Volvo Ocean Race deixa de vez o Brasil e o Hemisfério Sul

30/04/2018 17:48
Leg 8 from Itajai to Newport, day 08 on board Vestas 11th Hour. Simon Fisher with the new positon report. 29 April, 2018.

A regata Volvo Ocean Race cruzou pela última vez na edição 2017-18 a Linha do Equador e agora todas as ações serão realizadas no Hemisfério Norte. Os sete barcos que participam da etapa entre Itajaí (SC) e Newport (SC) estão na altura do Amapá e nesta segunda-feira (30) vão oficialmente deixar a costa brasileira.

Na Volta ao Mundo, as equipes cruzaram os hemisférios quatro vezes e a costa brasileira foi bastante explorada. Na segunda etapa, entre Lisboa (Portugal) e Cidade do Cabo (África do Sul), a disputa foi acirrada na descida do Oceano Atlântico.

Neste mês, o Brasil, mais precisamente a catarinense Itajaí, recebeu os barcos para uma stopover com mais de 420 mil pessoas. Agora de vez a flotilha da Volvo Ocean Race deixa o País e o hemisfério sul.

Na oitava etapa, os veleiros subiram por oito dias pela costa brasileira, que teve mudanças de ventos, campos de petróleo e gás, pesqueiros e o calor característico do outono. A partir de agora, todas as etapas serão no norte, incluindo Estados Unidos, País de Gales, Suécia e Holanda.

Já no norte, a disputa segue igual no sul. Ou seja, equilíbrio entre quatro barcos que disputam a liderança da oitava etapa da regata de volta ao mundo.

O Vestas 11th Hour Racing lidera provisoriamente. Na sequência aparecem Dongfeng Race Team, Team Brunel e Turn the Tide on Plastic. Diferença entre eles é menor do que 5 milhas náuticas.

A oitava etapa começou em 22 de abril em Itajaí e os barcos precisam percorrer ao todo 5.700 milhas náuticas. Até agora já andaram 4.700 milhas náuticas.

Emily and Martine enjoy some brownies as they cross the equator – Leg 8 from Itajai to Newport, Day 8 on board AkzoNobel. 30 April, 2018.

Os Doldrums

Tradicionalmente cruzar os Doldrums – uma faixa de baixa pressão em constante mudança, caracterizada por ventos inconstantes e tempestades – no oeste, significa uma passagem relativamente livre, e comparada com os cruzamentos anteriores nesta prova, essa experiência tem sido relativamente boa.

“Estamos nos temidos Doldrums pela quarta e última vez nesta regata”, disse o líder do Dongfeng, Charles Caudrelier. ”Cruzar tão longe a oeste não costuma ser tão difícil, mas hoje a zona dos Doldrum é grande e poderemos ver algumas mudanças na classificação nas próximas 24 horas”.

A tripulação espanhola do MAPFRE teve problemas após descobrir um problema elétrico que os deixou sem energia a bordo.
A equipe agora está a todo vapor substituindo o fusível da bateria principal. ”O fato de termos de usar este sistema para a quilha é difícil porque significa que um de nós tem que estar abaixo com a alavanca para controlar a quilha”, disse o espanhol Ñeti Cuervas-Mons.

Mas desde que o reparo foi feito, a equipe espanhola vem ganhando milhas e está mais ao norte do que Dongfeng, team AkzoNobel e Scallywag.

Os espanhóis estão em segundo na classificação geral com apenas um ponto atrás dos chineses do Dongfeng Race Team. O time da brasileira Martine Grael (team AkzoNobel) é o quarto na tabela.

Leg 8 from Itajai to Newport, day 08 on board MAPFRE, Antonio Cuervas-Mons. 29 April, 2018.

Volvo Ocean Race: Tudo embolado na subida para a Bahia

25/04/2018 17:17
Leg 8 from Itajai to Newport, day 03 on board Vestas 11th Hour. Sailing through gaz boat. 24 April, 2018.

A oitava etapa da Volvo Ocean Race segue equilibrada em seu terceiro dia de regata pelo Oceano Atlântico. Os sete barcos, que saíram no domingo (22) de Itajaí (SC), estão espalhados, mas a diferença entre eles em relação à liderança é pequena.

No relatório enviado pela organização na tarde desta quarta-feira (25), o Vestas 11th Hour Racing tinha vantagem de apenas 10 milhas náuticas para o team AkzoNobel, o sétimo colocado. A etapa tem como destino Newport (Estados Unidos).

