Vestas 11th Hour Racing perde o mastro; Todos estão seguros a bordo

30/03/2018 20:13

O barco Vestas 11th Hour Racing quebrou o mastro na manhã desta sexta-feira (30) durante a sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. As primeiras informações indicam que toda a tripulação do veleiro dinamarquês/norte-americano está em segurança.

O time informou à Direção de Prova (Race Control) que o fato ocorreu às 10h59 (Horário de Brasília). A equipe foi forçada cortar parte do mastro para evitar danos ao casco.

O barco estava a aproximadamente 100 milhas náuticas das Ilhas Falkland. O Vestas 11th Hour Racing está a caminho da ilha a motor.

Na hora da desmastreação, o Vestas 11th Hour Racing velejava entre 25 a 30 nós direção norte com ondas de 3 metros. Outros barcos da regata estão próximos e se prontificaram em prestar assistência caso necessário.

A MRCC – Maritime Rescue Coordination Centre – foi avisada da situação, mas os tripulantes avisaram que não havia necessidade de apoio para seguir viagem até Falkland.

Team Brunel contorna o Cabo Horn em primeiro e leva ponto extra; MAPFRE para por horas

29/03/2018 20:50
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 12 on board Brunel. Brunel first at Cape Horn. Bouwe Bekking, Peter Burling, Andrew Cape, Kyle Langford, Carlo Huisman, Abby Elher, Alberto Bolzan, Thomas Rouxel. 29 March, 2018.

Líder isolado da sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, o Team Brunel conquistou um ponto extra no campeonato ao contornar o Cabo Horn em primeiro lugar. A equipe holandesa passou pelo ponto mais icônico dos mares do mundo na manhã desta quinta-feira (29), mais precisamente às 10h01 (Horário de Brasília).

O Team Brunel mantém vantagem de quase 40 milhas náuticas para o segundo colocado na regata, o Vestas 11th Hour Racing. A perna da Nova Zelândia ao Brasil tem ao todo 7.600 milhas náuticas e deve ser concluída até a quinta-feira (5) na cidade catarinense de Itajaí, que receberá a Volvo Ocean Race pela terceira vez consecutiva.

“A tripulação está muito, muito cansada”, disse Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel. Não havia clima para comemoração a bordo em virtude de John Fischer (SHK / Scallywag), velejador que se perdeu no mar no início da semana. ”Não estamos felizes! A perda de John foi muito profunda e afetou as pessoas. Eu penso nele várias vezes a cada hora”.

E o holandês não está sozinho nesse pensamento! Os velejadores de todas as equipes da Volvo Ocean Race não digeriram a perda do atleta britânico.

”É o momento para mostrar nosso respeito”, disse o navegador Simon Fisher, do Vestas 11th Hour Racing. “O Cabo Horn é o mais difícil de dobrar. O vento sopra 35-40 nós e todos a bordo querem chegar logo.

O barco Sun Hung Kai Team / Scallywag, ainda em luto pela perda de seu atleta, continua se movendo em direção à costa oeste do Chile e deve chegar à terra no início da próxima semana.

Cabo Horn

O Vestas 11th Hour Racing contornou o Cabo Horn duas horas depois do líder Team Brunel. Na sequência passaram Dongfeng Race Team, Team AkzoNobel e Turn The Tide on Plastic.

O famoso Cabo Horn marca a passagem para o Oceano Atlântico e significa o fim do Pacífico para a flotilha da Volvo Ocean Race.

”É claro que a passagem pelo Cabo Horn é muito boa, e geralmente todo mundo ficaria muito feliz”, disse Charles Caudrelier, do Dongfeng Race Team. “Mas desta vez não podemos esquecer o que aconteceu com John Fisher no Scallywag, então não podemos ser felizes como uma passagem normal”.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 14 on board Dongfeng. 29 March, 2018.

MAPFRE suspende a regata

O espanhol MAPFRE suspende a regata para arrumar o mastro danificado enquanto a flotilha passa pelo Cabo Horn. Os líderes do campeonato detectaram o problema cinco dias atrás, mas só agora conseguiram parar para arrumar.

