B-Boy Pelezinho assina tênis com Sandro Dias e quer ver skate e breakdance em Paris 2024

29/05/2019 19:11

O B-Boy Pelezinho, um dos maiores atletas de break do mundo, aposta na entrada da modalidade nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. O Comitê Organizador quer colocar a dança junto com skate na França.

Durante o lançamento do tênis especial para o atleta da marca DUAL Footwear, que ocorreu nesta terça-feira (28), no Red Bull Station, em São Paulo (SP), Pelezinho apostou na escolha e disse que a comunidade do breakdance vai ganhar com a inclusão no programa olímpico, assim como foi o skate do colega Sandro Dias para Tóquio 2020.

”O break na Olimpíada vai agregar muito para cena e ao mesmo tempo ajudar as crianças a ocupar a mente! Eu acredito que vai ser”, disse Pelezinho. ”As duas modalidades, skate e break, tem muita sinergia e seria muito legal disputar uma Olimpíada”.

Sandro Dias, proprietário da DUAL Footwear e um dos maiores skatistas do mundo, considerou a importância de aproximar ainda mais os jovens. ”Colocar coisas novas como skate, surfe e até uma batalha de b-boys na Olimpíada pode atrair mais a juventude para acompanhar os Jogos. Eu gostaria que não excluísse nenhum e desse oportunidade para todos”.

Collab

O atleta Pelezinho se emocionou durante a collab ao receber um tênis especial para a prática do breakdance. A DUAL Foottwear criou a ação “Fora da Caixa”, que visa buscar novos atletas e personalidades de diferentes de diversas áreas. ”Nunca imaginei algo desse tipo! É um sonho”, contou Pelezinho.

Collab vem do termo colaboração em inglês. A ideia é pegar um produto em linha com assinatura de uma personalidade, que se identificou com a marca, neste caso, o tênis. A primeira ‘collaboration’ foi com o músico Badauí do CPM22.

O novo tênis assinado por Pelezinho usa o modelo único preto com branco, tem cabedal construído com material super resistente, flexível e arejado, tudo isso em cima do confortável solado DPS.

”É o primeiro tênis que um b-boy assina no mundo! Pra gente é uma alegria e satisfação muito grande”, reforçou Sandro Dias.

Mais informações no site http://dualfootwear.com.br/

 

Brasileiro na briga pelo título da ABB Fórmula E, a F1 dos carros elétricos

25/05/2019 15:48

Lucas di Grassi venceu o ePrix de Berlim e conquistou a sua segunda vitória na quinta temporada da Fórmula E, e se mantém na luta pelo título.
Após ter largado na terceira colocação, o brasileiro conseguiu assumir a ponta nas primeiras voltas e liderou sem sofrer ameaças, garantindo a Audi no lugar mais alto do pódio em “sua casa”, além da volta mais rápida do ePrix de Berlim.

“Foi muito bom, estou feliz. Sofremos muito na classificação, mas desta vez fui bem e consegui disputar a Super Pole. Usei bem o modo ataque durante a prova, na hora certa, e isso foi importante para vencer aqui, uma corrida importante para mim e para a Audi, por ser a corrida de casa”, comentou Lucas di Grassi após a prova.

A largada foi tranquila, com os primeiros colocados permanecendo em suas posições. Porém, isso mudou já na terceira volta, quando Lucas di Grassi ultrapassou Vandoorne e assumiu a segunda colocação.

Largando em 19º, Felipe Massa largou bem e chegou a assumir a 16ª posição, mas não conseguiu manter um bom ritmo e logo voltou a perder posições, caindo para 20º.

Duas voltas depois, o brasileiro ultrapassou o suíço Sébastien Buemi e assumiu a liderança da prova, e foi abrindo uma boa vantagem aos poucos.

Enquanto Di Grassi seguia tranquilo na ponta, se formou um grupo entre o segundo e sétimo colocado, com boas disputas. O português Antonio Félix da Costa conseguiu boas ultrapassagens e logo assumiu a segunda colocação. Porém, Buemi usou o fanboost e recuperou a posição.

Outro piloto que subiu diversas posições foi o líder e atual campeão Jean-Eric Vergne, que se sétimo chegou a ser terceiro, mas voltou a perder a posição para o piloto português.

