Cidade do México receberá pelo terceiro ano consecutivo a ABB Formula E

27/02/2018 19:06
Foto: ak Mauger/LAT/Formula E

O quinto E-Prix da temporada 2017-2018 da ABB Fórmula E será disputado no sábado (3), na Cidade do México. Será a terceira vez consecutiva que o México receberá uma etapa do campeonato mundial dos carros elétricos. A prova ocorre no tradicional Autódromo Hermanos Rodríguez, que conta com 17 curvas em um total de 2.092 km.

Atual campeão da ABB Formula E, o piloto brasileiro Lucas di Grassi (Audi Sport Abt Schaeffler) ainda não pontuou nesta temporada, mas o retrospecto no circuito mexicano lhe proporciona boas lembranças e a expectativa de dar início a sua recuperação no campeonato.

“Minhas memórias da corrida mexicana são mescladas. Na temporada de 2016, cruzei a linha de chegada na primeira posição, mas acabei desclassificado após a prova. No ano passado, comemorei minha primeira vitória na temporada no México. É uma pista nos convém. Então, espero ir bem novamente nesta temporada. Os fãs mexicanos são muito apaixonados, sempre é muito divertido correr lá.”

Além de Lucas di Grassi, atleta da equipe Audi Sport Abt Schaeffler, o brasileiro Nelson Piquet Jr, da equipe Panasonic Jaguar Racing, está participando da temporada 2017-2018 da ABB Formula E, e neste momento ocupa a quinta colocação na classificação do mundial.

A ABB Fórmula E é liderada pelo francês Jean-Eric Vergne (Techeetah), vencedor da última etapa disputada em Santiago no Chile, e possui 71 pontos, seguido pelo sueco Félix Rosenqvist (Mahindra Racing), que possui 66 pontos, e o britânico Sam Bird (DS Virgin Racing) com 61 pontos.

A temporada 2017-2018 do ABB FIA Formula E terá um total de 12 etapas, encerrando o campeonato no dia 15 de julho, em Nova Iorque. Os primeiros E-Prix foram disputados em Hong Kong, Marrakesh (Marrocos) e Santiago (Chile).

Após o E-Prix da Cidade do México, a ABB Formula E voltará a América do Sul, onde no dia 17 de março, os carros elétricos desembarcam no circuito de rua de Punta del Leste (Uruguai).

Todo o dinheiro arrecadado com a venda de ingressos para o E-Prix da Cidade do México será revertido às obras de reconstrução da capital mexicana, que sofreu um terremoto em setembro do ano passado.

Martine Grael é a primeira brasileira a vencer regata da Volvo Ocean Race

Leg 6 to Auckland, arrivals. 27 February, 2018.

O barco Team AkzoNobel foi o vencedor da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso de mais de 6 mil milhas náuticas entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). Com a brasileira Martine Grael a bordo, a equipe cruzou a linha de chegada na manhã desta terça-feira (27), após uma disputa milha a milha com o Sun Hung Kai / Scallywag pela vitória. O resultado, além de um dos mais apertados de todas as edições do evento, foi histórico para a vela nacional, já que a campeã olímpica da Rio 2016 se tornou a primeira brasileira a vencer uma perna da regata de Volta ao Mundo.

“Sentimento incrível de ganhar uma perna em Auckland”, comemorou Martine Grael. “Foi um clima muito tenso antes da chegada aqui na Nova Zelândia. Teve vento fraco, todo mundo se aproximando por trás com mais vento e foi muito tenso nas últimas 24 horas. Parecia uma pulga que não queria sair!”.

Martine Grael, também a primeira brasileira a se tornar campeã olímpica, disse que a emoção nas regatas sempre está ao seu lado. A regata responsável pelo ouro olímpico na Rio 2016 na classe 49er FX, ao lado de Kahena Kunze, foi decidida na última boia, com uma ultrapassagem histórica na Baía de Guanabara. Na sexta etapa da Volvo Ocean Race a história se repetiu, com dois minutos de diferença para o segundo colocado, o SHK Scallywag!

“Eu sempre quis uma chegada monótona e fácil. Mas infelizmente isso não está sendo possível, na Olimpíada e aqui sempre com emoção. Foi um clima muito intenso a bordo nas últimas 24 horas. Agora é comemorar, descansar e preparar para a próxima perna”.