Faltando 2.000 milhas náuticas para o Brasil, o comandante Xabi Fernández decidiu suspender a prova às 13h32 (Horário de Brasília) e apenas seis milhas a oeste do cabo. Três integrantes da equipe de terra estão lá para ajudar nos reparos.

A penalidade por suspender a regata é ficar 12 horas sem navegar.

Barcos se aproximam do Cabo Horn; Scallywag vai para o Chile

28/03/2018 19:38
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 11
on board Brunel. Drone picture. 400 miles from Cape Horn. 30 knots of wind. 5-6 meter waves. Drone back on board. Thanks to Kyle Langford for help on launching and catching the drone. 28 March, 2018.

A Volvo Ocean Race 2017-18 segue sendo disputada rumo a Itajaí, no Brasil. Os barcos ainda navegam pelos mares do sul e se aproximam do Cabo Horn. O primeiro a contornar o local ganha um ponto de bônus. A previsão é que isso ocorra nesta quinta-feira (28) pela manhã.

O time do Sun Hung Kai / Scallywag não confirmou seus planos para a sequência do campeonato, mas deve utilizar algum porto na costa oeste do Chile para parar. O local é mais próximo nesse momento e conta com uma zona relativamente segura para as condições muito duras que ainda enfrentam. A equipe tenta se recuperar da devastadora perda do britânico John Fisher, na última segunda-feira (26).

As outras seis equipes continuam a avançar em direção ao Cabo Horn, com o Team Brunel de Bouwe Bekking na frente por quatro dias seguidos. A tripulação holandesa tem vantagem de 65 milhas náuticas.

Ventos fortes

As equipes continuam a enfrentar ventos com mais de 40 nós e mares pesados, enquanto navegam na direção do Cabo Horn, onde o Oceano Pacífico é forçado a atravessar a estreita zona compreendida entre a América do Sul e a Antártida.

O famoso Cabo Horn marca a passagem para o Oceano Atlântico e significa o fim do Pacífico para a flotilha da Volvo Ocean Race.

Atrás do Brunel estão Vestas 11th Hour Racing, MAPFRE (líder do campeonato) e o Dongfeng Race Team. Mais atrás aparecem Turn the Tide on Plastic e o AkzoNobel, da brasileira Martine Grael.

Mensagem dos velejadores ao amigo

A perda de John Fisher, do Scallywag, continua a pesar nas mentes dos velejadores. Vários deles manisfestaram a dor e o luto pelo ocorrido.

Dee Caffari, líder do Turn the Tide on Plastic 

”Muitas lágrimas foram derramadas entre todos e em particular. Fish era um amigo, um fã e um grande apoiador do nosso projeto. Ele era um velejador talentoso que fazia oque amava, e é isto que nos consola neste momento difícil. Agora, quando olhamos para o céu, infelizmente, vemos outro espírito de um velejar perdido num albatroz olhando por nós aqui. Nossos corações e orações vão para sua família, amigos e ainda mais para a equipe SHK / Scallywag, bem como a restante família da Volvo Ocean Race que perdeu um ente querido”.

Simon Fisher, Navegador do Vestas 11th hour Racing

“Depois da devastadora notícia de ontem corremos para o Cabo Horn com corações pesados. Embora devamos tentar manter nosso foco na regata. Todos os nossos pensamentos e orações estão com John, sua família, seus companheiros de equipe e amigos. O Oceano Antártico tem sido especialmente difícil este ano, tem sido mais implacável”.

Xabi Fernandez, líder do MAPFRE

”Momentos muito tristes aqui no MAPFRE depois que a notícia veio do Scallywag ontem. Eu digo que todos os nossos pensamentos estão com a tripulação do Scallywag e toda a família de John e desejamos o melhor para eles”.

