Velejador da Volvo Ocean Race cai na água, mas é resgatado

15/01/2018 19:04
Leg 4, Melbourne to Hong Kong, day 13 Big speeds and lots of water over the deck on board Sun Hung Kai/Scallywag. Photo by Konrad Frost/Volvo Ocean Race. 18 January, 2018

A edição 2017-18 da Volvo Ocean Race teve seu momento de maior preocupação  até o momento. Neste domingo (14), durante a quarta etapa da regata – entre Melbourne e Hong Kong – o australiano Alex Gough caiu no mar e foi minutos depois resgatado pela sua tripulação do Sun Hung Kai/Scallywag.
O incidente ocorreu durante uma mudança de vela feita pelo barco de Hong Kong, que lidera provisoriamente a etapa quatro. O vento era de 15 a 20 nós.
O barco entrou em modo resgate e a ação para colocar Alex Gough a bordo novamente durou sete minutos.
“Eu estava no leme quando aconteceu . Fizemos tudo rápido e ele está em segurança agora. Isso mostra como é difícil ver alguém num mar desses. Mesmo num dia de sol. Não gostaria ter fazer isso à noite e com muito vento”, disse o comandante David Witt.

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O velejador que caiu no mar não vestia roupa de segurança, como os coletes normalmente usados em regatas oceânicas.
“Eu fui tolo, mas tive sorte de os caras me resgatarem  rapidamente”, disse Alex Gough.
A manobra de resgate custou alguns minutos e milhas para o barco líder da etapa. O segundo lugar está com o AkzoNobel, da brasileira Martine Grael.

Faltam menos de 2 mil milhas para a chegada em Hong Kong. Os barcos devem concluir a Regata em 19 de janeiro

Sun Hung Kai/Scallywag acelera para Hong Kong

Leg 4, Melbourne to Hong Kong, day 14 David Witt and Grant Wharington on board Sun Hung Kai/Scallywag. Photo by Konrad Frost/Volvo Ocean Race. 15 January, 2018.

Mesmo após ter um tripulante na água após o incidente, o Sun Hung Kai/Scallywag segue com vantagem na liderança da quarta etapa da Volvo Ocean Race, percurso entre Melbourne e Hong Kong. No placar desta segunda-feira (15), o barco de Hong Kong segue com mais de 70 milhas náuticas para o segundo colocado, o Vestas 11th Hour Racing. A previsão para a linha de chegada está em 19 de janeiro.

A estratégia de cortar caminho pelas Ilhas Salomão foi fundamental para a equipe que, mesmo com o incidente com o tripulante Alex Gough, segue com distância confortável! Nas 24 horas anteriores, o Scallywag acelerou ainda mais fazendo 504,7 milhas, 25 milhas a mais do que o Vestas 11th Hour Racing.

“Alguns dias atrás perdemos milhas e por isso tentamos algo diferente”, explicou John Fisher, tripulante do Scallywag. “Durante o último dia, esta opção começou a dar frutos. É muito positivo não estar na parte de trás da flotilha, mas sabemos que tudo pode mudar. Hong Kong é a nossa cidade, por isso para nós obter um bom resultado seria muito bom”.

O time do MAPFRE, que lidera a competição, vê com bons olhos uma possível vitória de Hong Kong para deixar os chineses do Dongfeng Race Team mais distantes.

“[Uma vitória para o Scallywag] seria boa para eles, mas também para nós”, disse Rob Greenhalgh. “Com um ponto de bônus disponível para o ganhador da etapa, o melhor para nós era que Vestas e Dongfeng não vencessem”.

Os ventos alísios de nordeste agora dominam a subida para Hong Kong, limitando as opções táticas disponíveis para as equipes.