Home Notícias Entrevistão “O parque da Ressacada é o maior tesouro em recursos ambientais de Itajaí “

“O parque da Ressacada é o maior tesouro em recursos ambientais de Itajaí “

Ele tem paixão por preservação ambiental e sustentabilidade. Com apenas 35 anos, Giordano Zaguini Furtado fala com propriedade sobre a necessidade de preservarmos o meio ambiente para que tenhamos onde criar nossos filhos e netos com tranquilidade. A formação em Direito, com ênfase no Direito Ambiental, lhe torna uma referência sobre o tema em Itajaí. Para a jornalista Franciele Marcon, Giordano falou sobre o rumo de urbanização que a outrora agreste praia Brava tomou. A necessidade de organizar, arborizar e dar qualidade de ocupação para o canto sul da praia – já ocupado por uma série de prédios – foi outro dos assuntos. Não perder o momento de preservar o canto Norte, a necessidade de se recuperar a lagoa de Santa Clara, que separa a Brava Norte e Sul, a abertura do farol de Cabeçudas e a arborização de Itajaí também foram temas abordados. Uma entrevista que traça rumos determinantes para a qualidade de vida aos moradores de Itajaí. As fotos são de Sandro Silva.

Raio X
NOME: Giordano Zaguini Furtado
NATURALIDADE: Curitiba
IDADE: 35 anos
ESTADO CIVIL: casado
FILHOS: um filho de cinco anos
FORMAÇÃO: Direito pela Univali
TRAJETÓRIA PROFISSIONAL: há 10 anos advogada em Itajaí; diretor da Associação Amigos da Bica; advogado do movimento ambientalista do Canto do Morcego; membro do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Itajaí (Comdema) e do conselho de Gestão e Desenvolvimento Territorial; fez parte da comissão de Meio Ambiente da OAB de Itajaí; foi colunista do jornal “O Tempo” e tem o programa semanal “Prazer em recebê-lo”, na rádio Conceição, ao lado do pai Célio Furtado.

“O Farol de Cabeçudas eu vejo como uma extensão desse caminho das praias”

DIARINHO – Como você avalia a nomeação do novo superintendente da Famai?
Giordano: Me faltam elementos para uma avaliação precisa. Eu não conheço o trabalho e nem a pessoa dele. Em termos institucionais, posso avaliar, tanto o governo eleito, como as proposições dos outros candidatos a prefeito, dizendo que não havia uma meta socioambiental. Vou assumir e fazer o que em termos de meio ambiente? Esse “o que” ainda está em branco, falta preencher, porque não enxergamos com clareza essa meta. Minha meta vai ser otimizar o aterro sanitário, melhorar a coleta seletiva, a gestão do resíduo sólido, a minha meta é abrir o canto do Farol, do Morcego, do promontório, atrair a questão turística para lá? A minha meta é recuperar a lagoa de Santa Clara? Eu vejo ausência total de objetivos do governo em termos de gestão ambiental.