A prova chegou a ter uma bandeira amarela em todo o circuito, por conta de Alex Lynn, que rodou sozinho durante a disputa de posições com Vergne e Daniel Abt, mas não houve a necessidade da entrada do safety car.

Apesar da bandeira amarela, Lucas di Grassi consegui manter uma boa diferença em relação a Sébastien Buemi. Enquanto isso, Vergne voltou a ultrapassar Félix da Costa e passou a disputar a segunda posição com o suíço da Nissan e.Dams.

No fim, Lucas di Grassi recebeu a bandeirada e garantiu seu quinto pódio em seis eprix realizados em Berlim, e conquistando a sua segunda vitória na temporada, assumindo a segunda colocação no campeonato.

Sébastian Buemi conseguiu se manter na segunda colocação, e Jean-Eric Vergne terminou em terceiro, se mantendo na liderança do campeonato.

Felipe Massa não conseguiu uma corrida de recuperação, e terminou a prova apenas na 15ª colocação.

 

Confira a classificação atualizada do campeonato de pilotos após de provas disputadas:
1º Jean-Eric Vergne (FRA) – DS Techeetah: 102 pontos
2º Lucas di Grassi (BRA) – Audi Sport ABT Schaeffler: 96 pontos
3º André Lotterer (ALE) – DS Techeetah: 86 pontos
4º Antônio Félix da Costa (POR) – BMW i Andretti Motorsport: 82 pontos
5º Robin Frijns (HOL) – Envision Virgin Racing: 81 pontos
6º Mitch Evans (NZL) – Panasonic Jaguar Racing: 69 pontos
7º Daniel Abt (ALE) – Audi Sport ABT Schaeffler: 67 pontos
8º Jêromé D’Ambrósio (BEL) – Mahindra Racing: 65 pontos
9º Oliver Rowland (GBR) – Nissan e.Dams: 63 pontos
10º Sébastien Buemi (SUI) – Nissan e.Dams: 61 pontos
11º Sam Bird (GBR) – Envision Virgin Racing: 56 pontos
12º Edoardo Mortara (SUI) – Venturi Formula E Team: 52 pontos
13º Pascal Wehrlein (ALE) – Mahindra Racing: 52 pontos
14º Felipe Massa (BRA) – Venturi Formula E Team: 32 pontos
15º Stoffel Vandoorne (BEL) – HWA Racelab: 30 pontos
16º Alexander Sims (GBR) – BMW i Andretti Motorsport: 24 pontos
17º Maximilian Günther (ALE) – GEOX Dragon: 10 pontos
18º Gary Paffety (GBR) – HWA Racelab: 08 pontos
19º Oliver Turvey (GBR) – NIO Formula E Team: 06 pontos
20º Alex Lynn (GBR) – Panasonic Jaguar Racing: 04 pontos
21º José Maria López (ARG) – GEOX Dragon: 03 pontos
22º Nelson Piquet Jr. (BRA) – Panasonic Jaguar Racing: 01 ponto

Classificação Mundial de Construtores após dez etapas:
1º DS Techeetah (CHI) – 188 pontos
2º Audi Sport ABT Schaeffler (ALE) – 163 pontos
3º Envision Virgin Racing (GBR) – 137 pontos
4º Nissan e.Dams (JAP) – 124 pontos
5º Mahindra Racing (IND) – 117 pontos
6º BMW i Andretti Motorsport (EUA) – 106 pontos
7º Venturi Formula E Team (MON) – 84 pontos
8º Panasonic Jaguar Racing (GBR) – 74 pontos
9º HWA Racelab (ALE) – 38 pontos
10º GEOX Dragon (EUA) – 13 pontos
11º NIO Formula E Team (GBR) – 06 pontos

Velejadores da ANI embarcam para REFENO levando a bandeira de Itajaí (SC)

24/05/2019 16:45

Dupla de velejadores da ANI parte no sábado rumo a São Francisco do Sul e tem como destino final correr a tradicional regata REFENO

A tripulação do veleiro Gosto D’Água II parte de Itajaí (SC) neste sábado (25) para correr a tradicional regata Recife Noronha, popularmente conhecida como REFENO.

A dupla Claudio Copello e Marcelo Bonilla vai fazer várias paradas em municípios de seis estados da federação antes da regata nordestina.

O destino final será Recife (PE), onde ocorre a largada da prova no Marco Zero em 12 de outubro.

