, pois marca uma oportunidade para se envolver com mais fãs de regata no sul da Europa que têm uma verdadeira paixão pelo esporte de alto nível”, disse Richard Brisius, presidente da The Ocean Race. .

“Na cidade de Gênova, encontramos um parceiro que tem a mesma ambição de criar um futuro sustentável que o nosso e que compartilha muitos de nossos valores”.

Na sexta-feira (20), Gênova, considerada Patrimônio Mundial da UNESCO, recebeu a primeiro de uma série de debates chamados de The Ocean Race Summit.

O encontro em prol do meio ambiente reúne importantes tomadores de decisão e influenciadores do mundo do esporte, sustentabilidade, política, negócios, e ciência para tomar medidas para restaurar a saúde dos oceanos.

“A cidade de Gênova está orgulhosa, feliz e pronta para a The Ocean Race. A realização de um evento tão importante mostra a grande visibilidade e reconhecimento que a cidade está conquistando em escala global ”, afirmou o prefeito Marco Bucci.

“Estaremos prontos para receber centenas de milhares de visitantes que se reunirão em Gênova para este evento”.

A Itália há muito tempo mantém uma estreita relação com a The Ocean Race, que começou como a Whitbread Race Around the World em 1973, com três equipes italianas na linha de partida.

Ao longo dos anos, 11 times italianos e mais de 130 velejadores do país da bota competiram no evento conhecido como Whitbread, de 2001 a 2018, e Volvo Ocean Race.

No último evento, o italiano Alberto Bolzan navegou em sua segunda edição consecutiva da prova. E a campeã mundial de 49er FX Francesca Clapcich correu a bordo do Turn the Tide on Plastic.

“Esta é uma notícia tão positiva para velejar na Itália”, disse a atleta.
“A Ocean Race também é uma plataforma muito eficaz para esclarecer a saúde dos oceanos, como fizemos com nossa campanha na última prova, e acho que é uma grande oportunidade para Gênova e todo o meu país”.

Genôva promove primeiro The Ocean Race Summits

21/09/2019 22:39

Soluções impactantes para lidar com a crise que afeta a saúde de nossos oceanos foram apresentadas na The Ocean Race Summit, em Gênova, na Itália.

Organizado pela The Ocean Race, o encontro reuniu  políticos, acadêmicos, velejadores profissionais e líderes empresariais na cidade da Itália.

Várias empresas, na vanguarda da inovação, como os líderes da economia circular Aquafil, Interface e Ambercycle, exploraram alternativas para evitar a poluição.

O explorador Alex Bellini, recentemente retornado do Great Pacific Garbage Patch, e Stefania Campogianni do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), mostraram como o problema do plástico é generalizado no Mar Mediterrâneo e o efeito que ele tem sobre as espécies marinhas.

O prefeito de Gênova, Marco Bucci, detalhou como a cidade está se movendo em direção a um futuro mais sustentável, com o início de uma semana de ação climática em vilas e cidades de todo o mundo.

Anne-Cécile Turner, diretora de sustentabilidade da The Ocean Race, revelou que a regata de volta ao mundo havia se inscrito no Quadro de Ação de Esportes pelo Clima da ONU, assumindo compromissos de inspirar outras pessoas a tomarem medidas efetivas também.

“Queremos dar o exemplo e, ao assinar o Quadro Climático da ONU, comprometemo-nos a inspirar outros eventos esportivos e chegar além do setor com uma mensagem de que, se queremos proteger nosso oceano e o planeta, todos precisamos fazer nossas operações como mais sustentável possível ”, disse Turner.

Em um vídeo, Karmenu Vella, Comissário Europeu para o Meio Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas, pediu uma “ação impactante” para impedir que os detritos marinhos cheguem ao mar.

“Eventos como os Ocean Race Summit são tão importantes porque inspiram, ajudam a aumentar a conscientização”.