DIARINHO – Há anos vivemos a polêmica do fechamento do farol de Cabeçudas. Recentemente, tivemos um boom nas redes sociais com o vídeo do casal que ficou ilhado na praia da Solidão e foi impedido de voltar pela trilha pela Marinha do Brasil. Na sua opinião, o que falta para a reabertura desse ponto turístico de Itajaí?
Giordano: Essa é uma briga antiga de toda a comunidade de Itajaí, que tem um apreço enorme por aquele espaço que, a meu ver, é o filé mignon, é a melhor paisagem da cidade, a mais bonita, a mais atrativa. Tanto que se entrarmos no site do município ou na internet e procurarmos pontos turísticos de Itajaí, vamos se deparar com o Farol de Cabeçudas, com a Caverna do Morcego, com o promontório rochoso de Cabeçudas. Falta vontade política para isso. A solução já está exposta, já está explícita, basta vontade política. O que conflui para a abertura daquilo, sendo que é o maior patrimônio paisagístico, eco turístico da nossa cidade. O projeto Orla, que está para ser aplicado, ele é fruto de uma sentença judicial que prevê um ordenamento para praia Brava, Cabeçudas e para o promontório também. Ele está em fase de estudo da Univali e deve ser aplicado, transformado em projeto de lei para que vire realidade. Com a aplicação do projeto Orla, como eu vejo o desfecho para a abertura do Farol de Cabeçudas? Um convênio entre a Marinha do Brasil, município e a própria Famai, seguindo um modelo parecido com o da Parque da Atalaia, onde a Marinha outorga o uso para o município de Itajaí. O município absorve a responsabilidade da gestão daquele espaço, isso através de um contrato, de um convênio, e depois o município delega para a Famai ou terceiriza para uma associação, ong de defesa ambiental, que trabalhe neste setor, para fazer a gestão, nos moldes do Parque da Atalaia. É uma solução fácil, em termos jurídicos; é uma solução barata, a gente não precisa construir um promontório rochoso, ele já está lá; não precisa construir uma caverna, ela já está lá. Eu acredito na abertura, acredito no empenho das autoridades, ainda mais nas proporções que isso tomou. A Marinha do Brasil não é uma adversária do cidadão, ela é uma amiga do cidadão. A Marinha faz muito na costa brasileira. Muitos dos pontos preservados na nossa costa são devido a atuação da Marinha. O Farol de Cabeçudas eu vejo como uma extensão desse caminho das praias. É para a pessoa caminhar pela avenida Beira-rio, chegar em Cabeçudas, ir até o farol e fazer como se faz na Inglaterra, tirar uma selfie no portão com o soldado inglês lá trás. Tirar com o marinheiro, todo de branco, o farol lá trás. Nós temos um potencial que não está sendo utilizado. Isso agregaria para a cidade uma tremenda qualidade ambiental e urbanística também. O mesmo desafio do farol, eu vejo a lagoa de Santa Clara. A lagoa Santa Clara está há mais de 20 anos imprópria para banho. Se