Próxima edição da regata planejada para 2021 com novos proprietários

31/05/2018 19:48
Alicante stopover, in-port race. Photo by Beau Outteridge/Turn the Tide on Plastic. 14 October, 2017.

Enquanto a Volvo Ocean Race 2017-18 se prepara para um emocionante final em junho em Haia (Holanda), os organizadores confirmam que a próxima edição da prova começará em 2021, sob nova direção.

A Atlant Ocean Racing Spain, liderada por Richard Brisius, Johan Salén e Jan Litborn, assumirá a Volvo Ocean Race do Volvo Group e da Volvo Cars, co-proprietários do evento nos últimos 20 anos.

Brisius, Salén e Litborn têm uma vasta experiência na volta ao mundo, tendo trabalhado com sete campanhas da Volvo Ocean Race ao longo dos últimos 28 anos. Brisius e Salén começaram como velejadores na edição de 1989-90, antes de encontrarem sucesso como gerentes de equipe, incluindo os esforços conquistados com EF Language (1997-98) e Ericsson 4 (2008-09). Mais recentemente, eles administraram o Team SCA, equipe 100% feminina na última edição do campeonato.

Em novembro de 2017, Brisius e Salén foram nomeados presidente e co-presidente da edição atual da Volvo Ocean Race.

“A história desta regata mundial é inspiradora e o futuro é muito promissor”, disse Brisius. “Esta prova é sobre pessoas e eu estou entusiasmado com as perspectivas de servir alguns dos melhores atletas e profissionais do esporte, bem como os principais parceiros para a regata e as suas cidades-sede.

“Eu tenho tido sorte, pois muitos dos meus sonhos se tornaram realidade. Primeiro o meu sonho foi velejar nesta prova, depois era de ser um treinador de equipe, seguido pelo meu sonho de gerir uma campanha e agora de poder guiar seu futuro

“Estamos nisso a longo prazo e estamos determinados que a regata se fortaleça como um evento mundial sustentável. Estou ansioso para fazer parte da evolução desta prova única, cooperando em conjunto com as equipes, cidades, Volvo e todos os interessados ”.

Os organizadores estão considerando ter duas classes de barcos competindo em 2021, potencialmente com a classe de um design Volvo Ocean 65 existente e outra classe, ainda a ser determinada, competindo na mesma edição.

“Continuaremos a inovar, e é promissor que, desde o primeiro dia, possamos pensar a longo prazo, já que temos os recursos garantidos para entregar a próxima prova”, disse Salén.

“Abrir a regata para outra classe existente nos permitiria explorar um inventário de barcos de regata no mundo todo, principalmente que estão vanguarda da tecnologia. Vemos isso como uma maneira de desafiar os melhores velejadores do mundo, com uma classe que incentiva o desenvolvimento e está na vanguarda do esporte ”.

O atual grupo de liderança da Volvo Ocean Race continuará a se envolver com as partes interessadas nas próximas semanas para levar a regata para o próximo nível comercial e de uma perspectiva esportiva, com o objetivo de compartilhar mais detalhes até o final desta edição.

Enquanto a próxima comeptição começará em 2021, espera-se que as atividades comecem o mais cedo possível para oferecer aos interessados um longo período de ativação no início, permitindo que as futuras equipes tenham a oportunidade de participar. construir um extenso programa de treinamento.

A Volvo Cars permanecerá como patrocinadora em 2021, enquanto há uma conversa em andamento já com as cidades anfitriãs e patrocinadores.

“A Volvo Ocean Race tem sido um ótimo veículo para construir relacionamentos com clientes, fortalecer a marca Volvo e apresentar nossa empresa e nossos produtos a um público global”, afirma Kina Wileke, vice-presidente executiva do Volvo Group Communication.

“Depois de vinte anos, sentimos que é hora de entregar a responsabilidade por essa prestigiosa competição a um proprietário novo e capaz, com a experiência e o know-how necessários para desenvolvê-la ainda mais”, afirma Björn Annwall, vice-presidente sênior da Volvo Cars. “A Volvo Cars continuará apoiando a próxima edição da regata como patrocinadora, com foco especial em sustentabilidade.”

A edição atual da Volvo Ocean Race começou em Alicante, na Espanha, em outubro de 2017 e continuará como planejada.

Na água, as regatas foram incrivelmente atraentes e estão se aproximando de um dos finais mais equilibrados da história.