O velejador da Ocean Race, Mark Towill, com a 11th Hour Racing Team, e a atleta olímpica Francesca Clapcich dividiram o palco para falar sobre suas experiências em encontrar detritos plásticos em algumas das águas mais remotas do planeta durante a última edição da volta ao mundo.

Para complementar os Ocean Race Summit, um conceito de Workshop de Inovação foi introduzido como parte do programa de eventos.

Esses seminários desafiam os líderes e especialistas do setor a encontrar novas maneiras de trabalhar em uma série de questões que vinculam sua cadeia de valor à poluição do oceano.

Os tópicos examinados em Gênova foram ‘Moda têxtil sustentável’, abordando a questão específica das microfibras no oceano e ‘Construção sustentável de barcos’.

Transat Jacques Vabre ganha novo title sponsor

18/09/2019 18:29

A organização da 14ª edição da Rota do Café anunciou, nesta terça-feira (17), no teatro da Torre Eiffel, em Paris, na França, o novo title sponsor da regata, que passa a se chamar Transat Jacques Vabre Normandia Le Havre.

A regata parou em Itajaí (SC) nos anos de 2013 e 2015.

O evento, um dos principais da vela oceânica mundial, tem largada marcada para 27 de outubro, de Le Havre, com destino a Salvador, na Bahia. A regata terá 60 duplas confirmadas, recorde histórico de participantes.

A Região da Normandia, parceira da prova desde 2017, une forças ao lado dos dois parceiros fundadores da regata, que são Le Havre e Jacques Vabre, para desenvolver este evento com fortes raízes normandas.

O grupo mantém as fortes raízes da Normandia, região da França onde está localizada a cidade de Le Havre!

Com uma participação financeira quase quatro vezes maior que em 2017, a região se torna um dos principais parceiros do evento.

“A região da Normandia está particularmente satisfeita em fortalecer seu apoio a essa corrida, que contribui para o desenvolvimento econômico, turístico e esportivo de nossa região”, disse Hervé Morin, presidente da região da Normandia.

60 duplas, 120 skippers

A edição de 2019 da Transat Jacques Vabre Normandia Le Havre já é histórica! Será a primeira vez desde a criação da chamada Rota do Café, em 1993, que tantos velejadores se aventuram pelo Oceano Atlântico.

Serão 60 barcos com velejadores de 10 nacionalidades diferentes, ou seja, 120 skippers. Os atletas estarão distribuídos em três classes de barcos : 27 duplas na Class40, três na Multi50 e 30 na IMOCA.

O start list da Transat Jacques Vabre Normandia Le Havre se mostra bem eclético, misturando campeões, velejadores experientes, nova geração e amadores.

Navegadores suíços, alemães, belgas, britânicos, norte-americanos, irlandeses, finlandeses, italianos, turcos e até japoneses se somam à maioria francesa na prova.

Serão 12 barcos lançados recentemente em ação rumo ao Brasil (6 Class40 e 6 IMOCA).

A Transat Jacques Vabre Normandia Le Havre continua sendo a maior regata transatlântica do mundo com 4.350 milhas de percurso.

É uma prova difícil com repleta de armadilhas meteorológicas. É uma referência no calendário de regatas de oceano.

Le Havre, uma cidade em festa

Na abertura da vila da regata, sexta-feira, 18 de outubro, às 14h, o público verá pela primeira vez e perto os 60 barcos na bacia Paul Vatine.

A Transat Jacques Vabre Normandia Le Havre se volta este ano ao desenvolvimento sustentável, com ações como a exposição Ocean as Common, um mural colaborativo que será oferecido à ONU para aumentar a conscientização sobre a proteção dos oceanos e o #NoPlasticChallenge, um desafio para reduzir nosso consumo de plástico.

O evento terá também entretenimento com shows durante os 10 dias da vila. O ponto alto da festa fica para a véspera da largada, no sábado, dia 26 de outubro, às 20h, com um show de fogos de artifício.

 

Cabo Verde na regatona Ocean Race

Cabo Verde se tornará o segundo país africano que receber uma parada da The Ocean Race, regata de volta ao mundo com mais de 40 anos de história.