Os barcos passam pelas refinarias de petróleo e gás na costa brasileira, principalmente entre São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Há uma zona de exclusão nesse trecho e por isso os times estão mais a leste do Atlântico. Apenas o Sun Hung Kai | Scallywag está apontado para norte.

“É muito importante conseguir uma boa posição nas próximas 24 horas antes de entrarmos nos ventos alísios, a partir daí será mais lento”, disse Kyle Langford, do Team Brunel.

Nesta quinta-feira (26), os barcos devem entrar nos chamados ventos alísios, já na costa nordestina.

”Estamos navegando pelo lado de fora de uma área de exclusão, outro campo de petróleo. Os ventos são leves e o estado do mar é plano. Ainda estamos com o Vestas no visor e os outros parecem estar atrás de nós. Tenho que estar feliz com isso”, disse Dee Caffari, da Turn on Tide on Plastic.

A competição tem o Dongfeng Race Team como líder da classificação geral, um ponto de vantagem para o MAPFRE. Faltam ainda mais quatro etapas para o fim do campeonato.

Leg 8 Itajai to Newport, Day 4 on board Sun Hung Kai/Scallywag. Drone picture SHK. 25 April, 2018.

Barco SHK / Scallywag chega a Itajaí e agora corre contra o tempo

19/04/2018 19:17
Itajai Stopover. SHK/Scallywag arrives in Itajai. 19 April, 2018

O barco SHK / Scallywag chegou nesta quinta-feira (19) na cidade de Itajaí (SC), a menos de dois dias da largada para a oitava etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. A equipe abandou a prova após perder o britânico John Fisher caído no mar e não foi localizado. O barco ficou dias parado na costa oeste do Chile e só terminou a travessia nesta tarde.

O público da Vila da Regata recebeu a equipe com aplausos e emoção. Os tripulantes dos outros barcos foram ao píer ajudar no desembarque. “Foi incrível a quantidade de ajuda que recebemos das outras equipes”, disse a velejadora Annemeike Bes. “É uma ótima sensação que tantas pessoas estão nos apoiando.”

Agora, o time de Hong Kong corre contra o tempo para deixar tudo pronto para a largada rumo a Newport, Rhode Island, na tarde de domingo (22).

Neil Cox, o chefe do estaleiro da Volvo Ocean Race, diz que tem sua equipe de engenheiros está pronta para trabalhar contra o relógio e fazer com que Scallywag largue com o restante da flotilha.

“Temos toda a força de trabalho do The Boatyard dedicada a trabalhar nesse barco”, disse Cox. “Também temos fornecedores no local para nos ajudar com determinadas tarefas”.

O português António Fontes, integrante do Scallywag, estava com a equipe de terra na hora do desembarque já dando início aos reparos.

”A principal dificuldade para o time foi o abalo psicológico. Era o membro mais velho da equipe, visto como um pai pelos demais atletas”, disse Fontes. ”Fomos bem recebidos pelos demais velejadores e por Itajaí”.

O barco não vai disputar a In-Port Race, marcada para sexta-feira (20). A regata vale como desempate ao final do campeonato.

Itajai Stopover. SHK/Scallywag arrives in Itajai. 19 April, 2018

Legado da Volvo Ocean Race: Itajaí é a primeira da América do Sul a assinar compromisso de mares limpos

Itajai Stopover. Signing the UN Clean Seas pledge. 18 April, 2018.

A cidade de Itajaí (SC) foi a primeira da América do Sul a assinar um compromisso das Nações Unidas visando a limpeza dos mares. O objetivo da ação é reduzir a poluição do plástico nos oceanos, uma bandeira da Volvo Ocean Race e da ONU.

A carta foi assinada na tarde desta quarta-feira (18) durante um seminário que reuniu especialistas, cientistas e atletas, como a brasileira Martine Grael, campeã olímpica e velejadora desta edição da regata de Volta ao Mundo.

”Eu velejo desde cedo e nas competições eu acompanho a situação dos mares. No Rio de Janeiro, onde eu treino, vejo plástico quase todos os dias na Baía de Guanabara e fiquei impressionada com a quantidade de plástico fora da costa durante a competição”, disse Martine Grael, integrante do team AkzoNobel.

Os números são alarmantes! Segundo dados da Volvo Ocean Race em paralelo com as Nações Unidas, um caminhão cheio de plástico é despejado nos oceanos a cada minuto.