Fora da água, esta edição está estabelecendo novos padrões para o valor de mídia, o movimento das vilas de regata e o engajamento dos fãs, além de gerar um impacto econômico significativo para as cidades-sede.

A edição de 2017-18 da regata está prevista para terminar em Haia (Holanda), no dia 30 de junho.

Barcos holandeses vencem etapa dos recordes

29/05/2018 19:21
Leg 9, from Newport to Cardiff, arrivals. 29 May, 2018.

O Team Brunel venceu, no fim da noite desta segunda-feira (28), a nona etapa da Volvo Ocean Race com apenas 4 minutos de vantagem para team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael.

A prova foi uma das mais rápidas da história da regata de Volta ao Mundo e teve ao todo 3.300 milhas de Newport (Estados Unidos) a Cardiff (País de Gales).

”Foi muito bom vencer a etapa e chegar na frente dos barcos vermelhos (MAPFRE e Dongfeng) que estão na liderança. Foi uma disputa forte e decidida no fim contra o AkzoNobel”, disse Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel.

A equipe holandesa do Brunel fez o percurso em 8 dias, 8 horas e 39 minutos. Os compatriotas do AkzoNobel em 8 dias, 8 horas e 43 minutos. ”A gente gostaria da vitória, ficamos um pouco frustrados de não ter vencido, mas o segundo lugar é um ótimo resultado”, explicou a brasileira Martine Grael, integrante do AkzoNobel.

Leg 9, from Newport to Cardiff, arrivals. 29 May, 2018.

Com a vitória da etapa de pontuação dobrada, o Team Brunel levou 15 pontos e o Akzonobel 12. Em terceiro lugar em Cardiff chegou o Dongfeng Race Team, que assumiu a liderança da classificação geral.

Na madrugada desta terça-feira (29) chegou o Vestas 11th Hour Racing em quarto lugar. O MAPFRE foi o quinto e o Turn the Tide on Plastic o sexto. O SHK / Scallywag deve completar a prova até o fim desta terça.

A próxima etapa será entre Cardiff (País de Gales) e Gotemburgo (Suécia). A largada será em 10 de junho e a etapa terá 1.300 milhas náuticas. Restam apenas duas para o final do campeonato.

Leg 9, from Newport to Cardiff, day 09 on board Dongfeng. 28 May, 2018.

Os recordes

A perna transatlântica entrou para a história da Volvo Ocean Race com quebras de milhas percorridas em 24 horas. Ao todo, seis das sete equipes superaram a melhor marca para um barco modelo VO65 por pelo menos uma vez.

Os mais rápidos de fato foram Team Brunel e AkzoNobel, os primeiros a superar a marca do Abu Dhabi Ocean Racing da edição 2014-15. O recorde era 550.82.

Mas, quem se destacou foi o AkzoNobel, que ficou além do recorde da categoria, com o recorde mundial da Volvo Ocean Race. Durante a disputa da nona etapa da Volvo Ocean Race, o team AkzoNobel conseguiu percorrer 601,63 milhas náuticas em um dia no Atlântico.

Foi superado o recorde anterior do evento, batido em 2008-09 pelo Ericsson 4, comandado pelo brasileiro Torben Grael, pai de Martine, com 596 milhas náuticas.
”Essa perna foi especial pela quebra do recorde de milhas percorridas em 24 horas e também por sido a mais forte que disputei. A equipe toda foi bem! Acho que vão falar por alguns anos sobre essa nossa chegada aqui”, disse Martine Grael. ”O recorde ficou em família. Quem sabe agora ele não é desafiado a tentar voltar a correr a Volvo Ocean Race e tomar outra vez essa marca”.

Leg 9, from Newport to Cardiff, arrivals. 29 May, 2018.

Nona etapa da Volvo Ocean Race será definida nos metros finais

28/05/2018 17:08
Leg 9, from Newport to Cardiff, day 10 on board Team AkzoNobel. Martine Grael. 28 May, 2018.

A decisão da nona etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 promete ser novamente equilibrada, com diferença mínima entre os barcos.
A perna transatlântica de 3.300 milhas náuticas, que liga Newport (Estados Unidos) a Cardiff (País de Gales), será concluída na madrugada desta terça-feira (29) e terá pontuação dobrada.