formos pensar em termos de Itajaí, onde temos outra lagoa que o cidadão pode ir tomar um banho? Onde tem outra lagoa que o turista pode brincar, levar a família, curtir a cidade e ainda gerar renda? É a lagoa de Santa Clara! No meio da Praia Brava, um tremendo cartão postal também, que tem lá a sua placa de imprópria pra banho. Como se fosse um brinquedo que a criança quer brincar, mas não pode – está lá intocável. Eu chamo a atenção das autoridades: onde estão as prioridades ambientais? A minha prioridade, por exemplo, seria recuperar a lagoa de Santa Clara. Tornar ela balneável de novo; atrair o turista. A pessoa que nada, fica menos doente. O mar da praia Brava é perigoso. Mas eu posso levar a criança na lagoa para nadar… Mas ela está imprópria para banho.

DIARINHO – Mês que vem deve ser entregue a passarela que liga a Brava Norte e Sul. O acesso vai facilitar a chegada no Canto do Morcego. Com a lagoa imprópria para banho, ela servirá apenas como um local de passagem. Qual o risco que essa travessia traz?
Giordano: Isso é um atestado de comédia! Eu gasto R$ 500 mil, um milhão, para a construção da passarela – não sei ao certo quanto foi investido. Eu gasto um dinheiro para construir uma passarela sobre uma água imprópria, sobre uma água suja. É como construir uma passarela sobre uma vala. Não sou contra a passarela, mas é preciso eleger prioridades! A sustentabilidade passa por isso. É insustentável uma passarela nova sobre um rio sujo e poluíd. Agora se eu investisse na recuperação daquilo, jogasse os meus esforços: Famai, Semasa, Associação de Moradores da Praia Brava, se unisse os esforços e o dinheiro para recuperação, o resultado seria muito maior. Eu atrairia o turista, atrairia renda, atrairia o lazer, a pesca, a educação ambiental, a pesquisa. A passarela de longe não era uma das prioridades. A prioridade era a recuperação da lagoa da Santa Clara. [A passarela atende uma necessidade do setor de lazer, que queria uma passarela para facilitar o acesso do público às casas noturnas do local…] Eu faço uma grande crítica: tudo que foi feito e está sendo feito na praia Brava, no canto Norte, está sendo feito sem os cuidados ambientais que deveriam ser tomados. Por exemplo: o calçamento ali, por mais que seja importante o calçamento no canto Norte, influi na movimentação das dunas, influi onde a água deveria correr e não corre. Tudo isso altera o ecossistema da região. Se por um lado essas atividades no canto Norte geram emprego, um chamariz turístico, mesmo assim, a prioridade, até pela lei, pelo plano diretor, a prioridade é a preservação ambiental. Há um desvirtuamento. A administração pública pende para certos interesses privados, menores, do que o interesse coletivo – que seria a lagoa limpa, ao invés de fazer uma passarela para o pessoal conseguir se dirigir a determinado estabelecimento comercial.