E tem mais: oito milhões de toneladas de plástico, como garrafas, embalagens e outros tipos de lixo, entram nos mares a cada ano. Aproximadamente 51 trilhões de pedaços microscópios de plástico, pesando 269,000 toneladas.

Isso é quase a mesma coisa do que 1.345 baleias azuis adultas. É estimado que por volta de 2050, terá mais plástico do que peixes nos oceanos do mundo.

O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, se inspirou a se inscrever na campanha da ONU depois de visitar a Nova Zelândia durante a escala da Volvo Ocean Race. Em Auckland, o governo da Nova Zelândia assinou a campanha também. Até agora, mais de 70.000 pessoas de 42 países se comprometeram a reduzir o problema.

”Tenho orgulho de Itajaí ser a primeira cidade do Brasil a assinar a campanha do Meio Ambiente das Nações Unidas. Pretendemos enviar a mensagem clara de que é essencial tomar medidas para enfrentar o problema da poluição plástica. É uma luta que todos os municípios, cidades e das pessoas”, contou o prefeito Morastoni ao lado de Fernanda Altoé Daltro, ativista-chefe do Meio Ambiente da ONU no Brasil.

Johan Salén, vice-presidente da Volvo Ocean Race, estava no evento e disse que Itajaí mostra liderança em liderar a ação. ”Por indivíduos, empresas, ONGs, governos e cidades como Itajaí, trabalhando juntos, podemos encontrar soluções inovadoras para educar, inovar e deixar um legado duradouro que ajudará a resolver esse problema do plástico”.

Silvia Mirpuri, parceira principal do Programa de Sustentabilidade da Volvo Ocean Race, Fundação Mirpuri, também falou no evento. ”Durante séculos, as pessoas têm considerado o oceano como uma fonte inesgotável de comida, e um conveniente local de despejo, muito vasto para ser afetado por qualquer coisa que fazemos. Nós estamos errados”.

O Brasil assinou a campanha CleanSeas da ONU em setembro de 2017. O projeto também está sendo apoiado pela equipe de regata Turn the Tide on Plastic na volvo Ocean Race.

Itajai Stopover. Signing the UN Clean Seas pledge. 18 April, 2018.

Equipes da Volvo Ocean Race testam barcos após reparos

17/04/2018 18:11
Itajai Stopover. Crane in. 16 April, 2018.

A tarde desta terça-feira (17) foi de testes para cinco equipes que disputam a Volvo Ocean Race 2017-18 em Itajaí (SC). Depois de enfrentar os mares do sul, os barcos passaram por um verdadeiro check-up antes de volta para a água. A maioria dos velejadores aproveitou o intervalo de mais de uma semana para descansar.

E o dia foi reservado para ajustes finos na água. Os engenheiros do The Boatyard junto às equipes de terra de cada barco em Itajaí trabalharam dia e noite nas últimas duas semanas para fazer os reparos necessários.

”É a primeira vez que o barco volta para a água depois de passar por uma semana de manutenção onde é retirado o mastro, a quilha e posteriormente tudo colocado no lugar. Daí a gente faz um teste na água para ver se está tudo certinho”, disse a holandesa Carolijn Brouwer, do Dongfeng Race Team.

”Temos muita confiança na nossa equipe de terra, mas isso é fundamental, pois são os velejadores que realmente vão usar o barco. Também usamos esse dia para testarmos as velas que são trocadas para a próxima etapa”, concluiu a velejadora.

A brasileira Martine Grael voltou de Niterói (RJ) após curtir um justo descanso com a família e amigos. A atleta, campeã olímpica na Rio 2016, integra o team AkzoNobel na regata Volvo Ocean Race.

E por falar em campeão olímpico, o espanhol Xabi Fernández fez questão de se reunir com toda sua equipe apara traçar os planos para a semana, que incluem treinos, a regata In-Port Race e a largada para Newport (Estados Unidos).

”Finalmente temos o barco de volta à água depois de um ótimo trabalho da nossa equipe de terra aqui em Itajaí. Navegamos para simplesmente verificar se tudo funcionava corretamente. O barco foi montado e desmontado. Já na quarta-feira vamos nos concentrar para a disputa da regata treino”, disse o campeão olímpico espanhol Xabi Fernández, comandante do MAPFRE. ”Esperamos que haja um grande público. É bom ver a vila tão cheia todos os dias”.

Nesta terça-feira (17), o Vestas 11th Hour Racing ficou sob revisão no estaleiro. O barco perdeu o mastro na sétima etapa e agora os profissionais correm contra o tempo para deixar tudo pronto antes da largada para Newport, marcada para o domingo (22).