Na atualização de placar da tarde desta segunda-feira (28), Team Brunel e AkzoNobel, dois barcos da Holanda na regata, estavam em empate técnico faltando 59 milhas para a conclusão. Diferença de menos do que uma milha entre eles.

O AkzoNobel tem a campeã olímpica brasileira Martine Grael na sua tripulação.

Um pouco mais atrás está o Dongfeng Race Team, que deve assumir a liderança da classificação se mantiver a terceira colocação na perna até Cardiff.

“Nosso sonho é ganhar e vingar a etapa 8”, disse Charles Caudrelier, comandante do Dongfeng Race Team.

“Brunel e AkzoNobel navegaram bem desde o início e estão brigando, mas existe a possibilidade que cometam erros. O problema não é o vento e sim a corrente! Temos um plano e acredito que vamos acertar”.

Leg 9, from Newport to Cardiff, day 09 on board Dongfeng. 28 May, 2018. Horace checking the locals.

Com ventos que não superam 10 nós de velocidade, a chegada deve ser em câmera lenta. Lembrando que uma forte corrente dará o tom no canal de Bristol.

Mas nada está perdido para o MAPFRE, que na última etapa conseguiu passar três barcos na aproximação a Newport, após dias de regata desde Itajaí (SC). O resultado colocou os espanhóis na liderança do campeonato.

“Agora temos um problema bastante grande. O Vestas 11th Hour Racing está 30 ou 40 milhas na nossa frente e os outros barcos mais”, contou Blair Tuke, do MAPFRE. “Espero que tenha alguma junção da flotilha, mas pelo jeito não teremos isso.

A previsão de chegada dos vencedores no Horário de Brasília varia de 00h30 a 2h desta terça-feira (29).

Semana de Vela de Ilhabela confirma Itajaí como primeiro barco inscrito

Empolgados pela realização de mais uma regata de volta ao mundo na cidade, os catarinenses do Itajaí Sailing Team foram os primeiros a se inscrever na Semana de Vela de Ilhabela 2018.
Os velejadores repetiram o processo nas duas últimas edições e estarão nas disputas da classe IRC de 20 a 28 de julho, no Yacht Club de Ilhabela (YCI).
Além da parte esportiva, a tripulação do Itajaí Sailing Team terá uma agenda social em Ilhabela, com palestras  e visitas programadas às escolas.
”O Itajaí Sailing Team participa da Semana de Vela de Ilhabela desde 2015, quando obtivemos a segunda colocação na categoria ORC. No ano seguinte fomos vice-campeões na categoria IRC e terceiro colocado no ano passado. Neste ano vamos para ganhar”, garante o manager do IST, Alexandre Antonio dos Santos.
O barco é um Soto 40 com algumas modificações. O projeto é do argentino Javier Soto Acebal e construído em fibra de vidro e carbono pelo estaleiro MBoats, de Buenos Aires.
Outros 12 barcos já fizeram a inscrição em Ilhabela. São eles: Caballo Loco, Terra Natal, Sirius IV, ORSON II, Eoliks, Gentileza, Ubuntu, PROZAK, Solaris II, Áries 5, Asbar IV e Mahalo.
Inscrições

Os velejadores já podem garantir a participação de suas equipes para as provas de 20 a 28 de julho. O processo é feito exclusivamente por meio do site www.svilhabela.com.br.

A primeira fase de inscrições vai até 24 de junho e tem o preço de R$ 150 por tripulante. Valor esse com desconto para as tripulações de veleiros que ficarem em seus clubes ou amarras próprias.

Para as tripulações de veleiros que ficarem nas poitas do Yacht Club de Ilhabela, o preço fica em R$ 300 por tripulante. Já as equipes que escolherem uma vaga na marina do Yacht Club de Ilhabela, o custo será de R$ 470 por tripulante.

O acesso ao sistema de inscrições estará disponível até 15 de julho de 2018. O valor do pagamento da taxa de inscrição do veleiro será definido no momento da inscrição.

Vale lembrar que o simples cadastramento no sistema de inscrições não garante nenhuma faixa de valor e a inscrição só será efetivada após o depósito bancário e envio do comprovante para o email: eliete@fulltime-eventos.com.br

O evento será disputado no Yacht Club de Ilhabela e chega à sua 45ª edição com as seguintes classes convidadas: ORC, IRC, BRA RGS, Clássicos, C-30, HPE30, HPE25 e Bico de Proa.