A prova já foi para África do Sul seguidas vezes e agora confirma estreia em Cabo Verde, uma ilha com sotaque português no meio do Atlântico.

A parada de 2021-22 será no porto de Mindelo, na ilha de São Vicente. Cabo Verde consiste em 10 ilhas vulcânicas e com aproximadamente 570 quilômetros de extensão.

“É emocionante poder introduzir uma nova parada do evento e envolver os fãs em uma parte diferente do mundo em comparação com as edições anteriores”, disse Johan Salén, diretor administrativo da The Ocean Race.

“Com a sua localização, Cabo Verde tem uma forte tradição marítima e também mostra grande interesse e progresso em iniciativas de sustentabilidade, o que a torna uma opção natural para a The Ocean Race.”

A flotilha da Ocean Race será formada por barcos VO65 e IMOCA 60 e terá base em Porto Grande, em Mindelo, enquanto estiver em Cabo Verde.

“Cabo Verde está muito feliz por ter sido escolhido para sediar uma parada na edição de 2021-22 da The Ocean Race”, disse o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva. “Estamos ansiosos para receber as equipes e seus muitos fãs nas nossas ilhas”.

“Esta é uma excelente oportunidade para mostrar o melhor do que Cabo Verde tem a oferecer e é um grande salto para a nossa economia marítima”, acrescentou Jorge Pimenta Maurício, presidente da ENAPOR. “Estamos empolgados em abrir nossos portos – e nossos corações – para o mundo.”

O processo de escolha das cidades-sede para a edição de 2021-22 da The Ocean Race está sendo concluído e mais locais serão anunciados nas próximas semanas.

Cabo Verde se une a Haia, Holanda e Aarhus, Dinamarca, além do porto de origem da regata, que é Alicante, como destinos confirmados na próxima edição.

Mundial de Snipe 2019: Duplas entram na reta final de preparação

12/09/2019 21:17

As mais de 80 duplas confirmadas para o Mundial de Snipe 2019, de 1º a 12 de outubro, em Ilhabela (SP) já estão em fase final de preparação.

A competição internacional mais importante da classe será disputada na Escola de Vela Lars Grael entre representantes de 12 países: Argentina, Bélgica, Brasil, Cuba, Espanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Noruega, Peru, Portugal e Uruguai.

Realizado de dois em dois anos, o Mundial de Snipe será dividido entre as versões júnior (até 22 anos), de 2 a 5, e na sequência o sênior, aberto a todas as idades.

A tendência é que os atletas comecem a chegar no arquipélago de Ilhabela semanas antes das primeiras regatas para preparação.

A mesma Escola de Vela Lars Grael recebe, de 27 a 29 de setembro, o Campeonato Sul Brasileiro de Snipe, que deverá reunir mais de 100 duplas.

Segundo as primeiras previsões meteorológicas, o evento deve ser disputado com ventos de média para forte intensidade.

”Os velejadores deste nível sempre chegam antes aos locais de prova para treinar! Com a realização do Campeonato Sul Brasileiro de Snipe, mais duplas devem desembarcar em Ilhabela”.

”Esse evento não exige classificação como o Mundial e, por isso, as raias devem lotar. Um bom teste para a nossa organização”, explicou Bruno Prada, medalhista olímpico e organizador do Mundial de Snipe 2019.

Querendo o bicampeonato

Hoje correndo em casa, o gaúcho Alexandre Paradeda sonha em ganhar o bicampeonato mundial da categoria.

O atual treinador da Escola de Vela Lars Grael também segue treinando em alto nível ao lado do proeiro Gabriel Kieling visando ampliar sua sala de troféus.

”Será um grande campeonato, do mais alto nível, onde estamos nos preparando ao máximo possível para fazer um bom campeonato”, contou Alexandre Paradeda.

”No Brasil, a classe é muito forte pela grande tradição, ter fabricante nacional e por fazer também as velas dentro de casa”.