A equipe do The Boatyard começa a instalação do novo mastro nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (18) e o processo deve durar o dia todo.

”Como é um mastro com cabos que nunca foram ajustados, é preciso fazer bem ajustado, passo a passo. Sempre têm muitos detalhes, como é um material novo precisamos ter cuidado. Os cabos são como espaguetes finos de carbono e não podem estar retorcidos. Tem que prestar atenção se estão perfeitamente retos antes de aplicar tensão”, explicou o chefe de engenharia da Volvo Ocean Race, Álvaro de Haro.

Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals in Itajai. 03 April, 2018

O SHK / Scallywag deve chegar na quinta-feira (19) em Itajaí. O barco estava no Chile após o acidente com o britânico John Fisher, que caiu no mar e não foi localizado.

Os velejadores do Scallywag também já estão na cidade para a próxima etapa. Ainda não está definido se participam ou não da In-Port Race, marcada para sexta-feira (20), a partir de 14h.

”Obviamente vamos fazer toda a manutenção e verificação do barco. Esperamos que esteja bem como aparentemente está para no domingo estarmos prontos para a largada”, disse o português António Fontes, integrante do Scallywag.

Agenda 

18.4.18 Regata Treino

19.4.18 Regata Pro-Am

20.4.18 Coletiva de imprensa dos skippers

20.4.18 Regata In-Port

22.4.18 Etapa 7 – Largada para Newport

Leg 7, from Auckland to Itajai. Dongfeng finish second. 3rd April, 2018.

Direto para o estaleiro! Vestas 11th Hour Racing chega a Itajaí

16/04/2018 18:50
Leg 7 from Auckland to Itajai, Vestas 11th Hour Racing arrives in Itajai. 16 April, 2018.

Depois de perder o mastro e abandonar a sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, o Vestas 11th Hour Racing conseguiu chegar a Itajaí (SC) para iniciar os reparos no barco. O veleiro azul chegou na manhã desta segunda-feira (16) à Vila da Regata. A bordo estavam integrantes da equipe de terra do veleiro norte-americano/dinamarquês e o velejador Damian Foxall. Os outros tripulantes na viagem das Ilhas Malvinas até Itajaí foram o espanhol Diego Torrado, o norte-americano Andres Guerra Font, o neozelandês Spencer Loxton e o uruguaio Diego Turell.

A viagem entre as Ilhas Malvinas (Argentina) até a cidade catarinense durou nove dias. O barco saiu no sábado, 7 de abril, e percorreu 1.600 milhas náuticas.

”É uma perna maravilhosa, uma stopover incrível. Depois de mais de 1.600 mil milhas náuticas das Ilhas Malvinas em nove dias, estamos aqui em Itajaí. Adaptamos um mastro para fazer essa travessia e agora temos um desafio para colocar um mastro novo e deixar tudo pronto para a próxima etapa”, disse o irlandês Damian Foxall, velejador e chefe de sustentabilidade da Volvo Ocean Race. ”Aqui somos bem recebidos, é um prazer estar aqui pela terceira vez”.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 21 on board Vestas 11th Hour. 06 April, 2018. Mast Accident – Farkland Islands

O atleta esteve na cidade outras vezes, com o Groupama 4 (edição 2011-12) e com o Oman na Transat Jacques Vabre 2013. Damian Foxall correu a primeira etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 entre Alicante (Espanha) e Lisboa (Portugal). O Vestas 11th Hour Racing foi o vencedor da prova.

”Itajaí é importante na área de sustentabilidade, estive aqui e vi como a comunidade encara o desafio de ser sustentável e reduzir o uso do plástico. O programa da regata no setor é importante”, falou Damian Foxall, chefe de sustentabilidade da equipe norte-americana/dinamarquesa.

Poste de luz improvisado

A operação de adaptar um novo mastro e seguir viagem até Itajaí começou assim que a tripulação do Vestas 11th Hour Racing anunciou que perdera a principal peça do barco na disputa da sétima etapa. A equipe foi a segunda a contornar o Cabo Horn e estava próxima do pódio.

Mas como manda a tradição da perna pelos mares do sul,  pelo menos um barco sofre desmastreação. Dessa vez foi o Vestas 11th Hour Racing.

O problema ocorreu em 30 de março, a cerca de 160 quilômetros a sudeste das Malvinas. A tripulação viajou de automóvel até o arquipélago e começou a procurar materiais para construir um mastro de fortuna (termo usado na vela para a adaptação). Foi improvisado um poste de luz.