Será realizado em paralelo o Campeonato Brasileiro de C-30 e a Regata por Equipes.

Foto: Aline Bassi | Balaio

Arrancada para Cardiff na Volvo Ocean Race

27/05/2018 18:35
Leg 9, from Newport to Cardiff, day 8 on board Team AkzoNobel. Simeon Tienpont and Jules Salter share a smile while hoisting the new sail. 27 May, 2018.

Com menos de 300 milhas restantes para a linha de chegada em Cardiff, no País de Gales, os dois barcos holandeses estavam apenas poucas milhas de distância entre eles.

Akzonobel e Team Brunel conseguiram escapar das zonas de alta pressão no Atlântico Norte e voltaram a andar um pouco mais rápido, mas não tanto.

A depressão forçará as equipes a navegar contra o vento, pois é o caminho mais rápido para a linha de chegada da nona etapa da Volvo Ocean Race.

O resultado da perna entre Newport (Estados Unidos) e Cardiff (País de Gales) é importante para o campeonato, já que pontuação é dobrada.

“Estamos prontos para muito trabalho até a linha de chegada”, disse o australiano Chris Nicholson, do AkzoNobel. “Todo mundo está pronto para isso.”

O Team Brunel não quer deixar escapar esse resultado e entrar de vez na briga pelo título da competição. Os adversários diretos, que são Mapfre e Dongfeng Race Team, estão em terceiro e quinto respectivamente nessa perna.

”O final da etapa será bastante complicado com contravento na chegada. Temos que fazer os movimentos certos até lá. O objetivo número um para esta perna foi, e está sendo, ganhar dos dois barcos vermelhos, de modo que a esperança pela vitória no geral ainda está viva”, contou Bouwe Bekking, do Team Brunel.

A Race Village de Cardiff abriu oficialmente neste domingo (27). A cidade galesa é apenas o terceiro porto no Reino Unido a sediar a Volvo Ocean Race, depois de Southampton e Portsmouth.

Cardiff Stopover. Opening of the Race Village. 27 May, 2018.

Martine Grael faz história e quebra recorde do pai na Volvo Ocean Race

25/05/2018 18:06

A edição 2017-18 entrou para a história da vela oceânica nesta sexta-feira (25) com o recorde da competição de milhas velejadas em 24 horas.

Durante a disputa da nona etapa da Volvo Ocean Race, o team AkzoNobel conseguiu percorrer 601,63 milhas náuticas em um dia no Atlântico.

Foi superado o recorde anterior do campeonato, batido em 2008-09 pelo Ericsson 4, comandado pelo brasileiro Torben Grael, com 596 milhas náuticas.

A bordo do team AkzoNobel está a filha de Torben Grael, a também campeã olímpica Martine Grael. ”Estou super feliz pela tripulação toda! Teve muita onda e estamos todos em pedaços”, contou Martine Grael.

A tendência pelas condições de navegação no Atlântico é que essa marca ainda seja quebrada novamente. O AkzoNobel lidera a nona etapa provisoriamente seguido por Team Brunel, que na véspera chegou ter a melhor marca.

Para se ter ideia do feito obtido no caminho de Newport (Estados Unidos) a Cardiff (País de Gales), o barco de Martine Grael é o V065, 5 pés menor e consequentemente mais lento do que o usado na campanha vitoriosa do Ericsson 4 na edição 2008-09.

”Bom demais ver suas conquistas e recordes serem buscados e quebrados pelos filhos. O que a Martine conseguiu com o team AkzoNobel é significativo levando-se em consideração que esses barcos de 65 pés são mais lentos e menores do que os nossos de 10 anos atrás”, disse Torben Grael.

Dono de cinco medalhas olímpicas e de um título de Volvo Ocean Race, Torben Grael sabe das dificuldades que a filha e os integrantes do team AkzoNobel estão enfrentando no Atlântico.

”Sei como são as condições durante esses períodos a bordo , portanto entendo que todos estarão bastante cansados agora, mas é uma sensação indescritível se percorrer 600 milhas náuticas em 24 horas – são 1.110 km aproximadamente em um barco à vela no oceano. É também mais uma conquista pessoal impressionante pra carreira dela”, completou Torben Grael.

O ETA – previsão de chegada – para os principais barcos em Cardiff é a noite de 28 de maio, com a maior parte da frota chegando ao longo da madrugada seguinte.