DIARINHO – Como você analisa a ocupação da praia Brava? A verticalização já é irreversível. O que precisamos cuidar de agora em diante?
Giordano: Eu divido a Brava em duas. Geograficamente, ela sofreu processos distintos de urbanização. Geograficamente, ela é dividida pela lagoa de Santa Clara. No canto Sul, sofreu uma ocupação urbana extremante desordenada e predatória, onde colhemos a irreversibilidade da qualidade ambiental. Não se planejou uma arborização para aquele bairro; não se planejou a mobilidade; não se planejaram ciclovias. A incidência de violência, crimes, homicídios é muito mais acentuada onde está urbanizado. Esse adensamento foi vendido como “segurança”. Antigamente a praia Brava era só mato! Era mata Atlântica, não mato! Mas, hoje, urbanizada, ela apresenta um índice de violência maior do que antes da urbanização. Perdemos o momento histórico de preservar o canto Sul. O que podemos fazer é remediar com ações sustentáveis, principalmente com técnicas sustentáveis na construção civil e na arquitetura urbanística como um todo. Planejamento de urbanização, árvore, ciclovia… [O bairro ficou intransitável em horários de pico…] E tu expões aquela mão de obra toda, que construiu aqueles prédios luxuosos e que trabalha neles, a arriscar a vida na volta pelo Morro Cortado – porque não tem ciclovia para quem usa bicicleta como meio de locomoção. Tem um problema ambiental e social. Para o canto Norte, o ideal, era que virasse uma unidade de conservação, onde na pior das hipóteses mantivéssemos as atividades que ali já estão, com a devida regularização. Eu quero regulamentar os estacionamentos, eu quero uma árvore a cada quatro vagas de carro, eu quero que os clubes noturnos apresentem um plano de resíduos sólidos – o que eles fazem com o lixo? Mas que a gente não descaracterize a beleza cênica do local. Morros verdes atrás, areia branca, a fauna, os microrganismos da areia, tudo isso precisa ser mantido. Não podemos perder o momento histórico como perdemos na Brava Sul, onde estão sendo diagnosticados, inclusive, pontos impróprios para banho. Isso era impensável. É mais ou menos a fórmula que o legislador, ao confeccionar o plano diretor, assim viu: o canto Norte da Brava como uma macrozona de proteção ambiental, onde só podem atividades que não conflitem com o seu meio.
DIARINHO – Uma audiência pública deve discutir em breve a instalação do empreendimento da Porsche no Morro Cortado. Quais os prejuízos e os benefícios que esse empreendimento trará para a cidade?
Giordano: Acho muito estranho a Porsche, uma marca internacional, com uma série de responsabilidades que preza pelo mundo, escolher um lugar de tamanha riqueza natural para degradar a fim de executar um estabelecimento. O local fica na área de amortecimento do parque da Ressacada. O parque da Ressacada é o maior tesouro da cidade em termos de recursos ambientais. Voltamos muito para o Canto do Morcego por seu apelo cênico. É um lugar bonito, mas o mais rico é o parque da Ressacada, porque a Univali já diagnosticou ali mais de 100 nascentes de água. Isso levando em conta a nossa civilização que está passando pela seca lá em São Paulo, por guerras por água, por uma luta pela água no mundo inteiro, tudo que ela representa. Nós temos na área urbana, uma enorme floresta, uma enorme área ambiental que agrega mais de 100 nascentes, é tão rica como uma floresta da Tijuca [RJ], por exemplo. Infelizmente, a administração pública, independentemente dos partidos, parece ter uma cegueira comum a todos os partidos políticos. O Parque da Ressacada existe por decreto desde 1982, mas para ele valer precisa de um plano de gestão. Um plano de manejo, topografia, uma série de coisas que poderiam ter sido plenamente realizadas e até hoje não foram por inércia da administração pública. Jogar um empreendimento, um complexo próximo de 100 nascentes de água, onde a sociedade civil, as associações de bairro pretendem preservar para as futuras gerações… Porque a água que pegamos hoje para abastecer a cidade, vem de um Itajaí-mirim turvo. E o dinheiro que se gasta para limpar essa água e ela chegar clara nas torneiras de cada casa… Quem vê pelo satélite tem noção dessa grande ilha de mata que nóos temos nesse mar cinza que é a ocupação urbana de Itajaí. Eu me coloco contra o empreendimento da Porsche no local onde ele quer ser feito. Claro que eu quero uma marca Porsche, um empreendimento desse na cidade, mas onde a zona urbana está consolidada. Daí, eu agrego valor. E tudo isso nasce nas mazelas da lei de zoneamento de 2012. Onde, por um relapso proposital do legislador, porque é impossível que a procuradoria, depois da sociedade civil, com abaixo-assinado, com mais de cinco mil assinaturas clamando para ser ouvida, para apontar justamente essas mazelas, foi ignorada… Isso leva a entender que há algum interesse nessas mazelas. Umas dessas malezas, o artigo 80, se não me engano, da Lei de Zoneamento, abre uma exceção. Em tese os morros de Itajaí estariam protegidos por essa lei, que acima da cota de 20 metros acima do mar na moraria, apenas casas, num lote de dois mil metros, poderiam ter habitação unifamiliar. Isso garantiria a qualidade dos morros. Uma exceção é aberta no Morro Cortado, onde no Morro Cortado entende-se que é uma zona urbana. Eu posso ler o Morro Cortado, que para mim é a margem da rodovia Osvaldo Reis, mas eu posso ler isso até a Canhanduba. Itajaí tem que otimizar a área urbana consolidada e o compromisso em preservar as áreas ainda intocadas.