”Penso que a sorte existe, mas temos que enfrentar as dificuldades. Temos que seguir trabalhando, é a única maneira de chegar. Estávamos navegando na segunda posição, estáveis, cômodos e escutamos um ruído e imediatamente caiu o mastro. São coisas que acontecem no esporte, as vezes sem muita explicação. O que nos resta a fazer é seguir a diante, continuar a lutar para fazer o melhor possível”, disse o espanhol Diego Torrado.

O estaleiro da Volvo Ocean Race, chamado de The Boatyard, assumiu o barco para trocar o mastro do veleiro. A operação deve ser concluída até a sexta-feira (20), quando ocorre a In-Port Race.

Falta apenas o SHK / Scallywag para completar a flotilha dos barcos da Volvo Ocean Race. A equipe está a caminho de Itajaí e deve chegar durante a semana.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 14 on board Vestas 11th Hour. 30 March, 2018. Mast Accident

Volvo Ocean Race faz ação de limpeza das praias em Itajaí

15/04/2018 17:38
Itajai stopover. Surf Competition and beach clean up. 15 April, 2018.

Outro velejador que participou da ação foi Simon Fisher, que está em sua quarta edição da regata de volta ao mundo e foi campeão uma vez.

“Fizemos surfe e depois uma limpeza de praia para aumentar a conscientização sobre a poluição do plástico”, disse o britânico Simon Fisher, navegador para Vestas 11 Hour Racing. “Assim que você chega à areia, descobre que há muitos pedaços pequenos de plástico. É bastante chocante!”.

O município cedeu toda a estrutura para a limpeza, como sacos de lixo, luvas e caçambas para recolhimento de resíduos. Outra iniciativa ambiental é o Veleiro ECO, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), primeiro do Brasil desenvolvido para expedições e pesquisas oceanográficas.

Leg 8, Itajai stopover. Surf Competition. 15 April, 2018.

Na quarta-feira (18), com a presença da brasileira Martine Grael, ocorrerá o Seminário Técnico-Científico “O futuro dos Oceanos: combate ao lixo no mar”. O evento é gratuito e terá assinatura de protocolo de intenções do município com a campanha global “Clean Seas”, em português: “#MaresLimpos” das Nações Unidas.

Enquanto isso, na Vila da Regata de Itajaí, as cinco equipes que já chegaram fazem reparos em seus veleiros com a ajuda do estaleiro oficial do evento, chamado de The Boatyard. O Turn The Tide On Plastic, por exemplo, até instalou o mastro.

A partir desta semana, os barcos voltam para água para fazer os primeiros treinos. A programação oficial de regatas inclui a In-Port Race, na sexta-feira (20), e a largada para Newport (Estados Unidos), no domingo (22).

Segundo os organizadores locais, a Vila da Regata ultrapassou 200 mil pessoas neste domingo (15). A previsão é que esse número dobre após a largada da oitava etapa da regata Volvo Ocean Race.

Leg 8, Itajai stopover. Surf Competition. 15 April, 2018.

Nova Zelândia coloca grana alta para America’s Cup

21/11/17- The 36th America’s Cup class boat concept of the AC75.

Detentores do título da America’s Cup, a Nova Zelândia promete aportar 127 milhões de euros nas instalações para sediar as regatas.

A próxima edição, a 36ª da copa, será em 2021 em Auckland. E como manda a regra, o vencedor escolhe o local das provas e o modelo do barco a ser utilizado.

Após seis meses de negociações entre o governo da Nova Zelândia, o conselho da cidade e o Emirates Team New Zealand, defensor do título e chefe da organização, o projeto apresentado pela mesma equipe foi finalmente aceito.

Localizado perto do famoso Viaduct Harbour, a área local é conhecida como Wynyard Hobson e sua construção vai representar uma grande modernização

A equipe da Nova Zelândia instalará o Centro de Eventos do Viaduct no Halsey Pier. Isso, essencialmente, elimina a necessidade de uma extensão do cais Halsey, levando a uma redução significativa de custos.

O plano prevê a construção de sete edifícios para acomodar os diferentes equipamentos. Após o final do evento, o prédio de três andares seria a sede permanente da equipe da Nova Zelândia.

Para financiar o plano, o Conselho da Cidade de Auckland contribuirá com 59 milhões de euros. Esse número inclui um fundo direto de 34 milhões de euros para o evento e outros 25 milhões de despesas operacionais a parte de contribuição do Conselho dos 127 milhões de euros do orçamento para sediar a 36ª Copa América.

