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Morreu depois de ser espancado no Navegay

Morador de Blumenau foi agredido por bando porque derrubou cerveja num cara sem querer. Família quer justiça

Alexsandro Luz Ferreira, 35 anos, morava em Blumenau e trabalhava como inspetor de qualidade na empresa têxtil Quatro K, em Indaial. Ele morreu no domingo passado, no hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, depois de sofrer uma parada cardíaca. Ele estava internado por causa das agressões que sofreu durante o carnaval de rua de Navegantes, o Navegay.
Alexsandro foi espancado por cerca de 10 homens na orla da praia central de Navega, na noite de 27 de fevereiro, quando a avenida foi tomada pelos foliões. A polícia Civil investiga o caso.
No facebook, uma página foi criada pelos familiares para pedir justiça e a prisão dos assassinos. Segundo os amigos, Alex esbarrou num homem, por volta das 23h30 da segunda-feira de carnaval, derrubando a latinha de cerveja do cara. Rolou uma discussão e Alex se ofereceu para pagar a bebida, mas o homem não aceitou e saiu xingando.
Alex tava com dois amigos. Um deles o analista de sistemas André Leonardo Santos, 30. Ele conta que estavam na esquina da avenida João Sacavém com a Beira-mar, quando aconteceu o esbarrão. Depois, Alex se afastou cerca de uns 20 metros dos amigos para fazer xixi perto da praia. “A gente ficou parado esperando”, narra. Nesse momento, André percebeu um grupo de cerca de 10 pessoas indo pro lado do amigo.
Alex foi atacado pelos homens que estavam acompanhados pelo cara da confusão com a lata de cerveja. Eles o espancaram com socos, chutes e pontapés no rosto e na cabeça. “Quando cheguei, ele tava caído no chão. Dois ainda tavam batendo, mas a maioria já tinha fugido”, relata. Alex foi levado inconsciente para o hospital Nossa Senhora de Navegantes. Na mesma noite, ele foi transferido pro Marieta.
Ele sofreu traumatismo craniano e precisava passar por uma tomografia. O exame identificou um coágulo no cérebro. Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Marieta, Alex teve a situação agravada e entrou em coma. Ele faleceu na madrugada do último domingo, vítima de uma parada cardíaca.
Natural de Porto Alegre, Alex era solteiro. Ele foi enterrado na segunda-feira passada no cemitério São José, em Blumenau.

“Alex Luz Justiça”quer a punição dos assassinos
No Facebook, Sabrina criou a página “Alex Luz Justiça” para compartilhar fotos do irmão e informações a respeito do crime. A ideia é acompanhar a investigação e não deixar o caso cair no esquecimento. Toda família está envolvida na luta. “Meu tio não morreu porque tava doente. A morte dele foi provocada por homens sem coração que queriam matar”, disse uma sobrinha no Face.
Ela descreveu Alex como uma pessoa querida, solidária e de muitos amigos. “Meu tio nunca fez mal algum pra alguém. Ele sempre foi de ter muitos amigos e sempre estava feliz. Era um homem que, se ele pudesse ajudar, ele ajudava, e se ele não pudesse, não atrapalhava”, completa no texto. A página, com cerca de 200 curtidas, pode ser vista no link www.facebook.com/todosporjusticaa.
De acordo com o amigo André, Alex e os colegas curtiam o carnaval de Navegantes há mais de 10 anos. “Era um ritual”, narra, lembrando que já viu muitas brigas, mas que nunca tinha se envolvido em confusão. “A gente espera que a justiça seja feita”, frisa.

Polícia ainda não tem suspeitos

Pelos relatos de testemunhas, ao menos seis caras teriam espancado Alex. O delegado Rodrigo Coronha, responsável pela investigação, informou que já ouviu duas testemunhas: André Leonardo e Sabrina Silva, irmã de Alex. Outras duas pessoas serão ouvidas esta semana. O ponto de partida para identificar o grupo de agressores são as imagens das câmeras de monitoramento. Mas segundo Coronha, as câmeras do sistema da polícia Militar não estavam gravando. Outras filmagens de comércios nas proximidades foram solicitadas.

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