DIARINHO – Itajaí carece de espaços verdes para o lazer. Nossas praças têm poucas árvores. Um exemplo é a reubarnização da praça Arno Bauer. Saiu o camelô e várias árvores foram cortadas. Ficou um ambiente árido. Porque é difícil pensar em espaços arborizados?

Giordano: Falta vontade política. Já existe um Plano de Arborização Municipal, elaborado por um dos grandes pensadores da área [Eli Schilikmann] e ele deu de presente para a Fundação do Meio Ambiente. Está lá parado, engavetado. Se eu colocar árvore aqui, vai destruir isso. Na verdade, eu acho que nem leram o plano, porque o plano diz até as espécies de árvores que são aplicadas em cada região. O plano foi uma luta da sociedade civil. A gente tentou implantar na cidade e encalhou na administração pública, no setor ambiental, no setor de urbanismo. Pelo contrário, muitas árvores já tombadas são mortas, assassinadas, inclusive, para a construção do anexo do museu. Diga-se de passagem, que por mais que a arquitetura tenha ficado bonita, deu um contraste entre o histórico e o novo, eu acho inoportuno. Mesma questão da passarela, nós temos tantos patrimônios históricos em Itajaí que estão à beira de se dissolver na nossa memória, porque estão caindo. Temos tantos patrimônios que o dinheiro que se gastou para aquele pseudo moderno anexo, poderia restaurar um patrimônio histórico e lá fazer o outro anexo do museu, resgatando a questão do patrimônio histórico. Patrimônio histórico e meio ambiente agregam valor à cidade. Voltando à pergunta: nós temos um plano de arborização pronto. Belo Horizonte quer, outras cidades querem, e está pronto aqui para ser aplicado. Mas por inércia, descaso, por cultura, não é levado adiante. Nós somos muito a cultura da motosserra. Esperava que a minha geração fosse o contrário disso, mas estou depositando esperança na geração do meu filho. Um plano de arborização urbana é imprescindível para a qualidade de vida da cidade. Ela poderia inclusive ganhar riquezas com isso. Se eu apresento na ONU que eu arborizei a minha cidade e diminuí a temperatura em Itajaí em meio grau… Meio grau parece ser nada, mas é muito. Meio grau pode ser definitivo para a vida de um inseto que maneja a floresta. Outro plano que trabalhamos no Comdema é o licenciamento para pavimentação asfáltica. Era comum em Itajaí a pavimentação asfáltica indiscriminada. O morador liga pedindo asfalto, vem um caminhão e joga. Parece que ficou bom, mas é preciso enxergar também os impactos que traz, que é a impermeabilização do solo. A água que antes era absorvida ali, com o asfalto vai escorrer para o outro lado. Vai escorrer e alagar outro canto. O asfalto aumenta a velocidade dos carros nos bairros. Onde as crianças soltavam pipas, onde as crianças ficavam nas calçadas, se encontravam depois da escola, brincavam, virou um perigo, porque o carro passa mais rápido com a rua asfaltada. O asfalto reflete o calor e torna a cidade mais quente, criam as ilhas de calor que contribuem para o efeito climático. Eu preciso estar atento a essas ideias de primeiro mundo que estão sendo desenvolvidas na ONU, uma ideia bacana que estão pegando na Noruega, eu preciso me espelhar nessas coisas. Eu quero uma Itajaí de primeiro mundo. O caminho é através da sustentabilidade, através da preservação do meio ambiente. É inconcebível o Centreventos fechado. Aquilo era para final de semana ter aula de artes para as crianças, ter música para os jovens, o planetário aberto. Meu filho passa lá e está fechado, sábado, domingo, segunda-feira. Aquilo era para estar aberto, com um monitor trabalhando. A arborização daquele espaço é necessária. Isso contribuiria sobremaneira para diminuir o calor. Se eu abro o Centreventos anexando à Beira Rio, com esse caminho da praia que ficou lindo, chegando até o farol de Cabeçudas, eu tenho um complexo urbano magnífico. E não só aqui no centro, não. Eu preciso levar a arborização para a Estefano José Vanoli, para os bairros da cidade. Nos bairros há uma carência de espaços ambientais e de qualidade. Esses seriam os grandes desafios, porque 90% da população já mora na cidade, então temos que tornar a cidade mais saudável.

DIARINHO – Quais os cuidados que devemos ter com o crescimento de Itajaí?
Giordano: Ampliar o saneamento básico, a coleta de lixo seletivo, a usina de biogás… Esses são pontos positivos que o município. Como é bom morar em uma cidade onde o lixo é separado, como é bom morar em uma cidade onde o esgoto vai ser saneado e não vai direto para os rios ou para aquela praia que tu vai levar o teu filho. Tirar energia do lixo, cada pessoa produz um quilo de lixo. Itajaí tem 200 toneladas por dia de resíduos e tu podes tirar energia disso. Parece utópico, mas porque não caminhar para isso? Algumas das metas seriam essas e em termos de unidade de conservação, em termos de meio ambiente e cidade, eu vejo a abertura da trilha do Farol, a preservação do parque da Ressacada, o projeto Orla, que prevê o parque da Atalaia, o parque da morraria de Cabeçudas e do Canto do Morcego, a recuperação dos rios ou pelo menos parar de tubular rio que não está poluído ou se está poluído é recuperar e não tubular. Essas seriam algumas metas sustentáveis que eu vejo em termos de gestão para Itajaí.

 

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