Refeno teve 61 barcos no Recife

04/10/2018 12:04

O favoritismo do Patoruzú foi confirmado e a embarcação conquistou o troféu Fita Azul da 30ª Regata Refeno Recife-Fernando de Noronha.

Vencendo de ponta a ponta, o barco quebrou a hegemonia do Camiranga e devolveu o título para Pernambucano após cinco anos.

O último havia sido o Ave Rara, em 2013.

Comandado por Higinio Luís Marinsalta, o Patoruzú venceu a Refeno pela primeira vez ao concluir o percurso de 292 milhas náuticas (545 quilômetros) às 14h58 com o tempo de 25h58min12s.

“A regata foi bastante difícil para nós. As primeiras 150 milhas avançamos bem rápido, tivemos vento de mais de 15 nós de velocidade. Porém, entre as 16h e 17h do sábado, quebramos uma adriça e às 21h quebramos o tirante do bombordo. Foi um momento muito tenso, tivemos que parar o barco, chegamos até a pensar em voltar, mas conseguimos fazer a amarração de forma, até certo ponto, segura e viemos poupando o barco desde então. Apenas no fim da manhã soubemos pelo rádio que estávamos perto do título. E estamos muito felizes”, afirmou o capitão do Patoruzú, Higinio Marinsalta.

61 barcos correram a tradicional regata brasileira.

A Família Schurmann, a bordo do veleiro Kat, chegou a Fernando de Noronha no início da noite deste domingo (30) e ficou com o vice-campeonato da 30ª Refeno. Eles completaram o percurso de 292 milhas náuticas, ou 545 quilômetros, às 18h25 depois de 30h25min22s de regata.

Estou muito feliz. Fizemos uma regata muito bacana. Saímos com o vento fraco e esse barco, com 90 toneladas, precisa de mais vento. O vento veio e fizemos uma tática de subir mais, orçar e aliviar. Tivemos uma média de 10 nós. Foi excelente e a embarcação se saiu bem. A tripulação também foi muito bacana. Todos com muita vontade, regulando as velas. Foi maravilhoso. Fico muito feliz em ser o primeiro barco de Monocasco a chegar em Noronha”, ressaltou o capitão Vilfredo Schurmann.

RGS

o Team Angola Cables chegou em primeiro lugar na classe RGS na 30ª edição da Refeno

Com uma tripulação formada por oito velejadores, barco fez a prova em 31 horas e meia de regata

Foi o terceiro barco a cruzar a linha de chegada em Noronha.

Balanço

Neste ano, 61 embarcações se inscreveram na Refeno com um aumento de 25% comparado às últimas edições. Cinquenta e nove barcos partiram do Marco Zero do Recife, no último sábado (29), e 54 chegaram a Fernando de Noronha.

Duas foram rebocadas para Natal, enquanto outras três ligaram o motor na ida ao Arquipélago e foram desclassificadas. A histórica edição da Refeno reuniu embarcações de 12 estados, além de Rússia e Grã-Bretanha. Pernambuco teve o maior número de participantes com 16 barcos. No total, 447 tripulantes competiram na maior regata oceânica da América Latina.

E, além da competição, que teve o pernambucano Patoruzú como o Fita Azul com o tempo de 25h58min12s, a Refeno 2018 se destacou pelas ações sociais realizadas em Fernando de Noronha. Os inscritos na regata doaram duas horas em pelo menos um dia para realizar atendimentos médicos, odontógicos, jurídicos, além de aulas de vela e entrega de material higiênico e esportivo na Creche Bem-me-quer e Escola Estadual Fernando de Noronha.

“A gente está deixando na Refeno deste ano um legado de ações sociais. Participaram advogados, psicólogos, odontólogos, nutrólogos, nutricionistas (houve também aula de vela para crianças no Porto de Noronha). Então, foi muito importante essa participação. O Cabanga também arca com uma manutenção mensal, mesmo que pequena, em termos de doação para a creche aqui de Noronha”, afirmou o Comodoro Delmiro Gouveia.

Primeiras regras da regatona definidas

Fala, pessoal! A  Volta ao Mundo divulgou seu primeiro aviso de regata e eu conto pra vcs um pouco desse documento.

A próxima edição da regata de volta ao mundo, prevista para começar em 2021, terá duas classes barcos segundo o primeiro aviso de regata divulgado pela organização. 
 
Usado na temporada 2017-18, o veleiro Volvo Ocean 65 segue no start list da competição de vela oceânica. 
 
A novidade da Volta ao Mundo é a entrada do IMOCA 60, usado em provas como Vendee Globe e Transat Jacques Vabre. É um veleiro de 60 pés, que usa fólios e é um dos mais requisitados pelos atletas na Europa
 
Após o lançamento do documento preliminar, os organizadores da regata continuarão a consultar as principais partes interessadas nas próximas semanas antes de abrir as inscrições.
 
A partir de 11 de dezembro de 2018, as equipes, sindicatos e velejadores podem anunciar suas campanhas na Volta ao Mundo.Volta ao mundo divulga aviso de regata
 
A regra provisória diz que as equipes usando os barcos IMOCA 60 competirão pelo título geral da regata, enquanto as tripulações que comandam o VO65 participam do Youth Challenge Trophy. 
A maioria dos 10 velejadores no barco precisará ter menos de 30 anos de idade, com um mínimo de três atletas com menos de 26 anos.
 
“Essas regras vão garantir oportunidades para os melhores atletas de vela participarem do nosso evento”, disse Richard Brisius, CEO da volta ao mundo.
”Ao mesmo tempo, estamos abrindo uma porta mais ampla para os velejadores competirem em um dos eventos mais importantes do nosso esporte mais cedo, através do troféu da juventude”
 
A sustentabilidade e a abertura para ainda mais mulheres na regata continuam!
Em 2017-18, a Volvo Ocean Race teve, pelo menos, duas atletas por barco. A brasileira Martine Grael fez história a bordo do team AkzoNobel.
“Historicamente, as inovações de design e desempenho têm sido um componente importante do sucesso nesta regata desde 1973”, disse o co-presidente Johan Salén.
“A classe IMOCA 60 está na vanguarda da tecnologia para monocascos offshore e os velejadores e designers estarão buscando todas as vantagens técnicas que encontrarem.”
 
Nas próximas semanas e meses, mais informações serão divulgadas, incluindo detalhes sobre a rota, a regra da classe IMOCA e novas iniciativas de sustentabilidade que se baseiam no programa premiado.