O governo da Nova Zelândia contribuirá com os 68 milhões de euros restantes, incluindo os 24 milhões pagos ao Emirates Team New Zealans como parte do contrato como a cidade anfitriã do evento.

A Nova Zelândia deve gerar mais de 8 mil empregos por causa da regata.

Turn The Tide On Plastic é o quarto no Brasil

07/04/2018 16:28
Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals. 07 April, 2018.

O barco Turn The Tide On Plastic ficou na quarta colocação da sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, concluindo o percurso de 7.600 milhas náuticas em 20 dias, 3 horas e 12 minutos. A equipe cruzou a linha de chegada em Itajaí (SC) na madrugada deste sábado (7).

Os velejadores foram recebidos por centenas de pessoas na Vila da Regata de Itajaí. Era 1h12 (Horário de Brasília). O TTOP – iniciais de Turn The Tide On Plastic – soma 8 pontos pelo resultado. A perna tem pontuação dobrada.

”Foi muito legal ver muita gente essa hora da madrugada nos recebendo e nos aplaudindo. Agora vamos descansar e aproveitar a hospitalidade de Itajaí”, disse a comandante britânica Dee Caffari. ”Foi uma etapa muito difícil, com ventos fortes e condições complicadas. Também ficamos bastante abalados com a perda de um amigo (John Fisher)”.

A equipe do Turn The Tide On Plastic tem dois portugueses que praticamente se revezam nas etapas. Desta vez o escolhido foi Frederico de Melo, que disputou a olimpíada de Londres 2012. O velejador vestia a camisa do Marcílio Dias, uma das equipes da cidade catarinense na hora da chegada.

”Os brasileiros nos recebem com muito carinho. Foi incrível ver tanta gente nas docas. É um incentivo pra gente que sofreu com ventos, neve e ondas gigantes. As noites eram difíceis, com pouca visibilidade. O perigo era constante e infelizmente aconteceu a tragédia com John Fisher, que era um grande amigo”, contou Frederico de Melo.

O veleiro Turn The Tide On Plastic  teve problemas no spreader – ou cruzeta na tradução do português – da vela principal e por vários dias navegou sem estar 100%.

Leg 7 from Auckland to Itajai. Arrivals in Itajai. 07 April, 2018.

A etapa tem ainda o espanhol MAPFRE competindo. Está previsto para terminar a prova nas próximas 24 horas, ou seja, na madrugada de domingo (8).

O vencedor da etapa entre Auckland (Nova Zelândia) e Itajaí (SC) foi o Team Brunel, seguido por Dongfeng Race Team e team AkzoNobel.

Bom dia, Martine!

05/04/2018 05:03

O team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, concluiu a sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 na madrugada desta quinta-feira (5), mais precisamente 1h38 (Horário de Brasília), em Itajaí (SC).

A equipe fechou a prova na terceira colocação, atrás apenas de Team Brunel e Dongfeng Race Team. O barco fez o percurso de 7.600 milhas náuticas – 14 mil quilômetros – em 18 dias, 3 horas e 38 minutos. O barco saiu de Auckland, na Nova Zelândia, em 18 de março.

”Essa etapa foi muito difícil fisicamente, muito frio, a gente passou por condições de mares muito grandes e muito vento por muito tempo. Com certeza levou as pessoas à exaustão. Essas condições levaram à quebra de outros barcos”, disse Martine Grael.

A atleta, bastante emocionada, foi recebida pelos pais Torben Grael e Andrea Grael. Martine é a única brasileira a disputar uma edição da regata de Volta ao Mundo.

Nas últimas três etapas o AkzoNobel subiu ao pódio – incluindo uma vitória – e conseguiu entrar na briga pelo título do campeonato. Agora, o time está em quarto lugar no geral com 33 pontos. O líder é o Dongfeng Race Team com 46 pontos.

Não apenas o frio e o vento foram difíceis de lidar. A brasileira teve uma lesão cóccix durante a navegação. ”Eu me lesionei um pouco, uns cinco dias antes de passar pelo Cabo Horn e pra mim foi muito difícil, porque para fazer tudo doía muito. Eu sentia dor o tempo inteiro. Mas não tem espaço para moleza nesse barco. Pra mim como brasileira o frio foi muito difícil, a minha mão ficava muito congelada. O pé eu estou até agora sem sentir um dos dedos”.