Copa del Rey na Espanha tem barco nacional

25/07/2017 13:56

Faltam quatro dias para o início da Copa del Rey MAPFRE, na ilha de Palma de Maiorca, na Espanha.

A 36ª edição da regata sediada pelo Real Club Náutico de Palma deve ser a maior dos últimos anos

A organização confirma confirmou  138 equipes inscritas de 24 países. O Brasil vai de Crioula com Samuel Albrecht na IRC

Foto: Copa Del Rey

As categorias têm naming rights: BMW ORC 1 – BMW ORC 2 – BMW ORC 3 – CLUB SWAN 50- MRW SWAN 45 – SWAN 42 – MALLORCA SOTHEBY’S IRC – MAXI 72 – GC32 – HERBALIFE J80

12 barcos da Star

21/07/2017 11:13

A Semana de Vela de Ilhabela terminou no último sábado (14) para os veleiros de oceano, mas para a classe mais vitoriosa da vela brasileira só começa agora. A ilha paulista recebe a 5ª edição da Semana de Vela de Ilhabela da Classe Star. O evento ocorre em uma das melhores raias de vela do país e é promovido pela prefeitura local e pela própria organização da Star. A expectativa dos organizadores é reunir ao menos 12 duplas, que disputarão as regatas a partir desta sexta-feira (21).

“O município de Ilhabela é um dos concorrentes para sediar o campeonato mundial da classe, em 2020, e a flotilha paulista tem aproveitado a raia para desenvolver a categoria no Brasil. Antes do mundial, vamos realizar aqui campeonatos nacionais, sul-americanos e outros”, afirmou Marcelo Bellotti, velejador da classe em São Paulo.

Nas últimas duas temporadas, as regatas de Star ocorriam em paralelo às provas de oceano na Semana de Vela de Ilhabela. Desta vez a organização mudou a data.

Recentemente, a dupla Lars Grael/Samuel Gonçalves conquistou a prata no Mundial da categoria, mostrando que o Brasil segue como uma das forças na Star.
A semana de vela desse ano é válida para a segunda etapa da Royal Pyceta Series, uma série de regatas homologadas pela flotilha paulista que somam pontos para um resultado acumulado geral em 2017.

A primeira etapa foi realizada também em Ilhabela, em janeiro deste ano, e teve como vencedores a dupla Fabio Bruggioni e Marcelo Sansone.

Vencedores da Semana de Vela de Ilhabela de Star:

Edição 1: Robert Scheidt/Bruno Prada

Edição 2: Lars Grael/Samuel Gonçalves

Edição 3: Marcelo Bellotti/Pedro Bolder

Edição 4: Jorge Zarif/Arthur Lopes

Foto: Aline Bassi | Balaio

MAPFRE monta seleção para a Volvo Ocean Race

20/07/2017 11:10

O velejador Joan Vila, considerado um dos melhores navegadores do mundo, retorna para a Volvo Ocean Race a bordo do MAPFRE, campanha espanhola da regata de volta ao mundo. A sua função na equipe do campeão olímpico Xabi Fernández será uma das principais numa prova como essa, ou seja, de traduzir as informações de vento e correntes pelos mares do planeta e fazer o MAPFRE nadar mais rápido.

Foto: Maria Muina

Será sua quinta participação na Volvo Ocean Race e ele é o primeiro espanhol a vencer uma edição, a de 2002

1989-90: Fortuna Extra Lights  – 1993-94: Galicia-Pescanova – 1997-98: Chessie Racing – 2001-02: Illbruck Challenge.

Joan foi vencedor da America’s Cup em 2003 e 2007 com o Alinghi e em 2013 com o Oracle.

Tripulação do MAPFRE

1. Xabi Fernández (ESP), comandante

2. Joan Vila (ESP), navegador

3. Pablo Arrarte (ESP), chefe de turno

4. Rob Greenhalgh (GBR), chefe de turno

5. Ñeti Cuervas-Mons (ESP), proeiro e capitão

6. Willy Altadill* (ESP), trimmer e proeiro 

7. Blair Tuke* (NZL), trimmer 

Campeões definidos da Semana de Vela 2017

15/07/2017 19:40

A 44ª Semana de Vela de Ilhabela consagrou o Pajero como grande campeão da ORC, uma das classes mais disputadas na competição. O resultado foi definido apenas neste sábado (15), último dia de provas. O barco comandado por Eduardo Souza Ramos superou o Ângela Star IV (Peter Siemensen) e o Crioula 29 (Eduardo Plass), segundo e terceiro colocados. ”Foi maravilhoso voltar a ser campeão voltando a correr na ORC. Foi uma semana espetacular, num inverno que parece verão”, comemorou Eduardo Souza Ramos, comandante da embarcação.

Foto: Aline Bassi | Balaio

Ao todo foram oito regatas disputadas em Ilhabela na classe ORC e o Pajero teve 18 pontos perdidos contra 20 do Ângela Star IV. ”Aqui a gente sabe o resultado só em terra e não na água. Sempre fica aquela sensação de se deu ou não deu. Com o rating, você faz um bom trabalho e não sabe”, disse o tático André ‘Bochecha’ Fonseca.

Vale uma explicação! Como os barcos na classe ORC são diferentes, os resultados só são conhecidos minutos depois que a regata termina, já que a organização faz um cálculo com base nas informações do veleiro e do tempo de prova.

Francisco Siemensen, tático do Ângela Star IV, elogiou a campanha dos três primeiros colocados e lamentou ter perdido o ouro no fim. ”Foi um campeonato equilibrado e todos entraram com chances de vencer”.

Veja os resultados completos das classes ORC, IRC e RGS

IRC deu Rudá

Já na IRC, o domínio foi do Rudá durante toda a competição. A tripulação foi campeã por antecipação, acumulando a sequência de títulos de 2015 até 2017. ”Foi um ano perfeito. Ganhamos o Sul-Americano, o Brasileiro e a Semana de Vela de Ilhabela. Fizemos um bom trabalho”, contou Mario Martinez, comandante do Rudá.

Na RGS, o título geral ficou com o Nativo (Eduardo Harabedian). ”Foi um campeonato muito especial pra gente. Ganhamos o Brasileiro e agora a Semana de Vela. Ventou em todos os dias e nós velejamos super bem”.

Todos os campeões

BDP A – Bacanas IV
BDP B – Cambada 1
Clássicos APS – Itacibá II
Clássicos RGS – Áries III
HPE25 – Ginga
HPE30 – Phoenix/Mad Max
C30 – Caiçara
IRC Geral– Rudá
IRC A – Rudá
IRC B – Asbar IV
ORC – Pajero
ORC A – Pajero
ORC B – Bravíssimo 4
RGS Geral– Nativo
RGS A – Brekelé
RGS B – Bravo
RGS C – Nativo

 

 

 

Blair Tuke na MAPFRE

O neozelandês Blair Tuke será o segundo tripulante com menos de 30 anos a bordo do MAPFRE, na busca pela vitória da Volvo Ocean Race 2017/18, maior regata de volta ao mundo com escalas, com largada em Alicante em 22 de outubro.

Vencedor da última America’s Cup em Bermuda, Tuke é celebrado em seu país, onde a vela divide as atenções com o rúgbi. O velejador segue para a Espanha na próxima semana para juntar-se à tripulação de Xabi Fernández, na base da equipe em Sanxenxo, na Galiza.

“Conhecemos Blair em 2010, na última Copa do Mundo, quando ele começou a velejar com Peter Burling. Dois anos depois, quando estávamos em Auckland num período de descanso da Volvo Ocean Race, treinamos com eles na 49er pensando nas Olimpíadas de Londres. Eles nos deixaram um barco. Já na edição de 2015 da volta ao mundo, Tuke esteve conosco no MAPFRE. Navegou numa ProAm e no primeiro dia foi nosso ‘jumper’ (hóspede que está a bordo durante a viagem entre boias em cada estágio de saída e antes de seguir para o mar aberto pula fora do barco). Ali ele nos contou sobre seu desejo de competir na Volvo Ocean Race”, contou Xabi.

“Durante a America’s Cup nas Bermudas, começamos a falar sobre o assunto. Blair é um velejador muito bom. Ninguém duvida do seu talento e estou convencido de que será um trimmer muito forte.”

Itajaí fica em quarto em Torneio por Equipes

O Itajaí Sailing Team ficou em quarto lugar no Torneio por Equipes da Semana de Vela de Ilhabela. O trio formado por Dourado/ORC, Itajaí/IRC e Sargaço/RGS somou 60 pontos perdidos e ficou fora do pódio.

Foto: Aline Bassi | Balaio #svilhabela

O Ageless, trio formado por Miragem, Rudá e Bravo, venceu o evento paralelo.

O evento reuniu times com barcos de três classes diferentes, um da ORC, outro da IRC e outro da RGS, e foi disputado simultaneamente com a maior competição de vela oceânica da América Latina.

O campeão ficou com a posse transitória do troféu Pen Duick II, homenagem ao veleiro do francês Eric Tabarly, vencedor da regata em solitário transatlântica Ostar, em 1964.

Resultados:

1. Ageless (Miragem/ORC, Rudá/IRC, Bravo/RGS) – 23 pp pontos perdidos

2. Muqueca Carioca (Bravíssimo 4/ORC, Saravah/IRC, Nativo/RGS) – 38 pp

3. Grandão (Bijupirá/ORC, Maria Preta/IRC, Brekelé/RGS) – 48 pp

4. Sem nome (Dourado/ORC, Itajaí/IRC, Sargaço/RGS) – 60 pp

5. Peixe Mascarado (Marlin/ORC, Zorro/IRC, Cherne/RGS) – 61 pp

6. BL3 Sailing Team (BL3 Felciuno/ORC, BL3 Urca/IRC, BL3/RGS) – 64 pp

7. Jeunesse (Maximus/ORC, Orson/IRC, Chrispin/RGS) – 68 pp

Semana de Vela de Ilhabela: Regata na Ponta das Canas leva equipes para mar aberto

13/07/2017 18:46
A entrada do vento de Leste levou os 123 barcos inscritos na Semana de Vela de Ilhabela para uma disputa diferente nesta quinta-feira (13). A organização montou as raias na Ponta das Canas, área em mar aberto a mais de 4 milhas do Yacht Club de Ilhabela, no extremo norte da ilha. Os ventos médios de 8 nós e rajadas de 12 nós deram um pouco mais de velocidade às regatas entre boias, também chamadas de barla-sota. ”São várias opções de regatas e áreas de prova para as equipes testarem suas manobras e colocarem em prática seus treinamentos e conhecimentos sobre Ilhabela. Provas de longo percurso, como a Alcatrazes, e regatas entre boias no Canal foram testadas nessa edição. O objetivo da Semana de Vela de Ilhabela é organizar um evento completo do ponto de vista esportivo para os mais de 900 velejadores”, disse Cuca Sodré, organizador da competição.
Tradicionalmente, quando o vento entra de Leste, as regatas são na Ponta das Canas. Quando é de Sul, como nos dias anteriores, no Canal de São Sebastião. ”O vento na Ponta das Canas é mais limpo, a raia é maravilhosa e tem menos interferência e corrente, pois é praticamente mar aberto. No Canal de São Sebastião, a área está muito próxima da terra, tanto da ilha quanto do continente. Sem contar o canal de navegação, muito fundo (35 à 40 metros), e a corrente é mais forte ainda, por isso os barcos procuram navegar mais próximo da costa para escapar dessa situação”, contou o juiz de regata Carlos De Lorenzi.
 
Foto: Marcos Mendes/SailStation
Domínio dos caiçaras
Quem conhece ‘onde o vento dá’ pode ter uma vantagem extra nos diferentes tipos de regatas. Pode, mas não é garantia de vitória devido ao nível técnico de todas as tripulações participantes da Semana de Vela de Ilhabela. A súmula, no entanto, indica que os ilhabelenses, aqui conhecidos como caiçaras, estão de vento em popa. Com a entrada do descarte, o Ginga já abriu 11 pontos de frente sobre o Conquest.
O time mostrou que conhece bem o regime de ventos e venceu as três provas desta quinta-feira. No meio das 20 tripulações da classe na Semana de Vela, é a que mais treina. ”Apesar de nossa tripulação treinar frequentemente em Ilhabela, não podemos nunca nos considerarmos favoritos. As tripulações na HPE 25 estão muito fortes e precisamos respeitar nossos adversários”, contou Breno Chvaicer, comandante do Ginga.
A equipe do Artemis tem uma tripulação argentina e apenas um velejador brasileiro, o Anderson Brandão, de 22 anos. Natural de Ilhabela, o velejador foi chamado para mostrar como funcionam as coisas por aqui. ”Pela primeira vez participamos do evento e para isso chamamos o Anderson pois é importante o conhecimento das condições de Ilhabela. Ele é excelente. A única coisa é a barreira do idioma, que muitas vezes tem terminologias diferentes”, conta o argentino Mario Fumagalo trouxe sua tripulação de Rosário para correr a Semana de Vela de Ilhabela em um HPE 25.
Na categoria C30, o barco Caiçara também lidera o evento com bom desempenho. São três vitórias em seis regatas. A equipe também é de Ilhabela, mas conta com velejadores profissionais.
Já na HPE 30, o domínio é do Neptunus HP, do Rio de Janeiro, com dois pontos de frente sobre os argentinos do Phoenix/Mad Max. ”Ganhar regata é sempre muito bom, principalmente no nosso retorno à disputa com o barco da nossa família. É um evento especial”, disse André Mirsky, que comadanda o HPE30.
Veja a classificação completa aqui

Mais informações:

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Instagram – svilhabela
Youtube – Semana de Vela de Ilhabela

Mulheres ganham espaço na Semana de Vela de Ilhabela

12/07/2017 16:38

A 44ª edição da Semana de Vela de Ilhabela, que está sendo disputada no Litoral Norte Paulista, se mostra especial para um grupo específico de velejadores. Considerando os 123 barcos participantes, cerca de 130 atletas, ou 15% dos tripulantes, são do sexo feminino e entre elas quatro são comandantes. A tendência de crescimento não ocorre só na competição brasileira! A regata de Volta ao Mundo, por exemplo, mudou suas regras de tripulação para ter mais mulheres a bordo.

Na Semana de Vela de Ilhabela 2017, uma equipe é praticamente toda delas! O BL3 colocou um Felci 315 com velejadoras formadas pela escola de vela da ilha. Apenas o comandante, o experiente Edgardo Vieytes, com participações em regata de ponto, é homem. O evento também marca o retorno de Tatiana Almeida às regatas. A carioca venceu a batalha mais difícil de sua vida superando um câncer de pâncreas com metástase no fígado, descoberto em 2015, e agora integra o time do Kaikias, barco escolhido pela Marinha do Brasil para competir na classe C30. “É uma emoção muito grande poder voltar à velejar, era tudo o que eu queria”, contou Tati.

Assista o vídeo com a história de Tati Almeida

Ao lado de Tatiana estão as irmãs Renata e Fernanda Decnop, que fizeram campanha olímpica em 2012 na classe Match Race. Para a Rio 2016 cada uma tomou um rumo após o fim da categoria e Fernanda ganhou a vaga na classe Laser. ”É muito bom reunir o time novamente, tivemos muitas histórias juntas e somos amigas. Eu não velejava desde a última regata olímpica no Rio de Janeiro”, contou Fernanda Decnop.

Histórias como essa e também o crescimento do número de mulheres velejando inspiram a jovem Brenda Furlin de 13 anos. A mirim do Itajaí Sailing Team, equipe de Santa Catarina na regata, está aprendendo muito nas regatas da classe IRC. ”Minha função é aprender! Eu dou suporte à tripulação nas manobras e fico sempre observando. Gostei muito dessa minha experiência na vela oceânica”.

A Semana de Vela de Ilhabela é um evento democrático, com opções de barcos e regatas para todas as equipes e tripulações. E nessa onda vários times femininos fizeram sucesso. Um deles foi o Jazz, quando era comandado por Valéria Ravanni. Em depoimento na edição passada, a velejadora lembrou que foi uma das pioneiras em dar oportunidade às mulheres. ”A vela é uma modalidade predominantemente masculina, mas houve um aumento no número de velejadoras nos últimos anos. Fora do Brasil não tem isso de vela masculina e feminina! Quando comprei meu primeiro barco, eu convidei outras meninas para velejar comigo e ter a mesma oportunidade. Não tenham nenhum tipo de pudor, venham correr a Semana de Vela”.

Veja como foi o segundo dia da Semana de Vela de Ilhabela

A organização da Semana de Vela de Ilhabela 2017 adotou uma estratégia para evitar que o percurso das regatas desta terça-feira (11), no Canal de São Sebastião, beneficiasse mais os barcos com calados menores nas provas de barla-sota. Várias boias proibindo a aproximação às zonas mais rasas com menos correnteza, chamadas de baixio, foi colocada para as regatas do segundo dia de disputa. Na prática, os veleiros ficaram ’embolados’ na largada. ”Não tem aquela diferença de calado, favorecendo o barco menor de navegar mais e mais rápido próximo à ilha. Isso fica mais justo para todos”, explicou Cuca Sodré, juiz internacional de regata e organizador da Semana de Vela de Ilhabela.