A próxima etapa da Volvo Ocean Race terá como destino final o Brasil. Os barcos partem no dia 18 de abril de Auckland rumo a Santa Catarina, na cidade de Itajaí. A etapa vale pontuação dobrada e terá desafios pelos mares do sul como os limites de gelo, ondas gigantes e ventos fortes. O primeiro a contornar o Cabo Horn ganhará uma pontuação extra.

Mais sobre a sexta etapa 

A equipe holandesa do AkzoNobel fez o percurso em 20 dias, 9 horas e 17 minutos. Diferença de apenas 2 minutos para o segundo colocado, o Scallywag. Em terceiro chegou o MAPFRE, 22 minutos depois. A etapa foi uma das mais próximas da história, com o Dongfeng Race Team e Turn the Tide On Plastic terminando a prova 25 e 27 minutos, respectivamente, atrás do AkzoNobel. O sexto colocado foi o holandês Team Brunel, que terminou a etapa após 1 horas do vencedor.

“Foi um match race de 7 mil milhas náutica, algo irreal”, disse o comandante Simeon Tienpont, comandante do AkzoNobel. “Nunca fiz uma regata como essa em toda a minha vida. Sempre tinha alguém no nosso visual”.

O segundo colocado valorizou a vitória do AkzoNobel. “Nossa equipe nunca se deu por vencida”, contou o skipper do Scallywag, David Witt. “Dessa vez não deu! Mas tivemos nossas oportunidades, mas eles foram melhores”.

O resultado em Auckland leva o team AkzoNobel do quarto para o sexto lugar na classificação geral da Volvo Ocean Race 2017-18. A equipe somou sete pontos mais um extra e agora tem ao todo 23 pontos. O bronze na sexta etapa ampliou a vantagem do espanhol MAPFRE na liderança do campeonato com 39 pontos. Em segundo está o chinês Dongfeng Race Team, com 34, e em terceiro o SHK Scallywag, de Hong Kong, com 26 pontos.

O barco que velejou mais rápido em 24 horas na sexta etapa foi o Dongfeng Race Team, com 499.71 milhas náuticas percorridas em apenas um dia.

Leg 6 to Auckland, arrivals. 27 February, 2018.

Vitórias brasileiras na Volvo Ocean Race

Martine Grael repete o feito do pai, Torben Grael, o primeiro a conquistar uma vitória para o País na Volvo Ocean Race. Na edição 2005-06, o barco Brasil 1 venceu a perna até Rotterdam, na Holanda.

“É um sentimento incrível de ganhar uma perna da Volvo Ocean Race, a gente chegou aqui em Auckland, uma cidade muito expressiva com uma cultura forte de vela”, disse Martine Grael.

Outros velejadores brasileiros também venceram etapas da Volta ao Mundo, como o próprio Torben Grael com o Ericsson 4 em 2008-09, Joca Signorini (Brasil 1 – Ericson 4 e Telefônica), Horácio Carabelli (Brasil 1 e Ericson 4), André ‘Bochecha’ Fonseca (Brasil 1 e MAPFRE) e Kiko Pelicano (Brasil 1).

Últimas milhas da sexta etapa da Volvo Ocean Race

26/02/2018 18:10
Leg 6 to Auckland, day 20 on board Sun hung Kai/Scallywag. AkzoNobel, only 0.1 miles away, after 20 days of racing. 26 February, 2018.

A madrugada desta terça-feira (27) pode ser histórica para o esporte brasileiro. A sexta etapa da Volvo Ocean Race será decidida em Auckland (Nova Zelândia) com dois barcos com chances reais de vitória. Um deles é o AkzoNobel, da campeã olímpica Martine Grael, que disputa milha a milha com o Sun Hung Kai / Scallywag. Seria a primeira vitória da brasileira na regata de Volta ao Mundo.

Os dois times citados acima estavam separados por apenas 1 milha náutica na atualização de placar da tarde desta segunda-feira (26). Em terceiro, 10 milhas náuticas atrás, está o Turn the Tide On Plastic. Ou seja, a chegada à Cidade das Velas, como é conhecida Auckland, deverá decidir a configuração do pódio. Faltam menos de 200 milhas para a linha final.

 A equipe de Martine Grael adotou nas últimas 24 horas o modo invisível e segurou a liderança, mesmo que pequena. Mas ao contrário de aumentar a sua vantagem, o AkzoNobel viu os adversários no retrovisor literalmente.