A ideia é fazer o percurso em até três dias

”A Regata Refeno, de Recife a Fernando de Noronha, eu já fiz no veleiro Itajaí Sailing Team, que foi num veleiro Manos Champ, o tempo foi 33 horas, agora que estarei no meu veleiro vai depender na previsão de tempo, mas eu calculo que devemos chegar lá em 48 horas”, disse Cláudio Copello.

Claudio Copello e Marcelo Bonilla integraram a  ANI – Associação Náutica de Itajaí, um dos principais projetos de fomento à vela no País.

Na viagem subindo o Atlântico, eles têm o objetivo de difundir a cultura náutica da cidade catarinense por meio de palestras em outras cidades litorâneas brasileiras.

Itajaí (SC) ganhou projeção esportiva por sediar regatas como Transat Jacques Vabre e Volvo Ocean Race.

Os navegadores partem no fim de semana rumo a São Francisco do Sul, onde será a primeira parada.

A dupla receberá outros convidados nas cidades de parada nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Bahia, além de Santa Catarina.

“Itajaí está se consagrando como polo náutico do Brasil. A cidade tem projetos únicos que precisam ser disseminados para outras cidades e estados. E o objetivo do Projeto Brasil Velejador é isso, compartilhar o melhor do que temos aqui”, disse Cláudio Copello.

Em abril de 2019, Cláudio Coppelo organizou as regatas do VelaShow, feira inédita da modalidade realizada em Itajaí.

O evento contou com provas de oceano e das classes Optimist e Ibis Rubra.

Projeto

O projeto apresentará duas palestras gratuitas aos fãs da vela.

 Claudio Copello ministra “Navegando Pela Cidadania” e explica os projetos sociais desenvolvidos na ANI – Associação Náutica de Itajaí, onde Claudio foi presidente por 6 anos.

Em “Navegar é Fácil”, Marcelo fala sobre teorias de vela para iniciantes e curiosos.

A palestra estreou no evento VelaShow!

O velejador ainda conta com um canal no Youtube onde compartilha experiências náuticas para mais de 10 mil seguidores.

Além das palestras, a dupla oferece vagas a venda para as travessias da rota.

A proposta é voltada para pessoas que tem curiosidade e querem viver a experiência a bordo.

Durante o período, o tripulante passará por uma imersão em conhecimento náutico prático.

Interessados em saber mais informações podem entrar em contato no número (47) 99146-2020 e (48) 99804-8782.

Transat Jacques Vabre faz visita técnica ao stopover de Salvador

A comissão organizadora da Transat Jacques Vabre visitou no mês de maio os representantes locais de Salvador, capital da Bahia, que receberá os barcos da próxima edição. A largada da regata em duplas pelo oceano Atlântico será dia 27 de outubro, em Le Havre, na França, com chegada de 7 a 17 de novembro, em Salvador. A prova terá ao todo 4.350 milhas náuticas ou mais de 8 mil quilômetros.

Os representantes da Transat Jacques Vabre, Gildas Gautier, Francis Le Goff e Raquel Cruz (formada em Jornalismo pela UNIVALI) se reuniram com as autoridades locais, entre elas a Marinha do Brasil, assim como as secretarias de Turismo estadual e municipal, co-organizadoras da regata.

”Nós estamos muito contentes de contar com o Governo do Estado da Bahia e a Prefeitura de Salvador para a organização desta que será uma edição recorde em número de participantes. Ambos reagiram de maneira positiva ao desafio de acolher quase 60 barcos, o que representa um investimento importante, mas duradouro para a marina pública de Salvador”, comentou Gildas Gautier, diretor-geral do evento.

Os mais 50 barcos já confirmados para a Transat Jacques Vabre ficarão atracados no Terminal Turístico Náutico da Bahia (TTNB), no bairro Comércio. No local, atrás do Mercado Modelo, será instalada uma Vila da Regata com atrações gratuitas para os visitantes, incluindo shows, visitação de veleiros e outras atividades voltadas ao público local de 7 a 17 de novembro de 2019.

Após a chegada em Salvador, os mais de 50 barcos das categorias IMOCA, Multi50 e Class40 participarão ainda de uma mini-regata na Baía de Todos-os-Santos. A proposta, segundo os organizadores, é de integrar a população das cidades vizinhas na programação do evento e democratizar a vela oceânica na região.