So na Snipe, além do Mundial de Punta del Este 2001, Alexandre Paradeda soma duas medalhas dos Jogos Pan-Americanas, ouro na Rio 2007 e prata em Mar del Plata 1995, dois ouros dos jogos Sul-Americanos e 13 títulos nacionais.

Na última edição do Mundial de Snipe, em La Coruña, na Espanha, em 2017, a dupla Alexandre Paradeda e Lucas Chilatz quase ficou com a prata, mas acabou sendo desclassificada por um protesto, tirando também o Brasil do pódio final.

A dupla porto-riquenha Raul Rios e Mac Agnese foi a campeã. Dois barcos espanhóis completaram o pódio com Gustavo del Castillo Palo/Rafael del Castillo Palo, em segundo, e Rayco Tabares Alvarez/Gonzalo Morales Quintana, em terceiro.

O evento para a categoria sênior será de 8 e 12 de outubro.

Outros nomes de peso são do casal Juliana Duque e Rafael Martins, medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019.

”Depois do Pan-Americano demos uma descansada e voltamos a treinar! Vamos chegar bem cedo em Ilhabela para treinar na raia da competição e estar preparado pro mundial”, comentou o baiano Rafael Martins. 

A parceira Juliana Duque está confiante em repetir os bons resultados recentes no Mundial de Ilhabela.

”A raia de Ilhabela tem por característica ser de velocidade”.

”Espero que possamos correr bastante regatas e que o vento seja bom. Acredito que vai ser um campeonato muito difícil onde as largadas vão ter muita influência nos resultados”.

Ilhabela foi definida como sede da competição pela Snipe Class International Racing Association após concorrência. O Mundial de Snipe é realizado de dois em dois anos.

Brasil tem tradição no Snipe

O País sediou outras quatro vezes o Mundial de Snipe. A primeira vez foi em 1959, em Porto Alegre (RS), com o título ficando para o dinamarquês Paul Elvstrøma, lenda da vela internacional com quatro ouros olímpicos.

Em 1971, no Rio de Janeiro (RJ), o primeiro lugar ficou com os norte-americanos Earl Elms e Craig Martin. Em 1993, a capital gaúcha Porto Alegre sediou novamente o Mundial de Snipe e o ouro ficou para os argentinos Santiago Lange (campeão olímpico na Rio 2016) e Mariano Parada.

Em 2013, os brasileiros Bruno Bethlem e Dante Bianchi ficaram com o título na edição do Rio de Janeiro (RJ). foi a única vez que uma dupla nacional ganhou a competição em casa.

No entanto, o Brasil tem ao todo 13 duplas campeãs mundiais de Snipe. A última conquista foi em 2015, na edição de Talamone, na Itália.

A dupla Mateus Tavares e Gustavo Carvalho subiu no lugar mais alto do pódio.

Vale destacar que o primeiro título mundial da vela nacional foi na Snipe. Em 1961, em Rye, nos Estados Unidos, os irmãos Axel e Eric Schmidt foram campeões.

Veja a lista de campeões

Sobre o barco

Classe: Snipe Class International Racing Association

Nº de tripulantes: 2

Designer: William Crosby

Material do casco: madeira ou fibra de vidro

Ano do primeiro projeto: 1931

Comprimento do casco: 4,7 m

Quantidade de vela: 2 (mestra e buja) Peso do barco: 173 kg

 

 

Holandesa Haia é anunciada como stopover da Ocean Race 2021-22

11/09/2019 12:54

A cidade holandesa de Haia foi anunciada, nesta quarta-feira (11), como ponto de parada da The Ocean Race, regata de volta ao mundo, que começa em 2021.

Será a terceira vez consecutiva que Haia recebe os barcos do evento, considerado um dos maiores da vela oceânica mundial. Na edição 2014-15, os holandeses fizeram um pit-stop.

Já na temporada passada, ou seja 2017-18, Haia abrigou a última etapa, coroando a emocionante vitória do Dongfeng Race Team.

“É fantástico saber que a The Ocean Race voltará a Haia”, disse a holandesa Carolijn Brouwer, integrante do Dongfeng Race Team.

