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Vem pra rua Brincar agitou a Beira Rio

Evento gratuito teve brincadeiras, oficinas e muita alegria. Confira as fotos da criançada que participou das atividades

Andrea Artigas
Especial para o DIARINHO

A criançada atendeu ao chamado do DIARINHO, largou o vídeo game e a internet e foi pra rua brincar durante este sábado. Das nove da manhã até às 16h, a praça Genésio Miranda Lins, na avenida Beira Rio, em Itajaí, ganhou o colorido barulhento da garotada que pintou o sete na terceira edição do “Vem pra rua brincar”.
Atividade gratuita, o “Vem pra rua brincar” contou com o apoio da Transportadora Dalçoquio e teve como objetivo humanizar os espaços públicos e estimular as famílias, principalmente as crianças, a socializarem na praça. Centenas de piás participaram do festerê.
Não faltou opção para quem quis se divertir. Pinturinha facial, cabelo maluco, palhaçadas, castelos infláveis, cama elástica, música, museu de antiguidades, pipoca e algodão doce foram algumas das alternativas para a garotada.
Enquanto as crianças escolhiam a cor que iriam pintar o cabelo e o gliter que finalizaria o penteado, o músico
Rafaelo de Góes e seu violão davam um toque especial ao momento, com a magia de melodias como Aquarela, de Toquinho. “Escolhi canções infantis e folclóricas para despertar as diferentes formas de expressão das crianças”, explicou o Rafaelo. No meio da praça, um grupo de nove evangelistas aproveitava o clima leve, proporcionado pelas famílias e crianças e cantava para celebrar a tarde. “É superimportante reunir as famílias em espaços abertos”, explicava Yuri Grambow, 35 anos.

Famílias adoraram as atividades ao ar livre
Para que as crianças pudessem se divertir em segurança, o trecho da Beira Rio que circunda a praça ficou fechado para o trânsito. A decoradora de eventos, Patrícia Swadzba, 32, mãe de Yuri, nove anos, e Igor, quatro, que passaram um bom tempo na cama elástica, instalada no meio da avenida, gostou da opção. “Moro aqui pertinho, trago sempre eles na praça, mas com a rua fechada não foi preciso trazer meu marido pra ajudar a cuidar dos meninos. Ficou mais seguro”, comentou.
Acostumada a fazer eventos pelos bairros, Patrícia defende que esse tipo de ação deve ser realizada em outras áreas da cidade. “Aqui nessa região a gente tem essa praça maravilhosa, mas nos bairros as crianças precisam de projetos assim. Nem todo mundo pode vir aqui”, concluiu Patrícia.
Não muito longe do pula-pula, a criançada se esbaldava nos brinquedos infláveis. A dona de casa Camila Fardim da Silva, 24 anos, de Navegantes, botou a gurizada pra brincar. “Eu achei superlegal poder deixar as crianças soltas, sem se preocupar com o perigo dos carros”, disse, satisfeita.
A vendedora Marriete Cavichioli, 27 anos, aproveitou a folga e levou a filha Lohana, sete anos, para conferir o evento. Moradora do bairro São Vicente, ela ficou sabendo da ação pelas redes sociais do DIARINHO. “Fica confortável para os pais reunir essas opções num só lugar e impedir os carros de passar”, avalia.
Lohana aproveitou pra valer. Pintou o rostinho, fez penteado maluco e ainda gastou muita energia nos infláveis.
Maykon Felipe Russi, 32 anos, fez um agrado para suas pequenas Lavínia, quatro anos, e Isabele, sete. Durante horas, ele percorreu pacientemente os vários brinquedos, esperou as meninas ficarem maquiadas e voltou a ser criança. “Eu sempre trago elas no parquinho e essa ação foi muito legal. Acredito que a sociedade deveria se envolver mais, estimular e cobrar iniciativas nas praças”, disse o paizão.