Além disso, os organizadores franceses fizeram visitas-técnicas às instalações da Vila da Regata e da infraestrutura hoteleira. Durante o período do evento, em torno de 350 estrangeiros estarão em Salvador entre eles jornalistas, membros da organização e autoridades francesas.

Barcos da Transat Jacques Vabre

A largada da edição 2019 da Transat Jacques Vabre será só em 27 de outubro e a organização já confirmou a parcial de 51 barcos inscritos até o momento. O número recorde deve ser ainda maior com mais de 55 duplas. As inscrições terminam em 12 de julho de 2019.

A rota entre Le Havre e Salvador da Bahia é uma velha conhecida dos velejadores, já que esta será a sexta vez em que a regata Transat Jacques Vabre terá como destino Salvador (Bahia), a primeira capital do Brasil.

A travessia chama a atenção pelas várias condições meteorológicas encontradas pelo caminho. O primeiro desafio a ser vencido é o perigoso golfo da Biscaia, entre a França e a Espanha.

Em seguida, é preciso superar o anticiclone das Ilhas Canárias e a potência dos ventos alísios até a passagem pela linha do Equador. Por fim, ainda conta com uma rápida descida pela costa do Nordeste brasileiro.

Tudo isso, antes de entrar na movimentada Baía de Todos-os-Santos, segunda maior baía natural do mundo.

Corrida off-road Extreme-E celebra 517 anos da Ilha de Santa Helena

21/05/2019 14:19

A Extreme-E, corrida com utilitários esportivos elétricos (SUVs) off-road, será disputada nos pontos mais inóspitos do planeta a partir de 2021 e já anunciou algumas equipes como a Willians e a Venturi.

O evento terá o navio Royal Mail Ship – Santa Helena como base de apoio. Uma espécie de paddock flutuante.

Durante anos, a RMS St. Helena serviu a pequena ilha de mesmo nome e sua população. Agora, a embarcação parte para essa nova empreitada, totalmente remodelada!

Neste dia 21 de maio, a ilha do RMS St. Helena completa 517 anos de descobrimento.

O RMS St Helena era um navio de carga (transportando também passageiros) que servia ao território ultramarino britânico de Santa Helena. Era uma das quatro únicas embarcações do mundo que ainda carregavam o status de Royal Mail Ship. Os moradores locais, incluindo a imprensa local, costumam chamá-la de RMS, para não confundi-la com a própria ilha.

A prova vai passar por locais como a floresta amazônica, Himalaia, deserto do Saara, ilhas do Índico, entre outros.

”O St Helena é um navio especial, pois conecta a ilha ao resto do mundo. Nós vamos usar agora de base. Sem pegada de carbono, sem poluir o meio ambiente. Queremos transformar o navio no novo RV Calypso, usado por Jacques Cousteau em suas expedições”, contou Alejandro Agag, organizador do evento e também CEO da Fórmula E.

O Santa Helena será, literalmente, a garagem navegante dos carros do Extreme-E, um Rali Dakar com SUVs elétricas.

Servirá também como base de apoio e pesquisa para ajudar no combate à poluição do meio ambiente

A competição está marcada para 2021 e tem o brasileiro Gil de Ferran como coordenador principal.

A competição vai destacar não apenas os veículos elétricos, pilotos de alto nível e tecnologias avançadas – mas, crucialmente, os desafios enfrentados por cada ecossistema.

Tóquio 2020: Brasil garante mais uma vaga olímpica na vela

19/05/2019 17:03
2019 Finn Open European Championship, 10-18 May 2019 Athens International Sailing Center, Greece

A vela brasileira segue sua tradição olímpica e conseguiu confirmar mais um barco na disputa de Tóquio 2020, no Japão.

Na sexta-feira, o país garantiu classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 na classe Finn.

O paulista Jorge Zarif, quarto colocado na Rio 2016, avançou para a regata da medalha no Campeonato Europeu de Atenas, na Grécia, e confirmou um barco brasileiro no evento do ano que vem

O brasileiro, que já foi campeão mundial da categoria, terminou a competição grega na sétima colocação no geral (111 pontos perdidos).