Leg 6 to Auckland, day 20 on board Sun hung Kai/Scallywag. Annemieke Bes, who originally started training on AkzoNobel, now doing the race on Scallywag, looking the match racing unfolding for the last few miles to the finish. 26 February, 2018.

“Nós temos uma pequena vantagem, mas ir do Cabo Norte para Cape Brett não vai ser fácil”, disse Brad Farrand, do Akzonobel. “As próximas 12 horas serão cruciais”.

A bordo do segundo colocado, o skipper Dave Witt estava contente por ver a diferença para o Akzonobel reduzir com cada relatório de posição. “A brisa vai desaparecer no topo da Nova Zelândia”, disse o comandante do Scallywag. “O AkzoNobel vai chegar primeiro e serão empurrados pela maré durante algumas horas. E nós não. Pode estar aqui a chave para nos reagruparmos novamente”.

O dilema que enfrentam as três principais equipes é forçar passar mais perto da costa e ter a corrente contra numa rota mais curta, ou ir para o fora com uma corrente favorável, mas fazer mais milhas.

Enquanto o Turn the Tide on Plastic persegue o seu primeiro pódio, a skipper Dee Caffari disse que estava preparada para levar o barco ao limite.

“Quando o sol nascer, vamos fazer um turno extra, com isto vamos ter mais pessoas para ajudar nas manobras. Quando o vento entrar, vamos estar todos no deck prontos para qualquer coisa. Vamos dar tudo por tudo, até ao fim”, falou Dee Caffari.

Enquanto isso, o MAPFRE e o Dongfeng continuam na sua regata privada para ver quem tem melhor desempenho. Os dois lideram a competição na classificação geral, mas não devem fazer pódio na sexta etapa.

Team AkzoNobel abre vantagem e tem chance real de vitória em Auckland

25/02/2018 17:39
Leg 6 to Auckland, day 19 on board AkzoNobel, Cecile in action on boat, 25 February, 2018.

O barco team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, retomou a liderança da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, caminho entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). A equipe da campeã olímpica na Rio 2016 abriu ainda mais de 20 milhas de vantagem para o segundo colocado, o Turn the Tide on Plastic.

O curinga na tabela de classificação no momento é o Scallywag, que adotou o modo invisível no início desta manhã de domingo (25).  No momento em que sumiram do mapa, eles tinham uma pequena vantagem na liderança.

O team AkzoNobel já contorna o Cabo Reigna e navega pelo norte da Nova Zelândia. Os líderes estão cada vez mais rápidos e a turma retardatária sofre para andar.

Leg 6 to Auckland, day 19 on board AkzoNobel, Chris Nicoholson at sunrise, 25 February, 2018.

“Eles estão indo três ou quatro nós mais rápido que nós. Eu não acho que haja algo que possamos fazer para passar”, disse o comandante do Dongfeng Race Team, Charles Caudrelier. A equipe está em segundo na classificação geral, que tem o MAPFRE como líder.

A previsão de chegada, segundo os dados enviados pela organização da Volta ao Mundo, é na terça-feira (27). Se o resultado se confirmar será a primeira vitória em etapa do barco de Martine Grael.

Dia com três líderes e um barco invisível na Volvo Ocean Race

23/02/2018 19:38
Leg 6 to Auckland, day 17 on board Turn the Tide on Plastic. Lucas Chapman and his shadow. 22 February, 2018.

A disputa da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia), entra na sua reta final com duelo equilibrado entre quatro barcos.

Nesta sexta-feira (23), três barcos sentiram o gostinho da liderança por horas. O Turn the Tide On Plástic abriu o dia na frente, sendo ultrapassado nas primeiras horas da manhã pelo team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael. No primeiro relatório da tarde de sexta, o Sun Hung Kai / Scallywag retomou a ponta.

”Vamos para o sul o mais rápido possível”, contou John Fisher, leme no Scallywag.

O Team Brunel, que está entre os líderes, entrou em modo invisível e ficará fora do radar por 24 horas. Essa opção pode ser usada apenas uma vez por perna. O objetivo na maioria das vezes é adotar uma manobra tática e colocar dúvida na cabeça dos adversários.

A previsão de chegada em Auckland está entre terça-feira (27) e quarta-feira (28). A sexta etapa da Volvo Ocean Race está em seu 17º dia.

Leg 6 to Auckland, day 17 on board AkzoNobel, A happy Martine Grael , 23 February, 2018.

“Estamos numa boa posição, mas ainda há um longo caminho a percorrer!”, disse Cécile Laguette, do team AkzoNobel.

Mais atrás na regata, mas ainda com chances, o MAPFRE espera recuperar terreno e ampliar a liderança na classificação geral.

”Estamos saindo dos Doldrums e os ventos de leste estão entrando”, disse o navegador do MAPFRE, Juan Vila. “Nós temos períodos de 10 nós de vento, alternando com ventos ligeiramente mais fracos de cinco a seis nós. Esperamos que sejam mais consistentes nas próximas horas e amanhã já teremos cerca de 10 a 15 nós de vento”.

Disputa indefinida nos recifes e corais da Oceania

22/02/2018 20:50
Leg 6 to Auckland, day 16 on board AkzoNobel, Team Akzonobel, 22 February, 2018.

A regata de Volta ao Mundo está em sua sexta etapa e os seis barcos na disputa passam pelo Mar de Coral, na Oceania. Quatro equipes seguem com chances reais de vitória na perna da Volvo Ocean Race de Hong Kong a Auckland (Nova Zelândia), que deve ter sua conclusão na semana que vem!

Em terceiro na última atualização da tarde desta quinta-feira (22), o team AkzoNobel segue vivo na disputa pela vitória da etapa. A brasileira Martine Grael disse que foram muitas as dificuldades de navegação enfrentadas na passagem pelos Doldrums – área de calmaria na passagem pelos hemisférios.

“Desde que começamos a perna tivemos muitas decisões táticas, bem fora do rumo que estamos indo, que é a Nova Zelândia. Devido aos sistemas de alta e baixa pressão, acabamos de passar pelas águas do Doldrums, e por isso ainda não sabemos se saímos ou não. Os ventos estão muito fracos, quase não andamos para frente, além de muito calor”, disse Martine Grael.

A liderança provisória da sexta etapa da Volvo Ocean Race é do Turn the Tide on Plastic, seguido pelo Team Brunel. Em quarto, o Sun Hung Kai / Scallywag tenta recuperar a ponta.

”Agora, vamos passar por uma transição, para pegar os ventos alísios. Então, estamos tentando manter a liderança, contra os barcos mais a leste que a gente e todos os modelos não estão batendo muito. Com sorte, conseguiremos sair na frente”, completou a brasileira, campeã olímpica na Rio 2016.

No Mar de Coral, as equipes da Volvo Ocean Race passam no meio da segunda maior barreira de coral do mundo, principalmente na cadeia das ilhas do Pacífico Sul e da Nova Caledônia.

“A cerca de 120 milhas, há um recife no topo da Nova Caledônia”, explicou Dee Caffari (TTOP), a primeira mulher a fazer uma volta ao mundo sem escalas e em solitário.

”Agora até Auckland cada minuto conta. Os nossos adversários que estão atrás de nós vão fazer algo semelhante, mas os que estão mais para oeste vão contornar pelo lado de fora. Teremos que ver quem ganha com esta opção – amanhã saberemos”.

Quase 70 milhas atrás dos líderes, o MAPFRE e o Dongfeng Race Team estão juntos novamente, depois de se terem separado na véspera.

Apesar de estarem atrás com uma distância considerável, nenhuma equipe está fora da regata, pois segundo as previsões há oportunidades para recuperar nos últimos dias da etapa.

”A moral a bordo é boa, e todos esperamos uma oportunidade para recuperar algumas milhas a médio prazo”, disse o navegador do MAPFRE, Juan Vila.

“A frente da Austrália Oriental pode trazer algumas oportunidades, e a passagem para a Nova Zelândia pode não ser tão direta quanto pensamos”.

Leg 6 to Auckland, day 16 on board Turn the Tide on Plastic. 22 February, 2018.

Barcos pagam pedágio nos Doldrums

20/02/2018 19:06
Leg 6 to Auckland, day 14 on board AkzoNobel, Cecile Laguette checks heading, 20 February, 2018.

A falta de vento marcou mais um dia de regata da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia). Os seis barcos que disputam a prova encontram dificuldades para pegar as melhores rajadas e a tendência é que a situação continue por mais dois dias.

 Novo líder nesta terça-feira (20),  o Turn the Tide on Plastic foi o que mais andou nas últimas 24 horas. Na sua cola, mas um pouco mais a oeste do Pacífico, está o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael. Outros dois times estão bem próximos dos líderes: Team Brunel e Sun Hung Kai / Scallywag. Primeiros colocados no campeonato, MAPFRE e Dongfeng Race Team estão mais distantes do pelotão da frente!

“Parece que estamos em três matches races diferentes e não sabemos quem vai para as finais, semi-finais ou quem fica com o prêmio de consolação”, disse a comandante do Turn the Tide on Plastic, Dee Caffari.

“Está complicado! Estamos dois dias nesse ritmo, então não tem como dormir’, disse David Witt do Scallywag.

A causa do buraco do vento gigante é uma grande tempestade, chamada de Gita, atualmente situada nano sul da Nova Zelândia que matou os ventos alísios, permitindo que os Doldrums se inchassem em proporções épicas.

Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel, acrescentou: “Às vezes pensamos que estamos no melhor esporte que existe, mas em dias como esses, acho que a maioria da equipe pensa que também pode ser um esporte estúpido”.

E ainda faltam 1.500 milhas náuticas para o fim da etapa, que deve ocorrer entre 26 de fevereiro e 1º de março. A falta de vento aumenta o cansaço dos atletas a bordo, pois a todo momento buscam uma melhor rota.

Leg 6 to Auckland, day 14 on board Dongfeng. 20 February, 2018. Waiting the wind for Jeremie Beyou and Kevin Escoffier.

AkzoNobel e Scallywag sofrem menos nos Doldrums

17/02/2018 17:29
Leg 6 to Auckland, day 10 on board AkzoNobel, Simeon on the wheel 16 February, 2018.

O time da brasileira Martine Grael segue firme na liderança da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, caminho entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia).

O team AkzoNobel já abriu mais de 50 milhas náuticas de diferença para o segundo colocado, o Team Sun Hung Kai / Scallywag.

Os dois barcos citados conseguiram navegar rápido nas últimas 24 horas na passagem pelas calmarias dos Doldrums.

Para se ter uma ideia, a vantagem do team AkzoNobel para o restante da flotilha aumentou em mais de 50% neste sábado (17).

A diferença para o terceiro colocado, que é o Team Brunel, já supera 120 milhas náuticas. Para o MAPFRE – o sexto e último na etapa – é de 230 milhas náuticas.

Dongfeng Race Team e MAPFRE tiveram uma navegação bem lenta pelas calmarias. As próximas 24 horas parecem estar um pouco mais fáceis de entender com a flotilha pegando ventos médios. Já no dia seguinte a tendência é de diminuição.

Um ciclone ao sul interrompe os padrões climáticos normais. Isso tornará o início da semana extremamente desafiador, e é provável que haja novamente uma junção dos barcos em um só pelotão.

Leg 6 to Auckland, day 11 on board Sun hung Kai/Scallywag. 16 February, 2018.

Lamentavelmente, a comunicação foi interrompida desde sexta-feira (16). A Inmarsat confirma que atualmente está sofrendo uma interrupção do seu I-4 F1, o satélite da banda L, que cobre a região da Ásia-Pacífico.

A causa foi identificada como um problema de controle de altitude da nave espacial. Atualmente, a Inmarsat está implementando atividades de recuperação específicas para estabelecer um retorno seguro às operações normais o mais rápido possível.

Isso impactou os On Board Repórteres, que não conseguiram enviar conteúdo. No entanto, a segurança da frota não foi afetada pela interrupção, já que o Race Control ainda é capaz de rastrear os barcos e enviar mensagens básicas por e-mail por meio de um satélite Inmarsat alternativo.

Teremos mais informações sobre esta questão à medida que elas se tornem disponíveis.

Oportunidades e ameaças para cruzar o Hemisfério

15/02/2018 17:18
Leg 6 to Auckland, day 09 on board Brunel. 15 February, 2018. Alberto Bolzan at the helm, Carlo Huisman at the main, and Andrew Cape.

Momento de decisão na sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. Os seis barcos que disputam a Regata entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia) se aproximam de cruzar a Linha do Equador e descer com velocidade ao sul.

A maior dificuldade para as equipes será entrar na calmaria dos Doldrums, que são complicados de atravessar bem no limite entre os hemisférios.

Pelo terceiro dia seguido, o team AkzoNobel, que tem a campeã olímpica Martine Grael a bordo, segue mais rápido que os demais.

Para o comandante do AkzoNobel, Simeon Tienpont, a regata será um perde e ganha nos próximos dias. “É um grande desafio para nós estar na liderança.  Nós fazemos as escolhas de percurso e os que estão atrás podem ver se elas funcionam ou não. Os modelos climáticos não contabilizam os efeitos reais, de modo que esse é um ponto vulnerável para nós”.

Leg 6 to Auckland, day 09 on board MAPFRE, Louis Sinclair at the aft Pedestal. 15 February, 2018.

Como sempre, a transição para o hemisfério sul oferece oportunidades para alguns e ameaça para os outros.

Depois de perder a liderança, a equipe do SHK / Scallywag, que está mais para o oeste, sofre pra ganhar milhas.

O barco de Hong Kong caiu do segundo para o quinto lugar e viu o líder AkzoNobel abrir mais de 50 milhas náuticas.

O comandante do Scallywag, David Witt, espera mudanças. “Será interessante ver se alguém coloca sua proa para cima ou para baixo para tentar mudar sua posição”.

O objetivo, como sempre, é ser o primeiro a sofrer os efeitos dos Doldrums e também ser o primeiro a sair de lá rumo aos ventos alísios.

Na prática, os velejadores sentem os efeitos de navegar perto dos hemisférios. Calor e muito vento dão o tom.

Leg 6 to Auckland, day 09 on board AkzoNobel, Simeon looking streesed in light airs. 15 February, 2018.

“É muito horrível aqui. Muito difícil de dormir. A temperatura da água é de quase 30 graus, por isso é bastante quente por dentro”, contou o velejador do  Team Brunel, Kyle Langford. “É difícil ficar normal. E, além disso, o barco está sendo jogado em 30 nós de vento. É muito desconfortável.

“Lá fora é melhor, mas não muito. O pior é a água salgada, que queima os olhos. Todos estamos usando óculos de esqui. Mas o bom é que estamos fazendo milhas rapidamente. São condições difíceis, mas rápidas.

A previsão mais próxima de chegada ao porto de Auckland indica 25 de fevereiro.

O MAPFRE lidera a classificação geral com Dongfeng Race Team em segundo lugar. O AkzoNobel de Martine Grael é o sexto na tabela.

AkzoNobel abre vantagem em momento decisivo

14/02/2018 17:31
Leg 6 to Auckland, day 08 on board AkzoNobel, Simeon Tienpont in action. 14 February, 2018.

O barco AkzoNobel, que tem a brasileira Martine Grael como integrante, continua na liderança da sexta etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, no percurso entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia).

A equipe abriu, nesta quarta-feira (14), quase 30 milhas náuticas de vantagem para o Sun Hung Kai / Scallywag, que ocupa a segunda colocação. Os outros quatro barcos estão mais de 40 milhas atrás.

Faltam menos de 500 milhas náuticas para a aproximação aos Doldrums, zona de calmaria na região equatorial dos oceanos.

“Estamos poucas milhas à frente dos que estão atrás de nós, e temos o Scallywag a sotavento”, disse Nicolai Sehested, do AkzoNobel. “Espero que nossa velocidade nos faça chegar em primeiro aos Doldrums. Seria bom ser o primeiro chegar e o primeiro a sair”

O MAPFRE, líder do campeonato, mantém um duelo de match race com o Dongfeng Race Team, e são os que estão mais próximos dos primeiros colocados desta etapa.

”Temos o Dongfeng a cerca de uma milha e meia para barlavento, ou até menos. É uma luta muito apertada”, disse o campeão olímpico Blair Tuke, do MAPFRE.

”O AkzoNobel e o Scallywag estão à frente e a sotavento de nós. O AkzoNobel foi bastante rápido em todos os parâmetros, mas conseguimos recuperar um pouco em relação ao Scallywag. Espero que esta próxima transição funcione a nosso favor e possamos alcançá-los, como eles fizeram conosco na última transição”.

Com condições mais tranquilas, os velejadores aproveitam o tempo para tentar descansar. No fim de semana os Doldrums entram em jogo.