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Senhora faz presentes pra criançada

DIARINHO publica hoje a primeira da série de matérias que têm tudo a ver com o clima de Natal

2016 ficará marcado na memória como o ano da solidariedade. Em nível de bairro, cidade, estado e país, os exemplos chegaram a nós para reacender a confiança na humanidade. Em situações de catástrofes, de uma forma ou de outra, o sentimento de caridade aflorou com a necessidade de fazer alguma coisa por aquele ser em dificuldade, seja gente ou animal.
Enchentes, vendavais, acidentes, doenças, risco à vida e outros motivos mexeram com os sentimentos dos cidadãos. “O que eu posso fazer para minimizar o sofrimento?” foi a pergunta que a consciência fez a cada pessoa. E sempre há algo a fazer. Com ações efetivas ou participação indireta via doações, quem se viu na possibilidade de agir não se furtou ao chamado.
Exceto em tragédias, nenhuma data é mais propícia a este olhar em busca de um alvo do que o Natal. O espírito de congraçamento estimula o abraço fraterno, e explode no peito a vontade de ver todos felizes, inclusive os desconhecidos. Por motivo religioso, percepção do nosso papel no mundo ou mesmo influência da publicidade natalina, queremos distribuir alegria.
O DIARINHO se une à comunidade e durante esta semana publica matérias mostrando exemplos de solidariedade em nossa região. Que o Natal permaneça na vontade de melhorar o mundo – a começar pelo nosso universo de vivência – a partir de agora e para sempre. Feliz Natal, galera!

Senhora de 90 anos faz embalagens para presentear crianças
Dentro de cada cesta ou cone enfeitado com muito brilho e cor, dona Maria Elvira Vieira, 90 anos, pretende colocar doces e presentes que serão entregues a crianças moradoras de uma invasão no bairro da Barra, em Balneário Camboriú. Bem mais de 50 embalagens já estão prontas, à espera das doações que serão o recheio. E se não receber colaborações suficientes, a aposentada pretende estourar o cartão de crédito mais uma vez, mas não vai deixar de alegrar os pequenos na data máxima da cristandade.
O trabalho de recortar, colar e agregar pequenos enfeites é uma missão de vida para dona Maria Elvira. Quase todo o material que utiliza é enviado por amigos e parentes de São Paulo. As cestinhas de vime usadas agora são sobras da Montoeira de coisasscoa, que ela aproveita até o último acessório decorativo.
Em sua simplicidade bem-humorada, a velhinha conta que nasceu em Porto Belo e teve 10 irmãos. O pai, trabalhador da roça e pescador, nunca podia presentear os filhos. Ao invés de ficar decepcionada, a pequenina Maria já aos nove anos dava um jeito de ajudar a quem precisava. “Eu roubava as coisas da minha mãe pra dar pros mais pobres; apanhei tanto por causa disso!”, confessa, rindo, alegando que é sua missão. Ao crescer, manteve o hábito de enxergar a carência alheia e agir, do jeito que pudesse.
Casou-se, teve cinco filhos e criou outros três. A vontade de distribuir o que estivesse ao seu alcance, e o mais bonito possível, a levou a criar as embalagens tão chamativas quanto surpreendentes. Atualmente, dona Maria não sai quase de casa. Quem leva os presentes às crianças é a filha Maria Tadeu Vieira.
“Eu nunca tive nada, sempre fui pobre, mas o que eu tenho gosto de repartir”, declara, acrescentando que fica muito sentida ao perceber as pessoas que são pão-duras tendo tanto a doar. Quem quiser colaborar com dona Maria Elvira pode entrar em contato com a filha dela e acertar a doação de doces e presentes. O telefone de contato é (47) 8492-4849.

100 VESTIDOS DE PRESENTE
Alunas de escola de costura confeccionam modelitos para doação
Toda menina adora uma roupa nova, especialmente no Natal. Pensando em deixar felizes as garotinhas sem condições de vestir algo bonito e, ao mesmo tempo, dar uma utilidade à montoeira de sobras de tecidos do seu ateliê, a professora Adriana Donato apresentou um desafio às alunas do curso de corte/costura e modelagem: confeccionar um vestido infantil de verão para ser doado a uma entidade beneficente.
Em 15 dias as alunas aprontaram 100 peças para pequenas de um a 12 anos. Junto com as roupas, o ateliê Driart incrementou a remessa com brinquedos e alimentos que foram encaminhados a um centro espírita de Itajaí para repasse a quem precisa. Adriana conta que há quatro anos estimula a prática nas datas especiais, como Dia da Criança, Montoeira de coisasscoa e Natal. “As alunas ficam muito entusiasmadas, querem fazer mais de uma peça cada uma, mas como elas são em número de 100, todas participam igualmente”, explica.
A escola também mantém um sistema de cooperativa em que as alunas voluntárias fazem costuras em troca de participação financeira. Além da experiência, elas ganham autoestima e um futuro, garante Adriana. O endereço virtual do ateliê é o https://www.facebook.com/angulodamoda/ e o físico fica na rua 2000, 1350, atrás do Angeloni, em Balneário Camboriú.

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