Vieram de Balneário só para participar do evento
O casal Evandro Kurt, 39 anos, e Cristiane Umbelino, 34, moradores de Balneário Camboriú, adoraram as brincadeiras na praça. “Vimos a reportagem no jornal e aproveitamos para que o Vitor pudesse brincar à vontade”, contou Cristiane, que veio para Itajaí só pra participar do “Vem pra rua brincar”.
Mas o evento foi além das famílias. Quando abordados pela reportagem do DIARINHO, a assistente administrativa Thaís Hamann, 24, e o analista de exportação Luis Felipe Martins, 26 anos, conversavam sobre os estímulos que levam a convivência em espaços públicos.
“As pessoas não têm mais esse contato de antigamente e isso faz falta. Aqui na praça você pode encontrar um amigo, um vizinho,” destacou Luis Felipe.
Quem curte um skate também gostou de ganhar mais espaço para a prática do esporte. É o caso de Gabriel Prestes, 13, que acompanhado do pai, Ademir, 37, curtiu a Beira Rio. Depois de darem um rolê, pai e filho skatistas foram descansar à sombra de uma árvore. “Eu venho toda semana e achei o projeto muito legal”, comentou Evandro.

“Vem pra rua brincar” nos bairros
Samara Toth Vieira, diretora do DIARINHO, conta que a próxima edição do “Vem pra rua brincar” deve acontecer ainda este ano e provavelmente em um dos bairros da cidade. “Queremos contribuir para o resgate do convívio nos espaços públicos. As pessoas estão cada vez mais presas em seus apartamentos e as crianças acabam não socializando com as outras. Essa ideia de fechar a rua é porque muitos reclamam sobre a falta de segurança para as crianças brincar. Há sempre a ameaça dos carros em alta velocidade”, explica Samara.
Além da Transportadora Dalçóquio, que junto com o DIARINHO organizou o evento, o “Vem pra rua brincar” teve o apoio da prefeitura municipal de Itajaí, Semasa, polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Codetran.

Museu de eletrônicos e conversa de pertinho com o CVV
Mas não foram só as crianças que curtiram o “Vem pra rua brincar”. Um estande da Reciclave, cooperativa de recicladores que trabalha com equipamentos eletrônicos, levou até a praça dezenas de aparelhos eletrônicos que agora são peças de museu: máquinas fotográficas, vídeos games e telefones antigos, tudo encontrado no lixo.
“Mostramos o que o lixo pode proporcionar. Transformamos isso em exposição e com isso revelamos às novas gerações o que era moda no passado, como um Atari”, comenta Hélio Leoncio Fagundes Jr, funcionário da cooperativa, apontando para um dos games que fez muito sucesso na década de 80.
Um estande dos Voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV) também foi montado no local. Eles deram materiais informativos sobre depressão e a importância de lutar pela vida e fizeram alguns atendimentos pela manhã.
“O nosso objetivo em participar é divulgar o CVV. Muita gente não sabe a quem recorrer e não conhece o CVV”, disse Lucemar Winter, 54 anos, aposentada. Na manhã de sábado vários atendimentos foram feitos. O número do CVV é (47) 3349-4111/141.

Bebedouro na praça
O Semasa foi um dos parceiros da ação e instalou um bebedouro de água potável, no meio da praça. A medida foi aprovada por quem circulou no local e passou a ser uma reivindicação. “Seria muito interessante que nas praças tivesse sempre um bebedouro público, ainda mais com esse calor”, pediu a turismóloga Carla Freitas, 43 anos.

Ambulantes curtiram o evento
Seu Maurício Freitas, 54 anos, tem um foodtruck e trabalha com alimentos na Beira Rio há nove anos. Para ele, a praça poderia ter muito mais eventos como o “Vem pra rua brincar. “A ação está da hora, tá valendo!”, elogiou.
O comerciante acrescenta que outras atividades nesse formato podem ser desenvolvidas nos domingos, quando muitas famílias estão de folga.
O também ambulante Lorival Antônio Dias da Rosa, 57, que tem um carrinho de churros, acredita que o ideal seria criar uma programação para os espaços públicos. “Criar um evento por mês para trazer as famílias pra praça,” sugeriu.

Prefeitura vai fazer o Escola aberta
O jornalista Marcelo Roggia, secretário de Comunicação da prefeitura de Itajaí, esteve no evento e destacou que que a partir do dia 11 deste mês, o programa Escola Aberta, nos bairros, será reimplantado para promover a cultura, o esporte, arte, lazer e cultura na comunidade.
A primeira escola a receber o programa será o Centro Educacional Pedro Rizzi. A ideia é promover a união de todas as secretarias em prol do programa, associações e outras parcerias possíveis.

 

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