Simeon Tienpoint, líder do team AkzoNobel

”Todos do AkzoNobel a bordo queremos dar nossas condolências à família de John Fisher ou ‘Fish’, como o conhecemos. Mas também queremos dar força aos caras a bordo do Scallywag e a toda a equipe, claro, em terra. Pessoalmente, eu sei, infelizmente, o quão difícil é nesta situação. Eles têm que ficar juntos e esperamos vê-los em segurança em terra muito, muito em breve”.

Kyle Langford, Team Brunel

”Infelizmente, John Fisher foi perdido e isso é absolutamente devastador para todos a bordo e, obviamente, a moral está baixa e todo mundo está realmente sentindo por seus amigos, familiares e todos os companheiros de equipe que ele tem naquele barco. Eu não posso imaginar a dor que eles estão passando. Nossos pensamentos são em primeiro lugar para esses caras – e a regata é realmente secundária neste momento”.

Comunicado oficial da Volvo Ocean Race

27/03/2018 07:30

Comunicado de Richard Brisius, CEO da Volvo Ocean Race, sobre o acidente que envolveu o velejador John Fisher da equipe Sun Hung Kai / Scallywag:

“Esta manhã, estou extremamente triste em informar, que um dos nossos velejadores, John Fisher, da equipe Sun Hung Kai / Scallywag, se encontra presumívelnte perdido no mar.

Isto é de partir o coração a todos nós. Como velejadores e organizadores de regatas, perder um tripulante no mar é uma tragédia que nunca queremos imaginar. Estamos arrasados ​​e os nossos pensamentos estão com a família do John, amigos e companheiros da sua equipe.

Ontem, pouco depois das 13:00 UTC, a Direção da Regata da Volvo Ocean Race foi informada de uma situação de homem ao mar pela equipe Sun Hung Kai / Scallywag.

Imediatamente coordenamos com a equipe, bem como com o Centro de Coordenação de Resgate Marítimo, que localizou um navio e desviou para a zona do acidente. Mas, com a velocidade atual, ainda permanece a mais de um dia de distância.

Com o resto da flotilha da Volvo Ocean Race a cerca de 320 km e a favor do vento, enviá-los para trás contra o vento e com ventos fortes, não era uma opção viável.

A equipe Sun Hung Kai / Scallywag realizou uma busca exaustiva por várias horas em condições meteorológicas extremamente difíceis, mas não conseguiu recuperar seu companheiro de equipe.

Dada a temperatura da água fria e o estado extremo do mar, juntamente com o tempo que passou desde que ele caiu ao mar, devemos presumir que John foi perdido no mar.

Todos nós na organização Volvo Ocean Race enviamos nossas sinceras condolências à família do John, dos seus amigos e dos seus companheiros de equipe. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiá-los neste momento tão difícil.

O Team Sun Hung Kai / Scallywag retomou a direção nordeste.

Na verdade, a equipe está atualmente em uma posição difícil – as condições estão a deteriorar-se e a previsão é de que o dia de hoje seja seja bastante severo.

A tripulação está, naturalmente, emocionalmente e fisicamente exausta após o que acabaram de passar.

Agora, o nosso único objetivo é fornecer todo o apoio e assistência possível à equipe.

Temos a certeza de que haverá muitas dúvidas sobre como um de nossos velejadores foi perdido no mar ontem.

Poderemos esclarecer isto mais tarde, quando a equipe nos passar toda a informação.

Hoje, nossos os pensamentos e orações vão para a família do John e toda a equipa do Scallywag.

Tripulante do Sun Hung Kai / Scallywag cai no mar

26/03/2018 17:11

O Race Control da Volvo Ocean Race foi informado, na tarde desta segunda-feira (26), pela tripulação do Sun Hung Kai / Scallywag de um incidente com um tripulante da equipe que caiu no mar. O fato ocorreu às 13:42 UTC.

A equipe, juntamente com o Centro de Coordenação de Resgate Marítimo (MRCC), estão realizando uma operação de busca e resgate para recuperar o tripulante desaparecido, John Fisher (Reino Unido). O velejador usava equipamento de sobrevivência quando foi ao mar.

O restante da tripulação está em segurança.

O incidente ocorreu aproximadamente a 1.400 milhas a oeste do Cabo Horn.

O vento na área de busca é de forte intensidade, 35 nós, e o mar está pesado. A temperatura da água é de 9 graus Celsius. Há luz do dia, mas as condições meteorológicas devem se deteriorar nas próximas horas.

Dadas as condições da força de vendaval, não é uma opção desviar qualquer um dos outros seis concorrentes da Volvo Ocean Race, que estão a pelo menos 320 km mais a leste e a favor do vento para auxiliar na operação de busca.

O MRCC identificou um navio a aproximadamente 400 milhas náuticas de distância e foi desviado para o local.

Naturalmente, estamos profundamente preocupados, especialmente dadas as condições meteorológicas, e o Race Control em Alicante, na Espanha, está apoiando a equipe Scallywag e o MRCC durante toda a operação. .

Nós teremos mais informações assim que estiverem disponíveis.

A Volvo Ocean Race é uma regata de 45.000 milhas náuticas ao redor do mundo. As equipes estão atualmente no nono dia da sétima etapa. O percurso de Auckland (Nova Zelândia) até Itajaí (Brasil) tem 7,600 milhas náuticas.

Etapa até o Brasil da Volvo Ocean Race completa uma semana

25/03/2018 19:32
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 07
on board Brunel. Once again beautiful lights tonight. Editing the picture is easy. 25 March, 2018.

A sétima etapa da Volvo Ocean Race completou uma semana e a regata segue com bastante equilíbrio rumo ao Brasil pelos mares do sul.

O Team Brunel aproveitou as melhores escolhas e assumiu a liderança com mais de 20 milhas de vantagem para o segundo colocado Turn The Tide on Plastic, que é seguido de perto por Dongfeng Race Team e Vestas 11th Hour Racing.

”Tivemos dias incríveis, mas também momentos muito estressantes”, escreveu Bouwe Bekking no seu blog da Volvo Ocean Race. A opção para o norte reduziu o número de manobras em comparação com a maioria da flotilha.

O Brunel liderava a regata quando passou pelo Ponto Nemo, a área mais remota do mundo. O Point Nemo está a quase 1.400 milhas náuticas da terra mais próxima, o que significa que as pessoas mais próximas dos tripulantes, além das outras equipes, são os astronautas da Estação Espacial Internacional, cerca de 220 milhas náuticas acima deles.

A etapa tem ao todo 7.600 milhas náuticas e teve início no domingo (18) em Auckland, na Nova Zelândia. Os barcos já percorreram mais de 4 mil milhas náuticas. Neste domingo (25), os ventos foram moderados de 20 a 25 nós. A previsão é mais um ‘vendaval’ nos próximos dias.

”Pegamos de 40 a 45 nós, o que não é nada divertido, na verdade é puro modo de sobrevivência. Mesmo assim ninguém tá aliviando”, contou o líder do Team Brunel.

Carolijn Brouwer sobre uma semana da sétima etapa

”A primeira semana não foi tão mal assim! As condições normalmente não são assim, mas o vento está aumentando – entre 30 e 40 nós. As condições estão piorando, inclusive com ondas grandes, e está difícil de controlar o barco”, revelou a holandesa Carolijn Brouwer, integrante do Dongfeng Race Team.

A velejadora, que morou no Brasil e fala português fluente, está em sua terceira Volvo Ocean Race e sua experiência pelos mares do sul pode fazer a diferença para a equipe chinesa. O Dongfeng ocupa a segunda colocação no campeonato.

Sobre os próximos dias, Carolijn Brouwer prevê mais ventos e dificuldades nos mares do sul. ”Temos que passar por uma área de baixa pressão nessa próxima semana. Estamos mais ao sul e o frio certamente vai nos tirar mais energia, pois trabalhamos com muita roupas, luvas, etc…Isso dificulta nessa mobilidade”.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 01 on board Dongfeng. Carolijn Brouwer in action on the liward side. 18 March, 2018.

”Temos que ser um pouco malucos pra fazer isso! Se eu tivesse medo para fazer isso eu não estaria aí. Temos momentos de muita tensão a bordo, mas ao mesmo tempo é um desafio. Quando passar pelo Cabo Horn em seis dias, a gente vai olhar pra trás e ver que tudo passou!”, contou Carolijn Brouwer.

Os barcos devem chegar de 4 a 6 de abril e Itajaí, Santa Catarina. A etapa vale pontuação dobrada e o primeiro barco a contornar o Cabo Horn leva um ponto de bônus.

Temperaturas começam a cair na Volvo Ocean Race

20/03/2018 18:13
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 04 on board Dongfeng. Daryl Wislang driving the bus trough the Pacific. 19 March, 2018.

As temperaturas já começam a cair durante a sétima etapa da Volvo Ocean Race, percurso entre Auckland, na Nova Zelândia, e Itajaí (SC), no Brasil. As sete equipes que partiram no fim de semana da Oceania descem a todo vapor para o sul.  A partir daí a situação deve ficar cada vez mais complicada, com termômetros beirando zero e ventos fortes!

“Já está muito molhado”, disse a brasileira Martine Grael, do team AkzoNobel. “Vai ficar muito mais frio também. Vamos ver como lidar com uma semana inteira molhada. Não vai ser fácil, mas estou ansiosa para entrar na ‘avenida’ que nos leva até a América do Sul”.

Segundo o Race Control, os termôemtros já batem 10 graus na descida pelos mares da Oceania.

A equipe do AkzoNobel estava em segundo lugar na atualização da tarde desta terça-feira (20). O Vestas 11th Hour Racing lidera a prova de 7.600 milhas náuticas náuticas, mas os outros barcos estão tão rápidos quanto, velejando as últimas 24 horas mais de 500 milhas náuticas.

À medida que os barcos se aproximam das zonas de alta pressão, a direção do vento e o estado do mar ficam fora de alinhamento, de modo que o melhor timoneiro vai levar vantagem.

“Nós notamos que está começando a esfriar, especialmente a água”, disse Carolijn Brouwer, do Dongfeng Race Team. “Estamos indo direto para o sul de maneira bastante rápida – cerca de 20 nós. Há muito para avançar – isso é apenas um aquecimento, ou um resfriamento”.

A etapa é marcada por muito frio e passagem próxima à zona de exclusão do gelo. O vencedor pelos mares do sul ganhará pontuação dobrada quando cruzar a linha de chegada em Itajaí (SC).

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 3 on board AkzoNobel. 19 March, 2018. Simeon Tienpoint and Nicolai Sehested getting ready to shake the reef in the main sail.

“Essa perna provavelmente é a coisa mais gratificante e mais estressante que nós vamos pegar. É uma pressão geral. Sobre os patrocinadores, sobre mim, sobre relacionamentos … É muito difícil”, disse Dave Witt, líder do Sun Hung Kai / Scallywag, que está na lanterninha por enquanto da etapa.

Com a zona de exclusão de gelo situada abaixo de 50 graus sul, as equipes estão efetivamente reduzindo a distância que terão para navegar. Eles enfrentarão então uma semana desafiadora de tempo pesado com ventos entre 30 e 40 nós.

Os barcos devem chegar até 6 de abril ao Brasil.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 3 on board Turn the Tide on Plastic. Bleddyn Mon. The fleet sails south through the roaring forties. 19 March, 2018.

Etapa da Volvo Ocean Race até o Brasil começa intensa

19/03/2018 21:23
Leg 7 from Auckland to Itajai, day 02 on board Dongfeng. Akzonoel passing in front of us at East Cape. 18 March, 2018.

A sétima etapa da Volvo Ocean Race começou de acordo com a previsão meteorológica da largada em Auckland, na Nova Zelândia. Ventos de até 30 nós na descida pela costa da Oceania e muita ação nas primeiras horas. A regata de 7.600 milhas náuticas deve ser assim – com mais tons de intensidade e frio – até Itajaí (SC), destino final da prova.

Os barcos se revezaram na ponta com destaque para o Vestas 11th Hour Racing, que mantém a liderança na tarde desta segunda-feira (19). A etapa pelos mares do sul deve ser concluída até 6 de abril.

Com a previsão da brisa de leste provocada por um anticiclone, as táticas dos times no início da perna são relativamente simples: mergulhar para o sul o mais rápido possível.

Leg 7 from Auckland to Itajai, day 2 on board Turn the Tide on Plastic. The fleet says goodbye to New Zealand. 19 March, 2018.

O Vestas 11th Hour Racing volta a correr a Volvo Ocean Race depois de perder duas etapas por causa de um acidente. “É bom poder voltar para a água”, disse o comandante  Charlie Enright. “Estamos um pouco atrás dos outros, mas acho que isso era esperado. Nós sabemos que tem muita coisa pela frente! É tudo ou nada”.

Mark Towill, co-skipper do Vestas, acrescentou: “Será uma regata de trabalho árduo e determinação”. A etapa tem pontuação dobrada e quem contornar o Cabo Horn em primeiro ganhará um extra.

“A regata nos próximos três dias deve ser bastante simples”, disse Kevin Escoffier, do Dongfeng. “Nós vamos direto para o sul em direção ao limite de gelo, depois viramos para os pontos de alta pressão. Então, temos uma frente para passar e será uma história completamente diferente depois disso”.

A liderança da Volvo Ocean Race é por enquanto do MAPFRE, seguido por Dongfeng Race Team. O AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, está em quarto.

Sétima etapa da Volvo começa amanhã

16/03/2018 19:08
Leg 4, Melbourne to Hong Kong, day 05 on board AkzoNobel. Photo by Sam Greenfield/Volvo Ocean Race. 06 January, 2018.

As sete equipes que disputam a Volvo Ocean Race estão preparadas para o maior desafio na regata de Volta ao Mundo até agora! A etapa sete entre Auckland, na Nova Zelândia, e Itajaí (SC), no Brasil, é apontada como a mais complicada de todas.

Os barcos terão pela frente 7.600 milhas náuticas – 14 mil quilômetros pelos mares do sul, famosos por fortes ventos, ondas gigantes e o frio na maior parte do percurso.

A largada será na tarde de domingo (18) na Oceania, noite de sábado (17), no Brasil. A bordo do team AkzoNobel, a campeã olímpica Martine Grael representa os brasileiros nesse desafio, repetindo o feito de seu pai, o também multicampeão Torben Grael.

”Essa é uma das pernas mais icônicas, os ventos e as ondas não param nunca. Para mim, a maior dificuldade será o frio, pois como brasileira não sou muito acostumada com temperaturas baixas, então vou ter que fazer o meu melhor e saber escolher as roupas certas!”, disse Martine Grael. Sua equipe venceu a última etapa e está motivada para sair do quarto lugar no geral.

A regata vale pontuação dobrada por passar pelos mares do sul. O barco que contornar o Cabo Horn em primeiro ganhará um ponto extra. Esse ponto é chamado de Santo Graal da vela oceânica.

A perna passa pelo chamado “Furious Fifties”, as inóspitas e distantes águas a sul de 50 graus de latitude que circundam a Antártica.

”Contornar o Cape Horn dá uma grande motivação psicológica, pois os mares do sul ficam distantes e a cada milha acima o calor aumenta”, disse Bouwe Bekking, velejador holandês com oito participações na Volvo Ocean Race. O atleta comanda o Team Brunel.

A regata clássica será decisiva para o campeonato, que tem o espanhol MAPFRE liderando a classificação geral após seis etapas. Dongfeng Race Team e Scallywag apertam atrás!

“Sinto que eles [adversários] estão cada vez mais próximos, mas só podemos fazer uma coisa – empurrar o barco, navegar bem e tentar ganhar essa etapa”, disse o skipper do MAPFRE, Xabi Fernández, mais um campeão olímpico correndo o evento.

O vencedor da etapa até Itajaí em 2015 foi o Abu Dhabi, que se tornou campeão ao final da competição.

Leg 02, Lisbon to Cape Town, day 3, on board AkzoNobel. Photo by James Blake/Volvo Ocean Race. 07 November, 2017.

Paranaense é campeã sul-americana júnior de triathlon

10/03/2018 18:01
Gabrielle ultrapassa a linha de chegada (foto: Onboard Sports).

Gabrielle Lemes mostrou neste sábado (10) porque é uma das melhores apostas do Brasil na nova geração do triathlon. Em sua estreia no Campeonato Sul-Americano de Sprint Triathlon em Montevidéu, a triatleta de apenas 16 anos venceu adversárias mais experientes, de até 19 anos, na categoria júnior, sagrando-se campeã com 01h09min38s. A vitória teve gosto de superação para a integrante da Seleção Escolinha de Triathlon Alto Rendimento. Na fase final de treinos, Gabrielle enfrentou uma séria lesão no ombro, que por pouco não a tirou da disputa.

“A vitória de hoje teve um sabor inimaginável. A Gabrielle vinha treinando muito bem, mas, como num enredo de filme, machucou-se gravemente no ombro. Mesmo assim, ela jamais desistiu. Foram 45 dias nadando com um braço só, intermináveis séries de pernada”, explicou Ricardo Júnior Cardoso, coordenador do projeto.

Os médicos constataram um rompimento parcial de tendão em Gabrielle. Em busca da recuperação, a equipe da Escolinha de Triathlon seguiu um trabalho diário de fisioterapia e também um trabalho mental junto à jovem atleta. Na quarta-feira, às vésperas da viagem, uma nova ressonância mostrou a restauração do tendão.

“A Gabrielle se superou e trouxe para casa este presente para todo o nosso time e para o Brasil. Quero agradecer a todos pela conquista. Ao Juraci Moreira, gestor do nosso projeto que nunca desistiu do seu plano e da confiança que nos deposita. Ao Major Toniolo, que, no comando do Colégio da Polícia Militar do Paraná, nos apoia com todos os espaços para o treinamento da equipe. Ao Luiz Iran, presidente da FPTri. A todos os profissionais da Academia Incorp, que trabalharam com afinco para que isso fosse possível. A todos pais que nos confiam seus filhos a praticar este lindo esporte. À minha esposa e filhos, que me apóiam e me permitem abdicar do tempo com eles para a realização deste trabalho. A Deus por permitir tudo isso”, enumerou Ricardo, destacando o trabalho conjunto de toda a equipe. “Descrevo tudo isso com lágrimas nos olhos, pois é muito bom viver para ver mais essa conquista.”

A prova foi disputada na Playa Ramírez, em Montevidéu, com as distâncias de 750m de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida. Com a vitória, Gabrielle Lemes garantiu vaga para o Campeonato Panamericano Júnior, marcado para o dia 23 de junho em Brasília. Além dela, a Seleção Escolinha de Triathlon Alto Rendimento teve outros dois representantes no Uruguai, Alice Forti Tinelli e Pedro Henrique Boff.

Seleção Escolinha de Triathlon Alto Rendimento reuniu para a temporada 2018 os dez atletas com maior potencial para o alto rendimento, entre os 60 alunos da Escolinha de Triathlon Formando Campeões, consagrando um trabalho de quatro anos no desenvolvimento das categorias de base do triathlon no Paraná. Na nova equipe, os dez atletas selecionados passarão a receber uma ajuda de custo mensal e serão direcionados para as principais competições brasileiras e internacionais, visando as classificações olímpicas.

Seleção Escolinha de Triathlon Alto Rendimento foi viabilizada pela Lei de Incentivo ao Esporte, com apoio da Federação Paranaense de Triathlon e do Colégio da Polícia Militar do Paraná. Os patrocinadores são Banco Safra, Sanepar, Elejor e Governo do Paraná.