A nona etapa tem pontuação dobrada. O líder do campeonato é o MAPFRE, seguido pelo Dongfeng Race Team. O AkzoNobel de Martine Grael está em quarto no geral!

Leg 9, from Newport to Cardiff, day 5 on board Team AkzoNobel. The salt builds up in the eyes and makes helming really painful in these conditions. 24 May, 2018.

Equipe de Martine Grael bate novo recorde de milhas percorridas em 24 horas

24/05/2018 17:51
Leg 9, from Newport to Cardiff, day 5 on board Team AkzoNobel. The boat has been powered up and flying along for the past 24 hours.24 May, 2018.

A quinta-feira (24) entrou para a história da Volvo Ocean Race com seguidas quebras de recorde de milhas percorridas em um intervalo de 24 horas a bordo de um modelo VO65.

O primeiro a bater a marca de 2015 – que era do Abu Dhabi Ocean Racing – foi o Team Brunel. Mas não durou muito!

O também holandês team AkzoNobel quebrou a marca com 579,12 milhas náuticas na tarde desta quinta-feira. Horas depois mais um recorde: 585 milhas náuticas.

Os barcos estão aproveitando as condições de vento no Atlântico durante a nona etapa da regata de Volta ao Mundo. A tendência é que novos recordes sejam quebrados pelos barcos nas próximas horas.

A melhor marca história da regata de Volta ao Mundo é do Ericsson 4, de Torben Grael, que fez na edição 2008/09 apenas 11.4 milhas a mais do que o AkzoNobel. O barco era um Volvo Open 70, 5 pés maior do que o atual.

A etapa é a antepenúltima do campeonato e liga Newport ( EUA) a Cardiff (País de Gales). O líder é o recordista do dia, o AkzoNobel, da brasileira Martine Grael. São ao todo 3.300 milhas náuticas até o Reino Unido.

Team Brunel quebra recorde na Volvo Ocean Race

Leg 9, from Newport to Cardiff, day 5 on board Brunel. On the way to setting the 24 hour Omega Speed Record. 23 May, 2018.

A Volvo Ocean Race 2017-18 confirma a quebra do recorde de milhas náuticas velejadas em 24 horas do Team Brunel nesta quinta-feira (24). O barco comandando pelo holandês Bouwe Bekking andou 555 milhas náuticas em um dia durante a disputa da nona etapa da regata no Atlântico.

A marca anterior para um modelo VO65 era de 550.82 milhas náuticas feitas pelo Abu Dhabi Ocean Racing, obtida na edição anterior da Volvo Ocean Race, durante a passagem pelo Cabo Horn.

As condições de vento devem fazer com que o recorde seja quebrado novamente nas próximas horas pelo Team Brunel ou por outras equipes, como o team AkzoNobel, que está na mesma velocidade do barco compatriota no caminho entre Newport (Estados Unidos) e Cardiff (País de Gales).

Integrante do Team Brunel, o campeão olímpico e da America’s Cup Peter Burling já cheirava a possibilidade de quebrar o recorde pouco antes de consegui-lo.

“Há uma grande tempestade a oeste que está nos dando boas condições de vento. Há uma grande possibilidade de que a velocidade seja mantida nos próximos dias”.

As velocidades médias nas últimas horas superam 23 nós, com picos de até 30 nós no Atlântico. A nona etapa tem ao todo 3.300 milhas náuticas.

Leg 9, from Newport to Cardiff, day 5 on board Brunel. Abby Ehler on the way to setting the 24 hour Omega Speed Record. 23 May, 2018.

Nas próximas horas, atualizaremos as informações em nosso site, especialmente na seção de conteúdo dos barcos. Todos os dados sobre os barcos podem ser acompanhados ao vivo no rastreador.

Martine Grael destaca as dificuldades da nona etapa

23/05/2018 18:33
Martine Grael smiles on watch at sunset. Leg 8 from Itajai to Newport, Day 4 on board AkzoNobel. 26 April, 2018.

A nona etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 continua bastante dividida em relação às posições. Com dois grupos definidos – um mais ao norte e outro mais ao sul, a disputa pela liderança da perna está cada vez mais indefinida.

Os barcos seguem de Newport (Estados Unidos) até Cardiff (País de Gales) para 3.330 milhas náuticas no Atlântico. De acordo com a última previsão, o vencedor será definido na próxima terça-feira (29).

