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Professora reclama de demissão em Porto Belo

“Fiz um seletivo de verão em Porto Belo pra “professor coordenador”. Passei em 4º lugar, na escolha de vaga, escolhi trabalhar no colégio Augusto Bayer, no bairro de Perequê, em Porto Belo. Comecei o trabalho no dia 26 de dezembro de 2016. Lá, juntamente comigo, trabalhavam professores, monitores e serviçais. Foram chamadas três, uma desistiu, uma ficou na cozinha e a outra na limpeza.
Por ficar muito dispendioso, a cozinheira Rose, adoeceu, mesmo assim foi até o colégio, colocou a alimentação das crianças pra cozinhar. A professora Janete, me vendo naquela situação, sozinha na cozinha e na coordenação, assumiu comigo a cozinha para que as crianças não ficassem sem comida. Tentei entrar em contato com a secretária de Educação Rosane, e a Núbia, coordenadora responsável pela creche, e não me atenderam.
Até então, o colégio não tinha um suporte pra entrar em contato, pois não possuía telefone. Foi usado meu telefone e ligado a cobrar, pois nos dias anteriores já havia usado os créditos do meu celular para ligar para pais de crianças para comunicá-los sobre a febre de seus filhos, pois estava acontecendo muitos casos de gripe, febre, inflamação de garganta.
Quando foi no dia 24 de janeiro, aconteceu da cozinheira, não se sentir bem novamente, ir embora para ir ao médico, pois no postinho próximo não tinha atendimento. No dia 25 de janeiro, a cozinheira não foi novamente. Foi aí que eu, juntamente com todos os professores responsáveis de sala, decidimos não receber as crianças até arrumar uma cozinheira e entrarmos em contato com eles – já havia ligado novamente pra secretária de Educação, dona Rosane, a coordenadora Núbia e não foram atendidas as minhas ligações.
Usei um telefone da professora Janete para falar no Whats com Núbia, mas não tive nenhuma resposta. Ela não viu a mensagem mandada. Só viu depois que falou o que bem quis comigo. Quando foi às 8h30, a coordenadora chega no colégio com uma cozinheira.
Hoje, logo cedo [fim de janeiro], o prefeito compareceu no colégio juntamente com a diretora Eliz, e logo chega a senhora secretária Rosana mandando eu assinar a carta de demissão, porque eu fechei a creche e não quis fazer o almoço pras crianças. Ela disse que ali não era um lugar pra aventuras e quem trabalha no local teria de vestir a camisa.
Fui errada em ter ido pra cozinha? Deveria estar fazendo meu trabalho, mas estava ocupada fazendo um trabalho que não fui designada e nem tenho treinamento para isso. O fogão da creche é industrial e não é a mesma coisa que um fogão que costumo lidar em minha residência. Até mesmo, por ser uma grande responsabilidade, pois poderia estar fazendo uma alimentação inapropriada pra crianças, onde deve ter um cuidado especial pela idade.
Quero deixar o registro pela forma como foi conduzido o tratamento na creche por pessoas que não sabem a responsabilidade de lidar com crianças, querendo e omitindo os problemas existentes. Pois, se continuasse cozinhando e, desse tudo certo, seria ótimo, mas se desse qualquer tipo de problemas a responsabilidade seria de quem?”

Ass: Alexsandra A. Gomes
(Transcrito Ipsis Litteris)
 

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