Carolijn Brouwer recebe o prêmio Magnus Olsson

30/08/2019 18:42

A holandesa Carolijn Brouwer foi condecorada nesta quinta-feira (29) na Suécia com o prêmio Magnus Olsson, honraria concedida a atletas que fizeram história na vela.

A velejadora, que morou no Brasil por mais de uma década, foi campeã da Ocean Race 2017-18 com o Dongfeng Race Team, sendo a primeira mulher a vencer o evento de volta ao mundo.

O prêmio é dado pela Fundação Magnus Olsson, que preserva a memória do velejador sueco, morto em 2013.

“É uma honra ser condecorada com o prêmio e colocar meu nome ao lado de outras lendas vencedoras da The Ocean Race”, disse Carolijn Brouwer.

A holandesa é a primeira mulher a ganhar a honraria. Os outros foram o brasileiro Torben Grael, o inglês Ben Ainslie e o argentino Santiago Lange.

A atleta condecorada disputou três olimpíadas e fez três campanhas de Volvo Ocean Race.

Antes de vencer, a velejadora holandesa esteve na edição 2001-02 e na de 2014-15.

Nas três vezes que esteve no Brasil, Carolijn Brouwer fez questão de destacar ser meia brasileira meia holandesa. Sempre em bom português!

A campeã da The Ocean Race aprendeu a velejar em Niterói (SC) com a família Grael.

Carolijn Brouwer hoje treina para a Américas Cup 2021 com a equipe da Holanda. Ela será a timoneira.

Já a Volta ao Mundo de 2021-22 começará em outubro, em Alicante na Espanha.

Ainda não foi definida a parada brasileira do evento.

Aarhus, na Dinamarca, terá parada na Ocean Race 2021-22

A cidade de Aarhus- um dos principais locais de vela da Europa – se tornará a primeira cidade anfitriã dinamarquesa em 2022

O sucesso de público no pit-stop da última edição acelerou o processo e fez a organização do evento confirmar a Dinamarca como stopover.

Richard Brisius e Johan Salén, co-proprietários da The Ocean Race, vêem oportunidades de longo prazo para todas as partes interessadas com a seleção de Aarhus como cidade anfitriã.

“A Ocean Race há muito tempo tem laços significativos com a Dinamarca, com velejadores, parceiros e patrocinadores de regata e equipe e, claro, a bem sucedida parada na última regata”, disse Richard Brisius.

Aarhus se une ao porto de partida de Alicante, na Espanha, como cidades-sede confirmadas da The Ocean Race 2021-22, com mais anúncios esperados nas próximas semanas.

Mais sobre a etapa de Aahrus

“Agora temos a oportunidade de fortalecer esses vínculos ainda mais no futuro. A paixão do povo de Aarhus, combinada com a experiência da cidade de organizar eventos internacionais, criará a atmosfera perfeita para os melhores velejadores do mundo”.

“Aarhus é uma cidade moderna e inovadora, com fortes laços históricos com o oceano e com a vela – como vimos quando essa mesma instalação sediou o Campeonato Mundial de Vela no ano passado. Através do talento de grandes jovens atletas como Nicolai Sehested e Jena Mai Hansen, que competiram na última edição da regata, além de veteranos como Jens Dolmer e Stig Westergaard, a Dinamarca tem desempenhado um papel importante na regata”.

Mais declarações

O responsável por esportes, cultura e serviços aos cidadãos da cidade, Rabih Azad-Ahmad, disse:

“É absolutamente incrível que a Ocean Race esteja chegando a Aarhus. É um evento que é seguido em todo o mundo e é uma ótima oportunidade para mostrar nossa bela cidade e baía. Estou certo de que a Ocean Race em Aarhus preparará o cenário para uma enorme festa marítima com experiências emocionantes para os cidadãos e convidados da cidade. Usaremos a oportunidade para focar na sustentabilidade e aumentar a conscientização sobre esse importante assunto. ”

Lars Lundov, CEO da Sport Event Denmark, organização nacional de eventos esportivos que faz parceria com grandes eventos em toda a Dinamarca, acrescentou: “Aarhus se destacou como a principal cidade anfitriã da Dinamarca para grandes eventos internacionais de vela. No verão passado, o muito bem sucedido Campeonato Mundial de Vela para todas as classes olímpicas foi realizado aqui, e agora estamos ansiosos pela The Ocean Race em 2021-22, onde continuaremos focados na sustentabilidade. ”

Para a The Ocean Race, a sustentabilidade tem sido um valor central e se tornou um foco ainda maior para o evento no futuro. Em 2017-18, a Race ajudou a desencadear um movimento global contra o desperdício de plástico, e uma iniciativa abrangente de sustentabilidade visa educar e inspirar milhões em todo o mundo a fazer mudanças positivas.

“Na última edição da regata, nosso inovador e premiado Programa de Sustentabilidade estabeleceu novos padrões de como um evento esportivo pode envolver seus fãs e partes interessadas no ataque ao problema da poluição plástica e na restauração da saúde do oceano”, disse Johan Salén, da The Ocean Race.

“Acredito que, trabalhando em parceria com nossas cidades anfitriãs como Aarhus, bem como com todas as nossas partes interessadas, seremos capazes de elevar ainda mais a faísca para garantir que nosso esporte mantenha um papel de liderança nessa área crítica.”

VelaShow será em Niterói (RJ) após estreia em Itajaí (SC)

28/08/2019 17:43

O VelaShow 2020 será realizado de 3 a 5 de abril de 2020, na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro.

Será a segunda edição do evento, considerado a primeira plataforma de comunicação e negócios exclusivamente voltada para a modalidade no Brasil.

A feira teve sua estreia em 2019 no Centreventos de Itajaí (SC), no mês de abril.

O evento conta com regatas, workshops, palestras e expositores do setor.

Foto: marlon Delai

Em 2020, a organização do Velashow espera receber mais de 50 representantes de marcas.

Todas relacionadas ao mundo náutico, como estaleiros, veleria, empresas de charter, embarcações expostas e outros.

A Regata Velashow também está confirmada na edição 2020.

As informações sobre as classes convidadas e os detalhes do percurso serão informados em breve.

O certo é que as provas serão disputadas na Baía de Guanabara, um dos locais mais tradicionais de regatas no País.

”Tivemos uma resposta muita positiva no mercado do Brasil na vela após o sucesso da edição de Itajaí (SC)”.

”Como o Rio de Janeiro é um eixo importante de negócios, nós escolhemos fazer o evento em Niterói, dando assim um salto exponencial de qualidade”.

”Nosso objetivo é atrair um maior número de visitantes e expositores em 2020”, explicou Edilberto Almeida, organizador do VelaShow.

O evento será realizado no Clube Naval Charitas, localizado nos arredores da Baía de Guanabara, mais precisamente na enseada de São Francisco.

O CNC é um dos locais mais tradicionais da vela brasileira.

”O Clube Naval Charitas possui incríveis vistas panorâmicas que se estendem das encostas da cidade de Niterói até a entrada da baía”

”Tendo como cenário ao fundo, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar”, disse Edilberto Almeida.

”Além disso, o Charitas conta com serviços e estrutura de trapiche, vagas molhadas, restaurante e um grande número de velejadores”.

Edição 2019

A feira reuniu mais de 40 expositores, e ainda fez três regatas e uma expedição nos três dias do feriado de Páscoa em Itajaí (SC).

O evento deu mais destaque no cenário náutico à cidade, sede de três edições da Volvo Ocean Race e duas da Transat Jacques Vabre.

Os expositores de toda a cadeia produtiva da vela comemoraram os resultados do primeiro evento e elogiaram a iniciativa da Cardoso Almeida em fazer uma feira 100% voltada à vela.

”Desde a década de 80, a gente não vê um evento reunindo tantos velejadores”.

”Os boatshows de hoje são focados em motor e a vela ficou desprestigiada. O VelaShow ficou acima de qualquer expectativa!”, contou Hamilton Angonezi, diretor da Nautos.

Além dos hotéis lotados, a cidade pela primeira vez viu sua Marina Itajaí 100% ocupada em suas vagas molhadas, ou seja, 200!

Fãs da vela de todos os estados da federação foram ao Velashow.

Fotos: Marlon Delai e Fred Hoffmann

Divisão de títulos do Mundial de Snipe

27/08/2019 20:30

O Brasil está em segundo lugar no ranking dos campeões mundiais de Snipe com 13 medalhas de ouro.

Os Estados Unidos lideram com 20 (incluindo a fase que só os norte-americanos corriam o evento).

Os norte-americanos lançaram o primeiro monotipo em 1931.

A edição 2019, marcada para o período de 1º a 12 de outubro, em Ilhabela (SP), promete ser uma das mais disputadas pelo nível técnico das duplas inscritas.

Mais de 80 barcos de 12 países estão confirmados para as regatas.

O Mundial de Snipe terá 32 duplas do Brasil, 13 da Argentina, 11 dos Estados Unidos, 9 do Japão, 8 da Espanha, 4 do Uruguai e 3 de Portugal. Com apenas uma dupla estão os países: Peru, Itália, Bélgica, Cuba e Noruega.

As provas serão realizadas na Escola de Vela Lars Grael e a organização também fará o mundial Junior para as duplas até 22 anos.

A classe Snipe é uma das categorias com maior número de praticantes na modalidade no Brasil, revelando campeões mundiais, pan-americanos e sul-americanos.

Família Grael em ação

Entre os brasileiros que ganharam a principal regata de Snipe do mundo estão as lendas da modalidade como os irmãos Axel e Eric Schimidt e os sobrinhos deles Torben e Lars Grael.

A família soma ao todo cinco títulos do Mundial de Snipe.

”Meu tio Axel e o Eric juntos foram tricampeões mundiais. Os únicos do mundo de forma consecutiva (1961,1963 e 1965). Ganharam títulos de hemisfério, sul-americano e brasileiro. Marcaram muito a classe Snipe de forma internacional. Eu e Torben fomos campeões brasileiros e mundiais em 1983”, disse Lars Grael.

”Nossa família tem essa relação com a classe Snipe, incluindo minha tia Margarete, o primo Andersen, filho do Axel, a Martine, o Marco e meu filho Nicholas”.

Em 2019, o representante da família Grael no Mundial de Ilhabela será Nicholas Grael, filho de Lars. O velejador fará dupla com Fabio Horta.

Os outros brasileiros campeões de Snipe são: Nelson Piccolo, Carlos Henrique De Lorenzi, Boris Ostergren, Ernesto Neugebauer, Marcelo Maia, Mauricio Santa Cruz, Eduardo Neves, Alexandre Paradeda, Eduardo Paradeda, Bruno Bethlem, Dante Bianchi, Alexandre Tinoco e Gabriel Borges.

O último título brasileiro ocorreu em 2015, em Talamone, na Itália, com a dupla Mateus Tavares e Gustavo Carvalho.

”A força está na produção de barcos. Isso faz com que nós tenhamos um equipamento de alta linha e por um preço justo. O segundo pela tradição. É uma classe forte no Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, então quando junta tudo isso o Brasileiro chegar a ter 60,70 e até 80 barcos”, comentou Mateus Tavares.

Ano | Local | Dupla

1961 – Rye (Estados Unidos) – Axel Schmidt | Eric Schmidt

1963 – Isle de Bendor (França) – Axel Schmidt | Eric Schmidt

1965 – Las Palmas (Espanha) – Axel Schmidt | Eric Schmidt

1967 – Nassau (Bahamas) – Nelson Piccolo | Carlos Henrique De Lorenzi

1977 – Copenhagen (Dinamarca) – Boris Ostergren | Ernesto Neugebauer

1983 – Porto (Portugal) – Torben Grael | Lars Grael

1987 – La Rochelle (França) – Torben Grael | Marcelo Maia

1997 – San Diego (EUA) – Mauricio Santa Cruz | Eduardo Neves

2001 – Punta de Leste (Uruguai) – Alexandre Paradeda | Eduardo Paradeda

2009 – San Diego (Estados Unidos) – Bruno Bethlem | Dante Bianchi

2011 – Rungsted (Dinamarca) – Alexandre Tinoco | Gabriel Borges

2013 – Rio de Janeiro (Brasil) – Bruno Bethlem | Dante Bianchi

2015 – Talamone (Itália) – Mateus Tavares | Gustavo Carvalho

Veja a lista de campeões

Os países campeões.

Os Estados Unidos são os melhores em número de títulos com 20 conquistas e o Brasil vem logo atrás com 13. Os argentinos venceram seis vezes o Mundial de Snipe, com destaque para Santiago Lange, maior nome da vela local. O atleta superou um câncer e foi campeão olímpico na Rio 2016 na classe NACRA.

Os espanhóis foram três vezes campeões. Com apenas um dupla campeã estão Cuba, Dinamarca, Itália, Portugal e Uruguai. Com uma conquista também está Porto Rico, que foi justamente a última em 2017, com Raul Rios e Mac Agnese.

2015 Snipe Worlds – Talamone. Italy
© Matias Capizzano

As sedes

O Mundial de Snipe, segundo a entidade que regulamenta a classe de vela, teve ao todo 48 edições. A primeira competição foi realizada New Rochelle, nos Estados Unidos, em 1934, com apenas atletas locais. Os norte-americanos sediaram todos os mundiais até 1946.

A partir de 1951, o evento passou a ocorrer de dois em dois anos e ganhou sedes internacionais.

Países como Angola (1), Argentina (1), Bahamas (1), Brasil (4), Canadá (1), Cuba (1), Dinamarca (2), Espanha (6), França (2), Itália (2), Japão (2), Portugal (3), Mônaco (1), Noruega (1), Suíça (1), Suécia (1) e Uruguai (2) já sediaram pelo menos uma vez o campeonato. Os Estados Unidos receberam a competição por 16 vezes.

Em 2019, Ilhabela (SP) sediará o evento pela primeira vez, após Rio de Janeiro e Porto Alegre receberem duas vezes cada em águas brasileiras.

Ilhabela foi definida como sede da competição pela Snipe Class International Racing Association após concorrência. O Mundial de Snipe é realizado de dois em dois anos.

”O Mundial é um evento fechado, ou seja os velejadores precisam vencer suas eliminatórias regionais para participar. Organizar um campeonato mundial é sempre uma grande responsabilidade e que começa 6 meses antes com a organização do evento e logística das equipes”, explicou Bruno Prada, medalhista olímpico e organizador do Mundial de Ilhabela.

O Mundial de Snipe com maior número de participantes foi o de 2017, em La Coruña, na Espanha, com 85 duplas.

 

Brasil sediará pela quinta vez o Mundial de Snipe

24/08/2019 01:29

Ilhabela (SP) sediará o Mundial de Snipe 2019 de 1º a 12 de outubro.

A competição internacional reunirá mais de 80 duplas de 12 países na Escola de Vela Lars Grael.

Já estão confirmados velejadores de Argentina, Bélgica, Brasil, Cuba, Espanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Noruega, Peru, Portugal e Uruguai.

A flotilha de Santa Catarina estará na competição.

O evento abre com as disputas do Mundial Junior e, entre os dias 8 e 12 de outubro, as regatas com os atletas do sênior.

O nosso catarinense da Volvo Ocean Race, André bochecha, já foi duas vezes campeão Jr.

”Ilhabela é a Capital Nacional da Vela e está acostumada a receber grandes eventos da modalidade. Hoje tem uma boa estrutura e mão de obra qualificada para trabalhar em eventos deste porte”, disse o medalhista olímpico Bruno Prada, organizador do Mundial de Snipe 2019.

A Capital da Vela

A ilha do litoral norte paulista recebe há 46 edições a Semana Internacional de Vela, principal evento da modalidade. Nesta temporada, também, a própria Escola de Vela Lars Grael sediou o Brasileiro de Optimist, evento com mais de 200 crianças na categoria de introdução.

”Na minha opinião, Ilhabela foi escolhida por ser referência de bons hotéis e restaurantes, além de ser um lugar maravilhoso para velejar. Organizar um campeonato mundial é sempre uma grande responsabilidade e que começa seis meses antes com a organização do evento e logística das equipes”.

Ilhabela foi definida como sede da competição pela Snipe Class International Racing Association após concorrência. O Mundial de Snipe é realizado de dois em dois anos.

”O Mundial representa muito para Ilhabela. É a classe mais tradicional da vela internacional no Brasil. Já realizou nos anos 70 alguns mundiais por aqui, como no Rio de Janeiro. Outro em Porto Alegre e recentemente teve mais um na cidade maravilhosa. Chegar em Ilhabela coroa o trabalho de um lugar que trabalhou por anos para ser a capital da vela brasileira”, contou Lars Grael, medalhista olímpico e campeão mundial de Snipe ao lado do irmão Torben em 1983.

Edição passada

A última edição do Mundial de Snipe foi disputada em 2017, em La Coruña, na Espanha. A dupla porto-riquenha Raul Rios e Mac Agnese foi a campeã. Dois barcos espanhóis completaram o pódio com Gustavo del Castillo Palo/Rafael del Castillo Palo, em segundo, e Rayco Tabares Alvarez/Gonzalo Morales Quintana, em terceiro.

Os gaúchos Alexandre Paradeda e Lucas Chilatz seriam medalhistas de prata, mas foram desclassificados na última prova após um protesto.

Brasil tem tradição no Snipe

O País sediou outras quatro vezes o Mundial de Snipe. A primeira vez foi em 1959, em Porto Alegre (RS), com o título ficando para o dinamarquês Paul Elvstrøma, lenda da vela internacional com quatro ouros olímpicos.

Em 1971, no Rio de Janeiro (RJ), o primeiro lugar ficou com os norte-americanos Earl Elms e Craig Martin. Em 1993, a capital gaúcha Porto Alegre sediou novamente o Mundial de Snipe e o ouro ficou para os argentinos Santiago Lange (campeão olímpico na Rio 2016) e Mariano Parada.

Em 2013, os brasileiros Bruno Bethlem e Dante Bianchi ficaram com o título na edição do Rio de Janeiro (RJ). foi a única vez que uma dupla nacional ganhou a competição em casa.

No entanto, o Brasil tem ao todo 13 duplas campeãs mundiais de Snipe. A última conquista foi em 2015, na edição de Talamone, na Itália. A dupla Mateus Tavares e Gustavo Carvalho subiu no lugar mais alto do pódio.

Vale destacar que o primeiro título mundial da vela nacional foi na Snipe. Em 1961, em Rye, nos Estados Unidos, os irmãos Axel e Eric Schmidt foram campeões.

Sobre o barco

Classe: Snipe Class International Racing Association

Nº de tripulantes: 2

Designer: William Crosby

Material do casco: madeira ou fibra de vidro

Ano do primeiro projeto: 1931

Comprimento do casco: 4,7 m

Quantidade de vela: 2 (mestra e buja) Peso do barco: 173 kg

 

Aratu-Maragojipe: Tradicional regata da Bahia será neste sábado

Será disputada neste sábado (24), com largada às 10h, a Regata Aratu-Maragojipe.

Foto: Mauricio Cunha

O evento comemora 50 anos e irá receber 177 barcos de sete estados brasileiros (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná).

A realização é do Aratu Iate Clube, clube náutico sediado na Baía de Aratu, em Simões Filho (BA).

O percurso tem um trecho de mar com 16 milhas náuticas passando por locais como a Ilha da Maré, Ilha dos Frades, Itaparica e Reserva Ambiental da Ilha do Medo e mais 30km pelo Rio Paraguaçu.O ponto final será em Maragojipe.

“É um ano especial para o evento e a vela baiana. É uma regata única pois poucas regatas no mundo você começa navegando no mar e entra navegando no rio, ela larga na base naval de Aratu no fundo da Baía de Todos-os-Santos e entra no Rio Paraguaçu, um cenário lindo onde os barcos de balão vão serpenteando. Tem um número grandes de participantes além de outros escoltando, é um evento grandioso”, afirmou Lars Grael.

Regata Transat Jacques Vabre começou em 1993 e passou por Itajaí

06/08/2019 19:14

31 de outubro de 1993: 13 solitários velejadores iniciariam a primeira edição da Transat Jacques Vabre de Le Havre, na França, para Cartagena, na Colômbia.

Entre eles, estrelas como Loïck Peyron e Alain Gautier – que ganhou alguns meses antes a segunda edição da Vendée Globe. Mas também um jovem desconhecido que está no começo, Vincent Riou, 21 anos, patrocinado por … Maître Coq.

O evento foi construído a partir do zero pela empresa Jacques Vabre, que comercializa o café de mesmo nome e, que retornou ao grupo da Kraft Foods (então Kraft Jacobs Suchard, Mondelez e JDE).

“A regata nasceu do desejo estratégico da marca de criar um evento em sintonia com sua comunicação da época, centrada nas origens”, lembra Bruno Luisetti, que fazia parte da empresa.

Os veleiros partiam de Le Havre, o porto histórico de importação de café, e tinham chegada na Colômbia, onde era e ainda é produzido. O evento também foi chamado de Regata do Café, sem referência à marca, e logo depois demorou um pouco para ser aceito com o nome de Transat Jacques Vabre.

Esta primeira edição foi um sucesso esportivo, marcado pela vitória no multicascos de Paul Vatine e de Yves Parlier no monocasco.

Acontece, no entanto, que era extremamente complicado para organizar: “Nós não tivemos uma equipe muito séria e tivemos que levar tudo de volta no último momento, então para o próximo, fomos buscar pessoas mais profissionais” disse Bruno Luisetti. É foi para a empresa Pen Duick, criada por Eric Tabarly e Gerard Petipas, que o patrocinador se dirigiu.

”Quando eles entraram em contato comigo, eu disse a eles que poderia me interessar, desde que a Transat se tornasse uma corrida dupla, porque eu sempre fui muito a favor desse formato – eu também havia criado antes o Lorient-Bermuda-Lorient que funcionou bem”, disse  Gerard Petipas, que completará 80 anos em novembro.

”No começo, eles se recusaram e me pediram para mudar de ideia, mas eu não queria saber de nada! Eles finalmente retornaram duas semanas depois, dando-me sua concordância”.

Foi assim que a Transat Jacques Vabre passou a ser em duplas, um formato que se tornou parte integrante de seu DNA por 12 edições. Esse é um dos ingredientes de sua durabilidade, mas  não é o único, segundo Bruno Luisetti:

“A parceria com a cidade de Le Havre também foi um dos ponto-chave, tivemos uma forte relação tripartite entre Antoine Rufenacht [prefeito de Le Havre entre 1995 e 2010, Ed Gerard Petipas e eu. Tentamos inovar a cada edição, especialmente em torno do desenvolvimento sustentável”.

O sucesso está também na significativa cobertura da mídia. “A Transat Jacques Vabre rapidamente se tornou a terceira regata mais popular depois da Vendée Globe e da Route du Rhum”, contou Bruno Luisetti.

A regata parou em Itajaí nos anos de 2013 e 2015 depois do sucesso da Ocean Race em 2012.

Nesta temporada, os barcos terminam a prova em Salvador (BA) com largada prevista para o fim de outubro.

 

 

Melhores atletas da Classe Star disputam campeonato no Clube de Campo São Paulo

05/08/2019 12:59

O Clube de Campo de São Paulo (CCP) sedia a edição 2019 do Campeonato Paulista da classe Star. As regatas serão disputadas de 9 a 11 de agosto na represa do Guarapiranga e devem reunir 20 duplas.

A comissão deve fazer de duas a três provas por dia na competição, que tem previsão de ventos de forte intensidade.

O tradicional evento da categoria tem o bicampeão olímpico Robert Scheidt como atual campeão ao lado do proeiro Arthur Lopes.