”Vou disputar as Olimpíadas de Tóquio em 2020! Em um dia sem regatas, estou classificado para a medal race do Europeu de Finn, na Grécia e conquistei uma das 4 vagas olímpicas! Feliz demais por alcançar meu objetivo! Obrigado a todos pela torcida! Brasil!”

Agora as vagas estão confirmadas nas seguintes classes:

Finn

49erFx

Laser

Nacra

É bem provável que Jorge Zarif já esteja com a vaga dele. É preciso atender aos critérios da CBVela agora para competir, porém o atleta paulista invariavelmente ganha as regatas de Finn por aqui.

”É importante conquistar a vaga neste momento. Agora, a próxima obrigação é atender aos critérios técnicos da Confederação para ser indicado para os Jogos. Dá um pouco mais de tranquilidade para se preparar para o evento-teste, em agosto, e para o Mundial em dezembro, na Austrália”, afirmou Zarif.

Outros bons resultados no exterior

A vela ganhou neste domingo (19) mais duas medalhas de ouro para o Brasil.

Com uma campanha brilhante ao longo da semana, as campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram o Campeonato Europeu da classe 49er FX, em Weymouth, na Inglaterra.

E em Riva del Garda, na Itália, Robert Scheidt e Henry Boening, o Maguila, ganharam o Europeu de Star de forma emocionante, ultrapassando a dupla francesa Rohart/Ponsot nos metros finais da regata decisiva.

“Eu estava tão cansado que ele (Maguila) foi quem me disse que nós vencemos. Eu perguntei: ‘Nós realmente ganhamos?’ E ele disse: ‘Sim, ganhamos.’ Foi uma regata incrível desde o começo. Os franceses fizeram um bom trabalho, estavam bem rápidos. Mas nós nos mantivemos perto e tivemos a chance de entrar por dentro e vencer na linha de chegada”, descreveu Robert Scheidt, em entrevista ainda no barco para a equipe de comunicação do evento.

Dono de cinco medalhas olímpicas — sendo duas na Star, que não faz mais parte do programa dos Jogos —, Robert Scheidt agora volta suas atenções para sua campanha rumo a Tóquio 2020.

A partir de 3 de julho, o velejador participa do Campeonato Mundial da classe Laser, que será disputado na raia olímpica.

Já Martine e Kahena conquistaram neste domingo seu terceiro título em 2019 na 49er FX, depois dos triunfos na etapa de Miami da Copa do Mundo, nos Estados Unidos, e no Troféu Princesa Sofia, na Espanha.

O Europeu de 49er FX foi disputado na mesma raia dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Martine e Kahena assumiram a liderança da classificação geral na quarta-feira e não a perderam mais. A dupla chegou à regata da medalha deste domingo com o ouro praticamente garantido.

Sem arriscar e sem atrapalhar as adversárias que lutavam por classificação para Tóquio 2020, as brasileiras subiram no topo do pódio com 76 pontos perdidos, mesmo terminando em décimo lugar na prova decisiva.

Em segundo lugar ficaram as atuais campeãs mundiais, as holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duetz (79 p.p.).

“Estamos felizes por conquistar nossa primeira vitória em um Europeu! Foi um campeonato mais longo do que estamos acostumadas. Foram sete dias. No final da semana, o vento foi diminuindo e ficou um pouco mais difícil manter nossa média do início. Estamos muito contentes com nosso resultado aqui e estamos em busca de sempre melhorar”, disse Kahena.

“Começamos a semana bem fortes. E graças a esse começo conseguimos nos manter na frente mesmo com os resultados dos últimos dias”, afirmou Martine.

Semana Internacional de Vela de Ilhabela testa novo formado de largada

10/05/2019 15:41

foto: aline bassi | balaio

A Semana Internacional de Vela de Ilhabela terá largadas e áreas de regatas diferentes para a edição 2019, que será disputada de 13 a 20 de julho, em Ilhabela (SP).

A organização consultou os representantes de cada categoria e estabeleceu a mudança das raias para todas as provas dos calendário.

Sobretudo, os barcos das classes ORC, IRC, C30, HPE30 e HPE25 largam num local diferente do grupo dos Clássicos, Bico de Proa e RGS.

Para cada raia haverá uma equipe de árbitros e fiscais embarcados.

A medida, no entanto, vai diminuir a concentração de barcos na hora da partida e garantir uma largada limpa para todos os tipos de classes.