“Foi uma experiência maravilhosa poder compartilhar nossa vitória na última prova com tantos amigos, familiares e fãs”.

A Holanda tem uma forte presença no evento desde os primeiros anos quando a regata era chamada de Whitbread Round the World.

O herói local Connie Van Rietschoten conquistou vitórias consecutivas nas edições 1977-78 e 1981-82 do evento.

Até hoje, o ‘holandês voador’ é o único na função de skipper a conquistar dois triunfos na competição de vela oceânica.

Atualmente, Bouwe Bekking tem se destacado, competindo em oito edições.

Comandante do Team Brunel nas duas últimas provas, o velejador quer ser campeão na próxima!

“Parabéns a Haia e a todos os envolvidos”, disse Bouwe Bekking.

“Acho que a parada na última vez foi a melhor de todas e, como esportista, esse tipo de entusiasmo é uma das razões pelas quais você pratica a vela”.

Parada de sucesso

No final de 2017-18 em Haia, mais de 335.000 pessoas visitaram a Race Village, bem como 35.000 convidados corporativos e 400 profissionais de mídia locais e internacionais.

“A Haia tem sido uma experiência muito positiva para todos nós como velejadores nas duas últimas edições”, disse o veterano Chris Nicholson.

O australiano está na empresa holandesa W Ocean Racing, que está construindo uma campanha para a próxima edição.

O vice-prefeito e vereador de Assuntos Econômicos e Esporte de Haia, Richard de Mos, está animado com o fato de Haia ser novamente a anfitriã da The Ocean Race.

”Vamos deixar o mundo inteiro saber que Haia é o lugar para velejar. Todos em nossa cidade poderão desfrutar deste evento global: nossos cidadãos, empreendedores e, é claro, centenas de milhares de visitantes”.

”Este é um verdadeiro impulso para a nossa economia local também”.

Escolha acertada

Haia se une à sede da Ocean Race em Alicante, na Espanha, e à dinamarquesa Aarhus como destinos confirmados na próxima edição.

”Haia se mostrou uma das paradas mais populares da regata nas últimas duas edições, com tremendo apoio durante o pitstop de 2015 e novamente como o porto de chegada em 2018”, concordou Johan Salén, diretor administrativo da Ocean Race.

O processo de seleção das cidades-sede para a edição de 2021-22 da The Ocean Race está em fase de conclusão e mais locais serão anunciados nas próximas semanas, seguidos pelo percurso completo!

Semana Internacional de Vela de Ilhabela 2020 tem data confirmada

09/09/2019 14:14

O comitê organizador da Semana Internacional de Vela de Ilhabela confirmou a data oficial das regatas de 2020 em Ilhabela (SP).

A 47ª edição do principal evento da modalidade na América do Sul será realizada de 4 a 11 de julho.

A competição será antecipada em uma semana em relação ao ano de 2019 em função dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, que serão disputados de 24 de julho e 9 de agosto.

O evento de 2019 contou com 120 barcos espalhados por nove classes. O campeão da ORC deste ano foi o Pajero, comandado por Eduardo Souza Ramos, que levou seu 11º título da Semana de Vela.

A conquista veio após uma disputa acirrada com o Crioula, que tem o atleta olímpico Samuel Albrecht, representante brasileiro na classe NACRA, como tático.

”A edição 2019 foi de alto nível técnico e com uma organização de excelência. Dentro e fora d’água conseguimos entregar a melhor experiência aos velejadores e participantes, tanto no Yacht Club de Ilhabela e no Race Village”.

”O apoio da Prefeitura de Ilhabela e dos patrocinadores também foi fundamental para a realização da Semana Internacional de Vela de Ilhabela’‘, disse Mauro Dottori, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela.

Os representantes da Semana Internacional de Vela de Ilhabela já trabalham no planejamento das ações da próxima edição, que terá sua abertura esportiva oficial com o Desfile dos Barcos e a regata de longo percurso Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil.