Velejadora Dee Caffari planeja liderar um barco na próxima edição da The Ocean Race

26/07/2019 16:57

Velejadora Dee Caffari planeja liderar um barco na próxima edição da The Ocean Race

Atleta foi skipper da equipe Turn The Tide On Plastic na última edição da regata de volta ao mundo.

​A histórica velejadora Dee Caffari demonstrou, recentemente, o desejo de ser a comandante de uma embarcação na próxima edição da The Ocean Race, conhecida, internacionalmente, como regata de volta ao mundo.

Mais que isso, a atleta busca introduzir ainda mais as mulheres no mundo náutico.

Em uma entrevista para o veículo de Hong Kong ( South China Morning Post), Dee ressaltou o trabalho de sustentabilidade da competição e que isso foi vanguarda para buscar mudanças em outras áreas da modalidade.

“Eu adoraria liderar uma equipe na próxima edição da The Ocean Race e ser capaz de continuar espalhando a mensagem de sustentabilidade, bem como promover a igualdade de gênero”, declarou a velejadora, que é reconhecida por ser a primeira mulher a navegar sozinha, sem paradas e do “jeito errado”, ou seja, contra os ventos e as correntes predominantes.

O curioso é que a equipe ao qual Caffari fez parte na última The Ocean Race, a Turn The Tide on Plastic, estava com uma tripulação que era 50% feminina.

“Como primeira equipe mista a participar, fomos considerados prejudicados. Além disso, nosso tempo de treinamento foi limitado. Ou seja, as chances estavam contra nós. No entanto, nosso desempenho foi melhorando de forma constante”, ressaltou Dee Caffari.

Por falar em sustentabilidade, Caffari abordou sobre como o esporte pode iniciar novas tendências e transmitir mudanças positivas para todo o mundo.

“Precisamos incentivas as autoridades e organizações para exigir mudanças. Fazer com que fornecedores e parceiros também entrem nessa onda sustentável. Isso trará a certeza de que atingirá um grande público. Meu conselho é ser ousado”, finalizou a velejadora.

Caffari, após o fim da The Ocean Race, tornou-se presidente da World Sailign Trust, órgão criado pelo World Sailing, em 2018.

A entidade foca em duas áreas: saúde marinha e acesso para os jovens.

Martine Grael porta-bandeira no Pan de Lima 2019

23/07/2019 22:56

Campeã olímpica e mundial na vela, pela classe 49er FX, a velejadora Martine Grael será a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2019, que será em Lima, no Peru.

A festa será nesta sexta-feira (26), no Estádio Nacional de Lima, capital do país sul-americano.

O COB, Comitê Olímpico Brasileiro, informou que a divulgação oficial do posto dado a Martine será realizada na quinta-feira (25), na Vila do Pan.

A velejadora será a primeira mulher da história do esporte brasileiro que levará a bandeira nacional em uma cerimônia de Jogos Pan-Americanos.

Foram 18 edições consecutivas com somente atletas do sexo masculino tendo esse posto.

Filha de Torben Grael, Martine nasceu em Niterói (RJ), e começou sua vida na vela aos quatro anos.

Um pouco depois disso, ela já conheceu, durante suas primeiras velejadas, sua atual parceira, Kahena Kunze, ao qual juntas realizaram grandes feitos.

Martine e Kunze foram campeãs mundiais em 2014, na Espanha, e medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

A conquista fez com que Torben e Martine se tornassem os únicos pai e filha campeões olímpicos na história do esporte brasileiro.

Como conquistas pessoais, Martine foi eleita a melhor velejadora do mundo, em 2014, pela Federação Internacional da Vela. Além disso, a atleta, também, participou, no ano passado, da edição da The Ocean Race, a regata de volta ao mundo.

Em Toronto 2015, o porta-bandeira foi o nadador Thiago Pereira, maior medalhista da história dos Jogos.

Noite dos amadores na Semana Internacional de Vela de Ilhabela

20/07/2019 21:48

Competição premia os três primeiros amadores na ORC e IRC, nesta sexta-feira (19); Pajero vence Torneio por Equipes e Kaikias é campeão brasileiro de C-30.

A noite foi dos amadores na Semana Internacional de Vela de Ilhabela, nesta sexta-feira (19). Em sua 46ª edição, o evento premiou os três melhores times na classificação geral das classes ORC e IRC, em cerimônia realizada no Yacht Club de Ilhabela. O objetivo é trazer ainda mais velejadores para o principal evento de vela oceânica na América do Sul, incentivando aqueles que velejam por amor ao esporte, sem entrar no esporte profissional.

Para ser um time amador, os velejadores a bordo precisam apresentar certificado emitido pela World Sailing, entidade que rege a vela mundial, válido até o último dia do evento. Apenas um integrante da equipe pode ser profissional. As equipes amadoras competem na mesma raia da profissional e pode até levar o título geral se tiver o melhor desempenho, saindo de Ilhabela com dois títulos, neste sábado (20).

O Inaê 40 (Bayard Freitas Umbuzeiro) foi o campeão entre os amadores da classe IRC, seguido pelo Rudá (Guilherme Eduardo Hernandez) e o Itajaí Sailing Team (Alexandre Gusmão). Na ORC, o San Chico 3 (Francisco Freitas) ficou em primeiro lugar, com o Bijupirá Capemisa em segundo e o Dourado (os dois do Grêmio de Vela da Escola Naval) em terceiro.

“O prêmio aos amadores foi muito bem recebido, foi uma alegria fazer aqui no clube, de forma mais caseira”, disse Mauro Dottori, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela. “O pessoal adorou, e ficou um clima de quase fim de Semana de Vela. Já está dando vontade de participar de outra, nem acabou essa.”

“Estamos muito satisfeitos com o barco, treinamos muito todas as manobras. E estamos comemorando dez anos velejando juntos em Ilhabela, tem sido uma semana de vela maravilhosa”, comemorou Bayard Freitas Umbuzeiro, comandante do Inaê 40. “Hoje tivemos um vento de leste na primeira regata, variando de 12 a 15 nós. Tivemos a felicidade de escolher um bom caminho e ficamos em segundo lugar. Depois entrou um vento mais forte, de até 16 nós, e nosso barco não rendeu tanto quanto a gente esperava. Mesmo assim terminamos em terceiro lugar. Nós lideramos na IRC, à frente do Rudá, campeão brasileiro de 2014.”

A equipe do Rudá também comemorou o prêmio como segundo colocado no Torneio por Equipes. “Foi muito divertido”, disse o comandante Mario Martinez. “Nas regatas de hoje o vento não estava tão forte quanto ontem. Estávamos muito bem na primeira regata, mas infelizmente o vento caiu a quinhentos metros do final e ficamos com o terceiro lugar. Foi uma pena, porque a gente esperava a vitória. Mas conseguimos vencer a segunda regata e estamos aí na briga pelo título da Semana de Vela.”

Campeão amador na classe ORC, o San Chico 3 teve uma celebração em família, unindo as três gerações da vela presentes no barco: o comandante Francisco Freitas, o filho Chico Freitas e a neta Elaine Correia de Freitas, de oito anos.

“Estamos bem contentes pelo campeonato e por termos ganhado o campeonato entre os amadores. Tivemos ontem duas regatas com vento muito forte, vários barcos avariados, e ainda fizemos duas regatas razoáveis. Hoje as duas regatas foram muito boas”, analisou Chico Freitas. “Eu só quero agradecer à tripulação e ao meu filho, que aprendeu comigo no início e hoje é quem me ensina”, completou o comandante Francisco Freitas.

Torneio por Equipes
Também nesta sexta-feira (19) a 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela premiou o campeão do Torneio por Equipes. O grande vencedor foi o time “Pajero”, formado pelo Pajero (ORC), Asbar II (IRC), Zeus (RGS) e Newport. A equipe levou para casa o troféu transitório Pen Duick II. O nome é uma homenagem ao Pen Duick II, veleiro do francês Eric Tabarly, vencedor da regata em solitário transatlântica Ostar, em 1964.

A competição paralela reúne clubes, associações ou cidades nas classes ORC, IRC, RGS e Bico de Proa, com um barco de cada, para competir entre si. Os barcos somaram pontos em todas as regatas realizadas até esta sexta-feira (19).

“É uma satisfação estar com essa tripulação que fez muito bem o seu trabalho, e com as equipes do Pajero, do Asbar II e do Newport. Valeu a pena, foi muito bom”, festejou o skipper João de Carvalho. “Nosso resultado nas regatas de hoje foi muito bom em relação ao geral. Estamos em primeiro na classificação da RGS A.”

A equipe IZIZ (Inaê 40 / Bravo / Inaê 50 e San Chico 3) foi a segunda colocada, e a Ubatuba Sailing Team (Argos / Montecristo / Beleza Pura 2 / ka Mua) fechou o pódio.

Brasileiro de C-30
A flotilha dos C-30 conheceu nesta sexta-feira (19) o vencedor do Campeonato Brasileiro da classe. A 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela valeu como final do campeonato, que teve sua primeira etapa em Florianópolis. O Kaikias de Beto de Jesus, secretário de esportes de Ilhabela, sagrou-se campeão.

“Nós fomos super bem lá em Florianópolis, e conseguimos uma boa vantagem sobre o vice-líder, o Katana. Aqui, nossa estratégia foi marcar o katana para tentar o título do Brasileiro, e a tripulação velejou muito bem”, declarou o comandante Beto de Jesus. “Agora é pensar no final da Semana de Vela. O Caballo Loco é o líder geral e está fazendo uma grande competição. Esperamos um dia perfeito amanhã, com pelo menos duas regatas, para reverter a vantagem deles.”

“Fazer um campeonato assim, em duas etapas em lugares diferentes, enriquece muito. Uma pena que nem todos puderam participar. Mas foi muito bom. Não fomos bem em Santa Catarina, e nos recuperamos bastante aqui”, analisou o comandante do Caballo Loco, Mauro Dottori.

A 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela termina neste sábado (20). As últimas regatas têm horário de saída previsto para as 12h.

Mulheres do FelciDue reforçam outras tripulações da 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela

19/07/2019 19:28

Depois do desafio imposto pelo mar bravo nas últimas regatas, a 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela começou com um momento zen, nesta sexta-feira (19).

As tripulantes do Felci Due, da classe ORC, superaram o incidente com o barco, que perdeu o mastro devido aos ventos fortes de até 22 nós, e proporcionaram uma aula de yoga especial para as mulheres no Yacht Club de Ilhabela, às 9 horas. E já se preparam para voltar à competição reforçando outras tripulações.

O objetivo era deixar as mulheres preparadas para as provas desta sexta, mas a aula de yoga acabou funcionando como uma sessão de relaxamento e reflexão. “Queríamos unir nossas forças e dar um aquece para toda a mulherada. Mas, com a avaria no nosso barco, não pudemos velejar. Então foi um momento de pensar sobre o que aconteceu, e agora estamos prontas para o dia de hoje”, contou a comandante Georgia Rodrigues.

O Felci Due foi um dos vários barcos afetados pelas condições severas do tempo de quinta-feira (18). Após a primeira regata, o veleiro perdeu o mastro e teve de abandonar a disputa.

“O mastro quebrou num momento de contravento. Foi um susto grande pra tripulação, mas graças a Deus ninguém se machucou. Como comandante, com tanta gente a bordo, foi uma experiência nova para mim. A primeira coisa em que pensei foi que estavam todos bem e em como íamos contornar a situação”, explicou Georgia.”Agora o que resta é curtir o campeonato sem velejar, dando apoio para quem está competindo.”

Longe de jogar a toalha, as tripulantes do FelciDue já se mobilizam para seguir na competição, integrando outras equipes. A própria Georgia disputará o último dia de regatas a bordo de um C-30. “É um outro modelo de barco, então terei a oportunidade de competir em classes diferentes,” disse a comandante.

Georgia já prepara também a participação de toda a equipe na próxima edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, em 2020. “Ainda não tenho um barco, mas vou começar a procurar hoje mesmo. Minha experiência como comandante, aqui, foi muito boa, e pretendo continuar com um grupo de mulheres, empoderando as mulheres, mostrando que a gente pode sim”, afirmou.

Raia cheia na 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela

18/07/2019 19:20

Flotilha da HPE-25 entra na disputa com as primeiras provas barla-sota disputadas, nesta quinta-feira (18)

As disputas da 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela esquentaram nesta quinta-feira (18), com as primeiras regatas barla-sota, disputadas entre boias. E, além da briga pelas posições, as equipes tiveram como desafio o vento inconstante soprando de leste, com rajadas de até 22 nós em alguns momentos. A condição mais severa do clima levou a quebras e avarias de alguns barcos.

Para a flotilha da HPE-25, a Semana de Vela começou agora. A classe tinha na conta apenas a regata Renato Frankenthal, que não conta pontos para a classificação geral. Por isso, a entrada do vento mais forte foi comemorada pelos velejadores.

“Hoje foi ótimo, sensacional velejar. Muito vento, muita onda, popas incríveis. Fomos planando, descendo onda em velocidade super acelerada. Hoje pegamos um quarto e um quinto lugares, e estamos muito satisfeitos. Cansados, porque cansou mesmo, mas satisfeitos”, comemorou o comandante do Aventura 55, José Octavio Mendes Vita. “Amanhã é pensar em melhorar. O comandante precisa de todo o treino possível”, brincou.

“Nós não temos do que reclamar, vento forte é ótimo para velejar, o barco corre mais. Não gostamos é de calmaria”, disse José Guilherme Caldas, comandante do Mussulo Team Angola Cables. “Estamos com uma tripulação nova, e a experiência com esse barco também é relativamente nova, por isso não almejamos grandes resultados agora. Mas estamos indo bem, tiramos hoje um sexto e um quarto lugar.”

Para a tripulação do Ginga, apontada como favorita na HPE-25, a competição começou bem equilibrada apesar da flotilha contar com menos barcos nesta edição da Semana de Vela. “Está sendo uma competição interessante, estamos bem contentes com a disputa”, destacou o comandante Breno Chvaicer, do Ginga. “Hoje tivemos duas regatas muito boas, com vento forte e muitas ondas. Agora espero que possamos realizar pelo menos mais três regatas na sexta e no sábado, para ficar ainda melhor.”

Estabilidade dos Clássicos contra o vento forte
Os barcos maiores e mais “sólidos” da categoria dos Clássicos acabaram favorecidos na missão de enfrentar o clima severo. Marco Dippolito, comandante do Vendetta, elogiou o desempenho do barco nas regatas desta quinta. “Um tempo como o de hoje privilegia os barcos mais pesados, como o nosso. Apesar de ser um barco antigo, performa bem em condições de vento forte. O clima exigiu bastante da tripulação e pudemos nos divertir”, contou Marco. “E temos aqui o nosso Harry nos acompanhando (o cachorro da raça golden retriever já é figura conhecida na ilha). Quando tem muito vento, o Harry se coloca no cockpit, que é uma área um pouco mais baixa e abrigada, e fica no meio das pernas das pessoas. Assim ele se sente abrigado, e já está acostumado”.

A tripulação do Le Baron precisou de paciência e concentração para enfrentar o clima, mas também viu um saldo positivo na disputa. “Hoje foi um dia muito difícil para a gente, mas é um dia como outro qualquer aqui na Semana de Vela. Nós estamos muito contentes por estarmos participando desta edição, porque podemos testar nosso barco e ganhar experiência. Depois tem as festas, a diversão com a turma, Para nós tem sido gratificante participar do evento”, garantiu o comandante Raphael de Paula. Ao lado da esposa Allyne Santos de Jesus, ele vive a experiência de velejar literalmente “em casa”, já que os dois largaram tudo para morar no Le Baron.

Equilíbrio na C-30
Na classe C-30, a briga pelas primeiras posições é acirrada, jogando a decisão para o último dia. O Caballo Loco de Mauro Dottori segue bem colocado na disputa.

“Aqui na Ilha é o vento é 8 ou 80. Num dia não tem nada, no outro mais ou menos, no outro nem regata tem. E hoje entrou um pouco mais de vento aí na faixa dos 15 aos 22 nós, até rajadas um pouquinho mais fortes. Hoje foi o dia para treinar muito com esse tipo de vento. O Caballo não foi mal, ficou em segundo em uma raia muito bonita, onde se podia ver tudo. Obviamente que, com esse vento forte, alguns incidentes ocorrem, algumas velas rasgam, quebraram a retranca de alguns C-30, teve barco que quebrou o mastro, são coisas da regata. Hoje a adrenalina foi a mil, e agora vamos esperando que amanhã vai ser melhor ainda”, analisou o comandante Mauro Dottori.

Favoritismo entre os Bico de Proa
Enquanto a maioria das classes segue bem equilibrada, a Bico de Proa já tem algumas posições mais definidas. O Newport, na categoria Bico de Proa C, está na primeira posição depois de garantir três primeiros lugares.

“Ganhamos na nossa categoria e estamos em quarto no geral. A regata de hoje foi muito técnica com vento forte e várias rajadas. Mas foi um dia bem gostoso”, comemorou o comandante Ruy Mendes Vita. O segredo para se manter na liderança mesmo em condições climáticas oscilando como nesta semana, é o entrosamento da tripulação. “Minha equipe somos eu, minha esposa, dois filhos e dois meninos da escola de vela. É uma equipe bem entrosada. Tirando os dois meninos, que estão competindo pela segunda vez, nós velejamos sempre juntos. Isso é fundamental para ir bem”.

Vento forte provoca avarias
Com o clima mais severo desta quinta-feira (18), alguns veleiros sofreram avarias. O Vó Monik, da categoria Clássicos, e o Felcidue, da ORC, tiveram seus mastros quebrados. O argentino Nautico II, também da ORC, passou momentos tensos em alto mar. Depois de levar uma batida de outra embarcação, ficou com um buraco no casco e a água invadiu o barco.

Tom Cats agita os velejadores
Depois das disputas intensas em alto mar, os velejadores foram mais uma vez recepcionados com um show para ajudar a baixar a adrenalina. Nesta quinta-feira (18), a banda presente no Yacht Club de Ilhabela foi o Tom Cats, velha conhecida dos velejadores e habitantes. Além do show, a tradicional canoa de cerveja fez parte da festa.

O horário de partida das regatas desta sexta-feira (19) está previsto para as 12 horas.

46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela 2019 entra na reta final

17/07/2019 19:02

Com duas regatas disputadas, classificação segue equilibrada em todas as classes; provas de quinta-feira (18) programadas para as 11h

A classificação da 46ª Semana Internacional de Ilhabela segue embolada. Com apenas duas regatas de percurso realizadas, várias equipes estão empatadas na pontuação. O vento vem sendo protagonista, seja por ausência ou por excesso em Ilhabela (SP)! Nesta quarta-feira (17), as regatas foram mais uma vez canceladas devido às condições do tempo. Com isso, a decisão será jogada para os próximos dias.

Os barcos chegaram a sair para a água e ficaram boiando à espera do vento. Com a chuva, a comissão de regatas decidiu cancelar a realização das provas. A previsão para a quinta-feira (18) é de ventos com intensidade média e a organização antecipou o horário de partida para as 11 horas.

“Vamos tentar fazer três regatas e tirar o atraso de hoje”, explicou Cuca Sodré, chefe da comissão de regatas da Semana Internacional de Vela de Ilhabela.

“Hoje ameaçou de um lado e de outro. Tinha muita precipitação de chuva, e conforme a chuva aparecia, rondava o vento e não formava de lado nenhum. A gente tentou esperar até as 15 horas, mas não tinha condições, então anulamos”.

Para equipes como a do Zorro, brigando entre os cinco primeiros colocados na classe IRC, a expectativa é conquistar alguma vantagem com a realização das regatas mais curtas, disputadas entre boias, as chamadas barla-sotas.

“Faz parte do clima da região essa variação de vento forte e fraco, chuva, frente fria. Mas nós estamos na expectativa de velejar. Esperamos pelo menos duas regatas para amanhã”, disse Ronald Gomes, proeiro do Zorro.

“Se a gente olhar, ontem tinha 35 nós e hoje zero. Na média o vento estava bom, com 18 nós”, brincou Alexandre Leal, comandante do Loyalt 6 Team, da C-30. A classe é uma das mais equilibradas da competição.

“O esporte é assim mesmo, às vezes tem muito vento, às vezes tem pouco. A gente está esperando um vento mais adequado, porque nos dois primeiros dias também não teve um vento muito forte. E como a gente gosta de velejar rápido, quanto mais vento melhor, mas sempre com segurança.”

Já a equipe do Maximus tem uma fórmula para enfrentar a situação irregular do clima: muita festa dentro e fora do barco. A tripulação aproveitou a falta de vento desta quarta para fazer o batismo de Felipe, tripulante pela primeira vez na disputa da Semana de Vela, com muitas brincadeiras.

“Aqui ainda não fomos muito bem no campeonato. Tivemos duas regatas de percurso com vento fraco, uma condição difícil pra todo mundo. E hoje o vento não entrou. Com a ansiedade para velejar, o nosso barco e vários outros saíram logo atrás da CR, mesmo com a bandeira recon em terra, e ficamos boiando”, contou Allan Carvalho dos Santos, skipper do Maximus.

“Mas a minha tripulação é bem animada. Nos divertimos muito no barco, hoje, fazendo o batismo do Felipe. E se não tem regata, ou a gente faz uma festa em casa ou vai pra rua à noite. E amanhã às 9 horas estaremos todos aqui. Com ou sem vento, a gente não perde um dia de jeito nenhum.”

Mais uma vez, os velejadores foram recepcionados no Yacht Club de Ilhabela com a tradicional canoa de cerveja e um show especialmente contratado para o evento. Nesta quarta, a Soul Brasil ajudou a animar os participantes da Semana de Vela.

Premiação das regatas de percurso
A premiação das primeiras regatas da competição foi programada para as 20h desta quarta-feira (17), no Race Village. Serão premiados os primeiros colocados nas provas de percurso realizadas entre domingo e segunda, como a Toque-Toque por Boreste e Renato Frankenthal.

O Pajero (Eduardo Souza Ramos), na classe ORC, foi o fita azul da primeira largada. O Madrugada (Niels Rump), veleiro Clássico homenageado nesta edição, recebeu o prêmio como o fita azul da segunda largada.
Veja abaixo todos os vencedores:

ORC A – BMW Motorrad (Marcos Ferrari e Lars Grael)

ORC B – Bravo (Jorge Martinez)

IRC A – Itajaí Sailing Team (Alexandre Santos)

IRC B – Asbar II (Sérgio Keplacz)

RGS A – Zeus (Paulo Fernando de Moura)

RGS B – BL 3 Urca (Clauberto Andrade)

Fita Azul 1ª largada – Pajero (Eduardo Souza Ramos)

Multicasco – Maré XX (Benoit Joufflineau)

Mini Transat – Daddy-O (José Carlos de Souza)

Clássico – Madrugada (Niels Rump)

Bico de Proa A – Bacanas IV (Christian Lundgren)

Bico de Proa B – H2Orça (Hilpert Zamith)

Bico de Proa C – Newport (Ruy Mendes Vita)

C-30 – Caiçara (Alberto Kunath)

RGS C – Rainha Empresta Capital (Leonardo Pacheco)

Fita Azul da 2ª largada – Madrugada (Niels Rump)

 

Regata Renato Frankenthal

HPE-25 – Ginga (Breno Chvaicer)

Barco de Lars Grael e Maya Gabeira vence regata Ilha de Toque-Toque

15/07/2019 19:01

O dia foi dos estreantes na 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela. Das 120 equipes inscritas na competição, várias disputaram pela primeira vez uma regata de percurso longo, nesta segunda-feira (15).

Surfista de ondas gigantes, a estreante Maya Gabeira viveu a experiência de ser ganhadora na prova Ilha de Toque-Toque, a bordo do BMW Motorrad, da classe ORC. O barco é comandado pelo atleta olímpico Lars Grael.

Quase todas as classes foram para a disputa da regata Ilha de Toque-Toque, prova de 25 milhas náuticas, nesta segunda-feira (15). Apesar do vento fraco, com velocidade média de 5 nós, a correnteza forte ajudou os velejadores que escolheram o lado da costa para velejar. Apenas a flotilha da HPE-25 ficou em terra, e volta à disputa nesta terça (16).

Apesar do vento fraco, as condições favoreceram o BMW Motorrad, de acordo com Maya Gabeira. “O barco anda bem no contravento, e tivemos muita maré contra em 80% do percurso. Fizemos uma boa estratégia de regata, andamos super bem. Chegamos rápido na ilha de Toque-Toque e ficamos numa boa posição até o fim. Estamos super animados”, analisou Maya Gabeira.

“Hoje tivemos a regata longa, que deveria ser a que contorna Alcatrazes, mas a organização tomou a decisão de diminuir o percurso, por conta da situação dos ventos. Fomos até Toque-Toque. Tivemos uma corrente contra, que fez com que deixássemos a flotilha perto da terra, arriscando perto das praias e pedras. Diversas manobras nada fáceis de se fazer”, explicou Lars Grael, comandante do BMW Motorrad. “Foi uma regata tecnicamente complicada, mas agradável, apesar do baixo tempo. Conseguimos a primeira posição na classe ORC, um resultado bastante gratificante pra nós”.

Também estreante na Semana de Vela, o comandante Francisco Matos já foi “do céu ao inferno” na competição a bordo do Pick Nick. O barco foi o fita azul da disputa entre os Multicascos, domingo (14). Já nesta segunda, na volta da Ilha de Toque-Toque, bateu no barco da comissão de regata ao tentar uma manobra e acabou desclassificado.

“A experiência dele é ótima. O comandante começou em Escola Naval e tudo mais. Foi capitão do esporte no Maranhão, era do DHN, ou seja, fazia de tudo. Ele tem 93 anos e está ensinando os ‘mais jovens’. Está velejando direto, com uma atividade completa”, destaca Jadir Serra, filho do comandante Matos. “Ontem conseguimos ir bem. A expectativa para a semana é muito boa.”

Comandante do barco Acaso, Ivonne Esteve ficou encantada com a experiência de disputar uma regata de longo percurso. “Foi uma prova ótima, passamos muito bem. Tivemos sorte de pegar muito vento. Foi minha primeira regata longa e foi tudo muito lindo. Ainda tem muito o que acontecer neste campeonato”, disse.

Após anos velejando de cruzeiro e fazendo travessias em solitário, o comandante Frederico Didoné reuniu uma tripulação mais competitiva no barco Caos Calmo na RGS, e fez sua primeira regata de longo percurso nesta segunda-feira (15). “É muito diferente de uma travessia em solitário, mas é muito bom. Disputar Toque-Toque foi uma experiência muito bonita. Somos em cinco pessoas no barco. Uma delas é o Felipe Linhares, da equipe Zeus da classe C-30, que não pôde vir a Ilhabela, e ele está nos ensinando muito”, contou Frederico.

Favoritos vencem na abertura da 46ª Semana internacional de Vela de Ilhabela

14/07/2019 18:43

Em dia de vento fraco, a 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela estreou com regata de percurso médio neste domingo (14).

Com vento fraco e uma regata de percurso mais curta, a estreia da 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela consagrou alguns dos favoritos na competição, neste domingo (14). A raia foi aberta com uma briga entre os dois últimos recordistas da competição, na classe ORC. O Pajero de Eduardo Souza Ramos levou a melhor sobre o Crioula de Renato Plass, com o atleta olímpico Samuel Albrecht na equipe.

“Conseguimos velejar bem neste domingo e tomamos decisões acertadas. Importante abrir com um resultado positivo”, disse André Fonseca, tático do Pajero.

Para driblar os ventos fracos, a prova de estreia foi “encurtada”, com 12 milhas náuticas para as classes ORC, IRC e C30, levando a uma disputa mais técnica. As demais categorias fizeram 8 milhas náuticas até o Farol dos Moleques.
O Montecristo foi o campeão da prova de abertura na classe IRC. “A gente estava esperando a Alcatrazes, mas a comissão escolheu fazer a prova no canal. Conseguimos andar bem mesmo nessas condições de vento fraco”, contou Wallace Attie, do Montecristo.

Já na classe C-30, uma das mais equilibradas, o vencedor foi o Caballo Loco, comandado por Mauro Dottori, também diretor do Yacht Club de Ilhabela.
Entre os RGS, vitória para o veleiro Rainha Empresta Capital, equipe de Leonardo JP. Vitória também para o Bacana IV (Christian Lundgren) na Bico de Proa, 854 Jacaré (Pedro Fukui) na Mini Transat e Pick Nick (Francisco Matos) na Multicascos.

Homenageado desta edição após a campanha impecável no ano passado, o Madrugada de Niels Rump foi o vencedor da regata entre os Clássicos. Já os HPE-25 disputaram a regata Renato Frankenthal, de 10 milhas náuticas. O vencedor, mais uma vez, foi o Ginga, de Breno Chvaicer.

“Foi uma regata difícil com vento fraco. A prova foi encurtada até a laje dos moleques. Agora vamos treinar para abrir a pontuação da Semana de Vela”, explicou Marcos Ashauer, do Takeashauer, terceiro colocado entre os HPE-25. A regata Renato Frankenthal não soma pontos para o campeonato. Para a classe, a competição começa para valer nesta terça-feira (16), dia de descanso para as demais categorias.

Saiba tudo sobre a Semana Internacional de Vela de Ilhabela 2019

12/07/2019 23:06

A Semana Internacional de Vela de Ilhabela 2019 começa neste domingo (14) com 120 barcos em Ilhabela (SP). O principal evento da modalidade da América do Sul chega à sua 46ª edição e reunirá medalhistas olímpicos e pan-americanos, campeões mundiais e outras personalidades do esporte, como a surfista de ondas gigantes Maya Gabeira.

O campeonato vai até sábado (20) e reunirá no Yacht Club de Ilhabela mais de 900 velejadores de vários estados e países. Estão inscritos veleiros de vários tamanhos, divididos entre as classes ORC, IRC, RGS, Bico de Proa, Clássicos, Multicascos, Mini Transat, HPE-25 e C-30.

Os velejadores retiram o kit de participação no Race Village, espaço montado no centro histórico de Ilhabela com várias atrações para o público. A cerimônia oficial de abertura, marcada para as 20h deste sábado (13), as premiações ocorrem e as palestras ocorrem no local.

Em 2018, o campeão geral da Semana Internacional de Vela de Ilhabela foi o Crioula, que tem como integrante o atleta olímpico Samuel Albrecht. A equipe também bateu o recorde da Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, prova que abre o calendário.

”O evento é uma das prioridades pra mim em 2019”, contou Samuel Albrecht. ”Trabalho num projeto fantástico como o Crioula e eu diria que a velejada com eles carrega minhas baterias para as regatas e treinos de Nacra!”.

Um dos concorrentes ao título deste ano é o Pajero, comandado por Eduardo Souza Ramos. A equipe ganhou em 2017. ”As disputas sempre são acirradas, independente do lugar que você termine, sempre está competindo diretamente com vários outros barcos dentro de uma flotilha. Esta é uma das características deste esporte”, disse Eduardo Souza Ramos.

Os amadores também fazem parte das regatas, transformando a competição na festa da vela nacional. A melhor equipe amadora nas classes ORC e IRC serão premiadas. Os resultados desta modalidade valem até sexta-feira (19).

Algumas curiosidades marcam a edição, como a entrada da categoria Mini Transat, uma das mais prestigiadas na Europa, e a recorrente participação do cachorro Harry, um Golden Retriever, no barco Vendetta.