”A mudança atende a uma reivindicação das classes e certamente tornará as regatas ainda melhores e mais justas para todos”, explicou Cuca Sodré, presidente da Comissão de Regatas.

As regatas da Semana Internacional de Vela de Ilhabela têm início em 14 de julho com as tradicionais provas de longo percurso, como Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, Toque-Toque por Boreste e Renato Frankenthal.

”Pensando pelo lado do desempenho é uma experiência válida, pois vai ter menos tráfego! Com isso, nós que temos barcos maiores, jogamos menos vento sujo nos menores. Isso já rolou em eventos internacionais de regatas de oceano”, explicou o velejador profissional Juninho de Jesus, integrante do Pajero.

O evento conta com outros estilos de regatas como as de barla-sota (percurso entre bóias) e de percurso médio. As distâncias e locais serão definidos horas antes das provas.

”É uma medida interessante principalmente quando as regatas forem barla-sota, pois a tendência é que os barcos mais rápidos alcancem os mais lentos na primeira volta e isso acaba por criar uma situação ruim para ambos os lados”, opinou Bayard Umbuzeiro Neto, integrante do Inaê 40 | Transbrasa.

Em 2018, a Semana Internacional de Vela contou com 123 barcos distribuídos em oito classes.

Inscrições

As inscrições para a 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela seguem abertas no site www.sivilhabela.com.br.

O primeiro lote de inscrição vai de 15/04 a 10/06.

A abertura do principal evento da modalidade na América do Sul será com o tradicional Desfile das Embarcações, que ocorre no píer do centro de Ilhabela no domingo (14) antes da largada a Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil.

foto: aline bassi | balaio

PalmaVela reúne equipes de 23 países na Espanha

07/05/2019 13:01

Nesta quinta-feira (9) começa nas águas de Palma de Maiorca, a primeira grande prova da temporada de regatas do Mediterrâneo em 2019.

A 16ª edição da PalmaVela terá 124 equipes de 23 países para correr em umas das 14 classes.

O Brasil não mandou representantes, mas a América do Sul tem barcos da Argentina e do Chile. Saiba todos os barcos inscritos.

Os barcos mais rápidos da vela oceânica serão divididos em categorias como ORC e IRC, ambas com presença em provas brasileiras como a Semana Internacional de Vela de Ilhabela.

A novidade deste ano vem da classe Viper, categoria de cruzeiro exclusiva para mulheres.

Os TP52 estão na disputa também na chamada BoxRule.

As regatas somam pontos para o Mediterranean Vela Circuit.

Os clubes náuticos de Barcelona e Valência se uniram ao de Palma de Maiorca e criaram o evento.

Além do PalmaVela (8 a 12 de maio), as provas do circuito serão  Caixabank Conde de Godó Sailing Trophy (23-26 de ,aio) e o Troféu SM La Reina (5 a 7 de julho).

Restrito à participação de cruzeiros de ORC, o Circuito de Vela do Mediterrâneo terá uma classificação para cada classe, na qual será adicionada a pontuação correspondente à posição que cada barco obteve na classificação geral final de cada prova, sem qualquer descarte.

Todos os barcos participantes em qualquer uma das três competições que compõem o torneio farão o mesmo, mas apenas os barcos que participaram em pelo menos duas das três regatas serão elegíveis para o título de vencedor do Circuito de Vela do Mediterrâneo.

A 16ª PalmaVela é organizada pelo Real Club Náutico de Palma, com a aprovação da Real Espanhola Sailing Federation, patrocinado pela Sail Racing, patrocínio institucional do Governo de les Illes Balears Conselho e Palma City, e a colaboração da Federação Balear de Vela, Club Náutic SArenal e da Autoridade Portuária das Ilhas Baleares.

 


Marinha do Brasil novamente na Semana de Vela

06/05/2019 15:57

A Marinha do Brasil novamente apoia a Semana Internacional de Vela de Ilhabela, principal evento de vela oceânica da América do Sul. As regatas serão disputadas de 13 a 20 de julho no litoral norte paulista e devem reunir barcos de oito classes diferentes.

A prova de abertura da competição também está ligada às Forças Armadas. A tradicional Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil leva os barcos à uma disputa longa, superior a 55 milhas, contornando a ilha de Alcatrazes. A regata ocorre desde 1996.