”O Campeonato Paulista tem sido disputado na Represa de Guarapiranga nos últimos anos, mostrando a força da flotilha paulista da classe Star, atraindo velejadores campeões como Robert Scheidt e os irmãos Torben e Lars Grael. Tudo isso pelo seu alto nível técnico na disputa pela taça”, disse Arthur Lopes, secretário geral do VII Distrito da Classe Star e atual campeão.

Em 2019, Robert Scheidt, que faz campanha olímpica para Tóquio 2020 na Star não disputará o evento. O proeiro Arthur Lopes convidou o atleta Carlos Henrique Wanderley para competir ao seu lado.

”Neste ano, já temos a confirmação de outros grandes nomes como Marcelo Fuchs/Ronald Seifert(Vice campeões mundiais), Marcelo Bellotti/Mauricio Bueno(Campeões Sulamericanos), Alessandro Pascolato/Henry “Maguila” Boenning (Campeões Sulamericanos) e Arthur Lopes(Campeão Europeu) que neste ano convidou o velejador olímpico Carlos Henrique Wanderley para um desafio na classe Star. Ainda Temos nomes importantes nessa lista, como Reinaldo Conrad e Samuel Gonçalves(Campeão Mundial)”, completou Arthur Lopes.

No dia 10, às 20h30, o CCP terá a apresentação da Banda Rocksy. O velejador Wagner Bojlesen está à frente da organização do Paulista de Star.

Duplas confirmadas:
Marcelo Bellotti / Mauricio Bueno
André Diomelli /Marcelo Jordão
Fabio Diomelli / Marco Lagoa
Marco Szili / Marlyn Nigri
Marcelo Fuchs / Ronald Seifert
Wagner Bojlesen / Henrique Cabette
Robert Rittscher / Marcelo Valland
Ricardo Valerio / Fernanda Valerio
Luis Felipe Mosquera / Christiano Ruschmann
Patrick Woodyatt / Marcelo Sansone
Carlos Dohnert / Gustavo Kunze
Carlos Henrique Wanderley / Arthur Lopes
Alessandro Pascolato / Henry Boenning
Frederico Viegas / Renato Moura
Admar Gonzaga / Alexandre Freitas
Luiz Rodrigues / Alonso Lopez
Reinaldo Conrad / Ubiratan Matos
Luis André Reis / Samuel Gonçalves

Refeno 2019 divulga novo aviso de regata

04/08/2019 23:08

O Cabanga Iate Clube de Pernambuco divulgou o 3º Aviso de Regata (AR) da 31ª edição da Refeno 2019, com partida marcada para o dia 12 de outubro, do Marco Zero do Recife, e chegada no Mirante do Boldró, em Fernando de Noronha.

Os barcos participantes percorrerão 300 milhas náuticas, o equivalente a 560 quilômetros, na travessia.

O documento traz duas novidades para a competição: a inclusão das classes Aço e Alumínio e detalhes sobre as vistorias. Assim como em 2018, a Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos de Pernambuco, iniciará as inspeções a partir do dia 30 de setembro.

O agendamento pode ser feito pelo comandante do barco através do e-mail secretaria@refeno.com.br ou pelo Whatsapp (81) 99691-0234, com Sueli Cavalcanti, Gerente de Atendimento.

Clique aqui — https://cabanga.com.br/wp-content/uploads/2019/07/MINUTA-3%C2%BA-Aviso-de-Regata-Refeno-2019-Rev03.pdf

REFENO 2018

Em 2018, a histórica 30ª edição reuniu embarcações de 12 estados, além de Rússia e Grã-Bretanha, com 447 tripulantes no total. Pernambuco teve o maior número de participantes com 16 barcos. E o troféu Fita Azul foi conquistado pelo veleiro pernambucano Paturuzú, comandado por Higinio Luís Marinsalta, que concluiu o percurso em 25h58min12. O recorde geral da regata ainda pertence ao Adrenalina Pura. Em 2007, o barco chegou na frente em apenas 14h34min54.