O barco mais velho é o Atrevida, inscrito entre os veleiros clássicos. Imponente com seus 80 pés, a embarcação é de 1923. Já o tripulante mais velho é o comandante Francisco Matos dos Santos, que vai levar sua experiência de 93 anos a bordo do veleiro Pick Nick.

“Sou oficial da Marinha do Brasil e aos 93 anos fico muito feliz em poder estar perto dos navios, dos veleiros, dos meus amigos e colegas! Esse ano será a segunda vez que participo da Semana de Vela e é muito bacana porque a regata me aproxima muito do meio náutico. Espero que o tempo colabore com a gente pra que possamos ter um evento bem legal”, disse o comandante Francisco Matos dos Santos.

Mulheres também estarão no comando de embarcações em Ilhabela. A gaúcha Geórgia Rodrigues será a líder do veleiro FelciDue na classe ORC. Já Marina Castelani fará história sendo a primeira deficiente visual no comando de um barco no evento.
O projeto Sailing Sense vai utilizar o barco Mixuruca (Fast 23) nas regatas. Com cegueira total, Marina Castelani será a skipper ao lado de seu colega Eduardo Francisco da Silva, também deficiente.

”Eu não tenho medo! O barco à vela é muito seguro, por isso queremos mostrar para outros deficientes que podemos chegar lá. Podemos fazer muitas coisas! Eu velejo, faço curso de computação avançada e quero fazer direito ano que vem. A vela me trouxe isso”, explicou Marina Castelani, de 51 anos.

O troféu oficial da 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela será a réplica do veleiro Madrugada. Será apenas a segunda vez na história da competição que um barco em disputa é homenageado. A primeira foi com o Áries III, em 2017. Com essa iniciativa, o evento prestigia embarcações que contam a história da vela brasileira.
Largada e desfile

O tiro de largada será às 11h10 para Alcatrazes e a previsão do tempo indica ventos de baixa intensidade (até 5 nós) com termômetros na casa dos 25 graus. Às 10h30 haverá o tradicional Desfile dos Barcos. Os veleiros inscritos na Semana Internacional de Vela de Ilhabela.

A Alcatrazes tem um percurso de 55 milhas náuticas contornando o arquipélago do litoral norte paulista e chegando no Farolete 4. Outras provas também fazem parte do dia como a Toque-Toque por Boreste (25 milhas náuticas) e Renato Frankenthal (10 milhas náuticas).

Há a previsão da passagem de jubartes no meio da raia de Alcatrazes. Nos últimos anos, Ilhabela registra cada vez mais baleias migrando em direção ao sul da Bahia para reprodução.

Na temporada de 2019, o número é recorde com mais de 300 avistamentos! Desde 2016, a Semana Internacional de Vela de Ilhabela recebe visita frequente de baleias, que se juntam a golfinhos na raia das provas.
A comissão organizadora junto ao Yacht Club de Ilhabela fazem ações ambientais para reduzir a poluição das águas e preservar a vida marinha. Em 2019, o evento adotou a política do impacto zero.

Vela do Amanhã e Torneio por Equipes

O incentivo à formação da nova geração da vela oceânica será um dos grandes legados da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, em sua 46ª edição. Com a Regata Vela do Amanhã, marcada para o dia 15, alunos das escolinhas da modalidade em Ilhabela e região poderão vivenciar uma disputa de alto nível técnico, integrando tripulações experientes. Assim, eles ganharão experiência no trabalho em equipe na principal competição do gênero na América do Sul.

A Vela do Amanhã contará com as 60 crianças que fazem parte dos projetos da ilha, como a Escola de Vela de Ilhabela e a Escola de Vela Lars Grael. Todas as equipes inscritas na competição também são incentivadas a participar da ação. A inscrição pode ser feita diretamente na secretaria do Yacht Club de Ilhabela (YCI).

No Torneio por equipes, realizado desde a edição de 2014, a briga será entre clubes, associações ou cidades. O campeão recebe o troféu transitório Pen Duick II. O nome é uma homenagem ao Pen Duick II, veleiro do francês Eric Tabarly, vencedor da regata em solitário transatlântica Ostar, em 1964.

As regras de participação mudaram para a edição deste ano. Os times devem ter quatro barcos, um da classe Orc, um da IRC, um da RGS e um da Bico de Proa. Para a classificação serão considerados os pontos somados por cada barco em todas as regatas disputadas até 19 de julho. Vence a equipe que somar menos pontos no total. A premiação será feita na sexta-feira (19) à noite, véspera das provas finais.

No ano passado, a grande campeã foi a equipe CIZ, formada pelos barcos San Chico/ORC, Inaê 40/IRC e Zeus/RGS).