Lutando para vencer e aumentar os pontos, a equipe da brasileira Martine Grael sabe da importância da prova. A nona etapa tem pontuação dobrada e é antepenúltima do campeonato.

”Estamos cruzando o Atlântico, na perna 9, restando apenas três pernas para terminar a regata. No momento, estamos lutando pelo terceiro lugar, ocupando a quarta colocação e portanto, não temos nada a perder. Vamos tentar conquistar mais alguns pontos nesta perna de pontuação dupla. Aqui tem tido muitas manobras e poucas horas de sono, mas estamos próximo do objetivo e seguimos na luta”, disse Martine Grael.

A etapa entre os Estados Unidos e o País de Gales pode até ser comparada à navegação pelos mares do sul, segundo Martine Grael. ”As temperaturas são baixas e vamos passar onde o Titanic afundou. Os ventos são fortes, muitas ondas também”.

Voltando a falar sobre o distanciamento dos barcos, a diferença entre os grupos chegou a 300 milhas náuticas. Os veleiros Team Brunel, team AkzoNobel, Vestas 11th Hour Racing e Sun Hung Kai / Scallywag optaram por aproveitar ao máximo o vento de sudoeste.

Já MAPFRE, Dongfeng Race Team e Turn the Tide on Plastic decidiram seguir para nordeste, numa rota mais direta em direção a Cardiff.

“Acho que é a primeira vez que nesta prova vimos uma divisão tão grande”, disse o skipper do MAPFRE, Xabi Fernández.

Apesar de estarem em sexto lugar na classificação de hoje, o barco espanhol estava apenas 20 milhas atrás do Dongfeng e 15 milhas acima do Turn the Tide no grupo norte.

”A noite de ontem foi muito complicada para o nosso grupo – tudo muito lento e contra o vento”, acrescentou Xabi Fernandez.

Leg 9, from Newport to Cardiff, day 2 on board Team AkzoNobel. Martine Grael and Chris Nicholson on deck in the white out. Visibility is with boats close by but out sight the crew try to keep the focus and make gains. 21 May, 2018.

Nesta quarta-feira (22), o Team Brunel tinha uma magra vantagem sobre o Vestas 11th Hour Racing e o team AkzoNobel, com o Scallywag 75 milhas mais para trás. Porém, no início da tarde, o Dongfeng Race Team tomou.

Depois da última vitória, o MAPFRE lidera a classificação geral, mas o Dongfeng Race Team está apenas três pontos atrás, com Brunel no terceiro lugar, 11 pontos atrás, por isso está tudo em aberto.

Barcos divididos em dois grupos no Atlântico

22/05/2018 17:40
Leg 9, from Newport to Cardiff, day 2 on board Brunel. Carlo Huisman at the pedestal. 21 May, 2018.

A regata transatlântica entre Newport (Estados Unidos) e Cardiff (País de Gales) segue bastante estratégica. Com pontuação dobrada, a nona etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 ganha mais importância nessa reta final.

Os dois primeiros colocados na tabela – MAPFRE e Dongfeng Race Team – optaram por uma caminho mais ao norte do Atlântico.

Em terceiro lugar e ainda vivo no campeonato, o Team Brunel seguiu mais ao sul e se deu bem nesta terça-feira (22).

“Como era esperado, há uma grande divisão! Será interessante ver quem estará na frente dentro de cinco dias”, disse o comandante do Team Brunel, Bouwe Bekking.

O Team Brunel tem na sua cola team AkzoNobel e Vestas 11th Hour Racing. ”Basicamente temos sempre mais vento do que a previsão. No último relatório, eles [pelotão ao norte] tinham 6 nós, em comparação nós tínhamos 25 nós de vento”, escreveu Bouwe Bekking.

Como disse o holandês, a situação deve mudar a cada relatório enviado pela organização. Os barcos passam pelas correntes do Golfo.

“É uma grande divisão”, disse o neozelandês Blair Tuke, do MAPFRE. ”É um pouco preocupante que o Brunel tenha tanta separação entre nós. Isto pode ser benéfico para nós, ou talvez não”.

Os barcos devem chegar até 29 de maio a Cardiff.

Leg 9, from Newport to Cardiff, day 03 on board Dongfeng. 22 May, 2018. TTTOP at 85, one of the things you hear and finally understand with a compass.