Foto: Balaio de Ideias

”Devido ao apoio institucional da Marinha do Brasil ao Yacht Club de Ilhabela, principalmente durante a Semana de Vela, o Yacht Club de Ilhabela sempre homenageia a Marinha do Brasil com o nome da regata”, contou o Capitão de Fragata Wagner Goulart de Souza.

Além de oferecer segurança aos competidores, que passam de 1.000 todos os anos, a Marinha do Brasil participa com equipes formadas por aspirantes da Escola Naval.

Em 2018, a Escola Naval participou da competição com quatro barcos: Cherne, Dourado, Marlim e Sargaço. O terceiro lugar da Classe RGS-A foi conquistado pela tripulação do Sargaço, sob o comando do aspirante Matheus Crispim.

”Para a Marinha do Brasil, a Semana de Vela é uma oportunidade de divulgação da mentalidade marítima na sociedade, identificando no mar sua importância e potencialidades, bem como a segurança da navegação, prevenção da poluição hídrica nos mares e a salvaguarda da vida humana”, disse o Capitão de Fragata Wagner Goulart de Souza.

Nos últimos três anos, a Marinha do Brasil enviou o barco Cisne Branco, NDCC Garcia D’Avila e o NSS Felinto Perry.

”A Marinha do Brasil, por intermédio da Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião, possui uma relação muito amistosa não só com o Yacht Club de Ilhabela, mas também com os demais clubes, marinas e garagens náuticas do litoral norte de São Paulo”, completou Wagner Goulart de Souza.

A Marinha do Brasil participa também da Semana Internacional de Vela de Ilhabela com um estande guarnecido por militares da Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião para exposição de diversos assuntos relacionados à Marinha e também com materiais de marinharia, mergulho, maquetes de navios e submarinos.

”Esta Delegacia vê como salutar o relacionamento com as entidades náuticas da região, bem como uma forma de aproximação da sociedade civil e de poder apresentar as mais variadas atividades desenvolvidas pela Marinha, sendo essa, inclusive uma orientação do Centro de Comunicação Social da Marinha”, finalizou o Capitão de Fragata Wagner Goulart de Souza.

Melhor velejador do mundo quer correr novamente a Ocean Race

04/05/2019 17:13

Neozelandês Pete Burling disputou a Volvo Ocean race em 2017-18 com o Team Brunel.

O velejador campeão olímpico e comandante do atual vencedor da America’s Cup quer voltar a correr a volta ao mundo.

O país já tem definida uma campanha para a próxima edição, que será em 2021-22.

O time kiwi será liderado por Bianca Cook e Tony Rae e o barco usado será um VO65.

A The Ocean Race também terá os IMOCA na linha de largada.

”A Nova Zelândia tem muita história desde a Whitbread até a Volvo Ocean Race.  Agora é a Ocean Race”.

”Seria uma pena se não houvesse um barco Kiwi no auge da regata e estamos tentando muito conseguir mais essa participação”, disse Pete Burling.

Tóquio-2020

Mas Pete Burling terá de defender seus títulos da América’s Cup e da olimpíada na classe 49er.

“Temos muito a fazer agora, concentrando-nos na 49er e na America’s Cup, que são ambos grandes desafios, mas com certeza seria muito legal ver um barco da Nova Zelândia na linha de partida em 2021, e eu realmente gostaria de estar envolvido. ”

Pete Burling tem 27 anos e corre ao lado no 49er do compatriota Blair Tuke.

“O futuro da The Ocean Race é definitivamente emocionante – especialmente porque agora existe esse componente de design aberto para ele novamente”, disse Burling.

”O One-Design teve suas vantagens, mas acho que alguns dos velejadores que fizeram a última regata provavelmente ficaram um pouco frustrados com algumas das coisas nos barcos”.

”Vai ser legal ter algo um pouco mais relacionado ao design e um pouco mais rápido”.

“Acho que vai ser um grande desafio navegar com menos tripulação – você terá que ser muito mais equilibrado com suas habilidades de navegação – e eu acho que isso é muito bom para a regata”.

Para Pete Burling e Blair Tuke só faltou a Ocean Race para completar o chamado Grand Slam da Vela, que inclui olimpíada e America’s Cup.

Blair Tuke correu no MAPFRE na edição passada da Ocean Race!